Nossos edifícios tornam-se símbolos dos tempos em que vivemos, refletindo o espírito de uma determinada época e atendendo a diferentes necessidades, estilos de vida e funções. “A arquitetura deve falar de seu tempo e lugar, mas ansiar por intemporalidade”, diz um dos arquitetos mais proeminentes de nossa era, Frank Gehry. Para profissionais que buscam a inovação na arquitetura, explorar novos potenciais tecnológicos e vislumbrar maneiras de enriquecer a vida das pessoas há muito tempo são forças motrizes que moldam as respostas aos desafios contemporâneos. Atualmente, a sustentabilidade se apresenta como um desafio fundamental, adicionando novas dimensões ao debate e unindo forma, função, escolha responsável de materiais e pensamento de longo prazo. Adaptar-se a essas demandas nunca foi tão significativo.
Projeto de reutilização ‘Carbon2Business’ na fábrica de cimento de Lägerdorf, Alemanha. Imagem cortesia de Holcim
Vivemos em um mundo cada vez mais urbanizado. Habitações, hospitais, escolas e estradas –as bases da vida cotidiana– exigem materiais fortes e duráveis. Por isso, o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) depende fortemente do cimento, o principal componente do concreto, para construir esses elementos. No entanto, para arquitetos/as, a versatilidade e a resistência do concreto nem sempre andam de mãos dadas com as credenciais de sustentabilidade.
Embora hoje seja considerada uma prática comum, o conceito de higiene das mãos não era inicialmente tão arraigado na sociedade. Foi apenas em 1847 que o médico húngaro Ignaz Semmelweis, amparado por evidências científicas, propôs que a lavagem das mãos era uma medida de higiene com impacto direto na saúde das pessoas. A partir de então, o resto é história. A higiene das mãos tornou-se uma prática generalizada, que vai do lavar ao secar, acompanhada de diversos acessórios que desempenham papéis específicos nesse processo.
Em ambientes contemporâneos, especialmente no contexto do bem-estar coletivo, os banheiros públicos tornaram-se um ponto focal. Essa mudança de foco é, em parte, uma resposta à ênfase pós-pandemia na higiene e ao papel dos acessórios de banheiro nesses ambientes. Entre as opções disponíveis, os secadores de mãos ganharam grande relevância, transcendendo até mesmo sua função primária. Diante disso, a Mediclinics inovou ao introduzir um novo conceito de secador de mãos que prioriza a melhoria da experiência do/a usuário/a, ao mesmo tempo em que oferece um equipamento inovador com um design diferenciado em forma de U.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138271/do-hands-in-ao-hands-through-uma-nova-geracao-de-secadores-de-maos-higienicos-e-esteticosEnrique Tovar
Por meio da incorporação de diversos elementos, o design de interiores desenvolve a criação de espaços integrados que combinam funcionalidade e estética. Entre esses elementos, o projeto de forros suspensos é uma solução que envolve a integração de revestimentos pendurados na estrutura principal. Além de se adaptarem a uma ampla gama de estilos devido à sua diversidade de materiais, cores e texturas, os forros suspensos respondem a funções acústicas, contribuem para o isolamento térmico e integram sistemas de iluminação.
Como parte de suas soluções para aplicações internas, a Hunter Douglas combina estética, conforto e sustentabilidade para desenvolver a linha de forros suspensos WoodLines. Integrando inovação e materiais naturais, utiliza-se um processo contínuo no qual uma folha de madeira natural é aderida a um perfil metálico moldado. Dessa forma, obtêm-se forros lineares compostos por ripas contínuas que combinam a funcionalidade de um forro metálico com o calor e a estética da madeira natural.
Sejamos sinceros. O futuro da imm cologne tem sido alvo de especulações nos últimos tempos. Trata-se da feira internacional de mobiliário que tradicionalmente abre o calendário anual, servindo como bússola para o cenário do design nos doze meses seguintes. Como qualquer feira de negócios física, o evento precisou navegar por águas turbulentas: restrições da pandemia, uma macroeconomia instável e a contínua expansão de canais alternativos.
Os ambientes urbanos estão em constante evolução, com as cidades se tornando os principais polos de diversidade cultural e vida econômica. De fato, o planeta caminha rapidamente em direção a um futuro no qual 70% da população mundial viverá em cidades até 2050. Profissionais da arquitetura estão no centro desse movimento revolucionário, repensando a própria natureza da cidade diante desse crescimento urbano acelerado. Em resposta a essa forte demanda por cidades mais novas e diversas, arquitetos/as e designers têm se inclinado para projetos multifuncionais e de uso misto. Ao atrair públicos diversos, a arquitetura de uso misto explora o potencial máximo de serviços e funções que uma estrutura pode oferecer.
Apresentando escritórios de arquitetura como Atelier 333, MOR Architects, BXB studio Bogusław Barnaś, Beek Architects, Frey Architekten e Kalbod Design Studio, entre outros, a seleção a seguir revela uma coleção de projetos arquitetônicos não construídos, enviados ao ArchDaily, que priorizam a multifuncionalidade em suas propostas. Do inovador Plata.forma em Laqlouq ao refúgio marítimo do The Ark, passando pela harmonia alpina da Swiss House, esses projetos redefinem o viver urbano.
Nos últimos três anos, passamos de nos perguntar como viveremos juntos a duvidar se algum dia conseguiremos viver juntos.
Apesar do fim da pandemia de COVID-19, as transformações urbanas previstas como consequência dela ainda não se concretizaram. A polarização global e a agitação geopolítica nos mantêm concentrados em questões imediatas, ofuscando nossa visão de futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138606/newsletter-dos-apoiadores-edicao-no-6ArchDaily Team
Chris Bosse fundou o escritório LAVA (Laboratory for Visionary Architecture) com seus sócios Tobias Wallisser e Alexander Rieck no mesmo ano em que o Watercube, o Centro Aquático Nacional dos Jogos Olímpicos de Verão de Pequim 2008, foi concluído. Bosse foi um dos principais designers do Watercube durante seu período na PTW Architects, em Sydney. Atualmente, o LAVA conta com cerca de 100 colaboradores distribuídos em quatro escritórios: Ho Chi Minh,Sydney, Stuttgart e Berlim. O escritório possui ainda duas filiais satélites em Honduras e em Parma, na Itália, lideradas por ex-associados. O portfólio de projetos abrange desde mobiliário, residências e hotéis até planos diretores, centros urbanos e aeroportos no Oriente Médio, América Central, Europa, Austrália e Vietnã.
A narrativa arquitetônica da Lituânia é um mosaico de diversas influências e estilos, representando sua evolução histórica, patrimônio cultural e resiliência ao longo do tempo. Apesar do foco no artesanato tradicional, no minimalismo funcional e em materiais sustentáveis, a linguagem de design do país foi profundamente influenciada por sua posição geopolítica e por acontecimentos históricos, resultando em uma mescla de estilos de diferentes épocas. No entanto, um fator fundamental que atravessa todas as suas expressões é a conexão fluida da arquitetura lituana com o seu entorno natural.
Fachadas solares no Det Grønne Hus. Imagem cortesia de SolarLab
Reformas envolvem processos de projeto que transformam, recuperam e aprimoram elementos arquitetônicos. De sutis mudanças estéticas a acréscimos estruturais, a reforma de edifícios pode melhorar a funcionalidade, a segurança e a eficiência energética. Ao integrar novas tecnologias, as estratégias contemporâneas dão nova vida a edifícios existentes, projetando obras já construídas em direção ao futuro.
Por meio de soluções eficientes, duráveis e personalizadas, a SolarLab valoriza o patrimônio arquitetônico ao introduzir fachadas personalizadas geradoras de energia em edifícios existentes. Ao combinar perfeitamente tecnologia e liberdade de projeto, essas fachadas solares se adaptam ao estilo de cada obra, ao mesmo tempo em que funcionam como fachadas ventiladas de longa vida útil e livres de manutenção. Além disso, ao gerar eletricidade limpa, a integração desse sistema em projetos de reforma contribui para a operação diária do edifício, reduzindo de forma eficaz o seu impacto ambiental.
O Concurso Nacional de Projetos de Graduação (CNPP) e o Concurso Nacional de Projetos de Conclusão de Curso (CNPT) 2023 da Arquitectura Caliente são premiações abertas que buscam reconhecer e premiar os melhores projetos de estudantes de arquitetura do Chile.
Nesta nova edição, foi apresentado um total de 261 projetos inscritos, provenientes de 29 escolas de todo o Chile. No caso dos projetos de graduação, o júri premiou "projetos propositivos, inovadores e bem resolvidos para seu nível acadêmico" no segundo ano; e "aqueles projetos que estabelecem uma relação harmônica com seus contextos físicos, sociais ou ambientais" no terceiro, quarto e quinto anos. Já em relação aos projetos de conclusão de curso, o júri identificou "três ordens de projetos: territoriais, monumentais e outros próximos ao design de objetos", destacando o grande vencedor por sua valorização "do contexto, do patrimônio e da resolução técnica", conforme detalham as atas de ambos os concursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138461/22-vencedores-do-concurso-nacional-de-projetos-de-graduacao-e-trabalho-de-conclusao-de-curso-cnpp-plus-cnpt-2023ArchDaily Team
Contar a história de um único edifício pode revelar uma narrativa mais ampla sobre a própria cidade da qual ele faz parte? Essa é a premissa central do novo e envolvente livro de John King, Portal: San Francisco’s Ferry Building and the Reinvention of American Cities (W.W. Norton). O crítico de design urbano de longa data do San Francisco Chronicle escreveu uma história dinâmica e vívida deste querido edifício, inaugurado em 1898, que serviu como a principal porta de entrada para a cidade até o surgimento do automóvel (e das pontes construídas para atendê-los).
Durante décadas, o edifício permaneceu praticamente vazio e negligenciado, isolado pela Embarcadero Freeway. Após o terremoto de Loma Prieta, em 1989, a rodovia danificada acabou sendo demolida, liberando o Ferry Building, que ganhou nova vida como terminal de transporte, mercado gastronômico e edifício de escritórios. Na semana passada, conversei com King sobre a gênese do livro, a importância fundamental do terminal para a cidade de San Francisco e a ameaça que ele enfrenta com o aumento do nível do mar.
Quais materiais de isolamento são necessários para enfrentar os desafios do ambiente construído moderno, inclusive sobre como criar um futuro mais sustentável? E se alguns deles já estiverem disponíveis? O centro de inovação da Kingspan, IKON, reuniu um painel de especialistas para discutir algumas das principais questões e explorar soluções. Michael Bol, arquiteto e Diretor de Conceituação na Buro Kade, Benjamin Constant, Diretor de Desenvolvimento e Parcerias na Neo-Eco Partner, e Sandra Del Bove, Diretora Global de Inovação do Kingspan Group, trouxeram diferentes perspectivas e compartilharam suas experiências sobre esses temas cruciais.
Com o olhar voltado para o futuro, em 2024, a Universidad Católica del Uruguay incorpora à sua proposta pedagógica o curso de Arquitetura, Design e Ambiente. Felipe Reyno, doutor em Arquitetura e diretor do novo curso, reflete sobre a necessidade de formar arquitetos/as com um olhar contemporâneo, contextual, diverso, crítico e colaborativo.
Na cidade de Malden, na região metropolitana de Boston, Massachusetts, uma comunidade intergeracional de trinta núcleos familiares contratou um escritório de arquitetura e projetou coletivamente sua comunidade de cohousing. Respondendo ao desejo do grupo por uma vida coletiva em um contexto urbano, o escritório French2D projetou um edifício que desafia as convenções tipológicas, com unidades residenciais individuais conectadas por uma rede de espaços compartilhados. O resultado é um modelo singular e colorido de habitação multifamiliar com cerca de 4.500 metros quadrados de área construída. O projeto faz parte de um número crescente de empreendimentos de cohousing nos Estados Unidos.
Villa Groot, Bélgica / Lemaire & Longeval. Imagem cortesia de Randers Tegl
Os tijolos são materiais de construção versáteis e duráveis, que aliam qualidades técnicas e estéticas. Disponíveis em uma ampla variedade de formatos, dimensões, texturas e cores — dependendo do processo de fabricação e do tipo de argila —, a incorporação de tijolos na arquitetura resulta em fachadas e estruturas dinâmicas. Do estilo tradicional ao moderno, esses elementos versáteis podem ser organizados em diferentes paginações e integrados facilmente a outros materiais de construção, possibilitando as mais diversas expressões arquitetônicas. Além dessas qualidades, o uso de tijolos na arquitetura contemporânea destaca-se pela experimentação com o posicionamento, a orientação e as texturas do material, bem como pela adoção de princípios de design minimalistas focados em linhas simples e limpas.
Entre os diferentes tipos de tijolos, projetar com um estilo linear ou alongado envolve explorar arranjos horizontais e verticais — ou a combinação de ambos —, criando padrões modulares com um apelo visual rítmico e harmonioso. Alinhada a esse formato, a Randers Tegl desenvolveu a coleção de tijolos Ultima waterstruck, que integra processos artesanais, materiais de alta qualidade e um apelo atemporal. A partir da análise de diferentes projetos, mostramos como a estética dos tijolos lineares é aplicada na arquitetura contemporânea.
Poderia ter caído facilmente no kitsch. Ao ouvir que uma antiga prisão foi transformada em hotel, seria compreensível imaginar um destino temático sobre encarceramento, repleto de maçanetas em forma de algemas e pijamas listrados de brinde.
No entanto, a sensível adaptação de uma antiga prisão feminina em Berlin-Charlottenburg, realizada pelo escritório Grüntuch Ernst Architekten, passa longe disso. O edifício histórico, originalmente concluído em 1896, foi cuidadosamente lapidado para se tornar um espaço de luz e tranquilidade. Desde sua abertura no ano passado, o hotel já conseguiu cultivar uma comunidade fiel de hóspedes exigentes — que sempre retornam — em busca de restauração, em vez de justiça restaurativa.
No campo em constante evolução do design arquitetônico, a trajetória das tecnologias de visualização está nos impulsionando rumo a um futuro onde a criatividade não conhece limites. Diversas novas ferramentas lideram essa revolução, oferecendo softwares inovadores que redefinem os limites da visualização arquitetônica. Neste artigo, analisamos uma dessas ferramentas, o Eyecad VR, e seus pontos fortes, explorando como a renderização em tempo real, as experiências imersivas, os recursos de realidade virtual e uma vasta biblioteca de blocos 3D estão ajudando a remodelar o panorama do projeto de arquitetura.
A composição de uma cobertura plana ou de baixa inclinação é constituída por diversos componentes que precisam atuar de forma conjunta, eficiente e consistente para oferecer uma solução sustentável e de longo prazo. Embora a membrana de impermeabilização seja frequentemente a camada superior e, portanto, a mais visível, o que está sob ela tem um impacto significativo no desempenho global da cobertura. A escolha de materiais adequados e sustentáveis — bem como a garantia de sua correta instalação — é o que permite a uma cobertura resistir ao teste do tempo e estar preparada para os desafios do futuro.
Cooktop de Indução Essential. Imagem cortesia de Gaggenau
Diante da evolução dos estilos de vida e das inovações tecnológicas, a arquitetura contemporânea frequentemente aprimora o desenho das cozinhas para que desempenhem funções multifacetadas e dinâmicas. Ao incorporar sistemas inteligentes e automatizados e criar espaços flexíveis e adaptáveis, de linhas minimalistas e limpas, as cozinhas traduzem a própria essência da vida contemporânea.
Pautados pelos avanços tecnológicos, por uma linguagem de design clara e pela funcionalidade, os eletrodomésticos inovadores da Gaggenau evoluem em harmonia com as constantes transformações nos modos de vida. Entre suas soluções, o cooktop Essential Induction se integra perfeitamente à bancada da cozinha, proporcionando flexibilidade e design de ponta para entusiastas da culinária.
No dia 2 de dezembro, o Teatro Biobío foi palco do encerramento do 26° Congresso Nacional de Arquitetos. A emocionante cerimônia incluiu a entrega das Distinções CA 2023, uma palestra do vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura, Fernando Pérez Oyarzún, e a apresentação da síntese das conclusões do congresso, que se traduzirá em um mandato de mudança para a Diretoria Nacional do Colégio de Arquitetos do Chile.
O mundo da arquitetura é uma fusão cativante entre expressão artística e precisão científica. Minha jornada nesse campo começou com uma investigação profunda de sua rica história. Foram as obras impressionantes dos mestres do Renascimento que me impulsionaram em uma trajetória de transformação, guiando-me no sentido de aproveitar o imenso potencial da inteligência artificial e dos algoritmos no projeto de arquitetura.
O Climat de France é um projeto de habitação de interesse social do período colonial francês na Argélia projetado por Fernand Pouillon e atualmente renomeado como Oued Koriche. Localizado a cerca de 8 km a oeste da capital do país, Argel, o complexo foi construído entre 1954 e 1957, em plena Guerra de Independência da Argélia. O projeto é composto por diversos edifícios de escalas variadas. Sua estrutura mais proeminente é um grande bloco retangular que abriga 3.000 unidades habitacionais, além de uma ampla praça interna que remete a um fórum romano e janelas externas inspiradas nos mosaicos característicos da arquitetura islâmica.
Este conjunto habitacional possui uma história complexa, que envolve a tentativa de integração da população argelina ao estilo de vida francês, o uso da arquitetura moderna como ferramenta para confrontar os modos de vida tradicionais muçulmanos e a posterior transformação de sua praça coletiva em um palco de contestação e revolta.