Terrenos inclinados representam uma perspectiva atraente para incorporadores. Com vistas deslumbrantes para paisagens naturais ou urbanas — muitas vezes sem a possibilidade real de obstrução por empreendimentos futuros —, um lote em declive promete um retorno valioso. No entanto, seja pela escavação adicional necessária para cortes e aterros, pelas estruturas em balanço, pelas complicações de drenagem de água ou pela perda de luz natural e dificuldade de acesso na parte frontal da propriedade, construir nessas topografias traz seus desafios.
Contudo, o principal obstáculo não é necessariamente a inclinação do terreno, mas sim a forma do edifício. Ao fracionar uma estrutura de múltiplos pavimentos e reposicionar — e talvez até desconectar — cada nível, projetos concebidos para se adaptarem à topografia existente por meio de múltiplos níveis de implantação conseguem reduzir o volume de escavação. Essa planta escalonada também contribui para melhorar o acesso e a iluminação natural, além de ampliar as áreas internas e externas.
Formalmente, a transparência costuma se materializar na forma de uma janela, uma porta, uma fachada-cortina ou uma claraboia. Geralmente, esses elementos se traduzem em aberturas retangulares pontuais ou em sistemas de fachadas-cortina de vidro e painéis translúcidos. Os projetos a seguir subvertem as noções tradicionais de transparência e esquadrias de maneiras lúdicas e inusitadas. O resultado são fachadas visualmente impactantes e relações dinâmicas entre o exterior e o interior. Através da articulação de suas esquadrias e superfícies envidraçadas, eles filtram a luz e emolduram vistas para proporcionar experiências arquitetônicas memoráveis.
Escadarias do PUI 13. Imagem cortesia de CityMakers
CityMakers, a Comunidade Global de Profissionais da Arquitetura que Aprendem com Cidades Exemplares e Seus Criadores, trabalha em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. A autoria dos textos é de arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas responsáveis pelos projetos que transformaram essas três cidades e que são estudados nas "Escolas de Cidades" e nos "Cursos Documentais" realizados pela CityMakers. Nesta ocasião, Victor Restrepo, coordenador da CityMakers em Medellín, apresenta seu artigo "Medellín: um estudo de caso".
Medellín destaca-se como um exemplo inspirador para muitas cidades ao redor do mundo. Trata-se de uma metrópole que transitou de um profundo medo coletivo para um entusiasmo esperançoso em relação à vida urbana e social, pautada pela qualidade e pela convivência. Embora a crise da cidade seja historicamente associada à violência e ao narcotráfico, ela se revela mais estrutural e profunda. Na verdade, responde a uma gama muito mais ampla de fatores, alguns dos quais ligados ao crescimento populacional acelerado, de forma semelhante ao que ocorre em diversas cidades latino-americanas.
Como parte da Bienal Design Doha 2024, Glenn Adamson e Péter Tamás Nagy apresentam a exposição “Colors of the City: A Century of Architecture in Doha” (Cores da Cidade: Um Século de Arquitetura em Doha), que investiga a evolução arquitetônica da capital do Catar com base nas diversas influências globais que a caracterizam. Em cartaz até 30 de março de 2024, a mostra propõe uma viagem pela história da arquitetura de Doha, apresentando estilos variados como o Classicismo, o Art Déco e o Modernismo, além de contemplar as adaptações cataris dessas linguagens desenvolvidas por arquitetos e arquitetas da Europa, das Américas, do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
A loja física da Benetton mimetizará seu ambiente virtual. Imagem cortesia de Benetton
A evolução do design de varejo demanda uma análise da prática da arquitetura no ambiente digital. Embora os espaços comerciais físicos tenham sido tradicionalmente o centro das experiências de compra, a fronteira emergente do metaverso — uma rede interconectada de ambientes virtuais em 3D — sinaliza uma mudança significativa nas interações entre marcas e consumidores. Para arquitetos e arquitetas, esse espaço liminar apresenta uma tela única, livre das restrições materiais que tradicionalmente moldaram as concepções de projeto. O metaverso é um novo território onde a arquitetura da imaginação pode ser plenamente realizada, convidando a uma reconceituação das possibilidades do design de varejo.
A preparação de superfície é crucial para garantir a longevidade e a eficácia de revestimentos na construção civil. De fato, estudos mostram que até 80% das falhas prematuras de revestimento podem ser atribuídas a uma preparação inadequada da superfície. Essas falhas geralmente se manifestam na forma de descascamento, bolhas e fissuras, o que prejudica a aparência do edifício e compromete a integridade estrutural.
As fachadas dos edifícios são altamente visíveis e expostas, sofrendo o impacto direto de fatores ambientais. A preparação inadequada da superfície tem um impacto direto no desempenho e na aparência a longo prazo dos acabamentos de fachada, que, por sua vez, podem sofrer uma degradação acelerada, exigindo manutenção e reparos frequentes.
Ao comemorar o Dia Mundial do Autismo, é fundamental reconhecer o impacto do design na vida das pessoas com deficiência. Seja o Jardim do Autismo no Irã, projetado pelo escritório Hajm.e.Sabz, o hospital Sycamore no Northgate Park Hospital, no Reino Unido, ou o projeto Home for The Homeless, cada uma dessas propostas celebra as diferentes necessidades e busca promover um senso de pertencimento e empoderamento para todas as pessoas.
Varandas em Nova Orleans. Imagem via William A. Morgan / Shutterstock
Posicionada entre a paisagem urbana de um bairro e a privacidade do interior de uma casa, encontra-se a varanda. Assumindo o papel de entrada, janela para contemplação, ponto de encontro e palco, a varanda passou a representar a comunidade e a identidade de muitos bairros nos Estados Unidos. Composta por diversos elementos estilísticos de diferentes tamanhos e formas, ela une vizinhanças ao criar um espaço intersticial entre o lar e a rua, costurando a vida familiar no interior da residência e a vida pública no exterior, conformando uma zona de transição entre o privado e o público tanto para encontros fortuitos quanto para momentos de pausa. No cinema e na literatura, a varanda é frequentemente retratada como o palco de conversas profundas e transformadoras, representando um limiar acolhedor entre as esferas doméstica e pública onde se pode demorar.
Ao caminhar hoje em dia pelas localidades rurais do Chile, percebemos que, do ponto de vista da mobilidade a pé, estas expandem-se por meio da aplicação de elementos urbanos. Há um confronto entre duas realidades: de um lado, as práticas históricas dos/as próprios/as habitantes e, de outro, a introdução de elementos urbanos de desenvolvimento.
As pessoas que ali vivem, paralelamente às suas próprias formas de vida, viram-se obrigadas a se desenvolver sob um crescimento territorial padronizado, sem participar da tomada de decisões diante da intervenção em seu contexto de circulação de pedestres. Os aspectos normativos são os instrumentos com os quais os agentes diretos intervêm no âmbito rural. Em geral, o/a habitante, sujeito central para o qual se orientan as políticas sociais, é antes um agente passivo e desinformado em relação a esse arcabouço normativo (Tapia, 2007).
A ideia de um parquinho comunitário ou público fundamenta-se na criação de um espaço de lazer acessível para todas as pessoas. Contudo, em muitos casos, a viabilização de um projeto desse tipo pode esbarrar na falta de recursos financeiros ou em restrições regulatórias. O primeiro grande desafio consiste em colocar o projeto em prática e, acima de tudo, obter a recepção positiva da comunidade e, se possível, seu engajamento direto, garantindo assim o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa.
No mundo da arquitetura e do design, os métodos tradicionais de apresentação de projetos 3D por meio de plantas em 2D, renderizações e passeios virtuais em vídeo são práticas comuns. No entanto, falta-lhes um aspecto fundamental: a imersão. Para os/as clientes, é difícil visualizar os espaços apenas observando representações bidimensionais. Isso gerou a necessidade de criar rapidamente ambientes imersivos que proporcionem uma melhor compreensão aos/às clientes a partir de softwares 3D já utilizados, como Enscape, V-Ray, Lumion ou Twinmotion.
Utilizando panoramas 360°, arquitetos/as e designers podem agora transportar projetos existentes para a realidade virtual (VR) em questão de minutos. Este artigo servirá como um guia sobre como converter seus projetos 3D em experiências leves para web e VR utilizando panoramas 360°.
Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.
Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.
Imagine um mundo milhares de anos no futuro, onde a humanidade conquistou planetas em galáxias distantes, apenas para se ver reduzida a uma ordem social neofeudal em constante disputa por poder, tudo construído sobre uma intrincada tapeçaria de culturas e religiões, e ambientado em uma paisagem inóspita, porém vívida, que se torna uma personagem por si só. Este foi o desafio enfrentado pelo/a cineasta Denis Villeneuve e pelo/a designer de produção Patrice Vermette ao criar a adaptação cinematográfica do romance de 1965 de Frank Herbert. Os dois filmes de Duna, lançados em 2021 e 2024, foram concebidos de forma conjunta e, por isso, compartilham um estilo e uma expressão cinematográfica coerentes. Para além da estética, o ambiente e a arquitetura de Duna apresentam um mundo habitado e verossímil, que ancora a ação e as personagens, oferecendo silenciosamente visões valiosas sobre os valores e a mitologia de cada civilização.
Quando o briefing para o projeto de um novo escritório pede algo novo, dinâmico e moderno — um espaço onde as pessoas gostem de estar e, crucialmente, de trabalhar, que as ajude a se concentrar em tarefas individuais, mas também a relaxar, colaborar e criar —, há poucos pontos de partida melhores do que o círculo cromático. À medida que o mundo do trabalho e os diversos ambientes onde ele se desenvolve se tornam menos formais e restritos em termos de design, arquitetos/as, designers e, acima de tudo, seus/suas clientes estão assinando a demissão do escritório monótono e sem graça, buscando alternativas mais expressivas em opções coloridas fora do convencional.
Embora a capacidade do azul de melhorar a concentração, estimular o pensamento e proporcionar clareza mental ajude a aumentar a produtividade, o corpo humano também precisa de períodos regulares de descanso e relaxamento. Nesse sentido, cores quentes como o amarelo proporcionam bem-estar por meio do acolhimento e do conforto — sendo ideais para áreas de descompressão. Por outro lado, tons de vermelho e laranja estimulam a criatividade e a expressão, o que significa que podem ser muito úteis em áreas destinadas à integração social, enquanto o verde favorece uma abordagem mais calma e equilibrada, adequada para reuniões de outra natureza.
Continuar agindo como de costume não é mais uma opção se quisermos avançar em direção a uma indústria da construção mais sustentável. Nossos métodos e estratégias devem se transformar e se adaptar a uma lógica completamente nova.
Foi com esse propósito que o conceito Living Places foi desenvolvido pelo Grupo VELUX, em parceria com o escritório EFFEKT Architects e a empresa de engenharia Artelia. Ele evidencia como repensar os princípios construtivos pode responder aos desafios globais de clima e saúde. Impulsionado por essa premissa, o Living Places Copenhagen, primeiro protótipo do conceito, apresenta um exemplo prático de como construir de forma mais sustentável ao mesmo tempo em que se maximiza o conforto interno.
A economia urbana na América Latina tem desempenhado um papel essencial na transformação das cidades, influenciando tanto o desenvolvimento econômico quanto a estrutura social urbana.
A cidade não é apenas o motor do desenvolvimento econômico, mas também uma máquina de desenvolvimento social. É amplamente reconhecido que existe uma relação positiva e estável entre a taxa de urbanização de um país e seu desenvolvimento social; contudo, essa relação é diretamente proporcional à qualidade urbana.
Após duas semanas intensas de indicações, o público do ArchDaily avaliou mais de 700 projetos e selecionou os 10 finalistas do Building of the Year Award China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de votação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a disciplina. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram os leitores e leitoras do ArchDaily, revelando também a evolução e as tendências da arquitetura chinesa contemporânea.
Antes de apresentarmos os projetos finalistas, queremos destacar os valores fundamentais desta premiação. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade em relação à profissão e ao avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada ao futuro da arquitetura — inspirando e educando as pessoas que projetarão o tecido urbano do amanhã —, a confiança depositada em nós por nosso público para refletir as tendências arquitetônicas de diversas regiões do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. Com votação democrática e centrada na comunidade, o prêmio Building of the Year é um dos pilares da nossa resposta a esses desafios, buscando romper com hierarquias estabelecidas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 10 finalistas do prêmio China Building of the Year 2024; o período de votação estará aberto de 27 de março a 3 de abril, às 23:59 (BJT). Os vencedores serão anunciados no dia 4 de abril de 2024. Clique aqui para conferir os detalhes e saber como votar.
A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries.
Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014935/de-veus-finos-a-barreiras-espessas-explorando-diferentes-larguras-em-envelopes-arquitetonicosJosé Tomás Franco and Eduardo Souza
Os fatores externos que influenciam o ambiente construído desempenham um papel determinante na configuração das edificações, especialmente no que diz respeito às fachadas. Esses fatores podem abranger tanto fenômenos físicos, como a pressão do vento ou os movimentos sísmicos, quanto aspectos climatológicos, tais como a precipitação pluvial, a incidência solar e as mudanças de temperatura.
Consequentemente, as fachadas evoluíram para se ajustar às condições de projeto que enfrentam, promovendo a incorporação de sistemas que funcionam como envoltórios leves. Nesse cenário, destacam-se as soluções de parede de fachada de Panel Rey. Esses sistemas são utilizados como revestimento externo, empregando diversos substratos, perfis, entre outros elementos. Juntos, eles conferem à fachada leveza e resistência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140276/construindo-com-sistemas-leves-solucoes-para-paredes-de-fachadaEnrique Tovar
De acordo com as condições climáticas de cada região e o seu entorno de implantação, os fechamentos externos desempenham um papel fundamental ao proporcionar aos espaços internos as condições de climatização e ventilação necessárias para torná-los habitáveis e confortáveis. Embora existam diversas estratégias e projetos bioclimáticos que podem ser aplicados para alcançar a eficiência energética, a definição da materialidade, a escolha das ferragens e a determinação das tecnologias de abertura e fechamento contribuem para o desempenho das fachadas, aportando funcionalidade e um alto grau de adaptabilidade aos usos contemporâneos, entre outros fatores.
Torre PIF, Riyadh, Arábia Saudita Foto: Bader Otaby. Imagem Cortesia: The International High-Rise Award 2022/23
Dois quilômetros. Essa é a altura esperada para a futura torre saudita que Foster + Partners está projetando. Com o dobro da altura do atual recordista - Burj Khalifa de Dubai -, o edifício multibilionário coroará o céu da cidade de Riad abrigando escritórios, residências e espaços de entretenimento. O projeto faz parte de um programa de desenvolvimento pelo qual a Arábia Saudita está passando, liderado pela visão do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman de marcar o país com escala e ambição por meio de uma série de empreendimentos gigantes. Dentro desse plano de ação, as torres super altas destacam-se como símbolos de visibilidade e fama global, mas também como alvos de críticas pelos seus excessos, tais quais os custos de construção astronômicos e a falta de preocupação ambiental.
O ofício da arquitetura é, definitivamente, uma prática de aproximação com o outro. Embora o produto esperado do/a arquiteto/a seja um elemento materializado, este deve responder de maneira sensível aos/às habitantes que utilizarão esse elemento, ou seja, às pessoas que ocuparão esse espaço.
Por volta das décadas de 1980 e 1990, evidenciou-se um momento de ruptura na compreensão de certos fenômenos sociais estudados pelas Ciências Sociais; assim, a espacialidade tornou-se um tema fundamental para situar os fenômenos sociais em espaços materiais. Isso abriu caminho para o surgimento de uma nova perspectiva de pesquisa a partir da chamada “Virada Espacial nas Ciências Sociais”, que tem como objetivo localizar os fenômenos sociais — como o habitar — em espaços materiais e concretos, reconhecendo a influência do espaço material sobre a vida social das pessoas e vice-versa.
Explorar projetos de arquitetura não construídos de escritórios consagrados oferece um vislumbre do que há de mais inovador no design e de conceitos voltados para o futuro. De fato, estudar projetos futuros proporciona uma oportunidade de antecipar tendências emergentes e vislumbrar o futuro do ambiente construído, estimulando o debate em torno de novas ideias. Diante da iminente crise climática em um mundo pós-COVID, a seleção desta semana de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily demonstra a dimensão da resolução de problemas por meio do planejamento urbano e de ativações espaciais contextuais.
Seja um bairro vertical em Kunming, um centro de ciências biológicas em Manhattan ou um centro cultural em Venaria Reale, esses projetos não construídos capturam o espectro diversificado da evolução de mentes visionárias da arquitetura. Cada uma dessas propostas representa uma narrativa única, buscando redefinir a vida residencial ou revitalizar o espaço urbano. Por meio desses projetos, a comunidade de arquitetura pode oferecer ao meio ambiente um vislumbre do potencial transformador do design quando aplicado na resolução de problemas.