E se imaginássemos os edifícios como sistemas vivos, projetados para montagem e desmontagem com o mínimo de impacto? Uma forma de arquitetura aberta, modular e adaptável, concebida para evoluir junto com o seu entorno, respondendo às mudanças sazonais e às demandas pontuais em vez de permanecer estática. À primeira vista, a ideia parece paradoxal, já que muitos edifícios foram construídos para durar, projetados para resistir à passagem do tempo e evitar a demolição. Por conta disso, reverter ou desfazer uma construção poderia ser visto como um retrocesso. Mas e se essa forma de pensar já não se aplicar a todos os cenários?
https://www.archdaily.com.br/pt/1142804/feito-para-nao-durar-como-a-arquitetura-reversivel-esta-redefinindo-a-forma-como-construimosEnrique Tovar
Ao discutir o modo de vida modernista, vários projetos residenciais privados icônicos podem vir à mente primeiro — a Villa Savoye de Le Corbusier, as Case Study Houses, notadamente de Richard Neutra, Pierre Koenig e Charles e Ray Eames, bem como as casas de vidro de Mies van der Rohe e Philip Johnson. A maioria desses projetos exemplificava uma visão idealizada do morar moderno, inserida em paisagens pitorescas e caracterizada pela experimentação com novos métodos construtivos, materiais e conceitos espaciais. Seus projetos abraçavam a abertura, diluindo os limites entre os espaços público e privado, em grande parte livres de restrições como densidade, eficiência, acessibilidade, integração com o transporte público ou considerações comunitárias.
Embora essas residências modernas continuem influentes no design residencial contemporâneo, elas também — talvez de forma inesperada — lançaram as bases para os princípios da habitação de alta densidade. Conceitos como a relação entre espaço público e privado, a construção modular e a pré-fabricação, inicialmente explorados nessas residências unifamiliares privadas, foram adaptados às restrições vastamente diferentes da habitação social.
A arquitetura brutalista nos Estados Unidos é um monumento ao otimismo coletivo do pós-guerra e uma reafirmação da autoridade dos governos municipais e federal. Concebidas como a personificação da força e da eficiência, as estruturas brutalistas foram rapidamente adotadas pela linguagem arquitetônica das instituições cívicas e governamentais de meados ao fim do século XX no país. Monólitos imponentes de concreto aparente ergueram-se por toda a nação, projetando uma imagem de permanência institucional e, ao mesmo tempo, provocando debates sobre seu impacto social e psicológico.
Plano Conceitual do Wuhan Nanhu Art Center. Imagem Cortesia de Jing Studio
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca projetos comerciais enviados por escritórios consagrados. De museus de arte a escritórios, este artigo explora funções culturais e espaços comerciais, apresentando propostas enviadas de todas as partes do mundo.
Apresentando um centro de recepção que funde as culturas da China e da Itália, assinado pelo escritório aoe architects, e um edifício de escritórios pós-pandemia projetado pela NBBJ, esta seleção explora como escritórios de arquitetura consagrados projetaram edifícios que otimizam as funções dos programas e garantem o conforto de seus ocupantes. Esta compilação também inclui propostas de KPF Architects, Nordic Office of Architecture, AFF Architekten, entre muitos outros escritórios, cada um respondendo a diferentes necessidades espaciais, instalações e ambientes.
O tecido urbano de Milão há muito tempo é definido pela mudança. Em uma cidade conhecida por seus monumentos históricos, da Piazza Duomo e da Catedral de Milão a obras como a Torre Velasca, a arquitetura contemporânea deve equilibrar diversos contextos preexistentes. Consolidando-se como um centro global de design e cultura, Milão tornou-se o lar de novos edifícios e estruturas que respondem a essa condição por meio de marcos icônicos e formas expressivas. Construindo ativamente sobre seu legado, a cidade voltou sua atenção para o céu.
Diferente de um livro ou de uma peça musical, que podem ser facilmente deixados de lado se não despertarem interesse, a arquitetura impõe outra realidade. Um edifício perdura por décadas, moldando a paisagem e influenciando a vida de seus ocupantes por muitos anos. Essa permanência traz consigo um conjunto único de desafios: profissionais da arquitetura devem projetar espaços que impactam a vida coletiva, muitas vezes sob prazos apertados, orçamentos limitados e forte pressão. Além de lidar com regulamentações complexas e coordenar a construção, enfrenta-se a falsa percepção de que projetar é algo simples ou que qualquer pessoa poderia fazer. O constante malabarismo entre qualidade, custo e rapidez frequentemente resulta em sacrifícios — seja de tempo, de saúde ou da própria integridade do projeto. Esse ciclo não apenas desgasta a profissão, mas também enfraquece a compreensão da sociedade sobre o real valor do design.
O conhecido triângulo do "bom, rápido e barato" raramente se resolve sem que o/a arquiteto/a sacrifique seu próprio tempo, saúde ou até mesmo a qualidade do projeto. Repetida há décadas, essa equação alimenta um ciclo de desgaste que não apenas mina a profissão, mas também deprecia o valor do design na sociedade, diminuindo o papel de uma disciplina tão bela e fundamental.
O Memorial de Sardarapat e o esboço original do arquiteto. Imagem via risraelyan.com/en/, cortesia de Aram Ghanalanyan
Em uma época na qual grande parte da arquitetura global parece desconectada da identidade local, a obra de Rafayel Israelyan se destaca por estar profundamente enraizada no lugar, na cultura e na memória. Atuando na Armênia de meados do século XX, Israelyan criou uma arquitetura que vai além do funcional ou do monumental; trata-se de uma obra culturalmente resiliente. O uso de motivos, materiais e formas simbólicas tradicionais da Armênia deu aos seus projetos uma segunda vida após a queda da União Soviética, momento em que muitos edifícios nos Estados pós-soviéticos foram abandonados ou demolidos. A Armênia, por outro lado, preservou muitas de suas obras, provavelmente porque sua abordagem de projeto não apenas atendia a um momento histórico específico, mas também narrava uma história mais ampla. Muito antes de conceitos como sustentabilidade ou regionalismo crítico se popularizarem, Israelyan já compreendia que as edificações ganham significado e durabilidade quando refletem a identidade e as características específicas de seu lugar.
Os espaços de bem-estar e cura são moldados por tradições culturais, contextos geográficos e estruturas sociais. Em todo o mundo, certas práticas estão profundamente enraizadas há séculos, como as termas romanas, os hammams turcos e os onsens japoneses, enquanto outras evoluem inspirando-se em rituais ou redefinindo o próprio conceito e imagem de um ambiente de cura. A Europa, a América do Norte e a Oceania caracterizam-se pelo foco em jornadas individuais, no autocuidado e, frequentemente, em espaços de bem-estar luxuosos. A Ásia molda a percepção global predominante de bem-estar por meio da cura baseada na meditação, da reflexão interior e de retiros holísticos. Na África, o bem-estar está profundamente enraizado em tradições ancestrais, integrado à natureza e centrado na comunidade e na interação social. O ponto em comum em todo o mundo reside no envolvimento sensorial, no relaxamento e na cura holística, muitas vezes ligados à natureza. Mas como se manifesta o bem-estar na África? Quais são os espaços de cura que o moldam e quais linguagens arquitetônicas definem o bem-estar do norte ao sul do continente?
https://www.archdaily.com.br/pt/1142581/enraizados-na-tradicao-na-natureza-e-na-comunidade-espacos-de-bem-estar-e-cura-do-norte-ao-sul-da-africaHadir Al Koshta
A arquitetura — um dos poucos artefatos culturais feitos para serem vividos publicamente, preservados e, muitas vezes, capazes de resistir por séculos — contribui significativamente para a identidade cultural de lugares e povos. Historicamente, os edifícios expressaram atitudes institucionais, influência e poder; são manifestações claras de cultura. No entanto, a longevidade complexifica a preservação: quando uma estrutura é reconstruída, reparada ou totalmente remontada, em que sentido ela ainda é o mesmo edifício?
Há o clássico enigma do Navio de Teseu, de Plutarco: se as tábuas de um navio forem substituídas uma a uma ao longo do tempo, ele continua sendo o mesmo navio? Thomas Hobbes acrescenta um elemento complicador — se as tábuas originais forem remontadas em outro lugar, qual navio é "o original"? O paradoxo põe à prova o que fundamenta a identidade: a matéria física, a continuidade de uso e história, ou o reconhecimento compartilhado. Na arquitetura e na conservação, isso redefine a preservação como uma escolha entre conservar a matéria, manter a forma e a função, ou perpetuar as histórias e práticas que dão significado a um lugar.
As cidades contemporâneas são vibrantes, complexas e estão em constante evolução. Acima de tudo, são mutáveis, dinâmicas e diversas. Que transformações estão ocorrendo e para onde elas estão nos levando? A urbanização continua a ganhar força em muitas regiões do mundo, gerando transformações visíveis e estruturais. Diante desse cenário, começam a surgir dados sobre a evolução de sua configuração e os desafios que enfrentamos. Segundo o Banco Mundial, a população urbana continuará em trajetória de crescimento, com 90% dos novos moradores urbanos concentrados na África e na Ásia. Esse crescimento levanta questões essenciais: como podemos consolidar uma abordagem de projeto que garanta o acesso equitativo a espaços, recursos e serviços? Como podemos tornar as metrópoles emergentes e consolidadas mais inclusivas e acessíveis?
https://www.archdaily.com.br/pt/1142590/projetando-cidades-inclusivas-o-papel-do-desenho-universal-na-criacao-de-atmosferas-urbanas-acessiveisEnrique Tovar
No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.
Haut Pays Bigouden / Pierre Brulé. Imagem cortesia de Cupa Pizarras
Inspirada nas casas solares experimentais desenvolvidas após a crise do petróleo dos anos 1970, a certificação Passive House surgiu no final da década de 1980 como uma resposta às crescentes preocupações com a eficiência energética e o impacto ambiental da indústria da construção. Seu objetivo é ao mesmo tempo simples e radical: reduzir as demandas de aquecimento e resfriamento ao mínimo absoluto por meio de estratégias passivas, ventilação mecânica controlada e uma envoltória predial extremamente eficiente — eliminando a necessidade de sistemas complexos ou caros.
A escolha dos materiais de revestimento externo desempenha um papel estratégico para alcançar esse desempenho. Superfícies mal projetadas, pontes térmicas ou falhas de vedação podem comprometer toda a lógica térmica do edifício, especialmente em climas rigorosos. Nesse cenário, os sistemas de fachada ventilada se destacam: ao criarem uma camada de ar ventilada entre o revestimento e a parede estrutural, eles promovem um fluxo de ar contínuo, controlam a umidade e aumentam a estabilidade térmica. Materiais que combinam desempenho, durabilidade e apelo visual são raros — e a ardósia natural da espanhola Cupa Pizarras é uma solução de destaque.
Em um momento em que a prática arquitetônica está cada vez mais atrelada ao clima e ao contexto, a fronteira entre o construído e o natural tornou-se um território crítico de experimentação. A seleção de projetos não construídos deste mês reúne oito propostas conceituais que trabalham nos limites da paisagem. Em Ramia, do João Teles Atelier, a arquitetura inspira-se diretamente na metáfora de uma semente que rompe a terra, utilizando madeira, concreto e água para criar um percurso sensorial pela ecologia de Tulum. Por sua vez, o Mobius Pier, do X Atelier, projeta-se em uma curva suave sobre a margem do rio, funcionando simultaneamente como infraestrutura e ponto de observação. De forma semelhante, o projeto Il mare degli Umbri aborda esse limiar de outra maneira, restaurando a linha costeira histórica do Lago Trasimeno e reintroduzindo as ecologias de áreas úmidas locais. Cada projeto desta coletânea reflete uma postura singular: alguns tratam o limite como uma experiência espacial, outros como uma linha reguladora e, ainda, outros como um ponto de retorno cultural ou ecológico.
À medida que a arquitetura avança para além do design centrado no ser humano, novas práticas repensam a coexistência como uma estrutura ética e ecológica. Das infraestruturas políticas aos habitats, essas abordagens nos convidam a imaginar a arquitetura como um sistema vivo compartilhado.
A arquitetura moderna foi, por muito tempo, escrita sob uma ótica antropocêntrica, colocando o ser humano no centro e tornando invisíveis as demais espécies. Contudo, esse paradigma vem se transformando, à medida que profissionais da arquitetura e da pesquisa redefinem o papel do design em mundos mais-que-humanos. Estúdios como Office for Political Innovation, Studio Ossidiana e Husos Architects questionam as narrativas centradas no ser humano e reformulam o design como uma prática compartilhada entre espécies. Nesse contexto, a arquitetura deixa de ser uma ferramenta de controle para se tornar um meio de coexistência, uma disciplina que media a relação entre espécies, ambientes e culturas.
A Mute, fabricante global de soluções de arquitetura adaptável para locais de trabalho modernos, inaugurou sua nova sede no edifício de escritórios Ambassador, em Varsóvia, administrado pela Hines. Com mais de 840 m², trata-se do primeiro escritório na Europa construído inteiramente com um sistema modular — que pode ser livremente reconfigurado sem gerar resíduos de reforma ou emissões de CO₂.
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Meeting House Square, Temple Bar. Imagem cortesia de Sean Harrington Architects
O veterano crítico de arquitetura irlandês Shane O'Toole comentou certa vez que, ao viajar pela Europa na década de 1970, "o comentário geral era: existe arquitetura moderna na Irlanda? Agora, em menos de 50 anos, passamos a ter um Prêmio Pritzker e dois laureados com a Royal Gold Medal do RIBA em cinco anos." Ele atribui essa mudança de percepção a um concurso de projeto que impulsionou a carreira de vários dos premiados arquitetos e arquitetas da Irlanda de hoje. Tratava-se do concurso para o Plano Diretor do Temple Bar (Temple Bar Framework Plan) de 1991, no centro de Dublin, capital da Irlanda, que foi vencido por um grupo de profissionais ainda na faixa dos 30 anos, sob o nome de Group 91.
Enel, líder global em energia renovável, lançou o "WinDesign", um concurso internacional que convida profissionais e estudantes talentosos/as das áreas de engenharia, arquitetura e design a imaginarem e projetarem novas turbinas eólicas. O objetivo é desenvolver projetos de turbinas que se integrem de forma mais harmoniosa às paisagens onde serão instaladas, fortalecendo, assim, seu papel na transição energética.
Paradoxalmente, o banheiro costuma ser, ao mesmo tempo, o cômodo mais compacto de uma residência e o de maior complexidade técnica: é ali que se cruzam as redes de eletricidade, água fria e quente, esgoto, ventilação e, frequentemente, gás. Por essa razão, seu projeto deve ser otimizado para acomodar tubulações, válvulas, ralos e conexões sem comprometer a estética ou a funcionalidade. A disposição estratégica de pontos hidráulicos, acessórios, armários e iluminação deve buscar a eficiência e a funcionalidade do espaço, idealmente transformando essas áreas tipicamente compactas em santuários confortáveis e visualmente atraentes. Cada decisão é fundamental — desde a seleção do produto até a altura de instalação de uma base de chuveiro.
Na Capela de Campo Bruder Klaus, projetada por Peter Zumthor, o processo de construção contou com a participação direta de habitantes do pequeno vilarejo suíço de Mechernich. Utilizando uma fôrma interna feita de troncos de madeira dispostos verticalmente, o concreto foi preparado em pequenos lotes e vertido manualmente, dia após dia, formando camadas marcadas por variações sutis de mistura e aplicação. Ao final do processo, a estrutura de madeira foi reduzida a cinzas, deixando o interior da capela impregnado com marcas de fogo e revelando uma superfície escura e tátil. O resultado foi um espaço silencioso e profundamente significativo, onde a ação coletiva, o tempo e a transformação da matéria se tornaram parte da arquitetura. Centrado em recursos disponíveis localmente e técnicas manuais, esse método construtivo evidencia como a escolha dos materiais e do sistema construtivo pode moldar a experiência de um espaço, revelar o tempo investido e incrustar a cultura de um lugar na própria matéria da arquitetura. Dessa forma, oferece um exemplo de como a própria construção pode se tornar um ato regenerativo, restaurando significados, conectando comunidades e honrando os ciclos da matéria.
Em Veneza, cercada por uma abundância avassaladora de beleza arquitetônica — a imponência de marcos como a Basílica de São Marcos, a Praça de São Marcos e a Ponte Rialto, para citar apenas alguns —, é fácil deixar-se envolver pela imagética icônica e pela imponência espacial da cidade. Com isso, corre-se o risco de perder de vista momentos mais discretos, porém igualmente magistrais, encontrados na execução de detalhes em sua malha urbana. Para além da grandiosidade, a cidade oferece uma riqueza em seus becos sinuosos, canais estreitos e vida urbana vibrante — cada um desses elementos contribuindo para a tapeçaria cultural que torna Veneza tão singular. Em meio a esses elementos consagrados, no entanto, residem detalhes arquitetônicos sutis, mas notáveis, que frequentemente passam despercebidos. Eles merecem uma observação e reflexão mais atentas, pois oferecem um tipo próprio de maestria — fundamentado na precisão material, no fazer artesanal e nos ritmos cotidianos da cidade.
A pouquíssimos passos da icônica Praça de São Marcos, um diálogo arquitetônico silencioso se desenrola entre duas figuras célebres. A menos de um minuto de caminhada de distância, dois projetos meticulosamente executados situam-se em estreita proximidade: o Showroom da Olivetti de Carlo Scarpa, um local de peregrinação há muito reverenciado por profissionais da arquitetura e do design, e a recently reopened Procuratie Vecchie, restaurada pelo escritório David Chipperfield Architects. Um olhar mais atento aos detalhes arquitetônicos incorporados em cada obra revela um intercâmbio fascinante através do tempo — que se desdobra por meio da linguagem material, da precisão espacial e de um compromisso inabalável com o ofício construtivo.
O Global Award for Sustainable Architecture, criado em 2006 pela arquiteta e acadêmica Jana Revedin, reconhece anualmente cinco arquitetos/as — ou escritórios — de todo o mundo cujas práticas se baseiam nos princípios do desenvolvimento sustentável, do design participativo e de uma abordagem voltada para a comunidade. Esse reconhecimento alinha-se à urgência global em torno das questões prementes de hoje — as crises ecológica e climática, bem como os desafios sociais, culturais e econômicos. Reconhecendo o papel fundamental da arquitetura na modelagem do ambiente construído, o prêmio busca destacar o trabalho de criadores/as que enfrentam esses desafios com soluções inovadoras e criativas.
Jafar Centre no Dubai College. Imagem cortesia de Godwin Austen Johnson
Fundado nos Emirados Árabes Unidos em 1989 pelo presidente Brian Johnson e atualmente sob a direção executiva de Jason Burnside, o escritório Godwin Austen Johnson apoia-se em uma tradição britânica de projeto que remonta a 1847, tendo contribuído para o desenvolvimento do ambiente construído do Oriente Médio por mais de três décadas. Seus 110 profissionais de diversas nacionalidades, baseados em Dubai, Abu Dhabi, Sharjah e no Reino Unido, trabalham de forma integrada, combinando rigor técnico, análise contextual e metodologias digitais em um processo de projeto colaborativo.
Diante da rápida urbanização, o espaço tem se tornado um recurso escasso. As cidades estão saturadas, com áreas limitadas tanto para empreendimentos públicos quanto privados. Esse cenário exige uma transição para um planejamento urbano mais eficiente, capaz de aliar estética e alta funcionalidade. O estacionamento robótico da MPSystem surge como a solução ideal ao combinar desempenho prático e liberdade de criação arquitetônica.