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Compondo com a luz: atmosferas e estratégias no Kompetenzzentrum Breisgau

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Na alegoria da caverna de Platão, a luz simboliza o conhecimento: é o que guia o ser humano para fora das sombras da ignorância em direção à verdade. Em muitas religiões, a luz também é associada à divindade, como uma manifestação do sagrado. Com o tempo, a luz deixou de ser apenas um símbolo da razão para se tornar um instrumento de sensibilidade, uma matéria viva capaz de moldar atmosferas, influenciar a percepção e revelar significados.

A luz é usada com maestria nos espaços silenciosos de Tadao Ando, por exemplo, onde se infiltra como uma substância sagrada entre as paredes de concreto. Nos edifícios de Alvar Aalto, ela é delicadamente modulada para dialogar com o céu nórdico. Nas instalações imersivas de James Turrell, ela se torna corpo, cor e experiência. Mas a luz também se manifesta nos gestos mais cotidianos: em cada janela precisamente orientada ou em cada sombra cuidadosamente desenhada para revelar o que não é imediatamente visível. Como um/a maestro/a diante da partitura e da orquestra, o/a arquiteto/a pode compor com a luz, acentuando volumes, suavizando limites e conferindo ritmo e intensidade aos espaços que habitamos.

6 moodboards táteis e contextuais: inspiração para casas e apartamentos

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A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.

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Repensando a ideação arquitetônica com IA centrada no ser humano

As etapas iniciais de ideação podem ser, ao mesmo tempo, a parte mais empolgante e a mais desafiadora do processo de projeto. As ideias fluem rapidamente, mas podem ser abstratas e difíceis de comunicar. Isso pode gerar frustração e desperdiçar um tempo precioso.

Hoje, arquitetos/as, designers e artistas podem encurtar a distância entre o primeiro esboço e uma decisão de projeto significativa ao aliar técnicas tradicionais de ideação a ferramentas de visualização baseadas em IA, desenvolvidas para aprimorar — e não substituir — a criatividade humana. As ferramentas da Chaos mantêm as mentes criadoras firmemente no centro do processo, proporcionando agilidade e clareza sem que se perca a autoria ou o controle.

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

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O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.

Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.

Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.

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Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

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Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.

Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.

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O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras

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Comayagua é uma cidade no centro de Honduras situada em um vale de mesmo nome. A cidade ocupa um lugar central na história do país, tendo servido como sua capital colonial e do início do período republicano por mais de 300 anos. No entanto, quando a capital foi transferida para Tegucigalpa em 1880, a expansão urbana de Comayagua estagnou, o que acabou por preservar, involuntariamente, um rico e vasto patrimônio. No início da década de 1990, grande parte do legado arquitetônico da cidade encontrava-se em estado de deterioração. Diante da necessidade urgente de protegê-lo, os governos de Honduras e da Espanha iniciaram um esforço conjunto com o objetivo de lançar um programa de restauração de longo prazo, criando uma estrutura de diretrizes políticas que garantisse a preservação do centro histórico da cidade para as gerações futuras.

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Vozes do ArchDaily: Jonathan Yeung

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A trajetória na arquitetura de Jonathan Yeung começou a partir de seu profundo apreço pela experiência física e corpórea de se mover por espaços minuciosamente detalhados. Tendo crescido e estudado em diferentes lugares—Hong Kong, Kyoto, Cambridge e Berkeley—, ele desenvolveu uma sensibilidade para a forma como a arquitetura reverbera culturalmente, muitas vezes de maneiras que transcendem explicações simples. Para Jonathan, a arquitetura evoluiu de uma experiência incorporada para uma poderosa forma de expressão, abrangendo projeto, construção e escrita. O trabalho editorial tornou-se, naturalmente, uma extensão dessa exploração, oferecendo-lhe uma plataforma para refletir sobre ideias arquitetônicas sob múltiplas perspectivas.

Ele aborda a curadoria editorial com foco em questões de relevância persistente—temas que convidam a discussões complexas e multifacetadas, fundamentadas em dilemas sociais, culturais ou arquitetônicos. Busca projetos marcados por intencionalidade e excelência: obras que desafiam limites, refinam o cotidiano em algo excepcional ou revelam nuances espaciais e materiais sutis que moldam nossa experiência do ambiente construído. Seu interesse pelo detalhamento arquitetônico destaca-se como um tema recorrente, evidenciando o ofício e a precisão que contribuem para espaços duradouros e atemporais, muitas vezes negligenciados no discurso mais amplo.

“Arquitetura é Cooperação”: projetos e experiências que destacam o trabalho coletivo de profissionais, organizações e comunidades

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Ao trabalhar com o lugar, e não contra ele, a exposição "Arquitetura é Cooperação", com curadoria de Josep Ferrando, enfatiza o valor da cooperação na essência da arquitetura. Apresentando o trabalho de profissionais, organizações e comunidades em projetos de cooperação promovidos a partir da Espanha, a instalação se materializa por meio de uma expografia em terra e madeira. Dessa forma, compreende-se a escolha desses materiais não apenas por sua estética ou simbolismo, mas por sua funcionalidade e compromisso com os princípios da economia circular. Até 30 de setembro de 2025, a mostra fica em exibição na Casa de la Arquitectura, em Madri, ressaltando a necessária atenção da arquitetura às demandas das sociedades e coletivos mais vulneráveis, alinhando a linguagem construtiva ao conteúdo da exposição.

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Do Brasil à Ucrânia: 7 espaços conceituais de aprendizagem que expandem as fronteiras da educação

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No mundo de hoje, o aprendizado não está mais confinado às salas de aula nem se define apenas pela educação formal; ele acontece em todos os lugares, de diversas formas. De salas de música e bibliotecas sensoriais a centros de treinamento em neurodiversidade e escolas públicas reinventadas, os espaços que apoiam o aprendizado estão se tornando tão variados quanto as maneiras como aprendemos. Esta seleção de projetos educacionais não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, reflete essa mudança, explorando como a arquitetura pode acolher a diferença, cultivar a curiosidade e criar ambientes que atendam a um amplo espectro de necessidades cognitivas, emocionais e sociais.

Aplicações contemporâneas de materiais na arquitetura espanhola

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A Espanha combina diversidade cultural e uma longa tradição construtiva que se reflete diretamente em sua arquitetura. O país abriga escolas influentes, um corpo consistente de produção teórica, uma geração ativa de arquitetos/as e uma indústria da construção civil consolidada, com forte capacidade de inovação, padronização e exportação. A arquitetura espanhola contemporânea caracteriza-se pela pluralidade de abordagens e pela articulação entre tradição material, tecnologia e desempenho.

Nesse contexto, os materiais desempenham um papel central na concepção, expressão e funcionalidade dos edifícios. O aço, o vidro, o tijolo, o pedra e a madeira continuam sendo insumos essenciais na prática arquitetônica, mas seu papel vai muito além da matéria-prima. Uma vez processados industrialmente, esses materiais se desdobram em uma ampla gama de produtos e sistemas, como painéis técnicos, fachadas ventiladas, componentes estruturais, revestimentos extrudados e sistemas de brise-soleil.

Entre História e Inovação com o Terrazzo

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As pedras guardam o tempo. Algumas são formadas pela solidificação repentina do magma, como o basalto, cuja estrutura densa e cor escura resultam do resfriamento rápido na superfície. Outras, como o granito, nascem lentamente em profundas câmaras magmáticas, onde o resfriamento gradual permite o crescimento de cristais visíveis, criando padrões e cores únicos. Há também as rochas sedimentares, formadas pela compactação de detritos minerais e orgânicos ao longo de milhões de anos, com tons que refletem sua composição química e o ambiente em que foram depositadas. Ao transformar essa diversidade geológica em uma superfície contínua única, o terrazzo surge como um composto cimentício ou mineral no qual fragmentos de mármore, granito, quartzo, basalto e outras litologias são incorporados a uma matriz aglutinante e, em seguida, polidos para revelar a estrutura e o brilho de cada partícula. Diferentemente de uma superfície homogênea, o terrazzo atua como uma vitrine mineralógica, onde cada agregado preserva sua identidade ao mesmo tempo em que contribui para um todo coerente, podendo se transformar em pisos, revestimentos de parede ou até mesmo mobiliário.

Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados

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A Ciência das Cidades, uma profissão em rápida expansão, é o estudo científico e a engenharia dos sistemas urbanos. A área utiliza tecnologias avançadas, big data e a física de sistemas complexos para enfrentar desafios como descarbonização, mobilidade e habitabilidade. Em sua essência, a ciência das cidades baseia-se em soluções orientadas por dados. Ela emprega estatística, modelagem e inteligência artificial para revelar as dinâmicas ocultas das cidades, desde o consumo de energia até o movimento humano. Além disso, adota estratégias que reduzem as emissões de carbono, aumentam a eficiência e promovem ambientes urbanos mais sustentáveis e resilientes.

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Como os sistemas de entrada estão se tornando a infraestrutura oculta dos edifícios inteligentes

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In Jacques Tati's Mon Oncle (1958), a própria arquitetura se torna uma personagem: portas de correr, uma fonte automática, portões que emitem sons mecânicos, dispositivos que ao mesmo tempo encantam e frustram os habitantes. A comédia surge justamente do fato de que esses sistemas aparentemente triviais moldam silenciosamente a vida cotidiana. Mais de seis décadas depois, a observação parece profética. Nos edifícios contemporâneos, inúmeros sistemas funcionam de maneira autônoma e discreta, passando despercebidos quando operam corretamente. Entre eles, as portas automáticas, tradicionalmente vistas como elementos secundários, despontam como parte de uma nova "infraestrutura invisível": sistemas conectados, eficientes e inteligentes que apoiam o conforto, a sustentabilidade e a resiliência operacional.

Além do armazenamento: projetando armários como afirmações arquitetônicas

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O conceito de guarda-roupa cápsula, popularizado nos anos 1970 por Susie Faux, propõe um exercício de síntese: um conjunto compacto de peças versáteis, capazes de se combinar de inúmeras maneiras para se adaptar a diferentes ocasiões. Na cultura visual, existem algumas metáforas para isso: em desenhos animados como Doug Funnie ou O Laboratório de Dexter, abrir o armário revelava fileiras de roupas idênticas, prontas para simplificar a vida (e, no caso de quem desenhava, o próprio trabalho). No mundo real, personalidades como Steve Jobs transformaram essa lógica em método ao adotar um uniforme diário, eliminando a pequena — mas recorrente — decisão de "o que vestir?" e poupando tempo e energia para questões mais importantes.

Para outras pessoas, no entanto, essa escolha está longe de ser um fardo. Escolher o que vestir é um momento de prazer, capaz de definir o tom do dia e influenciar o humor. Sob essa perspectiva, o guarda-roupa também se torna uma extensão da identidade, um espaço onde as escolhas práticas e simbólicas se encontram. Não por acaso, expressões como "sair do armário" ou "ter um esqueleto no armário" estão profundamente enraizadas na linguagem, revelando a dimensão cultural desse elemento doméstico. No design de interiores contemporâneo, essa noção ganha novas camadas: o armário pode definir o caráter de um espaço, guiar a circulação, influenciar a percepção e até moldar a atmosfera de um ambiente.

Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 — Extremos: Arquitetura para um Mundo Quente

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Entre 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, organizada pelo IABsp, ocupará o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, para discutir como a arquitetura, o urbanismo, o design e o paisagismo podem enfrentar as mudanças climáticas e os eventos extremos.

O conceito curatorial parte do entendimento que vivemos em tempos de extremos, exigindo soluções radicais e inovadoras. Nos quatro pisos da Oca, os curadores propõem reunir ciência e inovação, saberes tradicionais, práticas cotidianas, propostas de mercado e ações do Estado, afirmando que o desafio climático deve ser enfrentado por toda a sociedade.

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Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa?

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O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?

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A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico

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À medida que as cidades continuam a se desenvolver, observamos abordagens cada vez mais bem planejadas, meticulosamente executadas e rigidamente regulamentadas para moldar os centros urbanos e seus espaços adjacentes — para o bem e para o mal. Conforme os códigos, restrições e diretrizes se aprimoram e se tornam mais rigorosos, os ambientes urbanos tornam-se mais seguros, equilibrados e menos propensos a surpresas. No entanto, o outro lado dessa moeda é que distritos altamente controlados podem tender a uma ordem excessiva e à higienização, desfazendo-se do caráter informal e cumulativo que outrora gerava becos, espaços residuais e sequências inesperadas de movimento — condições muitas vezes nascidas da constante improvisação comunitária nas zonas cinzentas da regulamentação.

Em resposta a isso, um número crescente de iniciativas em todo o mundo propõe instalações urbanas temporárias que testam futuros alternativos para as cidades. Essas intervenções buscam provocar um diálogo entre o que a cidade é e o que ela poderia oferecer às suas comunidades por meio de práticas espaciais reflexivas e específicas de cada contexto. Um exemplo notável é o Concéntrico, festival internacional em Logroño, Espanha, concebido como um laboratório de inovação urbana. Comemorando sua décima edição, o festival está prestes a publicar Concéntrico: Urban Innovation Laboratory, um livro que traça um panorama de uma década de desenho urbano e transformação coletiva moldados ao longo de suas sucessivas edições. O lançamento é acompanhado por uma turnê internacional voltada a compartilhar uma década de aprendizados sobre transformação e design coletivos.

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Insights de La Feria De Diseño Medellín: bem-estar, inovação e perspectivas globais de design

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Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para o planejamento e a construção. Essas indagações, valiosas por si só, ganham nova força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao se cruzarem com as vivências de profissionais e marcas, elas tecem pontos de vista que enriquecem o debate. Feiras e eventos de design pelo mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, fomentando conexões e incentivando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia desponta como um polo, servindo como uma plataforma que promove a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo em que projeta a voz da região no cenário global.

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Bibliotecas como Acupuntura Urbana: Pequenas Intervenções, Grande Impacto na Ásia

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Na medicina tradicional chinesa, a acupuntura funciona por meio de agulhas estrategicamente posicionadas que estimulam a cura em todo o corpo. O conceito do urbanista Jaime Lerner sobre intervenções arquitetônicas pontuais encontra sucesso tanto na China quanto em países vizinhos da Ásia, onde comunidades locais são revitalizadas por meio de intervenções simples. As bibliotecas, especificamente, vêm promovendo transformações sociais, culturais e econômicas no continente.

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Preenchendo a lacuna: 15 soluções habitacionais atípicas em remanescentes urbanos

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Por trás das fachadas pulsa uma vida vibrante, onde o exterior se funde ao interior, transformando vazios urbanos negligenciados em residências cativantes. Em cidades de todo o mundo, profissionais de arquitetura, engenharia e design enfrentam o desafio de integrar novas edificações a tecidos urbanos consolidados com escassez de espaço. Atualmente, muitos/as arquitetos/as vêm adotando esse conceito, expandindo seus projetos para além dos limites convencionais e transformando pequenos lotes urbanos em espaços de convivência multifacetados e interconectados.

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De Vancouver a Kyiv: Architecture Now apresenta projetos globais que moldam espaços sagrados, cívicos e culturais

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À medida que as cidades e comunidades se adaptam a novas realidades culturais, ambientais e sociais, a arquitetura assume um papel cada vez mais amplo na criação de espaços de resiliência, encontro e imaginação. Esta edição do Architecture Now destaca seis projetos recentes que abrangem diferentes continentes e tipologias — desde a requalificação de paisagens pós-industriais até a arquitetura sacra, pavilhões culturais e centros cívicos. Seja por meio de inovações em madeira engenheirada em Vancouver e Jülich, reuso adaptativo em Ostrava, um pavilhão infantil em Londres, um centro espiritual na Índia ou uma igreja paramétrica em Kyiv, cada projeto demonstra como o design pode conectar patrimônio e inovação ao mesmo tempo em que promove conexão, cuidado e comunidade.

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O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios

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A arquitetura sempre foi muito mais do que tijolo e argamassa. Ela se constrói igualmente por meio de palavras, ideias e narrativas. Dos tratados antigos aos manifestos radicais, dos manuais técnicos aos ensaios poéticos, a palavra escrita tem servido como uma ferramenta espacial, pedagógica e política no campo profissional. A escrita molda a forma como a arquitetura é concebida, comunicada e criticada — muitas vezes muito antes, ou mesmo na ausência, de uma construção física.

Historicamente, figuras como Vitrúvio, Alberti e Palladio utilizaram a escrita para codificar princípios, projetar ideais e legitimar a arquitetura como disciplina. No período moderno, Le Corbusier, Adolf Loos e Lina Bo Bardi escreveram prolificamente para expandir o escopo da arquitetura para além da forma e da função, frequentemente utilizando publicações como ferramentas de persuasão e experimentação. O período do pós-guerra deu origem a novas estratégias editoriais, patentes nos manifestos do Archizoom e do Superstudio, e nas publicações polêmicas de Delirious New York e Oppositions, nas quais a escrita servia tanto como crítica quanto como projeto.

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Um sistema expansivo de sofás modulares: reimaginando o conforto para além do sentar

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A arquitetura, por si só, define a maneira como habitamos um espaço? Está cada vez mais claro que não. Os objetos em um espaço — em especial o mobiliário e outras peças de design — não apenas cumprem funções práticas, mas também moldam ativamente a experiência espacial e humana. À medida que escolas, residências e escritórios evoluem para acomodar novas formas de trabalhar, viver e socializar, o mobiliário acompanha essas transições, estimulando diálogos que vão além do funcional e dialogam com a dimensão corporal implícita em seu uso.

Há várias décadas, a dupla de arquitetura britânica Alison e Peter Smithson já explorava a relação entre o corpo, a experiência cotidiana e o espaço em escala arquitetônica. Desde então, conceitos contemporâneos de flexibilidade e conforto ampliaram esse panorama para abranger outras escalas, como o mobiliário. Essas transformações impulsionaram a consolidação de sistemas de assentos modulares cuja flexibilidade e adaptabilidade respondem a diversas formas de viver e se relacionar com o espaço. Nesse contexto, surgem propostas inovadoras, como a linha completa de assentos e mesas Beau — um sistema expansivo de sofás modulares projetado para múltiplas possibilidades, com forte ênfase no conforto e no apelo sensorial.

De ruína a polo cultural: a transformação do Cine Majestic de Zanzibar

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Na histórica Stone Town, a principal cidade de Zanzibar, na Tanzânia, a história de um edifício de cinema e sua iminente restauração reflete tanto a história da cidade quanto a própria trajetória das salas de cinema em geral. O início do século XX testemunhou o surgimento da construção de cinemas, com um auge em meados do século, seguido por um declínio decorrente da concorrência com os multiplexes e a televisão doméstica. Embora muitos tenham sido demolidos ou alterados de forma irreversível, outros tantos permaneceram abandonados, como cápsulas do tempo de uma época passada. Eles constituem um registro instantâneo dos estilos e métodos arquitetônicos de seu tempo, funcionando como um lembrete de seu papel social. Restaurar e adaptar um cinema como o Majestic é um reconhecimento de seu valor patrimonial e comunitário.

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