1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

A IA está revolucionando a construção – 'Agora é a hora de liderar a mudança', diz a pioneira Lilian Ho

"Estamos à beira de uma revolução na construção civil. A introdução da Inteligência Artificial transformará inevitavelmente um setor que, até agora, tem sido tradicional e pouco digitalizado. Em breve, testemunharemos uma mudança de paradigma na forma como abordamos cada etapa do processo construtivo, e os/as profissionais do setor devem liderar essa mudança", alerta Lilian Ho, BIM & Digital Leader na indústria de AEC.

Insights da Comissão de Arquitetura e Design da Arábia Saudita e da Iniciativa Designathon

Acesso exclusivo | 

Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globais e prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.

Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva

Acesso exclusivo | 

Quando se fala sobre a inteligência futura da arquitetura, grande parte do esforço histórico tem se concentrado em expandir limites — desafiando normas, explorando alternativas e projetando visões ousadas do que a arquitetura pode vir a ser. O advento do modernismo exemplificou essa abordagem: novos materiais e métodos construtivos radicais deram origem a um futuro arquitetônico amplamente reimaginado. Esse impulso continua hoje, com instituições de pesquisa e escritórios de destaque explorando constantemente técnicas inovadoras, materiais e sistemas de manufatura.

No entanto, um método de imaginação dos futuros da arquitetura costuma ser negligenciado: o ato de revisitar o passado de forma crítica. Aprender com, revelar e documentar práticas espaciais e comunitárias menos conhecidas é igualmente essencial. Essas formas mais sutis de conhecimento — como os espaços foram usados, adaptados e habitados — podem revelar percepções duradouras que moldam futuros mais fundamentados e culturalmente ressonantes. Em vez de buscar a novidade pela novidade, talvez um caminho igualmente significativo consista em construir um arquivo arquitetônico coeso que conecte o passado e o futuro.

Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva - 1 的图像 4Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva - 2 的图像 4Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva - 3 的图像 4Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva - 4 的图像 4Além do Projeto: Arquivando a Arquitetura como Inteligência Coletiva - Mais Imagens+ 9

O papel da inteligência artificial responsável na transformação da prática e do design de arquitetura

A discussão sobre IA na arquitetura deixou de ser especulação para se tornar realidade prática. Arquitetos/as e designers agora buscam compreender como o uso inteligente de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode impulsionar a inovação e criar vantagens competitivas. No entanto, à medida que a curiosidade e o otimismo crescem, os escritórios também enfrentam receios relacionados a questões éticas e jurídicas que cercam a adoção da IA.

‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

Acesso exclusivo | 

Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium é a proposta apresentada para o Pavilhão da Espanha na 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza. Com curadoria dos arquitetos galegos Roi Salgueiro Barrio e Manuel Bouzas Barcala, o projeto exibido na sala central do pavilhão tem como objetivo "explorar estratégias-chave para a descarbonização da arquitetura na Espanha."

‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - 80 的图像 4‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - 81 的图像 4‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - 82 的图像 4‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - 77 的图像 4‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Mais Imagens+ 92

Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção

Acesso exclusivo | 

Historicamente, a arquitetura e o ambiente construído têm insistido na criação de superfícies planas e rígidas. Em eras passadas, caminhar sem um solo pavimentado significava sapatos cheios de lama, superfícies irregulares, riscos de tropeço, água parada após a chuva e alta manutenção. Por isso, ao moldarmos as cidades, priorizamos um plano horizontal liso, contínuo e sólido. Os benefícios são reais: uma caminhada mais fácil, limpeza simplificada e um programa de necessidades descomplicado — afinal, mobiliários, equipamentos e divisórias preferem uma base nivelada. Essa preferência universal por construir em terreno plano continua sendo a norma e, por muitas razões práticas, provavelmente continuará sendo.

O que poucos percebem é que criar uma superfície verdadeiramente plana é surpreendentemente difícil — e muitos pisos "planos" bem-executados não são perfeitamente nivelados. Eles costumam ser suavemente inclinados, calibrados com declividades precisas para drenagem. Embora os espaços internos nem sempre exijam isso, muitos pavimentos térreos e áreas molhadas incorporam inclinações sutis como medida de segurança — seja para mitigar pequenos alagamentos ou para gerenciar a água que transborda da rua ou do encanamento quando há alguma falha nos sistemas de escoamento.

Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção - Image 1 of 4Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção - Image 2 of 4Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção - Image 3 of 4Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção - Image 4 of 4Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção - Mais Imagens+ 49

Sistemas de granilite pré-moldado: precisão, durabilidade e design modular

Acesso exclusivo | 

O granilite há muito tempo se posiciona na interseção entre durabilidade, expressão artística e apelo atemporal. Originado na Itália como uma alternativa pragmática para reaproveitar fragmentos de mármore em pisos, o granilite tornou-se sinônimo de elegância e resistência na arquitetura. Tradicionalmente feito à mão com pedriscos e cal — e, posteriormente, cimento —, o material criava superfícies contínuas e sem emendas que celebravam tanto o trabalho artesanal quanto a durabilidade. Com o tempo, à medida que os métodos construtivos evoluíram e os projetos passaram a exigir maior eficiência, adaptabilidade e modularidade, o granilite expandiu-se para além de seus limites tradicionais. De sistemas moldados in loco a formulações modernas à base de epóxi, o material evoluiu para uma solução versátil que viabiliza espessuras menores, instalação mais rápida e uma gama mais ampla de cores e agregados. Hoje, o granilite pré-moldado complementa o método tradicional, abrindo caminho para novas aplicações — de escadas e revestimentos de parede a mobiliários e elementos de design sob medida — sem comprometer o desempenho ou a estética.

A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos

Acesso exclusivo | 

O posto de combustível é uma tipologia arquitetônica que passou por transformações significativas desde a sua criação. Inicialmente, essas estruturas eram simples pontos de reabastecimento na beira da estrada, projetados com foco na funcionalidade e não na estética. À medida que a cultura do automóvel se expandiu, os postos de combustível evoluíram para acomodar novas tecnologias, transformações nas paisagens urbanas e mudanças nos comportamentos de consumo. Com o tempo, deixaram de ser apenas paradas utilitárias para se tornarem núcleos de serviços, integrando restaurantes, motéis e espaços de lazer, em resposta às crescentes demandas do transporte contemporâneo.

No final do século XX, no entanto, a padronização generalizada dos postos de combustível fez com que passassem a ser percebidos como "não-lugares", conceito cunhado pelo antropólogo Marc Augé para descrever espaços de transição que carecem de significado social ou cultural. Com projetos uniformes e foco na eficiência, os postos de combustível tornaram-se intercambiáveis, reforçando seu papel como infraestrutura puramente funcional, em vez de intervenções arquitetônicas significativas. Essa padronização também marcou o distanciamento de uma era em que os postos serviam como marcos visuais reconhecíveis, contribuindo para uma paisagem homogeneizada e desprovida de identidade local.

A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos - Imagen 1 de 4A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos - Imagen 2 de 4A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos - Imagen 3 de 4A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos - Imagen 4 de 4A evolução dos postos de gasolina: de paradas de estrada a marcos arquitetônicos - Mais Imagens+ 41

Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos

Acesso exclusivo | 

A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.

Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos - Image 1 of 4Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos - Image 2 of 4Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos - Image 3 of 4Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos - Image 4 of 4Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos - Mais Imagens+ 4

25 anos prototipando o futuro: por dentro do Mestrado em Arquitetura Avançada do IAAC

O Master in Advanced Architecture do IAAC celebra seu 25º aniversário como um dos programas mais voltados para o futuro no ensino de arquitetura. Fundado no ano 2000 em Barcelona, o programa foi criado como um espaço de experimentação — onde o projeto encontra a tecnologia, a ecologia e o pensamento crítico, distante das convenções da formação tradicional em arquitetura.

Ao longo dos anos, o programa recebeu mais de mil estudantes de mais de 80 países. Essa mistura internacional não é por acaso; ela reflete a visão do IAAC sobre a inovação como algo que se desenvolve por meio do diálogo, da diversidade e da ambição compartilhada. O resultado é uma rede de profissionais que atuam na intersecção entre projeto, pesquisa e transformação sistêmica.

Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan

Acesso exclusivo | 

Apesar de sua extensão territorial reduzida, a ilha de Taiwan é densamente povoada, com mais de 80% de sua população vivendo em áreas urbanas. Diante disso, o espaço disponível é frequentemente limitado, sobretudo em grandes cidades como Taipé, Taichung e Kaohsiung. Por esse motivo, profissionais de design e arquitetura enfrentam o desafio constante de criar interiores que pareçam amplos, funcionais e visualmente atraentes, apesar de suas plantas por vezes compactas. Em vez de encarar essas limitações como restrições, as equipes de projeto as transformam em oportunidades para experimentar layouts inteligentes e mobiliário multifuncional que melhora a habitabilidade.

Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan - 1 的图像 4Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan - 2 的图像 4Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan - 3 的图像 4Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan - 4 的图像 4Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan - Mais Imagens+ 7

Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa?

Acesso exclusivo | 

O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?

Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa? - Imagen 1 de 4Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa? - Imagen 2 de 4Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa? - Imagen 3 de 4Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa? - Imagen 4 de 4Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa? - Mais Imagens+ 9

Seu projeto pode moldar a nave espacial do amanhã: explore o Projeto Hyperion

Acesso exclusivo | 

A fascinação da humanidade pelo desconhecido é um impulso atemporal, enraizado na curiosidade e no desejo de expandir limites, desvendar mistérios e abrir portas para novas fronteiras. O que antes era representado por viagens e pela descoberta de novas ilhas e continentes, agora é buscado na vastidão do Universo. À medida que buscamos respostas, provocamos novas perguntas e abrimos portas para possibilidades infinitas, esse impulso continua a nos inspirar. Ele moldou inúmeras obras literárias e cinematográficas, transformando a exploração interestelar de um conceito de ficção científica em uma visão cada vez mais fundamentada na realidade.

Um desses projetos visionários é o Project Hyperion, liderado pela Initiative for Interstellar Studies (i4is), que desafia a humanidade a desenvolver soluções práticas para viagens interestelares por meio de um concurso de projeto. Ao conceber naves geracionais—habitats imensos e autossustentáveis capazes de abrigar sociedades multigeracionais em viagens de séculos—o projeto não apenas expande as fronteiras da tecnologia, mas também estimula a inovação social, ampliando os limites da nossa imaginação coletiva. Ainda há tempo para enviar sua proposta de projeto até 9 de março, com a Fase 2 iniciando em 4 de maio.

Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável

Acesso exclusivo | 

É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.

Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável - Imagen 1 de 4Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável - Imagen 2 de 4Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável - Imagen 3 de 4Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável - Imagen 4 de 4Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável - Mais Imagens+ 5

De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação

Acesso exclusivo | 

A pré-fabricação é uma das inovações mais transformadoras na arquitetura e na construção civil, redefinindo a maneira como os edifícios são projetados, fabricados e montados. Embora não seja um conceito novo, sua aplicação evoluiu para oferecer uma gama mais ampla de vantagens. Tradicionalmente valorizada por sua precisão e qualidade, a pré-fabricação agora é igualmente reconhecida por sua eficiência em termos de custo e tempo, sobretudo ao tirar proveito das disparidades regionais de mão de obra e produção. Essa mudança impulsionou seu ressurgimento tanto em projetos de alto padrão focados no design quanto em edifícios públicos de grande escala e baixo custo.

De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação - Image 1 of 4De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação - Image 2 of 4De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação - Image 3 of 4De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação - Image 4 of 4De ícones high-tech à habitação social: a evolução do papel da pré-fabricação - Mais Imagens+ 9

De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick

Acesso exclusivo | 

Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.

De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick - 1 的图像 4De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick - 2 的图像 4De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick - 3 的图像 4De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick - Mais Imagens+ 3

Concursos de arquitetura como ferramenta para empoderar vozes emergentes

Acesso exclusivo | 

Concursos abertos de arquitetura são, há muito tempo, considerados portas de entrada para novas ideias. Eles garantem condições equitativas ao propor uma chamada única, um conjunto de regras claro e uma avaliação baseada exclusivamente na qualidade do trabalho, realizada de forma anônima. Para os organizadores — sejam cidades, instituições ou empresas —, representam uma maneira de reunir propostas relevantes em um fórum público transparente, respaldado por um júri qualificado. Não por acaso, os concursos marcaram momentos decisivos na história da disciplina, como o concurso para o Centre Pompidou em Paris, que projetou Renzo Piano e Richard Rogers ao estrelato com seu "edifício do avesso", ou aquele para a nova capital do Brasil, vencido por Lúcio Costa com o Plano Piloto que sintetizou a cidade em dois eixos que se cruzam, interpretados ora como um avião, ora como uma cruz.

Afinal, por que os concursos ainda são importantes para a arquitetura hoje? Para além de seu papel histórico na concepção de projetos icônicos, eles continuam a servir como campos de testes para novas ideias, talentos e inovações. Nas seções a seguir, exploramos os concursos sob três ângulos: as motivações que levam arquitetos e arquitetas a continuarem participando deles, as razões pelas quais os organizadores continuam a promovê-los e um roteiro prático de estratégias para ajudar você a abordar seu próximo concurso com clareza e propósito.

Redefinindo o morar compacto: conheça o vencedor de € 40.000 do Concurso Kingspan-Buildner Microhomeof

No mundo da arquitetura, os concursos costumam servir de plataforma para a criatividade, a experimentação e a resolução de problemas. Para Daniel Rojas, sócio-fundador do Wandrian Studios, vencer o concurso MICROHOME 2023-2024, promovido pela Buildner e pela Kingspan, foi um momento transformador. Seu projeto, Urban Residential Pods, enfrenta a crise global de habitação ao reimaginar escritórios ociosos como moradias compactas e sustentáveis.

A proposta de Rojas equilibra inovação, funcionalidade e sustentabilidade, oferecendo um vislumbre de como a arquitetura pode responder a alguns dos desafios mais urgentes da atualidade. Com a aproximação da próxima edição do concurso, Rojas compartilha reflexões sobre seu projeto vencedor e oferece conselhos para futuros participantes.

Visite o site do concurso MICROHOME para obter detalhes sobre a edição de 2025, que está com inscrições abertas até o dia 13 de fevereiro.

Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar

Acesso exclusivo | 

E se o melhor tipo de brincadeira não for o mais seguro? Há décadas, as cidades constroem playgrounds para serem limpos, coloridos e fáceis de supervisionar. No entanto, esses espaços — projetados mais para a tranquilidade dos adultos do que para a curiosidade das crianças — muitas vezes eliminam o que torna o brincar verdadeiramente transformador: o risco, a imprevisibilidade e a autonomia. Padrões de segurança cada vez mais rígidos, o encolhimento do espaço público e a mercantilização dos equipamentos de lazer limitaram ainda mais as possibilidades de exploração independente das crianças. De um depósito de sucata na Copenhague dos anos 1940 às paisagens de concreto da Amsterdã do pós-guerra, um pequeno grupo de arquitetos/as, urbanistas e ativistas desafiou a ideia de que o brincar deve ser ordenado e controlado. Seus playgrounds não convencionais — feitos de peças soltas, materiais brutos e formas abstratas — deram às crianças a liberdade de construir, demolir, explorar e se sujar.

Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar - Imagem 1 de 4Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar - Imagem 2 de 4Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar - Imagem 3 de 4Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar - Imagem 4 de 4Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar - Mais Imagens+ 8

Redefinindo e sustentando a estética arquitetônica com acabamentos inspiradores

Na arquitetura contemporânea, as fachadas evoluíram além de seu papel tradicional como envoltórios de proteção externa — hoje, elas servem como expressões potentes de identidade, criatividade e sustentabilidade. Sendo o portal visual de um edifício, as fachadas desempenham uma função dupla: proteger as estruturas contra fatores de estresse ambiental ao mesmo tempo em que potencializam seu apelo estético e caráter arquitetônico.

Assim como o design de interiores reflete a personalidade de seus ocupantes, a fachada comunica a essência de um edifício. Ela constitui a primeira impressão e serve como uma tela para a narrativa arquitetônica, frequentemente materializando a visão e a criatividade do/a arquiteto/a.

Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar

Acesso exclusivo | 

Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.

Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar - Image 1 of 4Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar - Image 2 of 4Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar - Image 3 of 4Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar - Image 4 of 4Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar - Mais Imagens+ 4

Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna

Acesso exclusivo | 

Ao se pensar no Japão, as primeiras imagens que vêm à mente são as ruas movimentadas de Tóquio, os antigos castelos fortificados e os rios ladeados por cerejeiras nas áreas urbanas. No entanto, pouco se discute a respeito de um problema atual enfrentado pelo mercado imobiliário do país: as Akiya, termo japonês que se traduz como "casa vazia". Em 2024, o número de Akiya no Japão atingiu a marca recorde de nove milhões de unidades. Aponta-se que a raiz do problema esteja no declínio demográfico. Com a transmissão dos imóveis por herança familiar, eles frequentemente se transformam em fardos, e não em ativos. À medida que as gerações mais jovens migram para os grandes centros ou optam por viver em apartamentos, o interesse em habitar ou manter a antiga residência da família diminui drasticamente, sobretudo se estiver localizada em áreas rurais ou de menor conveniência. Metrópoles como Tóquio apresentam um volume menor de Akiya devido ao alto custo do solo. Contudo, entraves como os elevados custos de adequação às normas de segurança contra terremotos e a maior tributação sobre terrenos vazios ainda levam ao abandono dessas propriedades, mesmo em áreas urbanas.

Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna - Imagem 1 de 4Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna - Imagem 2 de 4Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna - Imagem 3 de 4Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna - Imagem 4 de 4Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna - Mais Imagens+ 7

Reimaginando espaços de escritório com cabines como ferramentas de adaptação

Acesso exclusivo | 

O trabalho sempre evoluiu, adaptando-se às ferramentas, tecnologias e estruturas sociais de sua época. Nas primeiras sociedades humanas, a sobrevivência básica era a força motriz do trabalho, com caçadores-coletores dividindo tarefas essenciais para atender às necessidades mais elementares. A Revolução Agrícola marcou um ponto de inflexão, introduzindo assentamentos permanentes e a especialização, o que levou ao surgimento da divisão do trabalho nas civilizações antigas. Com o passar do tempo, a Idade Média viu o surgimento do sistema feudal, enquanto o comércio e as corporações de ofício lançaram as bases para uma mudança monumental: a Revolução Industrial. Essa era transformou o trabalho de uma produção artesanal e doméstica em sistemas de manufatura centralizados e em grande escala.

Antes da industrialização, muitas pessoas prestavam serviços a partir de suas próprias casas. No entanto, à medida que as fábricas cresceram, a força de trabalho centralizou-se, transformando a relação entre profissionais e o local de trabalho. A ascensão do setor de serviços e das corporações modernas deu origem a espaços de escritório que eram frequentemente rígidos e compartimentados, como as icônicas baias do século XX. Hoje, à medida que o trabalho se torna cada vez mais digital e descentralizado, os escritórios se transformam novamente. Layouts abertos, zonas especializadas e cabines modulares (pods) estão substituindo configurações estáticas, promovendo flexibilidade, foco, colaboração e bem-estar. Mas de que forma as inovações nos ambientes de trabalho modernos respondem às demandas de profissionais de hoje?

Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio

Acesso exclusivo | 

As casas-pátio representam uma das tipologias arquitetônicas mais perenes, sintetizando a dualidade entre abertura e reclusão ao mesmo tempo em que promovem uma profunda conexão com a natureza. Embora o termo também seja utilizado no mercado imobiliário norte-americano contemporâneo para descrever residências térreas de baixa manutenção em lotes pequenos, seu significado arquitetônico clássico refere-se a um projeto introvertido, organizado em torno de um pátio central privado. É essa forma tradicional, tema deste artigo, que remonta a milhares de anos. As casas-pátio surgiram de forma independente em várias regiões do mundo, respondendo universalmente a necessidades humanas fundamentais: privacidade, adaptabilidade climática e coerência espacial. Apesar das diversas expressões geográficas e culturais, os princípios fundamentais de introversão, abertura controlada e sensibilidade ambiental permanecem notavelmente consistentes ao longo da evolução dessa tipologia.

Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio - Imagem 1 de 4Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio - Imagem 2 de 4Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio - Imagem 3 de 4Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio - Imagem 4 de 4Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio - Mais Imagens+ 53

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.