Jafar Centre no Dubai College. Imagem cortesia de Godwin Austen Johnson
Fundado nos Emirados Árabes Unidos em 1989 pelo presidente Brian Johnson e atualmente sob a direção executiva de Jason Burnside, o escritório Godwin Austen Johnson apoia-se em uma tradição britânica de projeto que remonta a 1847, tendo contribuído para o desenvolvimento do ambiente construído do Oriente Médio por mais de três décadas. Seus 110 profissionais de diversas nacionalidades, baseados em Dubai, Abu Dhabi, Sharjah e no Reino Unido, trabalham de forma integrada, combinando rigor técnico, análise contextual e metodologias digitais em um processo de projeto colaborativo.
Diante da rápida urbanização, o espaço tem se tornado um recurso escasso. As cidades estão saturadas, com áreas limitadas tanto para empreendimentos públicos quanto privados. Esse cenário exige uma transição para um planejamento urbano mais eficiente, capaz de aliar estética e alta funcionalidade. O estacionamento robótico da MPSystem surge como a solução ideal ao combinar desempenho prático e liberdade de criação arquitetônica.
A integração de elementos naturais ao projeto arquitetônico é, há muito tempo, uma busca fundamental para a criação de ambientes sustentáveis e confortáveis que melhorem tanto o bem-estar individual quanto a relação entre as edificações e seu contexto circundante. Em áreas de paisagens vastas, a incorporação de elementos naturais é essencial para conectar harmoniosamente a arquitetura ao seu local de implantação. Por outro lado, em ambientes urbanos densos e dominados por estruturas construídas, a introdução de áreas verdes torna-se também cada vez mais vital, reintroduzindo a natureza na chamada "selva de pedra".
Contudo, para além dos elementos paisagísticos convencionais — como fontes de água, paredes verdes, jardins ou pátios —, arquitetos e arquitetas estão redefinindo o que significa construir com a natureza. O foco deslocou-se para uma integração profunda da arquitetura com o seu entorno natural, criando experiências espaciais imersivas que atenuam as fronteiras entre o construído e o orgânico — de certa forma, "domesticando" a natureza. Quando executados com sucesso, esses projetos vão além de promover o bem-estar ou um estilo de vida saudável; eles evocam uma sensação profunda de tranquilidade, força e harmonia, transformando a maneira como percebemos e habitamos o espaço.
Na busca por criar um diálogo fluido entre a arquitetura e a paisagem circundante, o estudo da topografia traduz o reconhecimento e a investigación sobre a aplicação de materiais, estratégias autossuficientes, soluções de baixa manutenção e projetos paisagísticos que se integrem ao entorno natural e minimizem o impacto ambiental das obras. Mais do que apenas registrar as diferenças de níveis, orientações solares, ventos predominantes ou inclinações de escoamento dos terrenos, diversos/as profissionais de arquitetura na Argentina demonstram interesse em desenvolver soluções arquitetônicas capazes de se adaptar às geografias naturais e restaurar o vínculo entre a natureza e o ser humano.
Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.
A configuração da mesquita, local de culto da comunidade muçulmana, remonta sua história ao pátio do fundador da religião. As primeiras mesquitas eram, portanto, simples espaços abertos destinados às orações rituais. Ao longo dos anos e séculos, esses templos incorporaram diversos elementos funcionais e normativos, como o mihrab, um nicho que indica a direção da oração, e o minbar, o púlpito de onde o pregador profere o sermão. Outros elementos também se tornaram comuns, como as cúpulas e os minaretes, historicamente utilizados para o chamado à oração. Estes tinham o propósito adicional de sinalizar a função do edifício como mesquita e eram usados por governantes e benfeitores para exaltar sua imponência.
Na contemporaneidade, as mesquitas não estão imunes ao debate arquitetônico. Elementos que não possuem função religiosa direta são questionados, assim como a relação entre o templo e seu entorno. Essa discussão é especialmente acirrada em regiões do mundo com comunidades muçulmanas relativamente novas, onde alguns teóricos defendem a eliminação de elementos simbólicos sob o argumento de que se tratam de mero "pastiche", enquanto outros manifestam nostalgia em relação à carga afetiva associada às formas históricas. Contudo, arquitetos e arquitetas contemporâneos têm elevado com sucesso a arquitetura das mesquitas, atendendo aos requisitos funcionais com criatividade ao mesmo tempo em que deixam o contexto do edifício moldar sua volumetria.
Em 1982, em uma conferência sobre construção com terra em Tucson, Arizona, uma apresentação incomum desafiou tudo o que os/as arquitetos/as pensavam saber sobre recursos rurais. Em vez de focar em técnicas construtivas, o apresentador, o arquiteto Pliny Fisk III, estendeu uma série de mapas desenhados à mão que revelavam algo extraordinário: o Texas rural não era escasso em recursos, como sugeria o senso comum, mas sim incrivelmente rico em materiais. Os mapas mostravam cinzas vulcânicas ideais para concreto leve, depósitos de caliche que se estendiam por vastos territórios e florestas de mesquite que podiam fornecer tanto pisos de madeira de alta densidade quanto isolamento térmico. Essa revelação redefiniu as noções predominantes de valor na arquitetura.
Na alegoria da caverna de Platão, a luz simboliza o conhecimento: é o que guia o ser humano para fora das sombras da ignorância em direção à verdade. Em muitas religiões, a luz também é associada à divindade, como uma manifestação do sagrado. Com o tempo, a luz deixou de ser apenas um símbolo da razão para se tornar um instrumento de sensibilidade, uma matéria viva capaz de moldar atmosferas, influenciar a percepção e revelar significados.
A luz é usada com maestria nos espaços silenciosos de Tadao Ando, por exemplo, onde se infiltra como uma substância sagrada entre as paredes de concreto. Nos edifícios de Alvar Aalto, ela é delicadamente modulada para dialogar com o céu nórdico. Nas instalações imersivas de James Turrell, ela se torna corpo, cor e experiência. Mas a luz também se manifesta nos gestos mais cotidianos: em cada janela precisamente orientada ou em cada sombra cuidadosamente desenhada para revelar o que não é imediatamente visível. Como um/a maestro/a diante da partitura e da orquestra, o/a arquiteto/a pode compor com a luz, acentuando volumes, suavizando limites e conferindo ritmo e intensidade aos espaços que habitamos.
A lista de finalistas do prestigiado BRICK AWARD 26 foi anunciada, revelando 50 edifícios excepcionais em tijolo ao redor do mundo. Organizado pela wienerberger, o prêmio bienal celebra a inovação arquitetônica e o trabalho artesanal no design cerâmico e de tijolos, reconhecendo projetos que desafiam os limites do material, da forma e do contexto. A seleção deste ano abrange cinco continentes e 21 países, destacando a relevância duradoura do tijolo na arquitetura contemporânea — desde residências intimistas e instituições culturais até instalações industriais e espaços públicos. Os projetos vencedores serão anunciados em Viena, em junho de 2026, e todas as obras selecionadas constarão no livro BRICK 26.
A Espanha combina diversidade cultural e uma longa tradição construtiva que se reflete diretamente em sua arquitetura. O país abriga escolas influentes, um corpo consistente de produção teórica, uma geração ativa de arquitetos/as e uma indústria da construção civil consolidada, com forte capacidade de inovação, padronização e exportação. A arquitetura espanhola contemporânea caracteriza-se pela pluralidade de abordagens e pela articulação entre tradição material, tecnologia e desempenho.
Nesse contexto, os materiais desempenham um papel central na concepção, expressão e funcionalidade dos edifícios. O aço, o vidro, o tijolo, o pedra e a madeira continuam sendo insumos essenciais na prática arquitetônica, mas seu papel vai muito além da matéria-prima. Uma vez processados industrialmente, esses materiais se desdobram em uma ampla gama de produtos e sistemas, como painéis técnicos, fachadas ventiladas, componentes estruturais, revestimentos extrudados e sistemas de brise-soleil.
O co-living no Leste Asiático vem crescendo desde 2020, expandindo-se rapidamente embora ainda esteja em suas etapas iniciais. Ao mesmo tempo, continua a atender a uma demanda significativa de jovens profissionais que trabalham em grandes metrópoles. Um estudo de 2020 da empresa de serviços imobiliários JLL destacou a crescente demanda por co-living na China e em Singapura, citando vantagens fundamentais como a acessibilidade financeira em comparação com estúdios privados e um estilo de vida urbano contemporâneo que promove a abertura e o compartilhamento de experiências. Assim como em outros setores onde a propriedade está perdendo relevância — como serviços de streaming de música, filmes e televisão, ou soluções de mobilidade como o compartilhamento de carros e de bicicletas —, o co-living atrai um público semelhante, que valoriza a flexibilidade e o acesso em detrimento de compromissos de longo prazo.
Diferentemente das iniciativas de co-living na Espanha, que frequentemente focam em espaços compartilhados multigeracionais, o co-living no Leste Asiático visa principalmente jovens profissionais com trajetórias de carreira dinâmicas. Muitas vezes obrigadas a se mudar a cada poucos anos, essas pessoas priorizam a conveniência e a adaptabilidade em vez de investir em uma casa própria permanente. Para esse perfil, comprometer-se com uma residência de longo prazo pode não ser prático, o que torna os espaços de co-living totalmente mobiliados, administrados profissionalmente e equipados com comodidades e serviços de manutenção uma opção atraente. Esses ambientes atendem a estilos de vida urbanos acelerados, nos quais o networking em eventos profissionais muitas vezes antecede o descanso solitário em casa.
Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno Germán Valenzuela sobre o livro Del territorio al detalle (Bifurcaciones), uma seleção das/dos arquitetas/os contemporâneas/os mais interessantes da América Latina, de Al Borde a Rozana Montiel, passando por Mauricio Rocha, Inés Moisset e Solano Benítez.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142692/german-valenzuela-o-global-nao-existe-sem-o-local-na-arquiteturaArchDaily Team
Em uma antiga igreja do século XVI em Vicenza, duas histórias se encontram: a da arquitetura sacra do Renascimento italiano e a do mármore, o material milenar por excelência, aqui reinterpretado sob uma perspectiva contemporânea. Nesse diálogo entre épocas, a Lithos Design apresenta a Quinte, uma divisória de dupla face que transforma o mármore em uma ferramenta de design: não apenas uma superfície, mas um elemento rítmico e modular que define e valoriza os espaços. Uma ideia concebida para arquitetos/as de interiores que buscam soluções simultaneamente funcionais e decorativas, capazes de moldar ambientes com precisão, elegância e personalidade.
Diante de uma crise climática global interconectada, da perda de biodiversidade e do esgotamento de recursos, o design regenerativo surge como um caminho para a construção de futuros rurais resilientes e ecologicamente sintonizados. Na interseção entre arquitetura, agricultura e ecossistemas locais, despontam novos modelos de práticas agrícolas resilientes e autossuficientes. Em vez de grandes sistemas industriais, esses projetos consistem em intervenções arquitetônicas em pequena escala, precisas e profundamente contextuais, que criam espaços propícios ao cultivo sustentável, respeitando os ritmos ambientais, os materiais locais e os saberes comunitários.
As casas coloridas de Assuã, no sul do atual Egito, atraem turistas que se aventuram até aquela região do Rio Nilo. Acessíveis por pequenos barcos fluviais, ilhas como Suheil West abrigam comunidades núbias, algumas das quais tiveram que se deslocar após a construção da Grande Barragem de Assuã na década de 1960. Por trás das vistas pitorescas de paredes rebocadas e cobertas por murais e grafismos, empoleiradas em colinas rochosas com vista para o Nilo, esconde-se uma técnica construtiva utilizada localmente há séculos. Ela utiliza materiais de origem local, preserva a natureza e regula a temperatura interna contra o calor do dia e o frio da noite.
A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.
No design contemporâneo de escolas de educação infantil no Japão e na China, arquitetos e arquitetas estão transformando os espaços internos, deixando de lado o conceito de mero recipiente para criar um ambiente multissensorial ativo. Essa transição parece acompanhar estudos em psicologia do desenvolvimento que sugerem que a experiência espacial da criança começa com um engajamento sensório-motor, por meio do toque e da manipulação. Dessa forma, esses projetos dão grande ênfase ao uso de materiais e à abordagem do aprender brincando. Arquitetos e arquitetas parecem estar indo além das salas de aula tradicionais, criando ambientes táteis, estimulantes e enraizados em seus contextos específicos. Os próprios edifícios se tornam ferramentas pedagógicas, incentivando as crianças a aprender e explorar por meio do engajamento físico direto.
No discurso arquitetônico contemporâneo, o planejamento urbano é cada vez mais reconhecido como um meio de conciliar o crescimento com prioridades sociais, culturais e ambientais de longo prazo. Para além de organizar edifícios e infraestrutura, essas propostas de grande escala visam regenerar o tecido urbano, adaptar áreas históricas ou subutilizadas e estabelecer diretrizes para comunidades inclusivas e resilientes. Enviados pela comunidade do ArchDaily, os projetos apresentados nesta edição de Arquitetura Não Construída destacam como os planos diretores podem responder aos desafios contemporâneos enquanto preparam as cidades para um futuro incerto.
Abrangendo diversas geografias, da Europa ao Oriente Médio e às Américas, os projetos selecionados reinterpretam complexos industriais, sítios culturais e bairros residenciais por meio de estratégias que priorizam a sustentabilidade, a mobilidade e a identidade coletiva. Muitos compartilham o foco no design regenerativo: a reabertura de canais históricos, a criação de espaços públicos adaptados ao clima e a introdução de corredores verdes e centros comunitários para reconectar as pessoas com seus ambientes. Juntos, eles demonstram como o planejamento urbano vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para repensar a maneira como as cidades crescem, se adaptam e sustentam a vida cívica.
Pavilhão do Japão na Osaka Expo 2025 / Nikken Sekkei. Imagem cortesia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria
Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.
No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.
Sediado na Cidade do México, Enrique Tovar traz uma abordagem multidisciplinar à arquitetura e ao trabalho editorial, moldada por seu interesse em história, sociedade, arte e artesanato. Suas primeiras experiências em um contexto onde a arquitetura é frequentemente autoconstruída ou negociada lhe proporcionaram uma compreensão refinada do ambiente construído como algo fluido e em constante evolução com o uso. Essa perspectiva o levou naturalmente ao trabalho editorial, que ele vê como uma extensão da prática arquitetônica — capaz de capturar complexidades e tensões que talvez não sejam visíveis nos processos tradicionais de projeto.
Como editor de conteúdo patrocinado no ArchDaily, Enrique explora as interseções críticas entre materiais, sistemas construtivos, tecnologia e softwares. Ele se interessa especialmente por como esses elementos influenciam as práticas arquitetônicas contemporâneas e pelas maneiras como os princípios do desenho universal e inclusivo podem expandir o alcance do campo profissional. Seu foco editorial incentiva ambientes que respondam a diversos corpos, experiências e modos de habitar o espaço, promovendo uma arquitetura que desafia as normas convencionais e abraça preocupações sociais mais amplas.
O revestimento de fachadas é um elemento essencial na arquitetura, combinando funcionalidade, tecnologia e estética para proteger e valorizar as edificações. Entre os diversos materiais disponíveis, como pedra, madeira e compósitos, o revestimento metálico destaca-se por sua durabilidade, baixa manutenção e flexibilidade de projeto. Além de oferecer resistência às intempéries e segurança contra incêndios, sua capacidade de reciclagem o torna uma solução sustentável e econômica para projetos de todos os portes. Para atender a essas demandas com eficiência e sofisticação, a Parallel Architectural Products oferece uma gama de revestimentos metálicos e outros produtos inovadores projetados para otimizar a instalação, reduzir os custos de mão de obra e garantir acabamentos de alta qualidade.
Quando o Hudson Yards foi inaugurado em Manhattan em 2019, prometia um novo bairro urbano construído do zero. Foram erguidas 16 torres com 4.000 unidades residenciais na esperança de criar uma comunidade forte. Apesar de suas comodidades luxuosas e grandiosas praças públicas, um vazio peculiar persistiu. O empreendimento transmitia uma sensação de anonimato, evidenciando uma verdade fundamental sobre a capacidade social humana.
Balcony House / Ryo Matsui Architects. Imagem cortesia de Ryo Matsui Architects Inc
Caminhamos sobre superfícies "planas" todos os dias e raramente pensamos a respeito — mas quão plano é esse solo, na verdade? Na cidade, os meios-fios são chanfrados, as calçadas se inclinam em direção às grelhas e as vias são abauladas para escoar a água em sarjetas rasas. Nos subúrbios e em caminhos não pavimentados, o terreno irregular é a norma. Dentro dos edifícios, em contrapartida, buscamos uma horizontalidade quase perfeita — estruturas, lajes e acabamentos são todos disciplinados para criar superfícies de circulação niveladas em nome da segurança e da acessibilidade. No entanto, a planaridade é inerentemente incompatível com a água. Um olhar mais atento revela um repertório sutil de adaptações: pequenos caimentos nas entradas, soleiras elevadas alguns milímetros, áreas molhadas com inclinações quase imperceptíveis. O piso é percebido como plano, mas, na verdade, é cuidadosamente ajustado — microtopografias disfarçadas de plano — para gerenciar a água sem chamar atenção.
Quais são as maneiras comuns pelas quais os/as arquitetos/as "mantêm as coisas planas" enquanto gerenciam a água — a eterna inimiga das edificações? Uma forma útil de analisar isso é focar em três condições recorrentes: decks externos ou de cobertura, banheiros e outras áreas molhadas, e planos de piso externos ao nível do solo. Cada uma depende de um conjunto de ferramentas ligeiramente diferente — sistemas de pedestais sobre impermeabilização inclinada, microinclinações para ralos, drenos perimetrais ocultos, caimentos divididos — para manter a ilusão de uma superfície contínua e nivelada. Estudar essas situações de forma comparativa revela o imenso esforço de projeto necessário para conciliar a percepção de planaridade com a realidade complexa da água.
Por séculos, a arquitetura tem sido moldada pela aspiração de criar uma transição suave entre o interior e o exterior. Hoje, sistemas de janelas e fachadas tecnologicamente sofisticados permitem que arquitetos/as projetem conceitos de ambientes abertos e inundados de luz sem perder calor. A janela de correr cero maximum da Solarlux pode eliminar as fronteiras entre os espaços, o que se demonstra de forma ainda mais impressionante quando elementos de grande formato substituem os cantos dos edifícios. Trata-se de uma conquista técnica realizada inteiramente sem suportes que obstruam a vista. O sistema cero cria uma conexão direta e imediata com a natureza que vai muito além do que as soluções convencionais podem oferecer.