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Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

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A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.

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The Second Studio Podcast: As Funções de Arquiteto/a Executivo/a e Arquiteto/a de Concepção Explicadas

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O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.

Diversos temas são abordados com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem as responsabilidades e os papéis do/a Arquiteto/a de Design e do/a Arquiteto/a de Registro (AOR), também conhecido/a como Arquiteto/a Executivo/a, ao trabalharem em conjunto em cada etapa do projeto — desde o pré-projeto ao estudo preliminar, anteprojeto, desenvolvimento do projeto, detalhamento técnico, licitação e obra. A dupla também aborda responsabilidades legais, diferenças de honorários, a sobreposição de conhecimentos e muito mais.

Memória Material: O que perdemos ao demolir edifícios

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Concreto, aço, madeira, vidro. Todos os anos, milhões de toneladas de materiais de construção são descartadas, acumuladas em aterros e silenciadas sob o peso do próximo edifício. Estruturas inteiras desaparecem para dar lugar a outras, reiniciando um ciclo voraz de extração de recursos, produção de materiais e substituição. Junto com o entulho que se acumula, perde-se também algo mais profundo: o tempo, o trabalho humano, as histórias e a memória coletiva incorporadas na matéria. Em um momento no qual as metas climáticas exigem a redução de emissões e o prolongamento da vida útil do que já existe, a demolição é cada vez mais reconhecida como uma forma de amnésia urbana — que apaga não apenas a continuidade cultural, mas também a energia incorporada dos edifícios. E, embora se diga frequentemente que o edifício mais sustentável é aquele que já existe, esse princípio raramente sobrevive quando outros interesses entram em jogo.

As curvas podem abrir caminho para uma melhor experiência do hóspede?

Profissionais de arquitetura e design em todo o mundo estão expandindo os limites do design contemporâneo, e a Corian® Solid Surface está sendo moldada, curvada e flexionada para viabilizar as visões mais ousadas de arquitetos/as e designers.

Em espaços de hotelaria, por exemplo, cada superfície tem o potencial de moldar a experiência do/a hóspede desde o primeiro instante de acolhimento. Designers visionários/as utilizam seu talento para contar a história de um lugar, transmitir a emoção de uma estética e expressar a essência de uma marca. Com o material adequado, é possível influenciar profundamente a atmosfera e a funcionalidade de um espaço para os/as visitantes, utilizando desde balcões de recepção elegantes e acolhedores até áreas de banho relaxantes que remetem a spas, ou painéis escultóricos retroiluminados imponentes como tela de criação.

Dia da Terra 2025: Nosso papel ao repensar a sustentabilidade em cidades, escalas e setores

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No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.

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Design Olfativo: Espaços que despertam memórias

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A cada uma das mais de 23.000 respirações diárias que realizamos, o ar viaja pelo sistema respiratório até os pulmões, onde ocorre uma troca gasosa vital: o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é expelido. Esse ato involuntário e essencial também desencadeia outro processo, menos visível, mas profundamente impactante: a nossa percepção do olfato. À medida que o ar passa pela cavidade nasal, as moléculas de odor entram em contato com receptores olfativos localizados no epitélio olfativo. Esses receptores enviam sinais diretamente para o bulbo olfativo, que faz parte do sistema límbico — a área do cérebro associada à memória e às emoções. Longe de ser um sentido secundário, o olfato atua como uma ponte direta entre o ambiente e as nossas respostas emocionais mais profundas. Os aromas carregam o poder singular de evocar memórias vívidas, provocar conforto ou aversão imediata e influenciar nosso estado emocional de forma quase instantânea.

Projetando para as Artes Cênicas: A Arquitetura como Palco para a Experiência

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Teatros, salas de concerto e casas de ópera são muito mais do que simples locais de apresentação — constituem ambientes meticulosamente orquestrados onde arquitetura, tecnologia e emoção humana convergem. Ao contrário de edifícios convencionais, esses espaços precisam acomodar uma interação dinâmica entre acústica, linhas de visão, engenharia de palco e engajamento do público, mantendo ao mesmo tempo uma identidade arquitetônica capaz de ressoar tanto com os artistas quanto com o público. Seja no acolhimento imersivo de uma sala de concerto em estilo "vinhedo" (vineyard) ou na imponência de um palco italiano, cada decisão de projeto molda a maneira como as apresentações são vivenciadas e lembradas.

A publicação recente SET PIECES: Architecture for the Performing Arts in Fifteen Fragments , do escritório Diamond Schmitt Architects, explora essas complexidades por meio de estudos de caso e reflexões. Inspirado nessas perspectivas, este artigo examina considerações fundamentais de projeto para espaços de apresentação, desde a engenharia acústica até o papel em evolução dos teatros na vida urbana.

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Centro Nacional de Atletismo: Transformando o antigo cinturão industrial de Budapeste em um espaço comunitário vibrante

O Centro Nacional de Atletismo de Budapeste representa um marco significativo na regeneração urbana e na inovação arquitetônica. Situado em uma antiga área industrial às margens do Danúbio, este projeto transformador revitaliza um terreno degradado (*brownfield*), transformando-o em um polo vibrante de esportes, lazer e engajamento comunitário. Com projeto assinado por Marcel FERENCZ, da NAPUR Architect Ltd., paisagismo desenvolvido pela S-TÉR e centenas de peças de mobiliário da VPI Concrete, o Centro é fundamental para conectar o norte de Csepel à cidade e impulsionar o desenvolvimento urbano.

Imaginando um mundo sem limites: Orama Minimal Frames na BAU Munich 2025

A prestigiada BAU Munique, a principal feira mundial de arquitetura, materiais e sistemas, serviu de palco para as mais recentes inovações da Orama Minimal Frames em tecnologia de esquadrias arquitetônicas. A exposição ofereceu uma plataforma para conexões do setor e apresentou avanços que desafiam os limites convencionais no design de esquadrias.

Navegando limites: o legado arquitetônico dos faróis

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Os faróis se erguem ao longo das margens de continentes e ilhas há séculos como pontos de luz em vastos territórios marítimos. Solitárias sobre falésias rochosas, recifes e cabos, essas torres funcionavam como ferramentas de navegação e instrumentos de clareza espacial, moldando litorais e definindo o limite entre a terra e o mar. Construídas para guiar, alertar e localizar, elas constituíam uma rede global de visibilidade muito antes do advento do mapeamento digital. No entanto, à medida que as tecnologias marítimas evoluíram, muitas dessas estruturas perderam seu propósito original. A tipologia, outrora essencial, encontra-se hoje à beira da obsolescência. O que resta não é meramente uma relíquia arquitetônica, mas uma forma espacial poderosa — resiliente, simbólica e cada vez mais aberta a reinterpretações.

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De Vancouver a Kyiv: Architecture Now apresenta projetos globais que moldam espaços sagrados, cívicos e culturais

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À medida que as cidades e comunidades se adaptam a novas realidades culturais, ambientais e sociais, a arquitetura assume um papel cada vez mais amplo na criação de espaços de resiliência, encontro e imaginação. Esta edição do Architecture Now destaca seis projetos recentes que abrangem diferentes continentes e tipologias — desde a requalificação de paisagens pós-industriais até a arquitetura sacra, pavilhões culturais e centros cívicos. Seja por meio de inovações em madeira engenheirada em Vancouver e Jülich, reuso adaptativo em Ostrava, um pavilhão infantil em Londres, um centro espiritual na Índia ou uma igreja paramétrica em Kyiv, cada projeto demonstra como o design pode conectar patrimônio e inovação ao mesmo tempo em que promove conexão, cuidado e comunidade.

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Ornamentação na era dos algoritmos e da robótica: a tecnologia pode trazer de volta o detalhe arquitetônico?

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O ornamento arquitetônico tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra manual qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?

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Maison Guiette: o posto avançado modernista de Le Corbusier em Antuérpia, Bélgica

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Entre as ruas tradicionais de Antuérpia, onde sobrados centenários resistem como remanescentes de uma histórica cidade europeia, um volume branco e austero afirma discretamente sua presença. A Maison Guiette, projetada por Le Corbusier em 1926, é uma anomalia em seu entorno — uma afirmação ousada de modernidade em um contexto que ainda não a havia abraçado.

Embora hoje seja ofuscada pelas obras mais famosas do/a arquiteto/a, esta casa ocupa um lugar único na história: foi o primeiro projeto construído de Le Corbusier fora da França, um precursor de seus experimentos arquitetônicos posteriores e uma manifestação de seus princípios modernistas emergentes. Apesar de sua escala modesta, tratava-se de um manifesto em forma construída — uma casa que encapsulava a essência de uma revolução arquitetônica.

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Como os materiais compostos tornam construtíveis os projetos complexos?

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Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.

A evolução da prática de projetar a luz em ambientes escandinavos

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A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.

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Um Éden no ambiente de trabalho: módulos flexíveis com design biofílico e centrado no ser humano

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Winston Churchill declarou sabiamente uma vez: "Nós moldamos nossos edifícios e, por sua vez, eles nos moldam", uma reflexão que destaca como a arquitetura, em sua natureza dinâmica, responde às necessidades funcionais e molda as experiências das pessoas que utilizam os espaços. Os ambientes de trabalho não são exceção, evoluindo junto às transformações sociais e tecnológicas que redefiniram nossa compreensão das interações organizacionais. Quase em um piscar de olhos, os antigos e restritivos cubículos e escritórios fechados deram lugar a layouts abertos, enquanto modelos híbridos transformaram os escritórios em espaços de destino. Elementos de mobiliário, como as cabines acústicas (pods), estão na vanguarda dessa mudança — equilibrando colaboração e privacidade. Projetadas para se adaptar, elas evoluem continuamente junto às demandas dinâmicas dos espaços de trabalho modernos e de quem os habita.

Luz, Material, Reação: Como as Active Surfaces® transformam a sede da Cybernet Systems em Tóquio

A nova sede da Cybernet Systems foi projetada com base no conceito arquitetônico japonês de flexibilidade, promovendo bem-estar, colaboração e produtividade. Como líder global em Engenharia Auxiliada por Computador, que apoia a produção industrial por meio de soluções digitais avançadas, a empresa materializa na sede — localizada no edifício Fuji Soft Akihabara, em Tóquio — seu compromisso de criar uma comunidade dinâmica e voltada para a tecnologia.  

Desenvolvido pelo escritório MB-AA (Matteo Belfiore Architect & Associates) e pela Shukoh, em colaboração com a Cybernet Systems, o projeto traduz os valores corporativos em design espacial. Minimalismo, iluminação natural e amplitude definem o ambiente. Divisórias transparentes e layouts adaptáveis estimulam a comunicação, ao mesmo tempo que permitem a cada colaborador/a personalizar seu espaço de trabalho. Bem-estar, criatividade, flexibilidade e tecnologia constituem o cerne do projeto.

Guiados pela luz natural: um vislumbre do interior da Casa junto ao Jardim de Vênus

Uma casa ancestral no vilarejo rural de Willendorf in der Wachau parece vigiar um pomar de árvores frutíferas. As árvores resistem há gerações e, até hoje, fornecem os frutos que servem de base para o negócio da família. Delimitados de um lado pelo rio Danúbio e do outro pela encosta do vale, tanto a casa quanto o pomar testemunharam juntos a passagem de inúmeras estações. A cada transição entre a escuridão e a luz, do inverno ao verão, surge a inevitabilidade da mudança.

Parte infraestrutura, parte paisagem, parte arquitetura: uma conversa com Marion Weiss e Michael Manfredi

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Os/as arquitetos/as de Nova York Marion Weiss e Michael Manfredi fundaram seu escritório, Weiss/Manfredi, em 1989, após vencerem dois importantes concursos — para o Military Women's Memorial no Arlington National Cemetery e para o Olympia Fields and Community Center, perto de Chicago —, ambos construídos na década de 1990. Entre suas obras construídas mais representativas estão o Centro de Visitantes do Brooklyn Botanic Garden, o Hunter's Point South Waterfront Park e o Barnard College Diana Center, todos na cidade de Nova York. O Olympic Sculpture Park do Seattle Museum of Art, projetado pela dupla, que venceu um concurso internacional e foi construído em 2007, foi aclamado pela crítica como um dos maiores parques de esculturas do mundo e um dos melhores exemplos de urbanismo de paisagem.

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Data centers, caixas cegas e nuvens digitais, segundo Marina Otero Verzier

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta espanhola Marina Otero Verzier, vencedora do Wheelwright Prize 2022, sobre sua pesquisa a respeito do custo material e extrativo da nuvem digital, tema desenvolvido em seu livro ⁠En las profundidades de la nube⁠, publicado em 2024 pela Ediciones Asimétricas.

De plataforma a potência: a evolução e a visão de futuro do ArchDaily

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Caras leitoras, caros leitores,

A arquitetura passa por tempos de profunda transformação, assim como as plataformas que moldam a maneira como a compreendemos.

No início deste ano, dirigi-me diretamente a vocês para compartilhar nossa visão para 2025: um compromisso em reafirmar a missão do ArchDaily, elevar nossa voz editorial e fortalecer nosso papel como uma fonte confiável e crítica para arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Aquela mensagem marcou o início de um novo capítulo, fundamentado em relevância, clareza e ação intencional.

Ionização do ar: quando o negativo pode ser positivo nos espaços construídos

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Em 1902, o físico Philipp Lenard descobriu que a fragmentação das gotículas de água em ondas, cachoeiras, chuva ou névoa libera íons negativos no ar. Isso ocorre porque, ao se romperem, as gotículas separam suas cargas elétricas: os elétrons, menores e mais leves, aderem às partículas suspensas no ar, enquanto as cargas positivas permanecem na água ou se dissipam rapidamente. Esse fenômeno aumenta a concentração de íons negativos no ambiente, o que pode influenciar diretamente nosso corpo e mente, interagindo com neurotransmissores e funções celulares essenciais. Não é por acaso que muitas pessoas relatam sensações de bem-estar, energia e clareza mental após passarem algum tempo em praias, cachoeiras ou florestas. No Japão, essa conexão com a natureza é explorada na prática do Shinrin-Yoku, ou "banho de floresta", que promove relaxamento e revitalização simplesmente através do contato com o ambiente natural.

Rumo a uma arquitetura de múltiplas inteligências: como o conhecimento coletivo molda o ambiente construído

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À medida que a arquitetura navega por um mundo em rápida mudança, moldado pela urgência ecológica, pela transformação social e pela aceleração tecnológica, a noção de inteligência se transforma. Não mais restrita à cognição individual ou à computação artificial, a inteligência pode emergir da memória cultural, de práticas coletivas e de sistemas adaptativos. Nesse sentido mais amplo, a arquitetura torna-se um campo de convergência onde as inteligências natural, artificial e social se cruzam para oferecer novas formas de projetar e construir.

As tradições vernáculas incorporam gerações de conhecimento ambiental, frequentemente transmitidas por meio de materiais, técnicas de construção e lógicas espaciais finamente sintonizadas com as condições locais; as plataformas participativas expandem a tomada de decisões para comunidades mais amplas para que participem da modelagem de seus ambientes, redistribuindo a agência no processo de projeto; e os processos computacionais simulam e respondem a dados complexos em tempo real, trazendo a capacidade de analisar, simular e responder a variáveis complexas — sejam ambientais, sociais ou comportamentais — oferecendo novas formas de adaptabilidade.

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Como as cidades biofílicas enfrentam a crise de saúde urbana nos Estados Unidos

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Nos Estados Unidos, quase 1 em cada 10 crianças é afetada pela asma, uma condição com taxas significativamente mais altas nas áreas urbanas do país. No entanto, em uma comunidade nos arredores de Atlanta com uma população de mais de 300 crianças, não foi registrado um único caso da doença. Isso é intencional. A maioria das cidades e bairros do país não é projetada levando em consideração a biologia humana — uma negligência que contribui para a prevalência crescente de doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental. Estaríamos tratando condições crônicas como questões puramente médicas quando, na verdade, elas podem ser sintomas de um planejamento urbano deficiente?

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