A exposição do Reino do Marrocos na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia destaca a arquitetura de terra marroquina e suas técnicas tradicionais de construção. A exposição, intitulada Materiae Palimpsest, foi curada pelos arquitetos Khalil Morad El Ghilali e El Mehdi Belyasmine. Em uma exploração que mescla técnicas ancestrais com tecnologias digitais, a mostra apresenta obras têxteis da arquiteta e artista Soumyia Jalal, além de hologramas de artesãos e artesãs e instalações táteis. A narrativa apresenta a terra como um recurso renovável e um material sustentável, e a construção com terra como uma chave tanto para a preservação do patrimônio arquitetônico quanto para o enfrentamento dos desafios ecológicos e sociais contemporâneos. Materiae Palimpsest convida a repensar a relação atual da arquitetura com os materiais de construção, abrindo caminho para métodos construtivos enraizados localmente.
Empreendimento de uso misto IOTA Seoul I. Render. Imagem cortesia de Foster + Partners
Foster + Partners divulgou imagens do projeto proposto para o IOTA Seoul I, um empreendimento de uso misto em Seul, Coreia do Sul. O projeto ficará localizado entre a Estação de Seul e o Namsan, um pico de 270 metros de altura no distrito de Jung-gu, na região centro-sul da cidade. O local foi descrito pela equipe de arquitetura como um ponto de referência devido à sua importância histórica como uma das portas de entrada de Seul para quem chega de trem.
A Prefeitura de Veneza revelou os planos para um novo estádio com capacidade para 18.500 pessoas projetado pelo escritório Populous. O estádio será construído no Bosco dello Sport, em Tessera, e será destinado ao futebol, ao rúgbi da Série A e a outros eventos, como shows. A Maffeis Engineering e a Populous foram contratadas para os trabalhos de projeto e engenharia por um consórcio composto por Costruzioni Bordignon, Fincantieri Infrastrutture e Ranzato Impianti, vencedor da licitação em março de 2024. As empresas Soil Engineering, Seingim e Gae Engineering também colaboram no projeto.
Lesley Lokko, arquiteta escocesa-ghanesa, curadora da 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza e a primeira mulher negra a receber a Royal Gold Medal do RIBA, lançou recentemente o Nomadic African Studio, um programa educacional voltado para jovens arquitetos/as. A iniciativa é organizada pelo African Futures Institute (AFI), fundado por Lokko, e se inspira em sua experiência ao estabelecer o Biennale College Architettura em 2023 — um programa voltado para estudantes de pós-graduação, recém-formados/as, acadêmicos/as em início de carreira e profissionais emergentes explorarem novas possibilidades na educação em arquitetura, que também terá continuidade na edição de 2025. O Nomadic African Studio consiste em uma série de estúdios itinerantes com duração de um mês, totalmente financiados, realizados em todo o continente africano, definindo suas localizações com base em "temas, e não em lugares". A primeira edição está programada para começar em julho de 2025, em Fez, no Marrocos.
De Stonehenge aos templos gregos, a arquitetura é a assinatura da humanidade na paisagem, o elemento artificial que sempre esteve conectado ao ambiente natural. Arquitetura e paisagem estão ligadas por uma continuidade fundamental que agora começa a desaparecer, prejudicando a qualidade do espaço que habitamos.
No dia 13 de novembro de 2019, uma nova estação ferroviária foi inaugurada na cidade de Matera, na Itália. O projeto, que compreende um novo edifício e um futuro parque projetados por Stefano Boeri Architetti, representa uma importante ligação entre o centro histórico, os distritos do pós-guerra e as áreas modernas, além de ser um ponto de acesso fundamental à cidade no ano em que ela se tornará a Capital Europeia da Cultura.
O Master of Science in Design Theory and Pedagogy do SCI-Arc é um programa de um ano que aborda a crescente ambiguidade entre a prática profissional e a academia, preparando os/as estudantes para a nova carreira híbrida que surgiu na arquitetura: o/a arquiteto/a-teórico/a-educador/a. À medida que a mudança nos paradigmas políticos, sociais, culturais, tecnológicos e ecológicos redefine a arquitetura, o programa especula sobre como será a prática profissional no futuro, questiona os modelos pedagógicos atuais e foca no que precisa ser repensado, aprimorado ou desafiado. Sendo um dos cinco programas de mestrado do SCI-Arc EDGE, Center for Advanced Studies in Architecture, o Design Theory and Pedagogy prepara jovens arquitetos/as para novas formas de prática profissional.
A Escola de Arquitetura, Planejamento Urbano e Paisagismo (SAPL, na sigla em inglês) da Universidade de Calgary está com inscrições abertas para o seu programa de Mestrado em Desenho Ambiental (MEDes). Localizada no sopé das mundialmente famosas Montanhas Rochosas canadenses, com fácil acesso aéreo a Vancouver e Toronto, a Universidade de Calgary oferece um excelente custo-benefício para estudantes internacionais em comparação com programas similares nos EUA, além de um custo de vida acessível quando comparado ao de outras cidades canadenses e americanas.
IE School of Architecture and Design e ArchDaily convidam você para esta excelente masterclass online com Caroline Cole, na qual ela explorará a importância de estabelecer uma proposta de negócios viável para arquitetos/as e designers.
O concreto têxtil reforçado com carbono é um composto de materiais de alto desempenho resistente à corrosão, fino, leve, eficiente no uso de recursos e ecologicamente correto. Ele oferece uma base para a durabilidade a longo prazo na construção, tanto em novas edificações quanto em reformas ou reparos. A longevidade e a viabilidade econômica são dois fatores essenciais nos quais a indústria da construção, bem como a pesquisa, a política e as associações ambientais, têm demonstrado grande interesse.
No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.
Biblioteca dos Saberes de Kéré Architecture. Vista norte. Render. Imagem cortesia de Kéré Architecture
Kéré Architecture apresentou sua proposta para a Biblioteca dos Saberes, um complexo cultural de 40.000 metros quadrados no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Projetado por Francis Kéré, Mariona Maeso Deitg e Juan Carlos Zapata, o conjunto foi encomendado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e está previsto para um terreno próximo ao Cais do Valongo e à região da Pequena África. O projeto foi apresentado à comunidade em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Entre seus elementos principais, estão uma fachada perfurada para proteção solar, jardins na cobertura, terraços ajardinados, pátios sombreados, áreas ao ar livre, um anfiteatro coberto e uma passarela para pedestres que conecta o edifício ao monumento a Zumbi dos Palmares.
No dia 20 de maio, o mundo da arquitetura voltará seus olhos para Veneza e para a inauguração da 18ª edição da Bienal de Arquitetura. Desde que a arquiteta Lesley Lokko foi anunciada como curadora do evento, o ArchDaily tem coberto todos os detalhes da Bienal e sabemos que, dias antes da abertura, surgem muitas dúvidas sobre o evento entre nossos leitores.
Nem todo projeto arquitetônico pode incorporar um projeto paisagístico, considerar um jardim ou acesso a uma ampla área verde. Espaços menores precisam de estratégias mais criativas para incorporar a vegetação. Independentemente do contexto, as plantas oferecem benefícios em todos os tipos de espaços, como a regulação da temperatura interna, uma opção de produção sustentável em menor escala do que uma estufa, além de suas qualidades estéticas. Neste artigo, apresentamos 4 estratégias simples e uma seleção de exemplos para incorporar plantas em espaços de pequena escala.
Metropolis 40°25' N 3°41' W (Madrid) de la serie Lux de Christina Seely. Image Cortesía de Christina Seely
A conservação da biodiversidade tem ganhado espaço na discussão sobre as mudanças climáticas, principalmente em função das consequências que sua perda pode ter na saúde humana. Inúmeras espécies têm sido ameaçadas tanto pelo crescimento das áreas urbanas quanto pela expansão das áreas agrícolas e de produção, estimando-se que cerca de metade da população animal seja hoje destinada ao consumo humano. No entanto, parece que sabemos muito mais sobre as espécies comumente encontradas em terra firme. É difícil para muitos de nós reconhecer as espécies de aves e, assim, aprender sobre seu papel dentro de um ecossistema, enquanto nossos céus abrigam milhares de espécies de pássaros migrantes a cada ano. A verdade é que o projeto urbano que pensamos para nossa segurança, nossos carros e nossa arquitetura pode ajudá-los a sobreviver ou, de outra forma, matá-los.
Todos os anos, nessa data, são organizados festivais, eventos educacionais, exposições e excursões para celebrar e, acima de tudo, conscientizar sobre a conservação das aves migratórias. Essas espécies viram seus habitats transformados nas últimas décadas, em parte pela ação humana: projetistas e agentes imobiliários construíram e nutriram um imaginário urbano dominado por estruturas de vidro como símbolo de poder e progresso. Antes de prosseguir com a conquista do céu, vale a pena considerar algumas medidas a serem adotadas ao especificar materiais mais amigáveis às espécies com as quais coabitamos.