Em 10 de abril de 2024, a New York Landmarks Conservancy concedeu o Prêmio de Liderança em Preservação à autora e urbanista Roberta Brandes Gratz. Ativista de longa data da preservação, Gratz atuou na Comissão de Preservação de Monumentos Históricos da cidade. Ela também liderou o bem-sucedido esforço de restauração da Sinagoga da Eldridge Street, hoje o Museum at Eldridge Street. O texto a seguir é uma versão ligeiramente editada do discurso proferido por Gratz na 34ª edição anual do Prêmio de Preservação Lucy C. Moses.
Obra realizada com Mass Timber Urbem. Image Cortesia de Urbem
Em um cenário em que a preocupação com a sustentabilidade e o ESG (Governança ambiental, social e corporativa) é latente, se viu a necessidade de olhar para um setor que gera 38% de todas as emissões de CO2 do planeta e consome 30% dos recursos globais: o setor da construção civil. Em 2022, na COP27, as Nações Unidas anunciaram o Clean Construction Accelerator, um programa com ações pensadas para reduzir em até 50% a produção de gases que geram o efeito estufa até 2030. Um relatório da ARUP e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável destacou uma descoberta crucial: metade das emissões provenientes de edifícios não provêm apenas da fase de construção, mas também do carbono incorporado nos materiais utilizados, gerado durante sua fabricação e transporte. E é justamente nesse cenário em que vemos a oportunidade para o setor, qual o único material renovável da construção civil que retém o carbono ao invés de emitir? A madeira.
Mas, ao falarmos em madeira, surge um outro questionamento: como a madeira pode ser sustentável se para isso precisamos derrubar árvores? Ana Belizário, a Diretoria Comercial da Urbem, uma indústria nacional de mass timber em larga escala, nos explica ao longo deste artigo o modo como plantar árvores especificamente para o consumo é uma alternativa não somente sustentável, mas uma ótima prática no combate à crise climática e pode regenerar o setor da construção civil.
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Redesenho conceitual de rotas do Salone del Mobile.Milano - Ph. Cristian Catania, Lombardini22. Imagem Cortesia de Salone del Mobile.Milano
A 62ª edição do Salone del Mobile no Rho Fiera reuniu designers, arquitetos/as, produtores/as e figuras proeminentes do universo do design. Com mais de 1.950 marcas expositoras, o evento de seis dias, realizado de 16 a 21 de abril de 2024, enfatizou a convivência, o bem-estar e a sustentabilidade. Concebido a partir de uma abordagem centrada no ser humano e incorporando princípios da neurociência para enriquecer a interação do público, o Salone del Mobile está revolucionando o futuro das feiras de negócios.
Presente no evento, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Cristian Catania, arquiteto sênior e diretor de projetos do programa Reinventing Fairs na Lombardini22, responsável pela reformulação do Salone, sobre as principais mudanças no layout da feira e a aplicação de abordagens neurocientíficas na concepção dos espaços expositivos.
Imagem cortesia AFT Arquitectos - Biblioteca del Bicentenario
Os grandes equipamentos urbanos (GEUs) são geralmente edifícios ou conjuntos de edifícios — públicos ou não — e espaços onde se desenvolvem atividades complementares à habitabilidade. Portanto, são denominados como tais os edifícios que, por sua função, uso e localização, geram impacto no desenvolvimento de novas centralidades. Por seu alcance e posicionamento em nível estratégico, podem ser identificados como marcos urbanos dentro de uma rede de edifícios simbólicos que caracterizam as cidades globalizadas.
A cidade de Rosário conta com uma grande trajetória em planejamento urbano desde o Plano Regulador de 1935, de Ángel Guido, Carlos Della Paolera e Adolfo Farengo, seguido pelo Plano Regulador de 1968, de Oscar Mongsfeld. Com o retorno da democracia em 1983, as sucessivas administrações municipais mantiveram a continuidade no planejamento territorial, seguindo as principais diretrizes dos planos mencionados e formalizando outros, como o Plano Diretor (1991), o Plano Diretor de Rosário (2001) e o Plano Urbano Rosário (PUR) 2007/2017 e suas atualizações, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140376/os-grandes-equipamentos-urbanos-na-cidade-de-rosario-paradigmas-urbanos-ou-politicas-publicasMauro Latour y Pablo Mazzaro
Proposta de casa modular. Imagem cortesia de Han Kuo
A habitação é uma tipologia arquitetônica diversa, cuja configuração é determinada não apenas por quem a projeta, mas também pelo uso de quem nela habita. Dessa forma, as moradias são estruturas fundamentalmente adaptáveis que evoluem em sintonia com seu tempo e com seus/as usuários/as, passando por constantes transformações que se manifestam nos modos de vida. A casa concebida hoje não será a mesma construída amanhã; portanto, torna-se necessário manter uma abordagem crítica e profunda sobre o papel que ela desempenha no ambiente construído.
Nesse sentido, a arquitetura modular tem se apresentado consistentemente como uma estratégia de projeto dinâmica que revolucionou a habitação, desenvolvendo soluções versáteis para espaços e práticas construtivas sustentáveis. Desse modo, a habitação modular tem sido um terreno fértil para explorar e aprofundar maneiras de habitar o espaço e atender às necessidades humanas. Das casas de catálogo pré-fabricadas do século XIX ao boom imobiliário pós-Segunda Guerra Mundial, sua evolução reflete tanto propostas passadas quanto a exploração de novos conceitos para o futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140415/como-o-design-modular-pode-ser-usado-para-revolucionar-a-arquitetura-habitacionalEnrique Tovar
Seja subindo até o quarto mais alto da torre mais alta de um castelo digno da Disney, dando a alguém a chance de declarar seu amor na escada de incêndio de um edifício residencial, ou conectando um porão ou sótão por meio de um elemento decorativo de época, há algo inevitavelmente romântico nas escadas em caracol. No entanto, por trás dessas formas sinuosas há muito mais funcionalidade do que apenas sua beleza estética.
Uma teoria bastante difundida sustenta que as escadas em caracol foram instaladas originalmente em castelos históricos como barreiras verticais, exaurindo os invasores antes que conseguissem chegar ao topo. É por isso — segundo se conta — que muitas delas sobem no sentido horário, limitando o raio de movimento dos atacantes para golpear com suas armas (geralmente empunhadas com a mão direita) em comparação com os defensores que vinham descendo.
Apartamento 43 / cli·ma arquitectura. Image Cortesía de cli·ma arquitectura
Diante das diversas formas de morar que caracterizam as sociedades contemporâneas e de seu grau de adaptabilidade a futuros usos na arquitetura, a presença de mezaninos representa uma oportunidade para projetar desde espaços de armazenamento e depósito até conceber ambientes de estar, estudo, lazer ou mesmo de descanso, tanto para seus habitantes quanto para possíveis visitas. Dependendo de suas escalas, tamanhos e proporções, esses espaços em altura permitem tirar proveito dos ambientes internos de apartamentos que, por vezes, carecem de área suficiente para abrigar esse tipo de função no plano principal, mas dispõem de pé-direito adequado para viabilizá-las.
A infraestrutura social engloba os recursos e serviços que permitem a criação de laços comunitários e conexões sociais. No ambiente construído, ela se manifesta por meio de espaços públicos como parques, bibliotecas e centros comunitários, além de espaços de transição, como paradas de transporte público.
Esses espaços públicos sociais desempenham um papel crucial no fortalecimento das comunidades e, consequentemente, na sua capacidade de responder a eventos catastróficos relacionados ao clima. Eles podem oferecer abrigo físico às populações mais vulneráveis a esses episódios e fomentar redes resilientes de pessoas capazes de se recuperar mais rapidamente. Diante da frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos nos Estados Unidos decorrentes das mudanças climáticas, somada às deficiências em sua infraestrutura social, torna-se vital examinar os espaços públicos como uma ferramenta crítica para a resiliência climática.
A Milan Design Week raramente deixa de apresentar mostras impactantes de design e inovação.
Uma das exposições deste ano, idealizada pela Swatchbox, transmite o “verdadeiro custo” das abordagens tradicionais da construção. A plataforma de amostras, fundada por profissionais de arquitetura para oferecer métodos sustentáveis de amostragem à comunidade de design, lançou sua instigante mostra no coração do Brera Design District, em Milão.
A exposição confronta de forma ousada o desperdício inerente às práticas tradicionais de construção. Instalada no interior de um escritório em Brera — normalmente ocupado por um escritório de arquitetura milanês —, a mostra exibe uma grande pilha de materiais de construção que comumente teriam como destino os aterros sanitários. Os materiais foram meticulosamente organizados para evidenciar o enorme volume de resíduos gerados pela comunidade de design.
A Milan Design Week há muito se consolidou como um dos eventos mais significativos no cenário global do design, apresentando conceitos inovadores e talentos visionários, além de fomentar discussões fundamentais na comunidade criativa. Desde a grandiosa feira de negócios Salone Del Mobile na Rho Fiera até os distritos de design espalhados por toda a cidade, a Design Week reúne vozes, perspectivas e talentos diversos. De acordo com o comunicado de imprensa do Salone del Mobile, a feira deste ano teve um aumento de 17,1% no número de visitantes em relação a 2023, registrando um recorde de 361.417 participantes no total.
Atraindo visitantes da China, Alemanha, Espanha, Brasil, Índia, Turquia, Japão e de muitos outros países, a semana de design apresenta uma infinidade de exposições, instalações, palestras e painéis. Com o encerramento do evento, que ocorreu de 15 a 21 de abril de 2024, este artigo destaca diversas instalações espalhadas pela cidade que são de grande relevância para profissionais da arquitetura e do design em todo o mundo. Seja pela exploração de regeneração proposta por Mario Cucinella, pela exposição do Google que experimenta com os sentidos e as cores, ou pela investigação do escritório MAD Architects sobre os limites entre paisagens naturais e artificiais, a semana foi repleta de colaborações frutíferas que apontam para o futuro do design.
Os spots Mood Pro da Reggiani prestam-se a composições arquitetônicas limpas, enquanto a luminosidade que proporcionam pode ser controlada para ajudar a moldar atmosferas. Imagem Cortesia de Reggiani
Muito se fala sobre como o sucesso de um espaço interno depende do layout de suas paredes, portas e janelas, e talvez do tom da tinta ou do nível de conforto das cadeiras ali dispostas. A verdade, porém, é que o projeto provavelmente prosperará ou fracassará devido à qualidade de sua iluminação.
Não é novidade que a luz tende a elevar o espírito, ao passo que os longos e cinzentos dias de inverno podem desanimar; a força da luz sempre teve impacto direto na arquitetura. Basta conversar com o/a arquiteto/a britânico/a John Pawson por cinco minutos para perceber que a luz é, talvez, seu material favorito — moldando ambientes internos por meio do controle meticuloso de seus pontos de entrada. Hoje, contudo, o poder da iluminação vai muito além do gerenciamento da luz natural em um espaço; o conhecimento crescente sobre o impacto preciso de diferentes qualidades de luz nos permite começar a moldar atmosferas com a iluminação artificial em nossos interiores com grande eficácia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140383/moldando-estados-de-espirito-reggiani-e-os-efeitos-estimulantes-da-luz-controladaEmma Moore
As cenas iniciais do premiado filme brasileiro “Cidade de Deus” (2002) mostram um conjunto habitacional na periferia do Rio de Janeiro o qual, posteriormente, se transforma em um reduto de pobreza e violência. Apesar do filme se passar na década de 60, o conjunto habitacional escolhido como cenário era um complexo recém construído.
Essa escolha, de fato, não fez diferença alguma pois, apesar dos 40 anos que separam a época retratada no filme e as filmagens, as soluções arquitetônicas utilizadas pelos programas habitacionais no país continuaram as mesmas, replicando modelos datados e evidenciando a estagnação o setor.
Em uma nação que enfrenta uma grave escassez de moradia para suas parcelas economicamente mais vulneráveis, o conceito de "habitação de baixo custo" curiosamente desapareceu da consciência pública e dos debates políticos. Como uma crise que afeta milhões de pessoas entre as mais pobres do país, a necessidade de moradias acessíveis tornou-se ainda mais urgente à medida que a população da Índia ultrapassa a da China, tornando-se a nação mais populosa do mundo. Se não for resolvida, a crise habitacional poderá resultar em desabrigo em massa e em condições de vida indignas para os cidadãos e cidadãs.
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) aborda, de forma direta e sem filtros, temas como design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais do setor criativo em conversas espontâneas, abrindo espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma ampla variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem o CEO e fundador da Peak Projects, Grant Bowen, para discutir como clientes podem alcançar o sucesso em seus projetos. No episódio, conversam sobre a trajetória de Bowen, o papel do/a representante do/a proprietário/a (owner’s representative) ao longo das etapas de projeto e obra, a colaboração com clientes e diferentes profissionais, custos de construção, honorários, diferentes tipologias de projetos e muito mais.
Ao longo de diversas civilizações históricas e movimentos artísticos, da Grécia e Roma Clássicas ao Renascimento e à Bauhaus, a colaboração entre arte e arquitetura sempre constituiu uma expressão social significativa. No entanto, os ideais modernistas do século XX e a produção em massa resultaram no declínio e no quase desaparecimento da arte no interior dos edifícios.
Como resposta, muitos países europeus assumiram a responsabilidade de promover a colaboração entre arte e arquitetura. Foram criados programas determinando que um percentual do custo total de um novo edifício, praça ou espaço público deveria ser destinado à arte. Essa legislação, comumente conhecida como "Percentual para a Arte" (Percentage for Art), teve origem na França e, ao longo dos anos, vem sendo explorada por artistas e arquitetos/as para criar novas experiências arquitetônicas.
Porta por Maxim Velcovsky. Imagem cortesia de Lasvit
Com “Re/Creation,” a Lasvit —referência em fabricação artesanal de vidro—estabelece um santuário para o escapismo criativo em meio à agitação da Semana de Design de Milão. No abraço sereno do Palazzo Isimbardi, “Re/Creation” oferece um espaço onde as mentes são livres para divagar, inspiradas pela graça fluida do vidro fundido. O título faz referência à técnica inovadora do vidro fundido, cuja essência reside em deixar fluir. O vidro derretido a temperaturas altíssimas é deixado para repousar, espalhar-se e tomar a forma de um molde projetado para recebê-lo. Seu próprio peso e a gravidade encarregam-se do resto. Da mesma forma, a mente criativa torna-se mais prolífica e inovadora quando está relaxada, livre das pressões e exigências cotidianas. É por isso que, no belíssimo cenário do Palazzo Isimbardi, a Lasvit cria um refúgio para profissionais da criação escaparem, recarregarem as energias e relaxarem.
Não sou de forma alguma especialista em parcerias público-privadas. No entanto, por cerca de 10 anos, como planejador/a de campus da University of California Berkeley e, posteriormente, arquiteto/a do campus, acompanhei o desenrolar desses empreendimentos no ensino superior — às vezes da primeira fileira, às vezes como participante. Durante esse período, essa estratégia, promovida com grande entusiasmo e otimismo, era apontada como a resposta para qualquer problema que surgisse. Ainda assim, a definição de parceria público-privada era imprecisa. O próprio conceito parecia servir a múltiplos propósitos para as pessoas, dependendo do que era necessário, de quem o recomendava e de quais equivalentes (se houvesse) existiam fora da universidade. Essa tendência continua forte hoje, tornando ainda mais crucial mapear os prós e contras dessa estratégia de desenvolvimento, não apenas para faculdades e universidades, mas para todas as decisões públicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140616/empreendimentos-com-fins-lucrativos-sao-coerentes-com-os-valores-de-uma-universidade-publicaEmily B. Marthinsen
Simone Farresin, do estúdio italiano Formafantasma, fala sobre sua prática profissional ao lado do parceiro Andrea Trimarchi, o trabalho desenvolvido por ambos e as diferentes abordagens em seus projetos. Ele também aborda a participação da dupla na Semana de Design de Milão e o papel político de profissionais criativos no mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140417/simone-farresin-do-formafantasma-sobre-a-semana-de-design-de-milao-e-a-responsabilidade-dos-as-designersArchDaily Team
Escritório do Slack em Toronto / Dubbeldam Architecture + Design. Imagem cortesia de Alcon Lighting
A iluminação evoluiu de forma notável ao longo da história da arquitetura, impulsionada por avanços tecnológicos significativos. Apesar dessas transformações, seu propósito central de valorizar a estética, a funcionalidade e a segurança permaneceu constante. Nesse processo evolutivo, a transição da iluminação fluorescente para a tecnologia LED representa um marco fundamental, reduzindo custos e consumo de energia. Além disso, a versatilidade da iluminação LED impulsionou a criatividade. Essas novas possibilidades de design tornam-se evidentes em layouts de iluminação orgânicos, que mimetizam padrões lineares de distribuição de luz em paredes e tetos, sejam eles suspensos ou embutidos.
Nesse contexto, à medida que profissionais de arquitetura e design se distanciam de padrões de espelhamento simétricos, rígidos e paralelos, a Alcon Lighting detectou uma tendência na qual a iluminação linear destaca linhas e características arquitetônicas assimétricas. Dessa forma, layouts que parecem não seguir um padrão rígido de projeto vêm sendo adotados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140413/explorando-o-design-de-iluminacao-linear-para-criar-caminhos-luminososEnrique Tovar
Embora o trabalho híbrido e a flexibilidade de horários sejam as formas mais evidentes de melhorar esse equilíbrio para muitos, a perda de interações sociais e a falta de espaço ou funcionalidade em ambientes de home office pouco produtivos fazem com que a maioria dos jovens de 16 a 24 anos constitua a única faixa etária que prefere trabalhar presencialmente no escritório.
O minimalismo é uma filosofia tão amplamente difundida que abrange desde a arte e as ideologias pessoais até a arquitetura. Surgido de um contexto histórico y social extremamente diverso, essa abordagem de design faz-se presente em várias manifestações na atualidade. Dessa forma, é possível encontrar expressões em diferentes tipologias, como interiores residenciais, cafeterias e lojas, que se destacam pelo uso eficiente do espaço e pela importância atribuída aos materiais, criando atmosferas visualmente leves por meio de tons claros, designs monocromáticos e uma estética visual depurada.
Por ser tão amplo, o minimalismo vem evoluindo gradualmente, encontrando nova inspiração no contexto atual e diversificando-se em microtendências como o minimalismo solene. Nesse sentido, a abordagem contemporânea do design, centrada no ser humano, levou à exploração de espaços com características que, embora sigam uma linha minimalista com poucos elementos e uma aparência visualmente limpa, agora incorporam texturas neutras e cores pastel. Essa nova visão integra o uso de revestimentos cerâmicos, criando atmosferas introspectivas, ordenadas e com um caráter solene e espiritual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140498/minimalismo-solene-integrando-elementos-ceramicos-no-design-de-interioresEnrique Tovar
A pergunta "como podemos controlar a luz natural nos espaços internos?" é fundamental na arquitetura. A incidência descontrolada da luz solar direta pode causar desconforto, como fadiga visual e ganhos térmicos indesejados. Por isso, controlar sua entrada de forma eficaz torna-se crucial. Entre as soluções de projeto estão a instalação de dispositivos de sombreamento, o planejamento da orientação espacial e o desenho de formas edificadas que favoreçam a luz natural indireta. Tratamentos nas janelas, como películas ou vidros de controle solar, também são opções viáveis.
No entanto, existem estratégias inovadoras para controlar a luz natural com mais eficiência por meio de painéis de fechamento avançados, como o Kalwall 175CW. Esta unidade de vidro insulado translúcido é compatível com a maioria dos sistemas de fachada-cortina do mercado. Ao manipular a translucidez do material, é possível influenciar diretamente o conforto visual e térmico dos ambientes. Ao mesmo tempo, essa solução valoriza a arquitetura dos espaços contemporâneos, agregando um valor estético e emocional significativo.
A arte pode ser um catalisador para que arquitetos e arquitetas vejam o ambiente construído sob uma nova ótica. Ela oferece uma oportunidade única de mergulhar nas perspectivas de profissionais de arquitetura de formação que migraram para as artes visuais, bem como de artistas que exploram as cidades e suas dinâmicas internas por meio de suas trajetórias pessoais.
Sediada em Nova York, a Bienal do Whitney é considerada a mais importante e duradoura mostra de arte contemporânea dos Estados Unidos. Juntamente com a Bienal de Veneza, ela figura entre as exposições de arte periódicas mais relevantes do mundo. O tema deste ano, "Even Better Than the Real Thing", investiga conceitos de identidade e autonomia corporal, amplificando as vozes de populações historicamente marginalizadas. Isso inclui um olhar atento sobre narrativas que exploram a conexão entre trajetórias pessoais e o crescente sentimento de precariedade em relação ao mundo construído. A seguir, apresentamos artistas desta edição da Bienal do Whitney que abordam temas relacionados à arquitetura e às cidades.
Como a industrialização e a responsabilidade ambiental podem caminhar juntas? Que estratégias de implantação, tecnológicas ou construtivas podem ser desenvolvidas sem prejudicar a paisagem circundante? A aplicação do módulo na arquitetura vem sendo praticada há anos, com uma história que envolve a busca pela padronização e coordenação modular entre materiais, produtos e outros componentes. Com o passar do tempo, essa abordagem foi se complementando com diversos fatores ambientais, sustentáveis, ecológicos e econômicos, com o objetivo de alcançar a adaptabilidade e a funcionalidade desejadas por seus habitantes.