Fundador da Åvontuura, Karl van Es, com seu Guia de Arquitetura de Toronto
Karl van Es passou vinte anos atuando como arquiteto antes de deixar a profissão para resolver um problema que todo(a) arquiteto(a) enfrenta: a simples inexistência de recursos para viajar com um olhar profissional. Guias de viagem convencionais e aplicativos de turismo raramente destacam os edifícios que realmente importam para a comunidade da arquitetura. A Åvontuura nasceu dessa frustração — uma editora independente de guias ilustrados de arquitetura criada por um arquiteto para profissionais da área. Seu lançamento mais recente, Madri, mapeia 70 das obras mais significativas da cidade, com a missão de encurtar a distância entre o interesse arquitetônico e a logística de viagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093943/vagas-em-chengdu-e-nanjing-modum-atelier-contrata-arquitetura-design-de-interiores-pesquisa-comercial-comunicacao-e-branding-estagiarios-as韩爽 - HAN Shuang
Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.
Quando a Cidade do México sediou as Olimpíadas em 1968, foi a primeira vez que os Jogos foram concedidos a um país latino-americano, bem como a primeira vez que uma nação de língua espanhola os sediou. Isso fez dos jogos uma excelente oportunidade para projetar o México e sua cultura internacionalmente, levando o governo a constituir um comitê organizador com grandes talentos locais. Para a presidência do comitê, foi nomeado Pedro Ramírez Vázquez, arquiteto mexicano que exercia grande influência sobre o programa de obras públicas do Estado em meados do século. Sua abordagem era clara: a arquitetura como uma síntese da técnica modernista internacional com referências pré-colombianas e a cultura material local. Sob sua direção, o comitê supervisionou a construção e a adaptação de locais de competição distribuídos pelas zonas sul da Cidade do México, quase todos concebidos e construídos por profissionais locais de arquitetura, engenharia e áreas técnicas.
Ao longo dos anos, a arquitetura de cinemas tem se reinventado continuamente. De experiências cinematográficas que aguçam múltiplos sentidos a tecnologias materiais que reinterpretam a estética de eras passadas, o conceito da sala de cinema tem viabilizado a recuperação, a revitalização e a renovação de inúmeros espaços obsoletos, em ruínas ou mesmo protegidos pelo patrimônio histórico. Assim como o Majestic Cinema reflete uma importante função comunitária em Zanzibar, na Tanzânia, muitos edifícios do século XX encontraram no reuso adaptativo uma oportunidade para restaurar e preservar culturas, memórias e tradições que permanecem significativas para suas comunidades.
"Café ou chá?" é uma daquelas frases que nos acompanham em diversos contextos: ouvida em aviões, após as refeições, em lounges de hotéis e em salas de reunião. Soa como uma pergunta simples — mera preferência, uma rápida ramificação no roteiro de atendimento. No entanto, ela também carrega uma sutil herança cultural. O chá traz consigo a longa história do ritual e do ritmo doméstico, ligada a antigas geografias de comércio e à etiqueta cotidiana. Já o café surge de uma linhagem diferente de circulação, posteriormente industrializada no café moderno e em seus rituais públicos. Em ambos os casos, a bebida nunca é apenas uma bebida; trata-se de uma relação praticada com o tempo e o espaço.
No Leste Asiático contemporâneo, no entanto, "café ou chá" assume cada vez mais outro significado: imperceptível ou inconscientemente, a frase torna-se uma escolha sobre onde se deseja estar. Cada bebida agora carrega uma expectativa espacial. O café pressupõe um ambiente que se pode ocupar — frequentemente um lugar para pausar, trabalhar, encontrar pessoas ou refrescar-se. O chá, apesar de culturalmente onipresente, manifesta-se de forma mais difusa pela cidade — ora como um destino dedicado, ora como um quiosque de alta rotatividade e, muitas vezes, como uma opção padrão integrada a tipologias gastronômicas. O resultado é que uma pergunta formulada em termos de paladar passa a funcionar como um indicador sutil de preferência espacial: se o que se busca é permanência ou velocidade, confinamento ou fluxo, um terceiro lugar ou um nó rápido na rua.
Sentados em bancos baixos, conversando informalmente, vestindo roupas confortáveis e cercados por livros, objetos de design e obras de arte, Charles e Ray Eames aparecem em uma das imagens mais emblemáticas da domesticidade moderna do pós-guerra nos Estados Unidos. A casa não se apresenta como um manifesto arquitetônico explícito, mas sim como um espaço habitado, apropriado, cotidiano. Ainda assim, quase tudo nessa cena funciona como a síntese de um ideal cuidadosamente construído: a informalidade moderna, a integração entre arquitetura e vida cotidiana aliada à coexistência da produção industrial. Mais do que representar uma residência, a fotografia projeta um modo de vida. E talvez essa tenha sido, desde o início, a ambição central por trás das Case Study Houses.
Na época em que este texto foi escrito, um artigo de Martyn Evans perguntava "A arquitetura está em crise?". No mesmo ano, Reinier de Graaf publicou o livro "Architecture Against Architecture", no qual expôs quatorze problemas da profissão e da disciplina. A questão de uma crise na arquitetura é perene. No que se refere à arquitetura como profissão, esse debate costuma vir à tona especialmente quando crises econômicas são previstas ou já estão em pleno curso. Paralelamente, persistem questionamentos sobre a eficácia da arquitetura em lidar com os problemas mais urgentes do planeta e da sociedade — habitação, mudanças climáticas e desenvolvimento humano. Uma iniciativa que busca enfrentar essas questões é o MASS, fundado em Ruanda pouco tempo após a crise financeira de 2008. A pista está no próprio nome, uma sigla para Model of Architecture Serving Society (Modelo de Arquitetura a Serviço da Sociedade). O MASS foi criado como uma forma diferente de praticar a arquitetura.
Em Gabrovo, na Bulgária, o município convida arquitetos e arquitetas a projetar o Centro de Arte Contemporânea Christo e Jeanne-Claude, transformando, adaptando e modernizando a antiga Escola Técnica Têxtil e seu terreno adjacente. Com cofinanciamento da União Europeia, um orçamento definido, um júri de especialistas e uma estrutura em duas fases, este concurso reflete o próprio espírito da prática artística de Christo and Jeanne-Claude: uma criação artística audaciosa e acessível. Mais do que a encomenda de um edifício cultural, a iniciativa exige uma proposta projetual que compreenda o caráter específico de sua obra, agregando uma dimensão curatorial ao que, de outro modo, seria um simples projeto de reuso adaptativo.
Vista aérea de colinas verdes exuberantes e casas tradicionais em Cauca, Colômbia, destacando a natureza e o turismo rural. Imagem por Jhampier Giron M, via Shutterstock
Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.
Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.
Casa do Vinho em Berneck. Imagem Cortesia de Faruk Pinjo + Carlos Martinez Architekten
As portas articuladas inundam os ambientes com luz natural, oferecendo a flexibilidade espacial necessária para estabelecer um diálogo constante com o entorno. A série Woodline da Solarlux integra qualidade de fabricação e conhecimento técnico à liberdade arquitetônica, proporcionando soluções de fachadas transparentes para uma arquitetura versátil e sustentável. Além disso, as superfícies naturais valorizam a envoltória do edifício com uma qualidade tátil marcante.
A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.
Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.
Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança de paradigma na arquitetura residencial multifamiliar, com um número crescente de novos projetos construídos em madeira engenheirada, especificamente madeira laminada cruzada (CLT) e madeira laminada colada (MLC). Devido à leveza da madeira, esses sistemas conseguem reduzir as cargas permanentes e aliviar as exigências sobre as fundações, o que se mostra especialmente útil em terrenos com baixa capacidade de carga ou sobre infraestruturas existentes. Sob a ótica da sustentabilidade, a madeira retém carbono ao longo da vida útil do edifício e frequentemente reduz o carbono incorporado em comparação com os sistemas convencionais de concreto e aço. No projeto de segurança contra incêndios, elementos estruturais de grande porte podem ser dimensionados para carbonizar a uma taxa previsível, permitindo que o núcleo estrutural permaneça protegido por um tempo determinado, desde que detalhados adequadamente.
Buildner anunciou os resultados de seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No.6. Esta competição é realizada anualmente para apoiar o banimento universal de armas nucleares. Em 2017, no 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram a vida de mais de 100.000 pessoas, as Nações Unidas adotaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.
Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.
A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.
O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.
Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.
"Não há espaço sem acontecimento, não há arquitetura sem ação." Ao escrever essas palavras, Bernard Tschumi articulava um princípio fundamental da prática da arquitetura. A arquitetura trata de comportamento. Cada traço de caneta em uma planta baixa é uma proposição sobre como os/as ocupantes se moverão ou quais ações se tornarão possíveis.
Desenhar é arquitetar uma realidade. Contudo, apesar desse poder, a arquitetura não comanda. Ela não emite instruções nem impõe conformidade; em vez disso, opera por meio de um controle sutil — um modo de influência que molda o comportamento ao estruturar a percepção e guiar a atenção.
Ao passar do calor de Dubai para o saguão de uma torre de vidro, o deserto parece desaparecer. Do lado de fora, as temperaturas ultrapassam os 45 graus Celsius; do lado de dentro, o ar é frio, confinado e perfeitamente controlado. Durante décadas, esse contraste se tornou a imagem definidora da modernidade do Golfo. A arquitetura passou a ser menos uma negociação com o clima e mais uma demonstração de que o clima poderia ser superado. Torres de vidro reflexivo ergueram-se no deserto como símbolos de ascensão, projetando poder financeiro, confiança tecnológica e ambição global. Sob essa imagem urbana, operava uma infraestrutura baseada no petróleo, na energia barata e na contínua supressão mecânica do calor.
As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar?
San Diego, Califórnia. Foto por Samuel Ramos no Unsplash
Muito próxima à fronteira mexicana, no extremo sudoeste dos Estados Unidos, fica a cidade de San Diego. Sua história urbana teve início em 1769 com a chegada de uma expedição militar espanhola comandada por Gaspar de Portolá, marco do primeiro assentamento permanente no território então conhecido como Alta Califórnia. No entanto, diferentemente das capitais administrativas e vilas mais formalmente urbanizadas do México e da América Central, San Diego foi concebida como um posto avançado de fronteira. Hoje, tornou-se a segunda maior cidade da Califórnia, atrás apenas de Los Angeles, e sua malha urbana conta a história de uma herança hispânica que se entrelaça com o cenário cultural contemporâneo dos Estados Unidos.
A arquitetura de edifícios em altura continua sendo um instrumento fundamental para acomodar a densidade em ambientes urbanos em rápida evolução. Tradicionalmente definida pela eficiência e repetição, a torre vem sendo cada vez mais reexaminada como um sistema espacial e organizacional mais complexo. Em diferentes geografias, arquitetos e arquitetas testam como as estruturas verticais podem ir além de funções únicas para incorporar programas em camadas, estratégias ambientais e novas formas de ocupação.
A seleção a seguir reúne projetos não construídosenviados pela comunidade do ArchDaily, destacando uma variedade de abordagens para a torre contemporânea. De empreendimentos de uso misto e edifícios residenciais em altura a propostas ecológicas especulativas, essas obras refletem uma mudança contínua na forma como a arquitetura vertical é concebida. Tais torres dialogam com questões mais amplas de privacidade, coexistência, adaptabilidade e integração urbana.
Aprender algo novo é, biologicamente, uma transformação do cérebro. A cada experiência, as conexões neurais são reorganizadas, criando e fortalecendo sinapses. Muito mais do que simplesmente acumular informações, o aprendizado envolve reconfigurar estruturas internas — um processo capaz de remodelar tanto indivíduos quanto sociedades. O ambiente no qual isso ocorre pode cultivar a curiosidade, a adaptabilidade e a resiliência emocional, apoiando assim a nossa próxima geração de líderes, ou suprimir essas qualidades, levando ao retraimento e ao isolamento.
Com o surgimento da escolarização moderna durante a Revolução Industrial, emergiu um modelo padronizado, definido por fileiras de carteiras, instrução simultânea e supervisão visual. Frequentemente comparado a um sistema fabril, esse modelo ainda persiste em muitos lugares, apesar de profundas transformações tecnológicas. Esses ambientes rígidos permanecem mesmo quando o aprendizado contemporâneo exige experimentação e adaptabilidade.
Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.
Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.