Boise, Estados Unidos. Imagem via usuário do Wikipedia: Fæ. Licença sob CC0 1.0. Autor da imagem: Alden Skeie
Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.
No momento de criar espaços de exposição, o design da experiência, a proposta de percurso ou a transmissão de certas percepções e sentidos contribuem para a criação de diferentes vínculos e conexões entre os objetos exibidos e seus visitantes. Compreendendo o caráter de um showroom como aquele espaço pensado para mostrar produtos e serviços de forma criativa e experiencial, que estratégias de design poderiam melhorar as experiências internas de seus usuários? Como o design de interiores dialoga com a arquitetura de exposição?
Na busca por fomentar o sentido de pertencimento de seus habitantes, valorizar suas culturas ancestrais e preservar sua identidade, o território latino-americano reconhece uma arquitetura com amplas nuances e características regionais. O uso de técnicas construtivas e materiais locais, ou o diálogo entre o modular e o vernáculo, entre outras questões, revelam a intenção de promover a participação de comunidades nativas, estudantes e suas famílias, povos originários e construtores locais durante o processo de projeto e construção de uma grande variedade de escolas rurais ao longo de toda a América Latina.
Impresión de paredes exteriores. Image Cortesía de XWG Archi Studio at Tsinghua University
Segundo a empresa de análise Gartner, as vendas de impressoras 3D dispararam 75% por volta de 2014; no entanto, essa tecnologia ainda segue apresentando um forte crescimento. Embora existam múltiplos debates no campo da arquitetura sobre se a impressão 3D pode ser considerada artesanato ou se é viável a mistura de materiais locais com impressão 3D, sua implementação no meio acadêmico busca criar novas experiências, pesquisas e conhecimentos que colaborem para o desenvolvimento e a aplicação dessa tecnologia. Diante disso, como a integração da impressão 3D a partir da academia poderia provocar mudanças na indústria da construção no futuro? Como o ensino de arquitetura e design poderia fomentar a colaboração com outras disciplinas e criar novas aplicações em outros campos?
Como é possível maximizar a habitabilidade em espaços pequenos? Que decisões projetuais colaboram para a funcionalidade e para a satisfação das necessidades essenciais de seus habitantes? Na última década, a arquitetura em pequena escala ganhou protagonismo na busca por novas maneiras de habitar em conexão com a natureza e com o objetivo de alcançar uma relativa autossuficiência, entre outras razões. De casas mínimas ou casas na árvore a soluções de marcenaria fina e esculturas, o escritório de design português Madeiguincho se dedica ao desenvolvimento de soluções em madeira, buscando promover o conhecimento do trabalho artesanal com esse material como matéria-prima e recurso construtivo.
Por meio de seus projetos não construídos, obras executadas e pesquisas, as ideias de Amancio Williams surgem como resultado de uma profunda compreensão das tendências mais avançadas de seu tempo, refletindo sobre o projeto de arquitetura, o urbanismo e o planejamento urbano. Ao explorar diversos temas, conceitos e até mesmo materiais, ele busca criar um universo pessoal que interpreta o presente com um olhar voltado para o futuro, ao mesmo tempo internacional e marcadamente argentino. Sua proposta "La ciudad que necesita la humanidad" apresenta edifícios lineares e em camadas suspensos a 30 metros do solo, incorporando desde espaços de escritórios até vias e trens magnéticos em diferentes níveis de uma única estrutura. O arquivo de Amancio Williams no Canadian Centre for Architecture (CCA), em Montreal, documenta sua carreira como arquiteto e designer desde a década de 1940 até o final dos anos 1980. O acervo registra sua produção em mais de 80 projetos de arquitetura, urbanismo e design, bem como a administração de seu escritório de arquitetura e suas atividades profissionais. Composto por desenhos e esboços, maquetes de apresentação, registros fotográficos — incluindo fotos de maquetes, obras concluídas, imagens de referência, reproduções fotográficas de plantas e fotos de canteiros de obras —, o arquivo está disponível para consulta, oferecendo mais detalhes.
Como é possível alcançar o bem-estar emocional no âmbito público? Qual é o papel dos espaços públicos na promoção do bem-estar urbano? Considerando que as práticas esportivas podem constituir um componente vital na geração de espaços públicos saudáveis, a prática do skate, uma das atividades urbanas mais reconhecidas em nível global, representa uma alternativa na construção de oportunidades para o desenvolvimento físico, recreativo, social, cultural e também profissional de múltiplas gerações.
Ao projetar espaços para contemplar, a arquitetura entra em diálogo com o território na busca por compreender a paisagem e desfrutar da realidade, seja ela natural ou construída. A partir do convite para contemplar o entorno que nos cerca, profissionais de arquitetura na América Latina embarcam no desafio de construir estruturas que interagem com a natureza, reinterpretam certas tipologias edilícias ou fazem parte do aprendizado e do ensino de arquitetura para as futuras gerações. A ampla variedade de paisagens e culturas disponíveis no contexto latino-americano revela as infinitas oportunidades em que a arquitetura desponta com potencial para fomentar o diálogo entre quem observa e o objeto observado, além de aproveitar a conexão com a flora, a fauna e as demais espécies locais que a região oferece.
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Solución estructural Termomuro. Image Cortesía de Melón Hormigones
Na busca por soluções inovadoras para alcançar a neutralidade de carbono na construção, o reconhecimento, tratamento e gestão das emissões geradas são de vital importância. Isso permite compreender e investigar cada etapa do processo produtivo e do ciclo de vida dos materiais. A otimização de processos construtivos, a minimização do uso de combustíveis fósseis, a aplicação de energias renováveis ou a valorização de materiais reciclados são algumas das muitas estratégias disponíveis para avançar no caminho dessa transformação. A Melón tomou a iniciativa de desenvolver uma calculadora de Pegada de Carbono de Produto, visando oferecer produtos e soluções construtivas mais sustentáveis, contribuindo ativamente na luta contra as mudanças climáticas.
Como os/as profissionais da arquitetura podem transformar a atmosfera de uma estrutura? Que intervenções são capazes de transcender a reutilização adaptativa para modificar a percepção dos espaços? Ao reutilizar as arquiteturas ao longo do tempo, novos usos e necessidades surgem entre os espaços e seus usuários. Embora as estruturas dos edifícios antigos mantenham viva a memória das comunidades, a introdução de uma nova vida a partir de estufas, habitações, comércios, escritórios ou centros culturais traz consigo a concepção de novas atmosferas onde a luz, la ventilação, a incorporação da natureza e outros aspectos transformam as experiências interiores.
Quais transformações urbanas e sociais as nossas cidades demandam na atualidade? Como o planejamento e o desenho urbano podem contribuir para melhorar a experiência de seus habitantes nos espaços urbanos? Como explica Andreea Cutieru, a acupuntura urbana refere-se à melhoria dos problemas sociais e urbanos a partir de intervenções precisas que são capazes de revitalizar certas áreas das cidades e consolidar estratégias de planejamento urbano. O programa +VIDA representa uma estratégia integral de transformação urbana e social de territórios focada estrategicamente em populações vulneráveis do Caribe colombiano, convidando a construir coletivamente as cidades a partir do diálogo de saberes, inteligências e conhecimentos, com o objetivo de transformar o habitat de forma integral.
Globalmente, a arquitetura contemporânea continua investigando ferramentas e metodologias de projeto para integrar a natureza nos espaços habitáveis, dados os seus comprovados benefícios e contribuições para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Embora existam diferentes crenças religiosas ao redor do mundo, a arquitetura religiosa geralmente vai além de seus usos e funções para conectar-se com o sagrado. Sentidos, memórias e emoções são transmitidos nesses espaços a partir do uso de certos materiais, organizações espaciais e até sons e aromas que potencializam as experiências em atmosferas de espiritualidade, divindade e reflexão. No México, Chile, Equador, Brasil ou Uruguai, projetos de espaços de culto abertos para o exterior revelam uma arquitetura capaz de se adaptar a diferentes ambientes naturais, mantendo a premissa de que cada religião está ligada a uma identidade social e exige um vínculo particular com sua comunidade e a paisagem circundante.
Longe de ser apenas um material pré-fabricado produzido atualmente em larga escala, a aplicação dos blocos de concreto na arquitetura continua evoluindo para atender às demandas e necessidades das sociedades contemporâneas, em constante transformação. Seja em espaços interiores ou exteriores, seu uso se alinha a conceitos de economia circular, eficiência de recursos, sustentabilidade, entre outros, com o objetivo de criar espaços habitáveis e, ao mesmo tempo, explorar suas vantagens e desvantagens construtivas, além de suas qualidades expressivas e estéticas.
Na busca por promover uma construção mais sustentável, na qual o uso de materiais naturais contribua para a transmissão de tradições e culturas locais, cada vez mais projetos de arquitetura exploram diferentes recursos e técnicas para enfrentar preocupações ambientais, econômicas ou sociais. Conhecer os benefícios e qualidades dos materiais, tais como sua cor ou textura, influencia a experiência final de quem habita, percorre ou visita os espaços. Portanto, compreender suas propriedades técnicas, construtivas, estéticas e funcionais deve fazer parte do processo de projeto desde o início de sua concepção.
Ao investigar a envoltória da edificação e como o interior se relaciona com o exterior, a figura das estufas surge como uma oportunidade de gerar vida em um espaço interno a partir de fatores externos (ou não). Conhecida como o espaço revestido por vidro ou qualquer outro material plástico transparente, a estufa permite cultivar hortaliças e plantas ornamentais em épocas cujas condições climáticas externas não permitiriam o cultivo ao ar livre. No entanto, o que envolve projetar para plantas? O clima, as espécies, o projeto estrutural e o tipo de cobertura são apenas algumas das considerações a serem levadas em conta.
Em uma busca constante por encontrar novas maneiras de reduzir os custos e prazos de construção, a arquitetura modular se apresenta como uma oportunidade para implementar diversos métodos, tecnologias e técnicas que permitam projetar espaços habitáveis a partir de elementos repetitivos independentes, como os módulos. Como afirma Tom Hardiman, diretor executivo do Modular Building Institute (MBI), "modular" não se trata de um produto de construção, mas sim de um processo construtivo.
Intervenção Esta es mi plaza / Conjuntos Empáticos. Imagem
Como se comportam as estruturas infláveis nos espaços públicos? Que relações ou vínculos elas são capazes de estabelecer entre as pessoas? Sob a perspectiva do Conjuntos Empáticos, as estruturas infláveis atuam como organismos capazes de interpelar os transeuntes por sua leveza, materialidade e efeito surpresa, garantindo experiências sensoriais em diferentes ambientes e espaços públicos. Essas estruturas permitem acolher desde intervenções coletivas até momentos de lazer, fomentando o convívio social como forma de interação e criando atmosferas que dissociam a escala da cidade do espaço doméstico.