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Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras

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A Honduras é o segundo maior país da América Central, tanto em território quanto em população. Hoje, sua malha urbana continua fortemente influenciada por princípios modernistas da década de 1970, que priorizavam corredores arteriais de alta velocidade e uma mobilidade "ponto a ponto" dependente do automóvel. Além disso, o país enfrentou muitos desafios em relação à segurança pública durante os anos 2010, o que contribuiu para a criação de um espaço urbano caracterizado por fachadas cegas, muros altos e condomínios fechados projetados para isolar o interior da esfera pública.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alejandra Ferrera, arquiteta hondurenha criada em Danlí, uma cidade no leste de Honduras. Com mais de 15 anos de atuação profissional passando por Brasil, Holanda e Austrália, ela defende que, embora o projeto focado na segurança tenha sido uma necessidade funcional de sua época, ele resultou em uma experiência urbana fragmentada, na qual a rua funciona apenas como um vazio de trânsito, em vez de um local de encontro social. Para a arquiteta, mesmo que esse isolamento tenha sido uma medida de segurança justificada, ele gerou um distanciamento entre as pessoas e a cidade. Ela também argumenta que, de modo geral, a situação da segurança pública contribuiu para a criação de uma identidade nacional fragilizada, que frequentemente busca referências de qualidade no exterior, desconsiderando o potencial de seu próprio contexto.

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Buildner lança o Unbuilt 2026 e revela os projetos vencedores do Unbuilt 2025

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A Buildner lançou o Buildner's Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um fundo de prêmios de 100.000 EUR.

A Buildner também anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2025, a segunda edição do concurso que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com um expressivo fundo de prêmios de 100.000 EUR, a iniciativa oferece uma vitrine global para que arquitetos/as e designers apresentem suas propostas não construídas mais instigantes, sejam elas conceituais, publicadas, inéditas ou totalmente desenvolvidas.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

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Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome

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Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.

Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.

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Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026

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"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.

Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.

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Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

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A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

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Chamada aberta para colaboradores/as especialistas no ArchDaily

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O ArchDaily está à procura de um/a Colaborador/a Especialista para se juntar à nossa equipe de Conteúdo Patrocinado. Nesta função, você criará conteúdo editorial explorando produtos, materiais, projetos e ideias de arquitetura, mantendo a perspectiva focada em design e os padrões editoriais que definem o ArchDaily.

Esta função exige uma sólida compreensão de arquitetura e design, experiência com conteúdo de marca (branded content) ou patrocinado, e a capacidade de comunicar ideias complexas de maneira clara, envolvente e profissional. O conteúdo patrocinado no ArchDaily consiste em textos financiados por marcas e criados em parceria, apresentando produtos, projetos e ideias sob o tom de voz editorial do ArchDaily, com o objetivo de informar, inspirar e engajar o público leitor.

Quando a escultura se torna discurso: Reflexões sobre Mujassam Watan

Na cidade, a estética não se mede pela altura das torres ou pela largura das vias, mas por sua capacidade de evocar significados no espaço. Sob essa perspectiva, a iniciativa Mujassam Watan surge como algo que vai muito além de um mero esforço artístico. Ela envolve uma tentativa deliberada de redefinir a relação entre as pessoas e o lugar, entre a memória material e a identidade imaginada. Na cidade de Khobar, no Reino da Arábia Saudita — onde a modernidade urbana se cruza com uma rápida transformação social —, essa iniciativa levanta a seguinte questão: como uma escultura pode se tornar um texto aberto, lido visualmente e sentido pela experiência?

Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura

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O território do Equador abrange uma notável diversidade de paisagens, que vão desde a Costa do Pacífico até os picos dos Andes, passando pela vasta extensão da floresta Amazônica e pelas vulcânicas Ilhas Galápagos. Cada região do país apresenta características singulares, refletidas em seus variados contextos ambientais, culturais e sociais. Embora a arquitetura latino-americana esteja enraizada em ricas tradições ancestrais, técnicas construtivas nativas e materiais locais, a arquitetura equatoriana contemporânea expressa uma identidade em evolução que combina esses elementos com as demandas atuais. Tradição e inovação, recursos locais e técnicas modernas, somados à responsabilidade social e à estética, interagem com o meio ambiente natural, as condições urbanas e os contextos sociais.

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Projetando o conforto através de texturas, aconchego e sistemas de forro

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Antes de compreendermos um espaço de forma racional, nós o percebemos sensorialmente. A luz, a proporção, a textura, a cor e a materialidade influenciam a maneira como o corpo interpreta um ambiente, definindo se ele parece acolhedor, frio, íntimo ou impessoal. Elementos visuais e cromáticos podem afetar diretamente a percepção de profundidade, atmosfera e escala nos interiores, sobretudo em edifícios contemporâneos caracterizados por grandes vãos e superfícies contínuas. Entre os elementos arquitetônicos que moldam essa experiência, o forro talvez seja um dos mais subestimados, apesar de sua profunda influência na maneira como o espaço é percebido e habitado.

O impacto duradouro do ensino de arquitetura: formando profissionais para questionar convenções

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As escolas de arquitetura costumam deixar marcas duradouras em estudantes, moldando seu estilo e sua capacidade de questionamento crítico muito após o término da formação acadêmica. Por exemplo, o SCI-Arc, fundado em 1972 e sediado no centro de Los Angeles, é uma instituição reconhecida por sua cultura de experimentação, investigação crítica e independência criativa, construindo uma reputação baseada na ideia de que a arquitetura deve ser compreendida como um campo aberto ao diálogo com a arte, a tecnologia, o design e a cultura contemporânea. A diversidade de trajetórias de quem se forma na instituição demonstra como esse ambiente pode gerar abordagens profissionais distintas, porém unidas pela mesma disposição para explorar novas possibilidades.

O movimento como princípio de design para assentos em ambientes de trabalho

Durante décadas, profissionais aceitaram uma realidade desconfortável: horas passadas em uma mesa de trabalho frequentemente resultam em dores nas costas, inquietação constante e uma fadiga mental progressiva. Embora os assentos ergonômicos convencionais tenham buscado melhorar o conforto por meio de mecanismos ajustáveis, eles, em grande parte, continuaram a pressupor que o sentar-se de forma eficaz depende da manutenção de uma postura estável. A crescente compreensão da relação entre movimento, bem-estar físico e desempenho cognitivo sugere uma abordagem diferente, na qual o movimento se torna parte integrante da experiência de sentar-se, em vez de algo a ser minimizado.

Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista

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Um bloco residencial em Nova Belgrado parece ordenado quando visto de longe. Lajes de concreto se repetem com consistência disciplinada, janelas se alinham em malhas ritmadas e sacadas se sobrepõem com a confiança de um sistema seguro de si. No entanto, a proximidade altera essa leitura. Uma sacada é fechada com esquadrias de alumínio, outra é suavizada por um sombreamento improvisado. O isolamento térmico engrossa parte de uma fachada, enquanto roupas estendidas moldam outra extremidade como um estudo de elevação involuntário. O distrito ainda se revela planejado, embora a ocupação tenha tornado sua ordem menos uniforme. Dentro dessa ordem, a repetição foi gradualmente reescrita pela ocupação.

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Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras

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São oito horas da manhã e o painel do carro indica 36°C nas ruas de San Pedro Sula, em Honduras. O céu está quase limpo: seu azul é intenso e as poucas nuvens que passam brilham sob o sol. O ar-condicionado dos carros — todos com vidros escurecidos — faz esquecer que, ao descer, o ar quente e úmido pesará sobre os ombros, provocando suor imediato.

Puerto Cortés, no Caribe, fica longe demais para um mergulho rápido, mas, no bairro de Armenta, o rio homônimo desce quase em silêncio da Sierra del Merendón e corre de oeste a leste entre pedras cinzentas. Na margem norte, as árvores altas e frondosas no topo do barranco dão sombra a uma praça longa, seca e empoeirada, enquanto as grossas raízes expostas conferem rugosidade ao terreno. Ali, o sol castiga menos.

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Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional

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O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.

Os hubs de transporte rurais nos Estados Unidos são âncoras cívicas e logísticas essenciais cujo sucesso não pode ser medido a partir de métricas urbanas. Em vez de replicar os hubs de transporte de tipologias urbanas densas, os/as projetistas estão desenvolvendo modelos arquitetônicos que refletem as realidades rurais: populações dispersas, infraestrutura predominantemente voltada à carga, multimodalidade modesta, desafios de segurança e demandas de acesso social. Em muitas regiões rurais, um terminal aeroportuário modesto sustenta a viabilidade econômica, uma estação de transbordo ferroviário conecta indústrias baseadas em recursos naturais aos mercados nacionais e um terminal de ônibus regional garante o acesso a emprego, educação e serviços essenciais.

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Lógica Insular: Como o Terreno Molda a Arquitetura Costeira

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As paisagens costeiras frequentemente determinam muito mais do que apenas as vistas. Encostas íngremes, formações rochosas fragmentadas, vegetação densa, enseadas escondidas e acessibilidade limitada podem moldar como a privacidade, a circulação e a ocupação se desenvolvem antes mesmo de a arquitetura intervir no local. A proximidade com a água e o clima tornam os territórios costeiros altamente desejáveis para a habitação; no entanto, sua sensibilidade ecológica e geografia restrita costumam exercer pressão sobre a forma como o desenvolvimento se materializa. Ao contrário das cidades, onde a densidade pode apoiar a caminhabilidade, a infraestrutura e a vida urbana coletiva, os territórios costeiros operam por meio de relações mais frágeis entre a terra, a vegetação e a água.

Ao longo de muitas faixas litorâneas, o desenvolvimento tende a priorizar a visibilidade e a proximidade com o mar, organizando o solo por meio de uma ocupação concentrada e de redes de circulação expandidas. Contudo, certos locais podem orientar uma abordagem diferente, na qual a própria geografia se torna a principal força organizadora. Como a arquitetura pode ocupar uma paisagem sem dissolver as qualidades que tornam o lugar singular? Localizado em uma península isolada na costa mediterrânea da Turquia, o Gokce Gemile Private Bay explora essa questão por meio de uma abordagem arquitetônica de baixa densidade, moldada pela geografia, pelo acesso controlado e pelo distanciamento espacial.

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana

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Em muitas cidades latino-americanas, os bairros periféricos historicamente têm menos acesso aos recursos que tornam a vida urbana algo mais do que apenas habitável. Habitação, transporte e serviços públicos são os marcadores habituais dessa lacuna. No entanto, existe outra disparidade que é mais difícil de quantificar: a ausência de lugares onde as pessoas possam se reunir, aprender, descansar e participar da vida coletiva. Quando esses espaços não existem, a cidade não apenas deixa de prestar um serviço, mas também falha em reconhecer uma presença.

Nas últimas décadas, um número crescente de projetos tem tentado enfrentar essa ausência de forma direta. Em vez de se concentrarem apenas na infraestrutura física, essas iniciativas investem em espaços projetados para apoiar a educação, a cultura, o lazer e a vida comunitária, muitas vezes integrando várias dessas funções em um único edifício, em bairros onde tais espaços costumam ser escassos.

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Arquitetos e arquitetas na Índia repensam o vernáculo digital por meio da IA, do artesanato e da memória

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O segundo episódio da série de podcasts Room For Dreams apresenta uma imersão profunda sobre como a arquitetura pode abraçar o futuro sem perder sua alma. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, este episódio traz os/as arquitetos/as Arun Sharma e Jaskaran Singh para desvendar o verdadeiro significado do vernacular digital.

Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos

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O Pós-Modernismo nos Estados Unidos transformou a arquitetura em um palco para a memória cultural, a ironia e o patrimônio em um momento no qual o ambiente construído se tornava menos cívico e mais comercial e curado. No final do século XX, o investimento em arquitetura não se centrava mais em instituições públicas monumentais ou no compromisso federal compartilhado com o espaço cívico. O desenvolvimento privado, a expansão corporativa e os ambientes de consumo moldavam cada vez mais as cidades por todo o país. Os edifícios assumiram um novo papel como imagens culturais, dos quais se esperava tanto a comunicação de identidade e significado quanto o atendimento a uma função.

O Pós-Modernismo começou como uma crítica às promessas esgotadas do modernismo. No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, muitos/as designers já não tratavam o modernismo como algo radical ou socialmente redentor. Os projetos de renovação urbana aceleraram a demolição de bairros históricos, e as batalhas pela preservação do patrimônio levantaram questões urgentes sobre o que os Estados Unidos valorizavam e, em última análise, protegiam. A perda de grandes ícones cívicos, incluindo a Penn Station de Nova York, aguçou a consciência pública de que o progresso muitas vezes ocorre por meio do apagamento. Em Chicago, o arquiteto e provocador Stanley Tigerman capturou esse sentimento de ruptura em sua fotomontagem de 1978, The Titanic, que retrata o Crown Hall de Mies van der Rohe afundando no Lago Michigan, uma imagem contundente do colapso simbólico do modernismo. Os/as arquitetos/as pós-modernos/as trabalharam em meio a essa turbulência, moldados/as por choques econômicos, excessos corporativos, transformações na produção cultural e um ceticismo crescente em relação às grandes soluções arquitetônicas.

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Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily

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"Sabemos que não nascemos para morrer", dizia frequentemente o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. "Nascemos para continuar." Na arquitetura, essa ideia de continuidade está no cerne do patrimônio — não como uma herança estática, mas como algo que resiste, se transforma e é constantemente reinterpretado. No entanto, o que continua e o que se permite desaparecer nunca é algo neutro. As decisões sobre preservação são moldadas pelo poder, pela memória e pelo valor, levantando uma questão fundamental para a prática contemporânea: quem define o que vale a pena ser levado adiante, e para quem?

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Buildner anuncia os(as) vencedores(as) do concurso Architect’s Chair #4 e lança a 5ª edição

A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da Architect's Chair Competition Edition 4, um concurso internacional anual que convida arquitetos/as e designers de todo o mundo a enviar propostas para uma cadeira autoral. Seguindo os passos de figuras icônicas como Charles e Ray Eames, Ludwig Mies van der Rohe, Marcel Breuer e Arne Jacobsen, os/as participantes têm a tarefa de criar cadeiras personalizadas que reflitam suas filosofias e visões de design únicas.

A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa

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Uma mesa longa pode ser colocada em quase qualquer lugar e ainda desempenhar a mesma função. Ela pode se estender sob a cobertura de um mercado, alinhar-se ao refeitório de uma escola ou ocupar o centro de uma sala de estar compartilhada, alterando imediatamente a temperatura do ambiente.

É por isso que a mesa longa é menos um objeto e mais um instrumento espacial. Ela não garante uma conexão e raramente parece "inclusiva" por padrão. Em vez disso, estabelece condições: uma borda compartilhada, um ritmo comum de chegada, um campo de visibilidade mútua ou uma regra que transforma o ato de comer em uma cena compartilhada. Estudos sobre alimentação descrevem essa prática como comensalidade, o ato de comer junto e a ordem social que ele pode criar, reforçar ou contestar. No entanto, o que importa aqui não é uma dimensão específica ou a função da mesa, mas a maneira como uma superfície longa comporta a diferença, a conversa e o silêncio; a intimidade e a distância; a decisão de se juntar e o direito de hesitar.

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Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos

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A arquitetura residencial continua sendo um dos campos mais ativos para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, oferecendo uma lente através da qual arquitetos e arquitetas repensam como o espaço doméstico pode responder à paisagem, ao clima e aos modos de vida contemporâneos. Nesta edição de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma variedade de projetos residenciais que abordam casas, vilas e refúgios como locais de recolhimento, mediação e habitação cotidiana. Em vez de tratar a casa como um objeto estático ou isolado, esses projetos a abordam como uma estrutura espacial que negocia exposição, privacidade e conexão com o lugar.

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Envoltórias ativas: integrando a energia solar ao projeto arquitetônico

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Ao desenvolver um projeto de arquitetura, existem múltiplos pontos de partida possíveis. Há profissionais que começam pelo volume, esculpindo a forma gradualmente em diálogo com o contexto. Outros partem do corte longitudinal, enquanto há quem organize o projeto a partir da distribuição funcional da planta. Não existe um método certo ou errado, mas sim abordagens distintas que refletem diferentes maneiras de pensar e fazer arquitetura. No entanto, desde a ampla adoção dos painéis solares e da energia fotovoltaica, surgiu um padrão recorrente: esses sistemas são quase sempre introduzidos tardiamente no processo, enquadrados como otimizações técnicas ou respostas a exigências regulatórias e de eficiência energética. Como resultado, tendem a ser tratados como elementos secundários, frequentemente relegados a coberturas ou áreas menos visíveis e desvinculados da linguagem arquitetônica do edifício.

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