Em sua tese de doutorado, Guilherme Essvein de Almeida apresenta uma análise de duas importantes obras da arquitetura contemporânea: a Casa da Música do Porto projetado por Rem Koolhaas e a Cidade das Artes no Rio de Janeiro, da autoria de Christian de Portzamparc. A tese, defendida em 2018, foi orientada pelo Prof. Dr. Carlos Eduardo Dias Comas e faz parte do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Veja abaixo o resumo informado pelo autor e o link para a tese completa.
https://www.archdaily.com.br/pt/912336/a-casa-da-musica-e-a-cidade-das-artes-por-uma-monumentalidadePedro Vada
Enquanto a próxima edição da Bienal de Veneza para Arquitetura está há mais de um ano de distância, a edição de arte está próxima. Gana, país que participará pela primeira vez do maior evento de artes do mundo, anunciou o arquiteto responsável por seu pavilhão: ninguém menos que Sir David Adjaye.
https://www.archdaily.com.br/pt/912309/david-adjaye-projeta-primeiro-pavilhao-de-gana-para-a-bienal-de-arte-de-venezaKatherine Allen
A figura humana é fundamental para entender a escala em ilustrações, imagens realistas, colagens e representações tridimensionais. No entanto, muitas vezes ela parece ser um dos últimos elementos a serem incorporados, quando deveria ser uma decisão premeditada, intrinsecamente relacionada ao projeto. Afinal, o que queremos transmitir além da escala?
https://www.archdaily.com.br/pt/912377/o-potencial-da-figura-humana-na-representacao-da-arquiteturaClara Ott
Materiais, produtos e sistemas construtivos estão em constante evolução e seguem novas tecnologias, descobertas e tendências de mercado. A questão é: nós, como arquitetos, estamos evoluindo com eles? Lemos sobre robôs trabalhando em canteiros de obras, materiais responsivos e inteligentes e o contínuo aumento da impressão 3D, mas será que tudo isso se torna ruído branco quando se inicia um novo projeto? Mais importante ainda, esses novos sistemas poderiam continuar progredindo sem levar em conta a qualidade de vida das pessoas, com sensibilidade e eficácia?
Como devemos usar os materiais - tanto em suas formas tradicionais quanto em suas futuras concepções - para que nossos projetos estejam contribuindo de maneira relevante para como estamos habitando nosso planeta?
Para evoluir, precisamos saber como. Então vale a pena começar uma discussão sobre esses assuntos.
Com a mudança da indústria no último século, seja em termos de forma, localização ou tipo, os espaços de produção espalhados pelo mundo ocidental foram reaproveitados. Não há dúvidas ao ver essas estruturas. As grandes janelas, tetos altos e plantas otimizadas para o trabalho fabril agora marcam os espaços da “indústria criativa”. Pense na renovação do Tate Modern (de uma antiga central elétrica) realizada pelo escritório Herzog + de Meuron, ou na recente transformação colaborativa de um pátio de locomotivas em biblioteca nos Países Baixos.
https://www.archdaily.com.br/pt/912297/frac-dunkerque-do-lacaton-and-vassal-e-um-eco-historico-em-forma-e-conceitoKatherine Allen
Parece impossível pensar que, a partir de uma obra pública, tenha se originado grande parte das vias nacionais que possuímos hoje na Argentina, bem como a atividade turística como fonte econômica do país, a consolidação da petroleira nacional YPF superando os embates da concorrência estrangeira e grande parte do desenvolvimento da arquitetura moderna nacional.
No entanto, isso se torna plausível quando falamos de uma das maiores intervenções territoriais ocorridas no país, que funcionou como uma vanguarda da modernidade, consolidando o automóvel como meio de transporte de massa em nossa região.
A partir deste mês, o ArchDaily começará introduzir temas mensais que explorarão nossas histórias, postagens e projetos. Começamos este mês com a Representação Arquitetônica: do Archigram ao Instagram; de esboços de guardanapos a modelos de RV com sincronização em tempo real; de palestras acadêmicas a contadores de histórias.
Não é particularmente novidade ou inovador dizer que a Internet, as mídias sociais e os aplicativos de desenho têm desafiado a relação entre representação e construção. Há um ano previmos que "este é apenas o começo de uma nova etapa de negociação entre a precisão fria da tecnologia e a qualidade expressiva inerente à arquitetura". Mas é isso? Você diria que ferramentas digitais estão traindo a criatividade? Este é um dilema mais antigo do que você pensa.
Nesta nova edição do nosso Editor's Talk, quatro editores e curadores do ArchDaily discutem desenhos como peças de arte, postulando porque ninguém se preocupa com postes telefônicos e explorando como o próprio edifício está se tornando um tipo de representação.
O uso crescente de ar-condicionado está fazendo com que muitas cidades batam recordes de consumo de energia durante os tórridos meses de verão. Em países populosos como Índia, China, Indonésia, Brasil e México, grandes centros urbanos funcionam como verdadeiros fornos - onde o calor absorvido pelos edifícios é liberado de volta para o ambiente, aumentando ainda mais a temperatura local. Mais calor lá fora, significa mais ar-condicionado aqui dentro e, portanto, mais consumo de energia e mais gás carbônico na atmosfera.
Foi pensando nesse ciclo vicioso que foi criada uma tinta que protege edifícios e estruturas urbanas da radiação solar excessiva - diminuindo assim o efeito da ilha de calor urbana. A inovação surgiu da parceria do UNStudio, um escritório holandês de arquitetura, e a Monopol Color, empresa suíça especialista em tintas. Os materiais de cor escura que são usados para construir os edifícios são uma das principais causas de acúmulo de calor nas áreas urbanas. Enquanto materiais mais escuros absorvem até 95% dos raios solares e os liberam diretamente de volta à atmosfera, esse valor pode ser reduzido a 25% com uma superfície branca normal. Agora, com tinta inovadora, é possível reduzir a absorção e emissão para 12%.
Yona Friedman é um arquiteto e urbanista de origem húngara. Aos 95 anos de idade, acumula experiência ímpar, tendo já participando de inúmeras bienais de arquitetura, incluindo a de Veneza e de São Paulo, esta última em 2017. Um de seus trabalhos mais importantes foi publicado em 1958 e tem como título L'Architecture Mobile, onde apresenta um de seus projetos mais ambiciosos: La Ville Spatiale, uma utopia que recicla megaestruturas preexistentes nas cidades para proporcionar aos cidadãos uma vida pautada na flexibilidade de usos e decisões.
O grande volume de entulhos descartados pela construção civil gera sérios problemas às grandes cidades. Um dos materiais mais vistos no descarte ilegal é a madeira. Felizmente, muitos artistas estão reaproveitando este material, ressignificando-os e transformando-os em verdadeiras obras de arte. Entre eles está Fábia Escobar. Conheça mais sobre seu trabalho a seguir.
A Escola da Cidade, através de seu Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, convidou Pedro Abramovay, Eduardo Ferreira Valério e Paula Santoro para discutir os direitos sociais e a cidade. Esse tema tem se tornado cada vez mais necessário e sensível quando discutimos qualquer possibilidade de uma cidade democrática e empática. A mesa debate neste vídeo algumas das raízes e as questões mais contemporâneas sobre o assunto.
https://www.archdaily.com.br/pt/912215/a-cidade-e-os-direitos-sociais-na-berlindaPedro Vada
Em uma profissão tão complexa quanto a arquitetura, a resistência à mudança é comum. A adoção de novas tecnologias traz novos desafios. Contudo, à medida que a tecnologia avança, os escritórios de arquitetura acompanham esse ritmo para se manterem relevantes.
O futuro da arquitetura é urbano, já não há o que questionar a respeito disso. Projeções apontam que em 2050, isto é, em pouco mais de 30 anos, 75% da população mundial viverá em cidades, ao passo que no Brasil a cifra ultrapassará os 90%. No entanto, nossa disciplina deve se preocupar com a qualidade e vida de todos, assim, projetos em contextos rurais continuarão a fazer parte da agenda de arquitetas e arquitetos do mundo todo.
Apresentamos, a seguir, uma seleção de projetos residenciais construídos no campo. Casas brasileiras inseridas na paisagem rural ou campestre, projetadas para o cotidiano de seus moradores ou como refúgio temporário de descompressão da vida urbana. De uma forma ou de outra, todas compartilham de um objetivo: abrir-se para o entorno bucólico.
“Sobre o crescimento e a forma”, obra escrita pelo biólogo e matemático D’Arcy Wentworth Thompson [1860-1948], é considerada a maior obra em prosa da ciência do século XX, destacando o papel da física e da mecânica na determinação da forma e da estrutura dos organismos. O livro tornou-se imediatamente uma obra clásica para a exploração de geometrias naturais na dinâmica do crescimento e dos processos físicos. Thompson se revela um grande cientista, sensível ao fascínio e à beleza do mundo natural, com um estilo que levou a imprensa especializada a qualificar sua obra como «tão boa literatura quanto ciência; um discurso sobre a ciência como se tratasse de uma questão da humanidade».
Jardim Lapenna, São Miguel Paulista. Foto: Eduardo Silva/32xSP
Moradores do Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, criaram um plano de bairro participativo na capital paulista. Com 32 ações urbanísticas previstas em áreas como iluminação, segurança e pavimentação, sete delas foram eleitas como emergenciais e estão em processo de inclusão no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2019.
O aquecimento global está causando uma série de mudanças em nosso clima e, portanto, em nossa paisagem. Bons projetos de paisagismo podem oferecer respostas para mitigar essas mudanças - e essas estratégias se refletem no desenho e na representação da arquitetura.
Reconhecida internacionalmente pela busca de propostas para o habitar moderno, Zaha Hadid realizava múltiplos estudos topográficos abstratos para propor suas obras fluidas flexíveis e expressivas evocando o dinamismo da vida urbana contemporânea.
Com o objetivo de conhecer com maior profundidade o processo criativo e o desenvolvimento de projetos profissionais de Zaha Hadid, realizamos uma seleção histórica de pinturas da arquiteta que expandem o campo de exploração arquitetônica com exercícios abstratos tridimensionais que propõem uma nova e distinta visão do mundo, questionando as bases físicas do projeto, produzindo a base contínua e criativa ao longo de sua carreira.
A YACademy lança a segunda edição do *Architecture for Heritage*, um curso de especialização de alto nível que oferece 8 bolsas de estudo e vagas de estágio em escritórios de arquitetura de renome internacional.
São 106 horas de aulas, um workshop de 32 horas e estágios ou palestras conduzidos por escritórios de arquitetura de renome internacional, como OMA, Mccullough Mulvin Architects, Aires Mateus E Associados, Claudio Nardi Architects e Carrilho Da Graça Arquitectos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071551/arquitetura-para-o-patrimonio-curso-da-yacademy-oferece-8-bolsas-de-estudo-e-estagios-em-escritorios-de-renome-internacionalSponsored Post
Recebemos da arquiteta Marta Vilarinho de Freitas uma série de desenhos sobre a cidades e arquiteturas portuguesas. Criadora do projeto "As Cidades e a Memória - a Arquitetura e a Cidade", Marta mostra um conjunto de ilustrações sobre situações urbanas que evocam o o universo da arquitetura e o seu mundo criativo e fascinante.
https://www.archdaily.com.br/pt/912061/arte-e-arquitetura-as-cidades-e-a-memoria-nil-a-arquitetura-e-a-cidade-por-marta-vilarinho-de-freitas-parte-iiiPedro Vada
Em 1948 o arquiteto Charles-Édouard Jeanneret-Gris - mais conhecido como Le Corbusier -, lançou uma de suas publicações mais famosas, intitulada O modulor, seguida por O modulor 2 em 1953. Nesses textos, Le Corbusier fez conhecer sua abordagem às investigações que tanto Vitruvio quanto Da Vinci e Leon Battista Alberti haviam começado, em um esforço por encontrar a relação matemática entre as medidas do homem com a natureza.
As pesquisas dos autores previamente mencionados representam também uma busca por explicar os Partenons, templos indígenas e as catedrais construídas a partir de medidas precisas que faziam referência a um código do que se entendia como essencial. Saber de quais instrumentos se dispunha para encontrar a essência dessas construções era o ponto de partida, e parecia se tratar de instrumentos que transcendiam o tempo. Não parece tão estranho dizer que as medidas que se empregaram foram, em essência, partes do corpo, como cotovelo, dedo, polegada, pé, braço, palma, etc. Inclusive, existem instrumentos e medidas que levam nomes que aludem ao corpo humano, o que indica que a arquitetura não está longe de ser reflexo do mesmo.
Le Corbusier - Ronchamp. Imagem cortesia de Atelier RZLBD
A história do desenho arquitetônico é tão antiga quanto a própria arquitetura e desenvolveu-se ao longo de sua linha do tempo. Outrora diagramas, os desenhos eram tão grandes quanto os zigurates e as pirâmides, traçados na escala de um para um no próprio canteiro de obras. Hoje, por outro lado, são praticamente inexistentes como objetos tangíveis. Existem apenas como dados digitais salvos no espaço virtual. A despeito de sua longa história e drástica evolução, um único fato a seu respeito nunca mudou: foram e continuam sendo um meio, um dispositivo intermediário que visualiza uma ideia e atravessa uma jornada de aventuras antes de se materializar. Ainda assim, há sempre o risco de que o mesmo conjunto de desenhos de um/a arquiteto/a possa ser traduzido em diferentes interpretações arquitetônicas.
Rua Joel Carlos Borges, em São Paulo. Foto: Pedro Mascaro/WRI Brasil
O mais recente Relatório de Status Global sobre Segurança no Trânsitoda Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que nos últimos 15 anos a taxa de mortalidade no trânsito se manteve estável em relação ao tamanho da população mundial. O fato dos números não terem aumentado pode até soar positivo, mas é preciso lembrar que estamos falando da morte de 1,35 milhão de pessoas ao ano, além de 50 milhões de feridos.
https://www.archdaily.com.br/pt/912041/as-mortes-no-transito-nao-estao-diminuindo-ruas-completas-podem-ajudarWRI Brasil
Trabalhos selecionados de seis dos nove novos membros honorários do AIA.
Mais de 100 arquitetos/as norte-americanos/as e nove profissionais internacionais de arquitetura foram promovidos/as ao American Institute of ArchitectsCollege of Fellows. O título de Fellow do AIA é uma honraria de prestígio concedida a quem tenha dado contribuições duradouras para a profissão. Embora seja um reconhecimento majoritariamente nacional, o AIA também concede o título a diversos/as projetistas internacionais todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071174/aia-eleva-novos-membros-e-nove-membros-honorarios-internacionais-ao-colegio-de-fellowsKatherine Allen
Perspectiva. Image Cortesía de Arquitectos Rodrigo Schiavoni y Adán Yenerich
Rodrigo Schiavoni e Adán Yenerich, sócios fundadores do SY arquitectos, foram os vencedores do concurso aberto organizado no âmbito do oitavo Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado na cidade de Córdoba entre 27 e 30 de março de 2019. O concurso propunha o desenho de um marco comemorativo em escala urbana que se constituísse como símbolo cidadão.
Organizado pela Cámara de Turismo de la Provincia de Córdoba e voltado tanto para artistas quanto para designers e arquitetos/as, este concurso interdisciplinar propunha a produção de peças em escala urbana para intervir no espaço público de um setor de destaque da cidade: um trecho da área fundacional localizado a poucos metros da Manzana Jesuítica, setor considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.