Agustina Iñiguez

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Como medir o ciclo de vida de um material de construção?

Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.

Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.

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Inovar a partir da argila: tradição cerâmica que evolui transcendendo décadas de história

Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.

No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.

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Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

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Diante da era dos robôs? Inovação de materiais em estruturas arquitetônicas

Ao explorar a arte da robótica na construção, os avanços nas tecnologias arquitetônicas moldam cada vez mais múltiplos aspectos da vida humana. De braços robóticos e drones a robôs que se movem por grandes superfícies e até robôs de impressão 3D, seu uso na construção civil acelera a pesquisa e o desenvolvimento de novos métodos de trabalho, além da experimentação estrutural e material. Em colaboração com múltiplas disciplinas e abrangendo diversas facetas da arquitetura, o papel dos robôs no cenário contemporâneo demonstra um potencial que vai muito além da mera automação de processos ou da redução de tempos e custos de construção. Isso levanta a questão: estamos criando arquitetura para servir à tecnologia, ou tecnologia para servir à arquitetura?

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O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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Sistemas de reserva inteligentes como ferramenta para a eficiência acústica do espaço

Os ambientes de trabalho contemporâneos prometem colaboração, mas enfrentam cada vez mais dificuldades para oferecer espaços de privacidade. Em uma era dominada por layouts em plano aberto, pequenos espaços acústicos, como cabines telefônicas e nichos de foco, tornaram-se essenciais para manter a produtividade e a privacidade. Contudo, o paradoxo dos "conflitos de reserva" somado a "espaços subutilizados" transformou essas áreas em desafios operacionais. Diante disso, a questão é como os ambientes de trabalho podem equilibrar eficiência, produtividade e experiências de uso individualizadas dentro de contextos cada vez mais complexos.

Entre materiais e memória: três escritórios de arquitetura de Madri sobre a reabilitação do patrimônio

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O papel da reabilitação do patrimônio na paisagem arquitetônica contemporânea é moldado por uma ampla gama de pesquisas, crenças, memórias e esforços que visam redefinir e fortalecer o nosso ambiente construído. Ao empreender um projeto de transformação, reforma ou preservação, profissionais da arquitetura podem recorrer a diversas estratégias e ferramentas para incentivar uma coexistência significativa entre o que já existe e o que é recém-introduzido. Junto com três escritórios de arquitetura sediados em Madri — SOLAR, Pachón-Paredes e BA-RRO —, propusemo-nos a dialogar e explorar seus processos criativos e ideais, reconhecendo a complexidade e o valor dos edifícios históricos como repositórios de materiais, estruturas e técnicas construtivas de outras épocas.

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Decomposição como Expressão: Axonometria Desmontada como Ferramenta de Projeto

Na tradução da realidade tridimensional para um plano bidimensional, a axonometria se consolida como um dos sistemas gráficos de representação que fundamentam a linguagem utilizada por profissionais de arquitetura e design. Ao lado de plantas, cortes e elevações, suas vistas explodidas frequentemente se destacam pela capacidade de estudar as múltiplas camadas que compõem um projeto. Embora a axonometria também seja empregada em outras disciplinas, como a engenharia e o planejamento urbano, ela demonstra constantemente sua capacidade de funcionar como algo que vai além de uma mera ferramenta de representação. Com isso, ela não apenas reforça a compreensão dos processos construtivos, materiais e sistemas estruturais de uma obra, mas também amplia a comunicação das ideias e processos de projeto que a moldam.

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Entre a flexibilidade e a liberdade criativa: designs de forros modulares que inspiram

Para além de sua estética, materialidade ou método de instalação, o papel dos forros na arquitetura contemporânea já não se limita apenas a ocultar estruturas ou instalações internas nos edifícios. Ao agregar qualidades funcionais como absorção acústica, isolamento térmico, eficiência energética, proteção contra o fogo, iluminação integrada ou facilidade de manutenção, as diferentes disposições de forros são capazes de combinar flexibilidade e versatilidade de acordo com as diferentes necessidades e usos de seus/suas ocupantes. Interiores de escritórios, restaurantes, consultórios, estabelecimentos comerciais e outros espaços ganham protagonismo por meio da aplicação de forros com intenções e mensagens claras a transmitir.

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Fachadas autossuficientes: onde a proteção solar se une à energia renovável

Analisar com mais profundidade a interação entre luz e sombra na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de muitos/as profissionais da área. Espaços de luz e escuridão são concebidos para potencializar a circulação e a direcionalidade espacial, bem como para destacar as cores, texturas e formas de elementos arquitetônicos específicos. Diante disso, o impacto da luz natural nas fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver estratégias que promovam a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços internos e contribuam para a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneiras o seu poder poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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Fachadas autônomas: sistemas de energia renovável para proteção solar

Aprofundar-se nos jogos de luzes e sombras na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de profissionais da disciplina. Espaços de luminosidade e escuridão são concebidos com o fim de potencializar desde percursos e direcionalidades nos espaços até destacar cores, texturas e formas de certos elementos arquitetônicos. No entanto, o impacto da luz natural sobre as fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver medidas que colaborem com a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços interiores e também promovam a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneira sua potência poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

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Hotéis que pertencem à sua paisagem: arquitetura contextual e o futuro da hospitalidade

Em meio a inúmeras perguntas, reflexões e debates sobre como repensar o que um hotel pode ser, a arquitetura hoteleira atual enfrenta complexidades crescentes que abrangem a experiência do/a usuário/a, a responsabilidade ambiental e a relação com o contexto local. O design contemporâneo de hotéis demonstra uma intenção clara — e cada vez mais proeminente — de se integrar de forma fluida e harmoniosa ao seu entorno, construindo um senso de identidade que responde às culturas, tradições e ao caráter local. A interconexão com a natureza, somada à reinterpretação dos hotéis como espaços de diálogo com o entorno, estabelece uma relação direta que expande seus limites para além da história e das origens das diversas práticas que moldaram — e continuam a definir — suas características locais e filosofia de vida.

Em uma época em que muitos hotéis são projetados para parecerem destinos, o verdadeiro desafio é conceber hotéis que surjam organicamente de seu destino. No entanto, como integrar projetos urbanos de grande escala em paisagens sensíveis sem descaracterizá-las? Como é possível construir com alta densidade preservando um senso de intimidade e criar identidade em locais que já carregam um forte caráter local?

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Prolongando a vida útil dos materiais: circularidade e reciclabilidade como parte do projeto

Qual é o panorama global atual sobre a reciclabilidade dos materiais utilizados na arquitetura? Até que ponto as sociedades contemporâneas estão realmente comprometidas em reduzir o impacto ambiental? No esforço para viver em equilíbrio com a natureza, a substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis é uma das principais estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater o aquecimento global. Buscar inspiração na natureza como forma de protegê-la significa criar projetos que incorporem sustentabilidade, circularidade e reciclabilidade desde o primeiro esboço. Dos sistemas construtivos aos acabamentos de superfície, o uso de biomateriais na arquitetura reflete uma mentalidade baseada na responsabilidade de longo prazo pelo ciclo de vida completo do material.

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Design como Impacto: ADF 2026 homenageia a arquitetura que impulsiona a mudança

NPO Aoyama Design Forum (ADF), uma organização sem fins lucrativos, anunciou o ADF Design Award 2026, uma premiação que celebra a arquitetura que vai além do apelo estético — seu objetivo é gerar um impacto significativo na sociedade, na cultura e no meio ambiente. O prêmio busca reconhecer obras excepcionais que desafiam as convenções estabelecidas, demonstram pensamento inovador e enriquecem a vida das pessoas por meio de um design visionário e responsável. Profissionais de arquitetura e design de todo o mundo estão convidados/as a enviar suas propostas em uma plataforma exclusiva que fomenta conexões, promove a troca de ideias e incentiva uma colaboração intercultural significativa.

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O futuro das cidades: como podemos construir de forma diferente para promover ambientes resilientes e de baixo impacto?

Como o setor da construção molda o futuro das cidades? Quais desafios ele enfrenta? No cruzamento de pressões demográficas, sociais, energéticas e climáticas, o setor da construção está mudando rapidamente. Profissionais, instituições e cidadãos/as trabalham em conjunto para construir ambientes que promovam a saúde e o bem-estar, incentivem soluções duráveis e sensíveis ao contexto local, reduzam as emissões de carbono, resistam aos riscos climáticos e ofereçam moradia acessível e de alta qualidade.

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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

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Design sem esforço? Explorando ferramentas de arquitetura que potencializam o processo criativo de projeto

Encontrar as ferramentas certas para representar a ideia de um projeto ou executar uma obra continua sendo um desafio constante para profissionais de arquitetura e design. Embora softwares de desenho, modelagem 3D e cálculo tenham aumentado a precisão e a eficiência, muitos/as arquitetos/as continuam utilizando ferramentas legadas aprendidas na academia ou na prática — ferramentas que parecem familiares, mas que não oferecem necessariamente a melhor experiência de projeto. De interfaces sobrecarregadas e fluxos de trabalho travados a plug-ins infinitos e ao vaivém constante entre softwares desconectados, as ferramentas tradicionais de projeto costumam revelar sua complexidade e fragmentação.