Architects can shape detailed buildings in minutes with Forma Building Design to easily test how different options work on their site.
Para muitos/as arquitetos/as, o estudo preliminar é definido por uma tensão bastante familiar. Trata-se da fase de exploração aberta — onde múltiplas ideias são testadas, questionadas e refinadas para que os clientes definam a direção do projeto. Em essência, é onde a mágica da concepção acontece. O desafio raramente é a falta de ideias, mas sim o esforço necessário para testar e avaliar essas propostas de maneira adequada sob restrições de tempo, recursos e orçamento. Trata-se de um desafio especialmente complexo para os/as profissionais, já que o trabalho inicial de projeto deve equilibrar criatividade com as necessidades do cliente e a viabilidade comercial.
Situada no quebra-mar externo do Port de Cap-d'Ail, ao lado de Mônaco, a Beach House ocupa um limiar entre a terra e o mar. Cercada por água e barcos ancorados, a edificação estabelece um diálogo próximo com o porto, exposta às mudanças de luz, aos reflexos e à atmosfera do Mediterrâneo. Diante desse cenário, a casa se apresenta quase como mais uma embarcação atracada ao longo da muralha do porto.
No entanto, quando Dave Rowles assumiu o projeto de arquitetura, a residência apresentava pouco desse caráter em seu interior. A antiga casa unifamiliar havia sido completamente desmantelada, restando apenas uma casca de concreto aparente. A reforma, portanto, partiu de uma questão fundamental: como um espaço interno pode capturar as qualidades de seu entorno? Em vez de competir com o forte contexto marítimo, a proposta se concentrou em criar um interior sereno e focado na materialidade, que emoldura e amplifica a beleza e a experiência da paisagem circundante, utilizando detalhes em carvalho, cedro, mármore e aço inoxidável. Em colaboração com a barth, empresa especializada em execução de interiores sob medida, Rowles transformou a estrutura de concreto em um espaço coeso, no qual materiais naturais, luz e detalhes refinados definem tanto os ambientes internos quanto os externos.
O Studio NEiDA atua na intersecção entre prática arquitetônica, pesquisa e trabalho curatorial, com um foco constante em como os edifícios emergem das condições materiais e culturais de um lugar. Em vez de tratar a materialidade como uma linguagem de acabamento, o estúdio a define como o início de uma narrativa arquitetônica — partindo do que está disponível localmente, a equipe analisa qual conhecimento artesanal existe no território e como esses recursos e habilidades situam um projeto dentro de uma linhagem arquitetônica. Essa abordagem coloca as limitações e possibilidades em primeiro plano como forças produtivas, posicionando o projeto como um processo iterativo de alinhamento da intenção espacial com as realidades da cultura construtiva e da inteligência vernacular.
Ao longo de seu trabalho, os interesses do NEiDA vão além da forma, voltando-se para os contextos sociopolíticos e climáticos que moldam a maneira como a arquitetura é feita e habitada. A equipe enfatiza o aprendizado a partir de práticas de construção sem autoria, vernaculares e informais, como forma de estabelecer uma gramática comum para a intervenção, e descreve a continuidade entre interior e exterior não como uma preferência estilística, mas como uma resposta à vida local e às lógicas de ventilação — onde os espaços externos podem ser tão definidos espacialmente e programaticamente centrais quanto os internos. Nesse contexto, a colaboração não é um elemento acessório: o estúdio destaca a troca no canteiro de obras com artesãos/ãs e construtores/as como uma metodologia fundamental, na qual os projetos evoluem por meio da inteligência coletiva e da comunicação adaptativa.
A construção offsite reduz drasticamente os resíduos de construção e garante uma montagem precisa, mas a sustentabilidade a longo prazo depende da durabilidade do envelope do edifício aplicado em fábrica. Imagem cortesia de Terraco
No Salone del Mobile 2026, a MARA apresentou sua coleção mais recente em um estande projetado pelo arquiteto e designer italiano Ferruccio Laviani. Concebida como uma microabstração de uma arena, a instalação colocou os/as visitantes no centro de uma composição espacial ascendente, onde os lançamentos da marca foram expostos em patamares escalonados.
A cenografia inspirou-se na ideia do teatro grego como um lugar de encontro, intercâmbio e observação coletiva. O estande propunha uma espécie de paisagem arquitetônica na qual o público podia sentar-se, circular pelo espaço, observar as peças sob diferentes ângulos e interagir com a marca de maneira mais direta e experiencial.
No século XIX, redes ferroviárias inteiras tornaram-se obsoletas quase da noite para o dia, não por deterioração física, mas devido a mudanças nos padrões técnicos que as sustentavam. A expansão das ferrovias pela Europa e América do Norte adotou diferentes bitolas (a distância transversal entre os trilhos) e, à medida que um padrão dominante surgia gradualmente, essas infraestruturas tornaram-se incompatíveis entre si. Isso exigiu adaptações em larga escala, conversões ou mesmo reconstruções completas, no episódio que ficou conhecido como a "Guerra das Bitolas".
Com a adoção em massa das redes de telecomunicações no século XX, cidades do mundo todo construíram grandes edifícios de centrais telefônicas, repletos de equipamentos eletromecânicos responsáveis pelo roteamento de chamadas entre regiões. Essas estruturas eram elementos de infraestrutura altamente especializados, que frequentemente ocupavam quarteirões inteiros e se organizavam em torno de maquinários técnicos de grande escala. Com a transição para as tecnologias de comutação digital e, posteriormente, a ampla adoção da telefonia móvel, grande parte desse equipamento tornou-se obsoleta em poucas décadas. Os próprios edifícios muitas vezes permaneciam estruturalmente íntegros, mas os sistemas que haviam sido projetados para suportar já tinham evoluído além deles.
Se pedirmos a uma criança para desenhar uma casa, quase certamente surgirá uma silhueta triangular, com dois planos inclinados se encontrando em uma cumeeira. Poucas formas arquitetônicas são tão universalmente reconhecidas quanto a casa de telhado inclinado. Sob uma perspectiva semiótica, essa imagem elementar funciona como um signo condensado de abrigo que, em apenas alguns traços, sintetiza proteção, interioridade e pertencimento. O que hoje lemos como um símbolo universal, no entanto, surgiu de uma necessidade concreta. Dos chalés alpinos que escoam a neve às telhas mediterrâneas que atenuam o calor do verão, a inclinação respondeu a desafios climáticos e construtivos muito antes de se tornar um código estético.
Embora a arquitetura moderna tenha privilegiado planos horizontais e plantas ortogonais, o telhado inclinado exige que o projeto seja concebido em corte. Sua inclinação permite o aproveitamento eficiente do volume sob a cobertura e introduz variações de altura, compressão e expansão espacial. Quando aberturas são incorporadas a esse plano, essa condição se intensifica. Diferente das janelas verticais, que captam luz lateral, as aberturas na cobertura recebem uma porção maior do céu visível e uma luminância significativamente superior à do horizonte, oferecendo até três vezes mais luz do que o envidraçamento vertical em dias nublados.
O mundo da arquitetura evolui rapidamente. Diante da transformação tecnológica, da urgência ambiental e da crescente complexidade cultural, arquitetos e arquitetas devem combinar criatividade com destreza técnica, sensibilidade cultural, habilidades analíticas e capacidade de trabalhar em diversas disciplinas. O Mestrado em Arquitetura da Universidad CEU Cardenal Herrera responde a essas demandas a partir de uma experiência acadêmica transformadora.
Representação gráfica da Gateway via Flickr sob licença CC BY-NC-ND 2.0. Imagem cortesia da NASA
O conceito de tecnosfera fornece uma estrutura para compreender a escala do impacto humano na Terra. O termo foi cunhado por Peter K. Haff e é definido como a rede global de artefatos criados pelo ser humano: uma camada física de infraestrutura, edifícios, veículos e maquinários que funciona paralelamente à biosfera e à atmosfera. Atualmente estimada em 30 trilhões de toneladas, essa massa construída pela humanidade é dominada pelo ambiente construído. Nesse contexto, a arquitetura atua como a principal interface, moldando a forma como a tecnologia interage com as ecologias locais. Contudo, ao que tudo indica, em breve a tecnosfera não estará mais limitada à superfície terrestre. Por meio do programa Artemis da NASA, essa rede de massa artificial está se expandindo para além da atmosfera da Terra, buscando estabelecer uma nova infraestrutura orbital que representa a primeira extensão permanente desse sistema criado pela humanidade fora do nosso planeta.
Abrigo de Ônibus / Pearce Brinkley Cease + Lee . Imagem cortesia de JWest Productions
O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.
Nos últimos anos, a Albânia passou por uma rápida e visível transformação, despontando como um dos ambientes urbanos mais dinâmicos do Sudeste Europeu. Esse crescimento se reflete não apenas na expansão de seu tecido construído, mas também na escala e na ambição de novas intervenções arquitetônicas que buscam redefinir a imagem do país. Ao longo de seu território, uma série de grandes empreendimentos, instituições culturais e projetos de infraestrutura vêm sendo implantados como parte de um esforço mais amplo para reposicionar a Albânia e sua capital, Tirana, em redes regionais e internacionais.
Um número significativo dessas intervenções está sendo projetado por escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional, cuja presença se tornou uma característica definidora da atual fase de desenvolvimento da cidade. Em vez de se apoiar primordialmente em processos incrementais ou de base local, a transformação de Tirana é cada vez mais moldada por visões de autoria externa que introduzem novas linguagens formais, tipologias e estratégias urbanas. Esses projetos frequentemente operam como objetos singulares ou fragmentos em grande escala, contribuindo para uma paisagem na qual a cidade é montada a partir de gestos distintos e altamente visíveis.
A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093791/ultima-oportunidade-para-escolher-os-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2026ArchDaily Team
O modernismo na arquitetura foi, talvez, a primeira filosofia de projeto de edifícios verdadeiramente global. Surgido no início do século XX, seus primeiros expoentes foram grandes nomes europeus, como Le Corbusier, Walter Gropius, e Mies van der Rohe. Em 1923, Le Corbusier publicou sua obra teórica seminal, conhecida em português como Por uma arquitetura. A novidade e a rejeição da história eram preceitos centrais do modernismo, manifestando-se no uso de novos materiais, como o aço e o concreto, que propiciaram uma liberdade de expressão formal sem precedentes.
Em meados do século XX, o modernismo foi adotado em todo o mundo por nações que se recuperavam da Segunda Guerra Mundial e superavam o legado do colonialismo. O movimento tornou-se a linguagem da reconstrução e da afirmação nacional, fortalecido por sua rejeição ao passado. Sua ênfase na tecnologia se adequava a esse "admirável mundo novo" da indústria, do desenvolvimento em larga escala e das novas tipologias arquitetônicas. Um século após seu surgimento, o próprio modernismo tornou-se o legado. À medida que os edifícios se tornam obsoletos ou atingem o fim de sua vida útil, cresce a valorização do patrimônio histórico dessas estruturas, tanto como objetos de design quanto como símbolos do espírito da época em que foram construídos. Apresentamos aqui cinco edifícios modernistas de cinco regiões diferentes que passam por propostas de reutilização adaptativa. Se outrora a forma seguia a função, aqui, a função deve seguir a forma.
Em 2026, a Apple celebrou cinquenta anos de fundação. Ao longo das últimas duas décadas, a empresa desenvolveu uma linguagem arquitetônica consistente que estende sua marca ao ambiente construído, transformando lojas, locais de trabalho e espaços voltados ao público em componentes ativos de sua identidade. Esses ambientes orientam o movimento, emolduram a interação e condicionam as maneiras pelas quais o público entra em contato tanto com os produtos quanto com a própria empresa.
Do dispositivo portátil ao interior urbano, a Apple tem buscado manter um rígido controle sobre forma, materialidade e experiência. A arquitetura passa a integrar esse sistema a partir do momento em que a empresa define como é percebida e vivenciada no espaço físico. Pesquisas sobre ambientes de varejo demonstram como o layout espacial, a visibilidade e os padrões de circulação podem moldar comportamentos e interações, transformando a arquitetura em uma interface entre a marca e o público.
Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.
São oito horas da manhã e o painel do carro indica 36°C nas ruas de San Pedro Sula, em Honduras. O céu está quase limpo: seu azul é intenso e as poucas nuvens que passam brilham sob o sol. O ar-condicionado dos carros — todos com vidros escurecidos — faz esquecer que, ao descer, o ar quente e úmido pesará sobre os ombros, provocando suor imediato.
Puerto Cortés, no Caribe, fica longe demais para um mergulho rápido, mas, no bairro de Armenta, o rio homônimo desce quase em silêncio da Sierra del Merendón e corre de oeste a leste entre pedras cinzentas. Na margem norte, as árvores altas e frondosas no topo do barranco dão sombra a uma praça longa, seca e empoeirada, enquanto as grossas raízes expostas conferem rugosidade ao terreno. Ali, o sol castiga menos.
Um bloco residencial em Nova Belgrado parece ordenado quando visto de longe. Lajes de concreto se repetem com consistência disciplinada, janelas se alinham em malhas ritmadas e sacadas se sobrepõem com a confiança de um sistema seguro de si. No entanto, a proximidade altera essa leitura. Uma sacada é fechada com esquadrias de alumínio, outra é suavizada por um sombreamento improvisado. O isolamento térmico engrossa parte de uma fachada, enquanto roupas estendidas moldam outra extremidade como um estudo de elevação involuntário. O distrito ainda se revela planejado, embora a ocupação tenha tornado sua ordem menos uniforme. Dentro dessa ordem, a repetição foi gradualmente reescrita pela ocupação.
As escolas de arquitetura costumam deixar marcas duradouras em estudantes, moldando seu estilo e sua capacidade de questionamento crítico muito após o término da formação acadêmica. Por exemplo, o SCI-Arc, fundado em 1972 e sediado no centro de Los Angeles, é uma instituição reconhecida por sua cultura de experimentação, investigação crítica e independência criativa, construindo uma reputação baseada na ideia de que a arquitetura deve ser compreendida como um campo aberto ao diálogo com a arte, a tecnologia, o design e a cultura contemporânea. A diversidade de trajetórias de quem se forma na instituição demonstra como esse ambiente pode gerar abordagens profissionais distintas, porém unidas pela mesma disposição para explorar novas possibilidades.
Em muitas cidades latino-americanas, os bairros periféricos historicamente têm menos acesso aos recursos que tornam a vida urbana algo mais do que apenas habitável. Habitação, transporte e serviços públicos são os marcadores habituais dessa lacuna. No entanto, existe outra disparidade que é mais difícil de quantificar: a ausência de lugares onde as pessoas possam se reunir, aprender, descansar e participar da vida coletiva. Quando esses espaços não existem, a cidade não apenas deixa de prestar um serviço, mas também falha em reconhecer uma presença.
Nas últimas décadas, um número crescente de projetos tem tentado enfrentar essa ausência de forma direta. Em vez de se concentrarem apenas na infraestrutura física, essas iniciativas investem em espaços projetados para apoiar a educação, a cultura, o lazer e a vida comunitária, muitas vezes integrando várias dessas funções em um único edifício, em bairros onde tais espaços costumam ser escassos.
O segundo episódio da série de podcasts Room For Dreams apresenta uma imersão profunda sobre como a arquitetura pode abraçar o futuro sem perder sua alma. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, este episódio traz os/as arquitetos/as Arun Sharma e Jaskaran Singh para desvendar o verdadeiro significado do vernacular digital.
Gokce Gemile Private Bay, Turquia. Imagem Cortesia de Gokce Gemile Private Bay
As paisagens costeiras frequentemente determinam muito mais do que apenas as vistas. Encostas íngremes, formações rochosas fragmentadas, vegetação densa, enseadas escondidas e acessibilidade limitada podem moldar como a privacidade, a circulação e a ocupação se desenvolvem antes mesmo de a arquitetura intervir no local. A proximidade com a água e o clima tornam os territórios costeiros altamente desejáveis para a habitação; no entanto, sua sensibilidade ecológica e geografia restrita costumam exercer pressão sobre a forma como o desenvolvimento se materializa. Ao contrário das cidades, onde a densidade pode apoiar a caminhabilidade, a infraestrutura e a vida urbana coletiva, os territórios costeiros operam por meio de relações mais frágeis entre a terra, a vegetação e a água.
Ao longo de muitas faixas litorâneas, o desenvolvimento tende a priorizar a visibilidade e a proximidade com o mar, organizando o solo por meio de uma ocupação concentrada e de redes de circulação expandidas. Contudo, certos locais podem orientar uma abordagem diferente, na qual a própria geografia se torna a principal força organizadora. Como a arquitetura pode ocupar uma paisagem sem dissolver as qualidades que tornam o lugar singular? Localizado em uma península isolada na costa mediterrânea da Turquia, o Gokce Gemile Private Bay explora essa questão por meio de uma abordagem arquitetônica de baixa densidade, moldada pela geografia, pelo acesso controlado e pelo distanciamento espacial.
Ao desenvolver um projeto de arquitetura, existem múltiplos pontos de partida possíveis. Há profissionais que começam pelo volume, esculpindo a forma gradualmente em diálogo com o contexto. Outros partem do corte longitudinal, enquanto há quem organize o projeto a partir da distribuição funcional da planta. Não existe um método certo ou errado, mas sim abordagens distintas que refletem diferentes maneiras de pensar e fazer arquitetura. No entanto, desde a ampla adoção dos painéis solares e da energia fotovoltaica, surgiu um padrão recorrente: esses sistemas são quase sempre introduzidos tardiamente no processo, enquadrados como otimizações técnicas ou respostas a exigências regulatórias e de eficiência energética. Como resultado, tendem a ser tratados como elementos secundários, frequentemente relegados a coberturas ou áreas menos visíveis e desvinculados da linguagem arquitetônica do edifício.