
Quando abordamos a prática de Flores & Prats, logo pensamos em seu trabalho à mão, tanto em seus desenhos precisos quanto em suas maquetes detalhadas. Um trabalho que não apenas "valoriza o tempo investido e acumulado como uma qualidade e não como um defeito", mas também se apresenta como uma aproximação interessante de um pensamento atento aos processos, ao cuidado com os detalhes e ao inesperado. (Nesse sentido, lembro-me de quão pertinente é ler sobre como desenhar uma floresta de árvores, entre outras coisas, nos escritos de "As tardes de desenho no estúdio Miralles & Pinós").
Realizamos uma entrevista por escrito, à distância, com o escritório de Eva Prats e Ricardo Flores com esse propósito: aprofundar suas reflexões sobre o papel do desenho na representação na arquitetura. Suas observações deixam clara a razão de suas decisões, apontando não apenas como lidam com os tempos contemporâneos, mas também sua relação com a construção, entre outras recomendações.
Fabián Dejtiar: O que inspirou vocês a seguir este caminho de representação na arquitetura?
