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Construindo o Futuro: Como os saberes vernaculares estão moldando a arquitetura contemporânea

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Em diferentes climas e culturas construtivas, diversos projetos contemporâneos estão trabalhando com as formas locais de construir a partir de novas abordagens. Paredes de terra, estruturas de bambu, limiares sombreados e processos de construção coletiva estão sendo reconsiderados não como meras referências, mas como ferramentas para lidar com as condições que a arquitetura enfrenta hoje e continuará enfrentando no futuro.

Nesses projetos, o conhecimento vernacular se manifesta por meio de decisões práticas: como resfriar um edifício sem o uso de máquinas, como construir com o que está disponível no entorno, como facilitar a manutenção de uma estrutura e de que forma manter o conhecimento construtivo dentro da comunidade que irá utilizá-la. As condições que tornam esse conhecimento indispensável não estão por vir. Elas já estão presentes.

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Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental

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A justiça ambiental confronta uma verdade simples, porém desconfortável: os benefícios e os ônus ambientais não são compartilhados de forma igualitária. Comunidades marginalizadas suportam uma parcela desproporcional de ar poluído, água insalubre, uso tóxico do solo, calor extremo e riscos acelerados das mudanças climáticas em cidades de todo o mundo. Trata-se do resultado direto de décadas de decisões políticas, padrões de investimento, práticas de planejamento excludentes e escolhas de projeto que consistentemente favoreceram determinadas comunidades em detrimento de outras.

Tanto em cidades quanto em paisagens, essas injustiças estão inscritas no tecido físico dos lugares, revelando, inclusive, disparidades extremas nas condições ambientais entre bairros e distritos. Bairros densos e com pouca cobertura vegetal, por exemplo, absorvem e retêm calor, expondo a população residente a taxas mais elevadas de enfermidades relacionadas ao calor. Rodovias, corredores industriais, portos e instalações de tratamento de resíduos concentram-se próximos a bairros de baixa renda e comunidades racializadas, moldando as condições de saúde, a qualidade do ar e do solo, e a segurança a longo prazo.

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Últimos dias para indicações ao Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily China

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Convidamos você a participar do ArchDaily China's 2026 Building of the Year Awards. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, em sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído e que foram publicados em nosso banco de dados no ArchDaily China em 2025. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado continuamente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos/as de todas as trajetórias. Nas próximas semanas, seus votos farão com que uma lista de 455 projetos seja reduzida a apenas 15 finalistas. Os 15 projetos mais indicados seguirão para a etapa de votação.

O calor como parceiro de projeto: árvores, solo e corredores de vento como infraestrutura de resfriamento

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"Até 2050, quase todas as crianças do mundo — cerca de 2,2 bilhões de crianças — estarão expostas a ondas de calor frequentes." O alerta do UNICEF é frequentemente interpretado como uma previsão de saúde pública, mas também constitui um desafio para a arquitetura e para a maneira como as cidades são construídas. À medida que o calor extremo se intensifica pela Ásia, Europa e outras regiões, o conforto térmico não deve ser reduzido a um mero serviço interno fornecido por máquinas. O ar-condicionado tornou-se um sistema de suporte à vida para muitas cidades, especialmente em regiões densas, úmidas e em rápida urbanização. Contudo, depender dele como a resposta padrão significa tratar o calor como algo que pode simplesmente ser transferido para outro lugar (gerando calor adicional no processo) — expulso dos interiores para as ruas, becos de serviço, redes elétricas e a atmosfera. Sua expansão eleva a demanda energética, produz calor residual e reforça a desigualdade no acesso ao conforto.

O calor, no entanto, não se restringe ao corpo humano. Ele reorganiza o ecossistema urbano de forma mais ampla: as árvores sofrem com o solo compactado e pavimentos radiantes; pássaros e insetos perdem seu habitat quando a vegetação é reduzida a um paisagismo decorativo; os sistemas aquáticos se aquecem, a vida microbiana se altera, e os materiais absorvem e liberam calor muito depois de o sol ter se posto. O calor não é meramente um problema climático do qual se possa escapar em ambientes fechados. Trata-se de um agente urbano que remodela o espaço público, o trabalho, a mobilidade, o plantio, as escolhas de materiais e as relações frágeis entre a vida humana e a não humana.

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Buildner anuncia os(as) vencedores(as) da 7ª edição do Museum of Emotions enquanto o prazo de inscrição para a 8ª edição se aproxima

A Buildner anunciou os resultados da 7ª edição do Museum of Emotions Competition. O Museum of Emotions é um concurso internacional anual de projeto que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções.

O programa propõe a criação de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para induzir emoções positivas. Os/as participantes têm a liberdade de escolher qualquer local de sua preferência, real ou imaginário, bem como a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto a interpretações: quais seriam as duas emoções contrastantes na visão de um/a designer? Como um/a arquiteto/a conceberia espaços capazes de suscitar medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade? 

TheatreDNA, com 10 anos de trajetória, está mudando a forma como os espaços de artes cênicas são planejados, projetados e operados

Ao longo da última década, o conceito de espaço destinado às artes cênicas passou por uma transformação. Não mais vistos como destinos de propósito único, espera-se que os complexos culturais de hoje funcionem como ecossistemas flexíveis, geradores de receita e centrados na comunidade. Essa evolução tem desafiado arquitetos/as, operadores e proprietários a repensarem não apenas o projeto desses espaços, mas também como eles funcionam ao longo do tempo.

O edifício em movimento: como a mobilidade vertical está redefinindo a arquitetura contemporânea

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Em 1743, uma pequena cabine suspensa por cordas foi instalada em um pátio do Palácio de Versalhes para o uso privado do rei Luís XV. Operada manualmente por servos ocultos aos olhos do público, a chamada "cadeira voadora" permitia o deslocamento entre pavimentos sem o uso de escadas, introduzindo, sem saber, uma das questões centrais da arquitetura moderna: como transportar pessoas verticalmente de maneira eficiente, segura e integrada ao edifício.

A mecanização desse princípio, com l'introdução do elevador de segurança no início da década de 1850, abriu caminho para uma transformação urbana sem precedentes. Sem o elevador, os arranha-céus de Chicago e Nova York na década de 1880 teriam sido inviáveis — não por limitações estruturais, mas por questões de acesso. O elevador não apenas permitiu construir mais alto, mas também definiu a lógica de funcionamento desses edifícios, a localização de seus núcleos, a organização de seus halls de entrada e quem poderia acessar cada espaço.

O que deve permanecer, o que deve mudar: explorando o reuso adaptativo e a flexibilidade de longo prazo

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O terceiro episódio do podcast Room For Dreams enfrenta um dos dilemas mais urgentes do planejamento urbano contemporâneo: como dar nova vida a estruturas antigas sem apagar sua história. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 em colaboração com a INDX|GLOBAL, esta sessão dinâmica reúne um painel de arquitetos/as — Kiran Gala, Vivek Gupta e Carl Bhesania — para destrinchar as complexas realidades do reuso adaptativo.

Guia de soluções para construir com madeira laminada cruzada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando vários desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais da arquitetura e do design. Além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira contralaminada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

Quando a arte veio primeiro: experimentos espaciais que moldaram a arquitetura na América Latina

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Muitas das ideias espaciais que hoje associamos à arquitetura contemporânea, ao uso coletivo e à experiência corporal não se originaram apenas nos edifícios. Na América Latina, esses conceitos foram frequentemente explorados primeiro por meio da arte, em um momento em que artistas questionavam ativamente como o espaço poderia ser ocupado, compartilhado e vivenciado para além das formas tradicionais.

Em meados do século XX, a região passou por uma rápida urbanização e por profundas transformações sociais. Esperava-se cada vez mais que a arquitetura respondesse à vida pública, à coletividade e a novas maneiras de habitar o espaço. Paralelamente, a arte oferecia um campo de experimentação mais flexível, menos condicionado pela função, pelas regulamentações ou pela permanência. Como resultado, muitas questões espaciais foram testadas por meio de práticas artísticas antes de passarem a integrar o pensamento arquitetônico.

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Vencedores do Denver Affordable Housing Challenge são revelados pela Buildner e pelo AIA Colorado

A Buildner, em colaboração com a Cidade e o Condado de Denver e o AIA Colorado, anunciou os vencedores do Denver Affordable Housing Challenge, um concurso internacional de ideias que investiga como a acessibilidade econômica e a excelência no design podem se fortalecer mutuamente dentro do contexto urbano, social e ambiental específico de Denver.

Como a décima nona edição da série Affordable Housing Challenge da Buildner, o concurso convidou profissionais de arquitetura e design de todo o mundo a responderem à crise habitacional de Denver por meio de propostas que operassem em escalas arquitetônica, urbana e sistêmica. O edital não prescreveu um terreno ou tipologia únicos; pelo contrário, incentivou estratégias flexíveis capazes de abordar a acessibilidade econômica, a resiliência climática e o impacto comunitário, ao mesmo tempo em que contribuíssem positivamente para a identidade urbana de Denver.

Fórum, Depósito, Labirinto: Rumo a uma ecologia plural de museus

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato para ensaios baseados em argumentos sobre questões críticas que moldam nossa área.

Tradicionalmente, a visita a um museu é uma ocasião programada, com uma sequência claramente roteirizada. A chegada é marcada de forma cerimonial — por escadarias monumentais ou limiares, por bilheterias e balcões de informações, por um audioguia e um conciso prefácio institucional sobre missão e história. Esse caráter deliberado de "ocasião especial" decorre da forma como os museus foram concebidos por muito tempo: intencionalmente excepcionais, rigidamente curados e organizados em torno de um arco narrativo específico. Nesse modelo, o museu assume uma voz de autoridade — seu conhecimento é profundo, validado e deve ser respeitado, não contestado —, enquanto a arquitetura e a coreografia reforçam uma maneira única de entrar, aprender e lembrar.

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Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON

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Fundado como um escritório que atua na interseção entre arquitetura e projetos de base comunitária, o pk_iNCEPTiON está sediado em Maharashtra, Índia. O estúdio, um dos vencedores do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, desenvolve escolas rurais, casas, bibliotecas e edifícios públicos, sempre com foco na organização espacial e na adaptabilidade. Atuando em diversos contextos sociais e climáticos, o pk_iNCEPTiON aborda o projeto com uma atenção minuciosa ao movimento, à escala e à relação entre a forma construída e o espaço livre.

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O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily

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Muito antes de a arquitetura assumir a forma de paredes, coberturas ou cidades, ela reunia as pessoas em torno do fogo. A simples fogueira foi um dos primeiros dispositivos espaciais da humanidade: um lugar de calor, alimento, contação de histórias e rituais. Ao seu redor, o espaço tomava forma pela proximidade, e não pelo fechamento; pela presença compartilhada, e não pelo uso prescrito. O fogo organizava os corpos em círculo, promovia alianças e transformava a sobrevivência em vida coletiva. Hoje, essa lógica ancestral persiste: a arquitetura tem o potencial de aproximar as pessoas não ao ditar como devem se reunir, mas ao criar as condições que tornam possível o estar junto.

Este mês, o ArchDaily explora Estar Junto e a Criação do Lugar, um tema que examina a arquitetura como um suporte para a inclusão, o cuidado e o pertencimento. O tema se alinha à primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, prêmio que aborda o cuidado sob uma perspectiva coletiva, concentrando-se em espaços que estimulam melhores formas de convivência. Olhando além dos espaços de encontro icônicos, a cobertura editorial considera ambientes do cotidiano — de mercados públicos e mesas coletivas a praças de bairro, terceiros lugares, contextos domésticos e ambientes digitais ou híbridos de convivência remota. Em vez de tratar o estar junto como um programa rígido, o especial questiona como o desenho do espaço pode apoiar a abertura, a diversidade e a vida coletiva sem impor formas homogêneas de encontro.

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Dominando a arquitetura interdisciplinar e o urbanismo sustentável na UC Berkeley

Atualmente, o aprendizado e o intercâmbio interdisciplinares são mais importantes do que nunca para enfrentar os desafios ambientais, sociais e urbanos cada vez mais complexos.

A cada verão, o College of Environmental Design (CED) da Universidade da Califórnia, Berkeley, torna-se um laboratório intensivo para exploração arquitetônica, paisagística e urbana. Por meio de dois programas complementares — o Design + Innovation for Sustainable Cities (DISC) e os Summer Institutes —, Berkeley oferece um currículo imersivo fundamentado no rigor disciplinar, no intercâmbio intencional e em uma cultura institucional compartilhada. Juntos, esses programas refletem a histórica estrutura multidisciplinar do CED, na qual a arquitetura, a arquitetura paisagística, o planejamento urbano e o desenho urbano prosperam e colaboram sob o mesmo teto.

O sombreamento pode se tornar energia? De fachadas passivas a envoltórias produtivas

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Como principal interface entre os espaços internos e o ambiente externo, as fachadas desempenham um papel central tanto no desempenho quanto na expressão arquitetônica dos edifícios. Cada vez mais, elas deixam de ser vistas como envelopes estáticos para se tornarem mediadoras ativas entre clima, energia, uso e estética. Em contextos urbanos densos, no entanto, elas também ganham relevância por outro motivo: enquanto as superfícies de cobertura costumam ser limitadas, fragmentadas ou já ocupadas por equipamentos técnicos, os envelopes verticais permanecem amplamente subutilizados em termos de produção de energia.

Paisagens salinas regenerativas: projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards repensa a extração na Argentina

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Quando se pensa na Argentina, costuma-se imaginar marcos como o Obelisco de Buenos Aires. No entanto, o país se estende por mais de 2.780.400 km², sendo um dos maiores da América do Sul e abrigando uma ampla diversidade de paisagens e realidades que frequentemente passam despercebidas. De fato, a província de Jujuy, no norte da Argentina, está localizada no Triângulo do Lítio: uma região de alta altitude compartilhada com a Bolívia e o Chile que concentra cerca de 54% das reservas mundiais de lítio. Nesse território encontra-se o Salar de Olaroz, um local onde hoje convergem duas dinâmicas conflitantes: a expansão da extração industrial de lítio e a preservação da cultura e das terras ancestrais habitadas pelas comunidades Kolla e Atacama, gerando um embate entre a extração industrial de alta capacidade e as práticas agrícolas tradicionais de baixo impacto.

Diante dessa problemática, uma das equipes vencedoras do ArchDaily Student Project Awards, composta por Ezequiel Lopez, Maria Victoria Echegaray e Agustina Durandez, decidiu investigar o tema. O trabalho foi desenvolvido como projeto de conclusão de curso para a graduação em Arquitetura na Universidade Nacional de Córdoba. A proposta nasce do interesse em dialogar com territórios que permanecem periféricos ao discurso arquitetônico, utilizando o trabalho de conclusão como uma oportunidade para uma pesquisa profunda e contínua. Isso possibilitou a formulação de respostas projetuais embasadas e fundamentadas nas realidades territorial e socioeconômica. Ao rejeitar a oposição binária entre extração e preservação, o projeto aborda o território como um sistema no qual ambas as dinâmicas podem coexistir por meio da mediação espacial e técnica.

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Estruturas leves, pegadas pesadas? O paradoxo ambiental dos materiais leves

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Utilizando chapas maciças de aço, muitas vezes com vários centímetros de espessura e pesando toneladas, as esculturas de Richard Serra transmitem uma sensação quase improvável de leveza. Esse efeito não resulta de uma redução de massa, mas de como essa massa é organizada: grandes superfícies curvas se inclinam, passagens estreitas comprimem o corpo e elementos aparentemente instáveis criam uma sensação constante de desequilíbrio. Serra transforma o peso em uma experiência espacial dinâmica.

Na arquitetura, a leveza ocupa um papel central pelo menos desde o período moderno. Se tradições anteriores, como as arquiteturas grega e romana, estavam intimamente associadas à estabilidade, e as grandes igrejas à monumentalidade, o século XX introduziu uma mudança decisiva na forma como a matéria é tratada, sobretudo por meio da separação entre estrutura e fechamento.

Sobre a água, a encosta e a floresta: arquitetura elevada na América Latina

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Na América Latina, o solo raramente é apenas uma superfície sobre a qual se constrói. Pode ser a margem de um rio, uma encosta íngreme, o chão úmido de uma floresta, uma paisagem inundável ou um território sob pressão ecológica. Em muitos casos, carrega uma história de comunidades que já sabiam como responder a essas condições, construindo sobre palafitas, plataformas ou sobre a água, muito antes de a arquitetura contemporânea formular as mesmas perguntas.

Esses projetos dão continuidade a esse diálogo. Eles interagem com condições que se movem, absorvem, sofrem erosão e crescem, em vez de tratar o solo como algo a ser nivelado ou controlado. A elevação permite que a arquitetura se adapte sem se impor completamente: a água pode passar por baixo, a vegetação pode permanecer e as encostas mantêm sua condição original. Em cada caso, a decisão de elevar a estrutura está atrelada a fatores específicos: água, umidade, topografia, vegetação ou recuperação ecológica, além do conhecimento de como construir a favor do entorno, e não contra ele.

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Projetar para o tempo: o envelhecimento dos materiais como estratégia de projeto

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A figura de Titono na mitologia grega propõe uma reflexão sobre o paradoxo da permanência. Ao suplicar a Zeus pela imortalidade, ele se esqueceu de pedir a juventude eterna, o que resultou em uma vida de envelhecimento sem fim. Com o passar do tempo, seu corpo se deteriora, transformando a própria imortalidade em um fardo. A narrativa sugere uma contradição fundamental: a permanência, quando desvinculada da capacidade de mudança, deixa de ser uma qualidade desejável. Em vez de estabilidade, gera uma decadência acumulada sem adaptação.

Historicamente, a arquitetura frequentemente caiu na chamada "Armadilha de Titono". Os materiais são especificados para resistir ao tempo, os sistemas são detalhados para evitar transformações e os edifícios são concebidos como imagens estáticas. No entanto, essa busca pelo estático raramente sobrevive à realidade das intempéries. Entre o momento do projeto — frequentemente associado a representações precisas e controladas — e a vida útil de uma edificação, as superfícies inevitavelmente sofrem desgaste, mudam de aparência e perdem seu acabamento original. O envelhecimento costuma ser interpretado como uma perda, em vez de ser incorporado como parte da linguagem arquitetônica.

Repensando o arranha-céu: 5 torres não construídas da comunidade ArchDaily

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A arquitetura de edifícios em altura continua sendo um instrumento fundamental para acomodar a densidade em ambientes urbanos em rápida evolução. Tradicionalmente definida pela eficiência e repetição, a torre vem sendo cada vez mais reexaminada como um sistema espacial e organizacional mais complexo. Em diferentes geografias, arquitetos e arquitetas testam como as estruturas verticais podem ir além de funções únicas para incorporar programas em camadas, estratégias ambientais e novas formas de ocupação.

A seleção a seguir reúne projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily, destacando uma variedade de abordagens para a torre contemporânea. De empreendimentos de uso misto e edifícios residenciais em altura a propostas ecológicas especulativas, essas obras refletem uma mudança contínua na forma como a arquitetura vertical é concebida. Tais torres dialogam com questões mais amplas de privacidade, coexistência, adaptabilidade e integração urbana.

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Descubra os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily em Espanhol

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Três projetos foram escolhidos pela comunidade do ArchDaily em Espanhol como os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026. Os vencedores, representando o Peru e o Equador, foram selecionados após três semanas de votação pública, entre mais de 800 projetos. O prêmio reconhece o melhor da arquitetura da América Latina e da Espanha, decidido por sua comunidade.

Uma adição responsável: Formas HIMACS obtêm certificação SCS para conteúdo reciclado

Aliando estética, desempenho e versatilidade, a HIMACS se consolida como a superfície sólida de escolha para muitos/as arquitetos/as e designers. Dando um passo além, toda a linha padrão de cubas e lavatórios HIMACS agora conta oficialmente com a certificação SCS, contendo no mínimo 8% de conteúdo reciclado pré-consumo. Essa certificação eleva o apelo técnico e visual do material ao oferecer uma opção mais sustentável sem comprometer a qualidade ou a funcionalidade.

De bancadas de banheiro com cubas integradas a ilhas de cozinha com pias embutidas rente à superfície, os formatos HIMACS oferecem um equilíbrio perfeito entre estilo e função. Cada componente se integra perfeitamente à superfície HIMACS ao redor, criando um acabamento contínuo e sem rejuntes que é, ao mesmo tempo, elegante e fácil de manter.

Conheça os 75 finalistas do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

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Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.

Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

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