A economia urbana na América Latina tem desempenhado um papel essencial na transformação das cidades, influenciando tanto o desenvolvimento econômico quanto a estrutura social urbana.
A cidade não é apenas o motor do desenvolvimento econômico, mas também uma máquina de desenvolvimento social. É amplamente reconhecido que existe uma relação positiva e estável entre a taxa de urbanização de um país e seu desenvolvimento social; contudo, essa relação é diretamente proporcional à qualidade urbana.
Quatro anos após o início da pandemia de COVID-19, seus reflexos ainda são sentidos nos setores de construção e imobiliário nos Estados Unidos. A aceleração do trabalho remoto e dos modelos híbridos tem provocado uma queda acentuada na demanda por espaços corporativos tradicionais nas cidades do país. Em grandes metrópoles como Nova York e São Francisco, as taxas de ocupação despencaram, o valor dos imóveis diminuiu e os aluguéis caíram significativamente. Enquanto os/as arquitetos/as projetam o futuro do trabalho, o mercado imobiliário divide-se sobre a viabilidade de se investir no crescente estoque de edifícios de escritórios vazios do país.
Porta por Maxim Velcovsky. Imagem cortesia de Lasvit
Com “Re/Creation,” a Lasvit —referência em fabricação artesanal de vidro—estabelece um santuário para o escapismo criativo em meio à agitação da Semana de Design de Milão. No abraço sereno do Palazzo Isimbardi, “Re/Creation” oferece um espaço onde as mentes são livres para divagar, inspiradas pela graça fluida do vidro fundido. O título faz referência à técnica inovadora do vidro fundido, cuja essência reside em deixar fluir. O vidro derretido a temperaturas altíssimas é deixado para repousar, espalhar-se e tomar a forma de um molde projetado para recebê-lo. Seu próprio peso e a gravidade encarregam-se do resto. Da mesma forma, a mente criativa torna-se mais prolífica e inovadora quando está relaxada, livre das pressões e exigências cotidianas. É por isso que, no belíssimo cenário do Palazzo Isimbardi, a Lasvit cria um refúgio para profissionais da criação escaparem, recarregarem as energias e relaxarem.
Em cartaz de 11 de novembro de 2023 a 10 de março de 2024, a Trienal de Arquitetura de Sharjah celebra inovações no ambiente construído, com foco especial no Sul Global. O objetivo principal da mostra é chamar a atenção para futuros sustentáveis, acessíveis e equitativos, destacando o valor de respostas alternativas à escassez de recursos. Com o encerramento do evento se aproximando, o ArchDaily explora 10 instalações arquitetônicas que respondem ao tema geral por meio de diferentes linguagens.
Com curadoria de Tosin Oshinowo sob o tema “A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade”, a trienal conta com contribuições de 29 arquitetos/as e estúdios de 25 países. Desde o 51-1 Arquitectos, que transforma um terreno antes inacessível em um espaço lúdico dinâmico com jogos de tabuleiro populares de várias regiões, até o Al Borde, que redefine uma área por meio de uma estrutura de sombreamento sob medida feita com materiais naturais, a Trienal de Arquitetura de Sharjah apresenta um conjunto diversificado de intervenções. A mostra do escritório WaiWai destaca três exemplos da arquitetura moderna em Tashkent, no Uzbequistão, evidenciando sua evolução significativa. Já a "Tenda de Concreto" do DAAR combina elementos de uma tenda móvel e de uma casa de concreto, explorando o conceito de "temporariedade permanente". Essas instalações oferecem perspectivas inovadoras sobre adaptabilidade, sustentabilidade e relevância cultural no panorama arquitetônico.
Comuna 13 de Medellín via Shutterstock. Imagem cortesia de CityMakers
A CityMakers, Comunidade Global de Arquitetos e Arquitetas que Aprendem com Cidades-Modelo e Seus Criadores, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os autores e autoras são os/as arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas por trás dos projetos que transformaram essas três cidades, conhecidos/as nas "Escolas de Cidades" e "Cursos Documentários" realizados pela CityMakers.
Atualmente, há um amplo consenso sobre a importância do espaço público na cidade. Embora pareça bastante lógico, essa relevância não é tão antiga quanto os assentamentos humanos, que existem há milênios. A Carta de Atenas, escrita há apenas 91 anos, não tratava tanto a cidade como um lugar para se viver, mas como uma máquina funcional. Quase um século depois, o paradigma mudou: a cidade é, acima de tudo, seu espaço público. No entanto, o que acontece quando o espaço público é ameaçado pela proliferação de carros, pela insegurança ou até mesmo pela água?
Entre 4 e 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024será realizada na Real Academia Dinamarquesa, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas possibilidades radicais na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste segundo artigo, apresentamos o/a arquiteto/aIndy Johar, diretor/a da WikiHouse Foundation e CEO e fundador/a do Dark Matters Lab, que trabalha com instituições de todo o mundo, desde o PNUD, a Comissão Europeia para Cidades Neutras em Carbono, a Agência Europeia do Ambiente e diversas agências nacionais e municípios. O texto é um trecho do próximo livro do FABRICATE 2024 e baseia-se em uma entrevista conduzida pelo/a co-coordenador/a Phil Ayres entre Indy Johare o/a professor/a Philippe Block, diretor/a do Instituto de Tecnologia em Arquitetura (ITA) da ETH Zürich. O livro será publicado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.
Diversos acontecimentos moldaram o Marrocos desde sua independência. Um deles é a transição dos/as arquitetos/as, que deixaram de servir ao decadente império francês para atender à recém-independente nação marroquina. Ao conquistar a independência em 1956, jovens arquitetos/as marroquinos/as e estrangeiros/as receberam a tarefa de construir um Marrocos autossuficiente. A demanda por infraestrutura moderna, novos edifícios administrativos e melhores instalações de educação e saúde gerou um boom na construção civil. Esse crescimento acelerado ofereceu a arquitetos/as e urbanistas a oportunidade de expressar sua visão.
Inspirados/as pela popularidade do modernismo na Europa, os/as arquitetos/as experimentaram edificações que incorporavam o brutalismo. Esse estilo arquitetônico não representava apenas uma rebeldia contra a visão colonial de desenho urbano no Marrocos, mas também um símbolo de unidade arquitetônica na paisagem urbana. Foram criados edifícios de diversas tipologias marcados pelo concreto aparente, que evidenciava suas qualidades intrínsecas de resistência, durabilidade e funcionalidade. Essas obras, que podem ser vistas em cidades como Agadir, Casablanca, Tânger e partes de Marrakech, representam um diálogo entre o brutalismo e a cultura, o ambiente e o clima marroquinos.
Mesmo no mundo da mídia especializada em design, a notícia poderia facilmente ter passado despercebida: no final de janeiro, a Escola de Arquitetura de Notre Dame anunciou que Peter Pennoyer, arquiteto e autor sediado em Nova York, venceu o Prêmio Richard H. Driehaus de 2024. O Driehaus é a versão de arquitetura tradicional e clássica do Prêmio Pritzker. Embora venha acompanhado de um generoso cheque de US$ 200 mil — o dobro do valor pago pelo Pritzker — e tenha entre seus vencedores anteriores nomes de destaque como Robert A.M. Stern, Michael Graves, Leon Krier e Andrés Duany e Elizabeth Plater-Zyberk, a premiação ainda parece existir em uma espécie de vácuo midiático.
As crescentes demandas por eficiência energética, funcionalidade técnica e conforto interno nas edificações exigem o desenvolvimento de sistemas de envoltórias mais eficientes. A envoltória atua como mediadora entre o exterior e o interior de um edifício. No cenário arquitetônico atual, ela desempenha uma infinidade de funções para potencializar o desempenho da edificação. Tais funções incluem sistemas de controle predial, fornecimento de energia (como gás e eletricidade) e aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), entre outros. Esses elementos determinam fundamentalmente a funcionalidade, a eficiência e a segurança dos espaços construídos. Diante do fato de que a natureza das envoltórias depende fortemente dessas instalações técnicas, de que maneira elas podem servir como diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do projeto de arquitetura?
Indo muito além do dia 8 de março, o ArchDaily reconhece e celebra as contribuições contínuas das mulheres que moldam o desenvolvimento do ambiente construído em escala global. O tema "Mulheres na Arquitetura" é central em nossa estratégia de conteúdo, reforçando nosso compromisso diário em destacar o papel fundamental e o impacto das arquitetas.
Esta seleção de projetos apresenta as histórias de algumas das obras arquitetônicas mais instigantes realizadas por mulheres do Sul Global. Das ruas singulares de Dubai às paisagens rurais do Níger, cada projeto serve como testemunho do poder da arquitetura em transcender as barreiras de gênero e criar propostas significativas que conectam as pessoas e seus entornos.
A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.
Riverside Art Studio por Patrizio Maria Puppo & Martina Di Marco (Vencedor). Imagem cortesia de Dar[e]-Europe
O Polo Sustentável em Sevilha surgiu como um conceito inovador por meio de um concurso aberto de ideias de projeto sustentável passivo, lançado em outubro de 2023, com propostas recebidas até fevereiro de 2024. Liderado pela Dar[e]-Europe, uma renomada empresa de pesquisa sediada em Sevilha, Espanha, o concurso teve como objetivo fomentar soluções de design sustentável e, ao mesmo tempo, promover o conforto do público usuário, com dependência mínima de fontes de energia não renováveis e baixo impacto ambiental.
Os princípios da economia circular têm se mostrado altamente influentes e aplicáveis na indústria da construção civil. Com ênfase no uso eficiente de recursos, modelos baseados no reuso e na reciclagem de componentes e materiais estão sendo cada vez mais implementados de forma pioneira por escritórios de arquitetura globais. O conceito de "design para desmontagem" surge como uma abordagem inovadora, especialmente no caso das fachadas de edifícios. Alcançar um equilíbrio entre as demandas por novas infraestruturas e a transição para a sustentabilidade exige uma revisão do projeto tradicional de fachadas ao longo de todo o seu ciclo de vida.
The Sacred Grove Burning Man Temple / DIALOG. Imagem cortesia de DIALOG
No mundo da arquitetura, os concursos funcionam como catalisadores de inovação e criatividade. Ao incentivar a comunidade de arquitetura a refletir sobre um determinado tema e a intervir em espaços bem definidos, eles proporcionam algumas das melhores plataformas para experimentação, permitindo que arquitetos/as e designers explorem novos conceitos, desafiem convenções e respondam a demandas sociais urgentes, ao mesmo tempo que comparam a grande variedade de soluções emergentes. A seleção desta semana reúne exemplos de propostas de concursos de todo o mundo enviadas pela comunidade do ArchDaily.
Os projetos selecionados variam em escala e programa, indo de concursos de renome mundial, como os organizados para os pavilhões nacionais na próxima Expo Mundial em Osaka ou para o Templo no centro de Black Rock City no Burning Man, a intervenções locais que destacam espaços singulares, como a reimaginação criativa de um mercado popular no centro histórico de Sibiu, na Romênia, ou a presença sutil de uma casa de campo na paisagem mediterrânea.
Figura 01: Galpón Complejo Recreativo Funcionarios de la Salud. Comuna de Coyhaique, Sector Lago Frío.. Image Cortesía de Alejandro Muñoz Massoglia
O patrimônio arquitetônico constituído pelos/as primeiros/as habitantes da região de Aysén — inicialmente a expressão mínima do morar, um espaço destinado a proteger o/a usuário/a das intempéries climáticas, e que mais tarde evoluiria de forma intrínseca às transformações das necessidades dos/as residentes — representa, no plano simbólico, uma identidade arquitetônica vernácula em madeira.
Atualmente, salvo raras exceções, as poucas casas ainda de pé dos primeiros anos de colonização espontânea na região apresentam um avançado estado de deterioração. Elas acabam destinadas a depósitos ou espaços anexos à habitação principal devido ao desgaste dos materiais, à inexistência de instalações ou ao seu precário isolamento térmico.
Da mesma forma, embora as residências mais complexas e de maior porte pertencentes a um período mais recente, construídas sobretudo em áreas urbanas, ainda estejam em sua grande maioria habitadas, os processos de desgaste de suas estruturas são evidentes. Essa condição de instabilidade está estreitamente relacionada com seus/suas ocupantes, majoritariamente pessoas idosas que não dispõem de recursos econômicos nem de capacidade física para realizar as reformas necessárias.
O concreto, em suas diversas facetas, exibe uma dualidade interessante graças às suas qualidades estéticas e técnicas, as quais têm sido exploradas por arquitetos/as e designers em diferentes tipologias e contextos. Por um lado, o concreto armado apresenta robustez e durabilidade suficientes para viabilizar a construção de obras de grande porte, capazes de resistir com eficiência a condições climáticas adversas. Por outro lado, a maleabilidade do concreto estampado permite que ele se adapte com elegância a formas complexas e grave paginações na superfície, utilizando texturas e padrões para criar uma atmosfera singular no ambiente construído.
O concreto estampado tem ganhado destaque devido à sua durabilidade e versatilidade, oferecendo variações e paginações adaptáveis a diferentes estilos arquitetônicos. No entanto, embora estejamos familiarizados com seu uso e aplicações, sua especificação exige uma abordagem meticulosa para alcançar resultados ideais. A seguir, apresentamos um guia prático com as principais recomendações da Melón Hormigones para especificar esse material inovador, desde a seleção do padrão até os cuidados e a manutenção adequados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140275/guia-pratico-e-consideracoes-essenciais-para-especificar-concreto-estampadoEnrique Tovar
Se você acompanha as políticas de habitação nos Estados Unidos, talvez tenha notado um termo específico surgindo com frequência ultimamente: habitação social. Talvez você tenha lido um longo artigo acadêmico, more em uma cidade que está codificando uma política de habitação social, como Seattle ou Atlanta, ou tenha visto uma das menções recentes no The New York Times, destacando casos de sucesso nos EUA e em Viena. No campo do design, o Dezeen está publicando uma série sobre o renascimento da habitação social.
As fachadas de tijolos de vidro surgiram como uma tendência arquitetônica cativante, combinando a elegância atemporal do vidro com a robustez dos tijolos. Além disso, esses elementos podem apresentar maior resistência térmica do que os fechamentos de vidro convencionais.
Essas fachadas criam um efeito pixelado que joga com luz e sombra, transmitindo a luminosidade de forma ideal ao mesmo tempo em que preservam a privacidade. A maneira como as fachadas de tijolos de vidro suavizam e diluem as vistas externas pode aumentar a sensação de tranquilidade e foco. De edifícios comerciais elegantes a projetos residenciais de vanguarda, as fachadas de tijolos de vidro continuam a expandir os limites da inovação arquitetônica, cativando tanto profissionais de projeto quanto o público observador.
A flexibilidade tornou-se uma característica marcante dos interiores contemporâneos, impulsionada por fatores como a evolução dos programas arquitetônicos e a redução progressiva das áreas internas, entre outros. Essa transição transformou os ambientes internos de estáticos em dinâmicos, buscando alcançar um equilíbrio sofisticado na configuração espacial. Esse sentimento é bem sintetizado pela declaração de Ricardo Bofill de que "a arquitetura é a arte de estruturar o espaço".
Diante da complexidade dos espaços internos, é fundamental promover a versatilidade espacial, auxiliada por elementos como o design multiuso e o mobiliário flexível. Surge, contudo, um desafio: embora essas estratégias redefinam os limites e a essência dinâmica dos interiores, aspectos como a acústica costumam ser negligenciados — um fator que se tornou crucial em ambientes como escritórios, salas de reunião, escolas, auditórios, entre outros. Portanto, aprimorar o desempenho acústico torna-se essencial para criar interiores multiuso funcionais. Nesse sentido, as paredes acústicas móveis da Skyfold surgem como uma alternativa interessante, já que suas soluções atuam tanto como barreiras de isolamento acústico quanto como peças de design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140540/paredes-moveis-o-efeito-transformador-das-divisorias-retrateis-e-articuladasEnrique Tovar
Framery Four, a cabine de reunião inteligente para até 4 pessoas. Imagem cortesia de Framery
Após se acostumarem com o conforto e a autonomia do trabalho remoto, especialistas preveem que a cultura do ambiente de trabalho nunca voltará totalmente a ser como antes. As empresas podem maximizar a produtividade de suas equipes ao mesclar a flexibilidade do trabalho remoto com a colaboração criativa do trabalho presencial em um sistema híbrido. No entanto, enquanto quartos de hóspedes e mesas de cozinha foram sacrificados para criar espaços de trabalho confortáveis em casa, o espaço do escritório — originalmente projetado em torno de um modelo 100% presencial — também precisa aceitar as mudanças.
Por ser um dos menores espaços da casa, a área do box do chuveiro costuma ter dificuldade para receber luz suficiente. Enquanto os dormitórios têm prioridade na escolha das melhores localizações junto às paredes externas — o que lhes garante acesso a ar fresco, luz natural e melhores vistas através das janelas —, os banheiros costumam ser relegados ao espaço restante, dispondo de apenas uma estreita faixa de fachada, quando muito.
Devido a questões de privacidade e possíveis danos causados pela água, contudo, mesmo quando há a oportunidade de incluir uma janela no banheiro, ela raramente é posicionada dentro do próprio box. No entanto, considerando que muitas pessoas recorrem a um banho revigorante para despertar pela manhã, e que o vapor torna o box um ambiente de altíssima umidade, uma janela nessa área pode fazer toda a diferença, trazendo luz natural diretamente para o espaço e mantendo todo o ambiente bem ventilado.
Quando Wallace S. Broecker introduziu pela primeira vez os conceitos de aquecimento global na década de 1970, é provável que a sociedade não antecipasse as implicações desse fenômeno. Hoje, mais de 50 anos depois, deixamos de apenas prever um cenário climático adverso para presenciá-lo diretamente. Atualmente, é evidente que a Terra bate recordes de temperatura ano após ano, como resultado de uma disparidade na resposta global e de uma redução de emissões de carbono que avança lentamente.
Para reduzir as emissões de CO2 na arquitetura, é crucial implementar estratégias eficazes que abordem tanto a fabricação de materiais quanto o ciclo de vida dos edifícios, bem como o consumo de energia durante o seu uso. Em países como os EUA, aproximadamente 45% do consumo de energia no setor residencial é destinado ao aquecimento e resfriamento dos espaços, tornando fundamental a adoção de um projeto eficiente dos edifícios, especialmente na fachada. Para alcançar este objetivo, estão sendo implementadas políticas que promovem a transição para um modelo mais sustentável. Nesse novo modelo, as certificações de sustentabilidade para edifícios fornecem uma estrutura de medição e avaliação do consumo de recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140309/a-cortina-elemento-chave-na-certificacao-de-edificios-sustentaveisEnrique Tovar