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Arquitetura Agora: Atualizações urbanas de Madri a Los Angeles sobre clima, políticas e recuperação

Concurso Howard Waterfall Retreat: Vencedores da Buildner exploram a moradia multigeracional e a topografia

A Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Howard Waterfall Retreat, um desafio internacional de projeto desenvolvido em estreita colaboração com o Howard Family Trust. O concurso convidou arquitetos/as e designers a proporem um refúgio familiar multigeracional inserido em uma paisagem florestal de propriedade privada no noroeste da Pensilvânia, centrado na presença marcante das quedas d'água Howard Falls e do desfiladeiro circundante.
Em vez de prescrever uma solução arquitetônica única, o programa enfatizou um diálogo cuidadoso entre arquitetura e natureza. Solicitou-se aos/às participantes que considerassem como um refúgio poderia equilibrar a vida compartilhada e a privada, responder à topografia íngreme e aos sistemas hídricos, e integrar-se de forma sustentável em um ambiente ecológico sensível. O projeto também pedia uma interpretação do legado familiar, incentivando os/as designers a reconhecer a história do local e do chalé de verão original, ao mesmo tempo em que imaginavam um refúgio capaz de evoluir ao longo das gerações.
Tapetes como memória tecida: como a origem e a materialidade moldam os interiores

Os materiais podem carregar memória. Mais do que simplesmente dar acabamento a um espaço, eles são capazes de ancorá-lo, moldar sua atmosfera e conectar os interiores a narrativas culturais e materiais mais amplas. Alguns/as arquitetos/as e designers exploram técnicas locais, recursos naturais e tradições artesanais para equilibrar a preservação cultural com a funcionalidade moderna, introduzindo contexto e profundidade. Não se trata necessariamente de um retorno ao passado, mas sim de uma reinterpretação do conhecimento herdado para criar uma arquitetura que ressoe com as necessidades contemporâneas.
Como a arquitetura impulsiona a descoberta científica: projeto de laboratórios e instalações de pesquisa em diferentes escalas

A relação sinérgica entre o projeto arquitetônico e a descoberta científica costuma ser pouco abordada, embora represente uma proposta altamente promissora. O ambiente construído possui um imenso potencial para apoiar avanços em pesquisa, inovação e a comunidade científica. Essa influência vai além dos espaços físicos, abrangendo tanto a dinâmica interna quanto o engajamento externo por meio de intervenções estratégicas de projeto que conectam diferentes esferas de impacto, desde pesquisadores/as individuais até a comunidade em geral.
As cidades precisam de cuidado, não de perfeição: repensando como construímos o futuro urbano

Como se manifesta o otimismo em cidades que já não podem contar com a perfeição como sua ambição máxima? Em todo o mundo, os ambientes urbanos carregam o peso de pressões sobrepostas: instabilidade climática, desigualdade espacial, fragmentação política, desconfiança pública e desinvestimento crônico em infraestrutura. Essas realidades tornam a ideia de uma cidade ideal cada vez mais distante da experiência vivida. Ainda assim, a esperança de construir sistemas melhores persiste. Embora as visões utópicas possam parecer uma fuga das crescentes complexidades do mundo moderno, o maior desafio para o urbanismo contemporâneo é confrontar essas complexidades, em vez de evitá-las.
Vozes do ArchDaily: Eduardo Souza

Baseado em Florianópolis, Brasil, Eduardo Souza traz uma perspectiva refinada para a arquitetura, moldada por seu envolvimento de longa data com design, pesquisa e prática editorial. Tendo crescido em um ambiente profundamente conectado à arquitetura — seu pai é engenheiro civil e professor —, Eduardo desenvolveu desde cedo um fascínio pela criatividade, pelo fazer artesanal e pelo pensamento espacial. Essa base o levou naturalmente a cursar arquitetura e, mais tarde, a explorar o campo editorial, onde a escrita e a curadoria se tornaram extensões de sua paixão pela arquitetura.
Eduardo juntou-se ao ArchDaily como tradutor em seus primeiros anos e, progressivamente, assumiu diversas funções editoriais, desenvolvendo um profundo interesse pela interseção entre materiais, tecnologias e sistemas construtivos. Seu trabalho editorial concentra-se em revelar inovações que desafiam os modos tradicionais de se fazer arquitetura, enfatizando a coerência entre conceito, execução e contexto. Ele dedica atenção especial a práticas sustentáveis, como a circularidade, o uso de materiais locais e as reinterpretações vernáculas que respondem aos desafios ambientais e culturais de hoje.
Reconsiderando renovações brutalistas: uma transformação da Prefeitura de Boston para o público

O Boston City Hall, um dos exemplos mais debatidos da arquitetura brutalista nos Estados Unidos, passou por uma transformação significativa desde a sua concepção. Projetado por Kallmann, McKinnell and Knowles e concluído em 1968, seu exterior de concreto semelhante a uma fortaleza e sua austeridade geométrica há muito dividem a opinião pública. Críticos, incluindo um antigo prefeito, defenderam sua demolição por décadas, argumentando que seu desenho imponente era inóspito, ineficiente e, acima de tudo, desprovido de beleza. No entanto, em vez de demoli-lo, Boston optou por reformar e revitalizar a estrutura, demonstrando que estilos arquitetônicos brutalistas contestados podem ser adaptados para um futuro mais sustentável.
Terceiros lugares nos Estados Unidos: comercializados ou centrados na comunidade?

O mundo moderno está desconectado. As interações on-line dominam o cotidiano das pessoas em escala global. Essa mudança não resulta apenas da ascensão da internet, mas reflete de forma nítida o declínio dos espaços públicos, em especial dos chamados "terceiros lugares". Os terceiros lugares, outrora essenciais para promover a comunidade e a coesão social, evoluíram drasticamente nas últimas décadas. No atual cenário mercantilizado, esses espaços enfrentam diversas exigências, tanto por parte de usuários/as quanto de designers, o que gera a necessidade de reconsiderar sua acessibilidade e seu propósito.
Fronteiras Transparentes: Tecnologia e a Exibição da Memória Cultural

Fundado em 1870, o Metropolitan Museum of Art — carinhosamente conhecido como The Met — é um dos museus mais importantes e visitados do mundo, abrigando mais de dois milhões de obras que abrangem cinco milênios da história humana. Localizado no coração de Nova York, junto ao Central Park, o museu é celebrado por suas coleções vastas e diversas, que vão da arte do Antigo Egito a mestres europeus e obras contemporâneas. Pinturas, esculturas, documentos, artefatos históricos e peças multimídia compõem um acervo que exige soluções de exposição meticulosamente planejadas para garantir tanto a preservação quanto a comunicação eficaz de seu valor histórico e artístico.
Em 2021, o The Met lançou um de seus projetos mais ambiciosos: a renovação da Ala Michael C. Rockefeller, dedicada às Artes da África, das Américas Antigas e da Oceania. Com um investimento de 70 milhões de dólares, a iniciativa engloba uma reorganização curatorial, orientada por uma abordagem mais regional e histórica, além de intervenções arquitetônicas. A modernização das galerias inclui melhorias na iluminação natural, aprimoramentos de acessibilidade e a incorporação de sistemas museográficos contemporâneos, projetados para otimizar a conservação e a experiência interpretativa do público visitante.
Cruzando Hemisférios: Telhados de Palha da América à Ásia

A cobertura de palha é uma técnica construtiva tradicional que vem sendo reinterpretada de diversas maneiras em projetos contemporâneos, permitindo que seu valor continue a perdurar ao longo do tempo. Além de ser uma técnica cultural e historicamente valiosa, dada a sua presença na humanidade há séculos, ela também apresenta uma série de outras vantagens construtivas, como seu grande valor ambiental por se tratar de um material renovável e acessível.
A técnica consiste no agrupamento, entrelaçamento e sobreposição de vegetação seca, criando superfícies leves, de baixo custo e execução relativamente simples, que proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Ademais, a flexibilidade é uma das características mais marcantes dessa técnica, sendo particularmente popular em aplicações de cobertura.
O silêncio também é importante: a acústica como infraestrutura cultural

Em 1952, o compositor norte-americano John Cage apresentou pela primeira vez sua obra revolucionária "4'33''". Nela, a orquestra não emite nenhum som intencional durante quatro minutos e trinta e três segundos. Em vez disso, o que se ouve são respirações, movimentos e ruídos sutis que normalmente passariam despercebidos, mas que ali se tornam parte da própria composição. Com essa obra, Cage revelou que o silêncio absoluto não existe. Sempre há som, mesmo quando não planejado.
Da mesma forma, cada espaço arquitetônico possui sua própria paisagem sonora. O som se propaga, reflete, reverbera e se dissipa de acordo com os materiais, volumes e superfícies que encontra. Paredes rígidas e pés-direitos altos podem amplificar os ecos, ao passo que tecidos e painéis porosos os suavizam. A acústica, portanto, não é meramente uma preocupação técnica, mas uma forma de escuta materializada — uma ciência que opera no limite entre a percepção e a emoção. Por essa razão, trata-se de um campo complexo. Cada tipologia, seja um museu, templo, estúdio ou teatro, tem sua própria lógica sonora, e a compreensão dessas nuances é essencial para criar espaços que acolham o som, a voz e o silêncio com igual precisão.
A Bienal Intelligens reúne os dados, mas falha em sintetizá-los

Este artigo apresenta nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.
A Bienal de Arquitetura de Veneza sempre foi maior do que si mesma. Nunca satisfeita em ser meramente uma exposição, ela sempre carregou ambições que se expandem para além dos limites do Arsenale e do Giardini. Fundamentals, de Rem Koolhaas, buscou desconstruir a arquitetura em uma gramática universal; Reporting from the Front, de Alejandro Aravena, a reposicionou como uma ferramenta de justiça social no território; The Laboratory of the Future, de Lesley Lokko, propôs-se a descolonizar e descarbonizar o cânone arquitetônico.
"Um edifício pode acontecer intuitivamente depois que o desenho surge": Steven Holl sobre sua exposição de aquarelas em Berlim
"Steven Holl – Drawing as Thought", uma ampla exposição das aquarelas originais do arquiteto norte-americano, está em cartaz no Tchoban Foundation Museum for Architectural Drawing em Berlim. A mostra revela os bastidores de alguns dos principais projetos de Holl e sua metodologia de projeto. Os desenhos selecionados vão desde propostas vencedoras de concursos do início de sua carreira que não foram construídas até visões mais recentes atualmente em construção na Europa e nos Estados Unidos. Ocupando os dois níveis do museu, a mostra foi inaugurada em 6 de fevereiro com uma conversa entre Holl e o/a fundador/a do museu e arquiteto/a Sergei Tchoban, além de discursos de Kristin Feireiss, curador/a da exposição e diretor/a fundador/a do vizinho Aedes Architecture Forum, e de Diana Carta, arquiteto/a e pesquisador/a de Roma. A exposição, que pode ser visitada até 4 de maio, é acompanhada por um catálogo que afirma: "A obra do internacionalmente renomado arquiteto norte-americano Steven Holl destaca-se não apenas por seus edifícios extraordinários, com foco em estruturas públicas e culturais, como museus, centros de arte, salas de concerto, bibliotecas e universidades em todo o mundo, mas também por sua produção artística, que hoje compreende mais de 50.000 croquis, desenhos em preto e branco e aquarelas. […] Embora os/as visitantes da exposição encontrem apenas uma pequena fração de seu vasto corpo de trabalho, cada desenho deve ser explorado e estudado individualmente, em consonância com a intenção de Holl."
Pedagogia Lúdica: 4 projetos que utilizam a topografia para redefinir os ambientes de aprendizagem infantil na China

A arquitetura educacional em todo o mundo passa por uma transformação significativa, distanciando-se de projetos estáticos e rígidos em direção a ambientes integrados à natureza, mais dinâmicos e interativos. Com o aumento da densidade nas cidades e a consequente redução de terrenos disponíveis, as equipes de arquitetura reimaginam as escolas não apenas como locais de aprendizado, mas como ecossistemas onde as crianças podem se desenvolver de forma holística. Um elemento fundamental nessa mudança é a integração do paisagismo e do desenho topográfico, permitindo que as escolas transcendam as fronteiras tradicionais ao combinarem educação, lazer, exploração e conexão com a natureza. Esses projetos buscam criar espaços envolventes que desafiam as crianças a interagir com o ambiente física e emocionalmente, estimulando a criatividade, a independência e o bem-estar. Ao sobrepor elementos naturais — como taludes, jardins, terraços e estruturas lúdicas — aos planos arquitetônicos, os espaços educacionais são reconfigurados em paisagens vibrantes e multidimensionais que incentivam o movimento, a imaginação e a descoberta.
Quão pesada é uma cidade? Explorando a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025

Quanto pesa uma cidade, e o que esse peso significa para o nosso futuro coletivo? Essa questão provocativa norteia a 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, que propõe uma investigação sobre as transformações da vida urbana e as consequências materiais, sociais e ambientais de habitar o planeta hoje. De 2 de outubro a 8 de dezembro, Lisboa voltará a sediar um dos eventos de arquitetura mais importantes da Europa.
Com curadoria de Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores do escritório Territorial Agency, a Trienal investiga a magnitude das cidades contemporâneas e seu impacto planetário. Compostas por quase 30 trilhões de toneladas de materiais, as cidades globais formam uma rede densa e intrincada de estruturas em constante evolução. Para destrinchar essas complexidades, a Trienal se apresenta como um espaço de aprendizado, curiosidade, imaginação e debate — um ponto de encontro para arquitetos/as, pesquisadores/as, artistas e o público em geral.
Design Interdisciplinar: Graduados(as) da SCI-Arc Unem Arquitetura e Arte

Os/As egressos/as do SCI-Arc continuam a deixar uma marca indelével no cenário global do design, abrindo caminhos para novas abordagens na arquitetura, na tecnologia e nas práticas interdisciplinares. Com a reputação de fomentar a experimentação radical, a escola formou diplomados/as cujos trabalhos desafiam convenções e redefinem as possibilidades espaciais. As conquistas recentes desses/as ex-alunos/as destacam o papel do SCI-Arc na formação da próxima geração de arquitetos/as e pensadores/as criativos/as.
Design voltado para as redes sociais: a arquitetura está se adaptando às tendências virais e aos algoritmos?

"Eu vi no Instagram!" Esta é uma frase recorrente em vários contextos, desde a recomendação do restaurante mais recente até o hotel mais badalado da cidade. A janela para observar e nos expor ao mundo exterior agora cabe na tela de nossos smartphones. Isso não significa necessariamente que tudo seja um cenário desolador. Ainda assim, reflete o fato de que somos constantemente inundados por dados e informações segmentados por algoritmos, tudo em um formato extremamente fácil de consumir. No mundo atual, bastam alguns segundos para se ter uma impressão duradoura de um edifício e de sua atmosfera — e essas primeiras impressões importam mais do que costumamos perceber.
Além da Prancheta: Como a Realidade Aumentada está Redefinindo a Revisão de Projetos de Arquitetura

Na última década, o projeto de arquitetura baseou-se em métodos bidimensionais de representação, como elevações, cortes e plantas baixas, combinados com renderizações digitais de modelos 3D. Embora essas ferramentas sejam essenciais para transmitir a geometria e a intenção projetual, elas continuam limitadas por seu formato bidimensional. Mesmo as renderizações mais realistas, criadas em softwares como SketchUp, Revit ou AutoCAD, ainda achatam o espaço e distanciam o observador da experiência vivenciada de um projeto. Recentemente, arquitetos/as começaram a explorar tecnologias imersivas como uma forma de encurtar essa distância entre o desenho e a experiência, oferecendo novas maneiras de habitar e avaliar propostas espaciais.
Projetar em harmonia com a natureza: arquitetura em áreas úmidas urbanas e a busca pelo bem-estar territorial

O que envolve projetar considerando os tempos e ciclos da natureza? Que relações sociais e de vínculo com o ambiente natural as cidades podem promover atualmente e no futuro? Diante de uma tripla crise ambiental protagonizada pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e pela poluição, além de pandemias zoonóticas, aumento nos problemas de saúde mental e emocional e hiperconectividade digital, a Fundación Cosmos propõe investigar aprendizados, experiências e ferramentas buscando conectar as pessoas com seus territórios. A partir de um planejamento urbano baseado na natureza, a intervenção em áreas úmidas urbanas se apresenta como uma oportunidade para a valorização, o aprendizado e a conservação do patrimônio natural e cultural rumo a um futuro sustentável e resiliente.
Inclusão, encontro e criatividade no espaço público: o papel do skate na busca pelo bem-estar urbano

Como é possível alcançar o bem-estar emocional no âmbito público? Qual é o papel dos espaços públicos na promoção do bem-estar urbano? Considerando que as práticas esportivas podem constituir um componente vital na geração de espaços públicos saudáveis, a prática do skate, uma das atividades urbanas mais reconhecidas em nível global, representa uma alternativa na construção de oportunidades para o desenvolvimento físico, recreativo, social, cultural e também profissional de múltiplas gerações.
Compreendendo a arquitetura suave: a transição do monumento ao momento

Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.
Do Smart ao Inteligente: Evolução na Arquitetura e nas Cidades

"Os limites da nossa linguagem de projeto são os limites do nosso pensamento de projeto". A declaração de Patrik Schumacher sugere sutilmente uma mudança em curso no ambiente construído, que vai além da mera integração tecnológica para incorporar a inteligência nos espaços e cidades que habitamos. O futuro aponta para a possibilidade de os edifícios desempenharem funções que vão além de abrigar a atividade humana, passando a participar ativamente na configuração da vida urbana.
O legado de Laurie Baker e a democratização da arquitetura indiana

Na Índia, o tijolo como material de construção carrega memória, significado e modernidade. Dos tijolos cozidos e alinhados da Civilização do Vale do Indo aos intrincados jaalis de tijolo que decoram residências, edifícios públicos e marcos urbanos, o legado do material está profundamente enraizado na identidade arquitetônica do subcontinente. No entanto, ninguém moldou a narrativa do tijolo na arquitetura indiana moderna com tanta eloquência quanto Laurie Baker.
BAL 2021 em Pamplona: um olhar em perspectiva da cena arquitetônica latino-americana

É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican. À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana.














