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Arquitetura brasileira: O mais recente de arquitetura e notícia

Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil

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Filippo Brunelleschi e a cúpula de Santa Maria del Fiore, concluída em 1436 na cidade italiana de Florença, representam um capítulo importante na história da arquitetura, frequentemente associado ao crescente distanciamento entre o desenho e a construção. Essa separação, consolidada gradualmente ao longo do tempo, encontra um ponto de inflexão decisivo no Renascimento. O desenho torna-se um instrumento para antecipar e impor autoridade sobre a construção. O canteiro de obras, outrora um espaço de invenção e tomada de decisões, passa a ser compreendido primordialmente como um local de execução.

Nos séculos seguintes, esse distanciamento torna-se cada vez mais acentuado, sobretudo com a construção moderna. A industrialização, la especialização técnica e a organização corporativa fragmentam o processo construtivo em etapas progressivamente distintas. Quem projeta raramente constrói; quem constrói nem sempre participa das decisões; quem financia, gerencia e habita ocupa posições ainda mais distanciadas entre si. A eficiência desse modelo permitiu construir em escala, mas também concentrou o conhecimento e o poder de decisão nas mãos de determinados agentes.

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Brasil em foco: este mês em arquitetura, patrimônio e debate cultural

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A arquitetura no Brasil este mês destaca as diversas abordagens do país para a produção cultural, o patrimônio e a transformação de seu ambiente construído. Da formação curatorial da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ao reconhecimento dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, os acontecimentos recentes colocam em foco questões de representação, preservação e identidade cultural. Paralelamente, novos projetos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Rondônia exploram o reuso adaptativo, as relações entre arquitetura e paisagem e novos caminhos para a materialidade e a sustentabilidade. Somadas a isso, discussões em andamento sobre a Fordlândia e o acervo de Lucio Costa revisitam como o patrimônio arquitetônico brasileiro é preservado, interpretado e compreendido hoje.

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“A Poética da Sobrevivência”: OPEN Architecture projeta a primeira exposição de Lina Bo Bardi na China

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De 25 de julho a 25 de outubro de 2026, a Power Station of Art (PSA) de Xangai sediará a primeira exposição na China dedicada à obra da arquiteta brasileira Lina Bo Bardi. Sob o título "A Poética da Sobrevivência" (ou "The Poetics of Survival"), a mostra tem curadoria de Renato Anelli, com projeto expográfico assinado pelo escritório OPEN Architecture em um espaço de 2.300 m² do museu de arte contemporânea PSA, em Huangpu. O objetivo foi conceber "um palco onde o público pudesse vislumbrar a realidade cotidiana do Brasil na época de Lina" por meio de uma jornada pela obra e pela personalidade multifacetada da arquiteta. A exposição não é descrita como uma retrospectiva, mas sim como um "encontro com a poética da sobrevivência da mestra", um conceito do final do século XX que descreve como o trabalho criativo se torna uma ferramenta para suportar traumas como a opressão histórica ou crises extremas. Esse conceito serve como um fio condutor que conecta a realidade retratada aos observadores contemporâneos de um corpo de trabalho "marcado por sua engenhosidade, versatilidade e generosidade".

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Por que viajar (ainda) molda a forma como arquitetos/as pensam

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Entre os séculos XVIII e XIX, viajar por Roma, Paris, Veneza, Florença e outras cidades europeias era considerado parte essencial da formação de arquitetos e arquitetas recém-formados. Em uma época em que o acesso a fotografias e publicações era extremamente limitado, essas viagens constituíam o principal meio de vivenciar a arquitetura de perto. No início do século XX, Le Corbusier reinterpretou essa tradição à sua própria maneira: aos 23 anos, embarcou na Voyage d'Orient, passando pelos Bálcans, Istambul e Atenas, e produzindo cadernos de viagem aos quais retornaria ao longo de toda a sua vida.

Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras

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A relação entre arquitetura e gastronomia transcende a simples funcionalidade de um espaço para comer. Trata-se de uma simbiose sensorial onde o ambiente prepara o paladar tanto quanto o tempero. A estética visual de um prato pode ser compreendida a partir de princípios de volumetria, equilíbrio, contraste e ritmo — conceitos igualmente caros ao desenho arquitetônico. Da mesma forma, a arquitetura do restaurante — suas cores, iluminação e escolha de materiais — atua como um ingrediente invisível que pode elevar a experiência gastronômica ou comprometer a percepção do sabor antes mesmo da primeira garfada. Ambas as disciplinas são dinâmicas e reflexos diretos de comportamentos sociais e tendências culturais que ditam a maneira como ocupamos o espaço e como alimentamos o corpo.

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Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricção urbana na América Latina

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A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.

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Inscrições abertas para o 11º Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura

A Saint-Gobain, líder mundial em construção leve e sustentável, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), anuncia o lançamento da 11ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura, com correalização da Cebrace, marca líder em vidros e espelhos na América do Sul, uma joint-venture do Grupo Saint-Gobain.

Últimos dias para votar nos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily Brasil

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O anúncio do Prêmio Obra do Ano 2026 está próximo, com apenas dois dias restantes para o encerramento da etapa final de seleção. Os três vencedores serão divulgados no dia 16 de abril, após três semanas de votação pública. Os 15 finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura segundo a opinião do público, que tem votado em suas obras favoritas.

Veja os 15 finalistas e faça parte de uma rede imparcial de jurados responsável por eleger os projetos mais relevantes do último ano construídos em países de língua portuguesa. Nesta etapa final, cada pessoa pode votar em um projeto por dia até o dia 15 de abril às 19h00 (horário de Brasília).

Os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily Brasil

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Ao longo das últimas duas semanas, a comunidade do ArchDaily Brasil nomeou mais de 14 mil projetos, resultando em 15 finalistas que representam algumas das obras arquitetônicas mais emblemáticas publicadas no último ano. Em sua 10ª edição, o Prêmio Obra do Ano existe para reconhecer o melhor da arquitetura nos países de língua portuguesa, a partir da escolha dos próprios leitores. Os finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura, seja em projetos residenciais, urbanos, culturais e outros programas.

Representando Brasil e Portugal, os 15 projetos refletem as necessidades de seus contextos específicos por meio de soluções criativas propostas por arquitetos locais. De reformas de interiores a intervenções urbanas de grande escala, passando por residências unifamiliares e projetos comunitários, a seleção é heterogênea, mas unida por um traço comum: o reconhecimento do público, que busca ver suas próprias aspirações representadas.

Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Os olhos da rua: o conceito de Jane Jacobs e a arquitetura residencial contemporânea no Brasil

O conceito de “olhos da rua” talvez seja o mais famoso dentro da literatura arquitetônica e urbanística quando o assunto é segurança urbana. Jane Jacobs utiliza essa expressão para se referir às pessoas que – de forma consciente ou inconsciente – utilizam os espaços públicos ou os contemplam desde suas casas, gerando uma vigilância natural. Um movimento que, no âmbito da nossa disciplina, é fomentando tanto por meio de espaços públicos de qualidade quanto pela potente relação entre o público e o privado criada através das fachadas das edificações. Defendendo esse controle cotidiano, Jacobs acredita em um modo de fazer arquitetura e cidades que condena a verticalização em excesso, reforçada por edifícios isolados e de uso único os quais negam o contato com rua.

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Arquitetura com história: 7 casas brasileiras que respeitam as camadas do tempo

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Cada vez mais o ofício da arquitetura se voltará para a reformulação de espaços existentes. Seja por questões de sustentabilidade, custos ou a falta de terrenos livres nas grandes cidades. Uma oportunidade de não apenas reformar um edifício, mas trabalhar com as camadas do tempo. A intricada tarefa de conduzir um diálogo entre materiais contemporâneos e antigos, reconhecer técnicas tradicionais ou, até mesmo, revelar elementos invisíveis da história e da geografia no ambiente construído para originar uma arquitetura única. 

Tirantes na arquitetura brasileira: do mobiliário à infraestrutura urbana

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Utilizados para transmitir especialmente cargas de tração, os tirantes aliviam as forças de compressão que atuam sobre os elementos de uma estrutura. Por se tratar de elementos lineares, como cabos ou barras metálicas, sua forma delgada permite que ele se camufle no espaço ou traga uma composição notável para este através da repetição de seus componentes. Com essas qualidades, seu uso é relativamente comum na arquitetura, sendo possível encontrar exemplos que vão desde o design de mobiliário até projetos de infraestrutura urbana, como em pontes suspensas ou estaiadas. 

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Afinal, existe arquitetura gótica no Brasil?

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Arcos ogivais, abóbadas de cruzaria, vitrais coloridos, florão, rosácea, detalhes decorativos complexos. Estes são alguns dos elementos que ajudam a caracterizar a arquitetura gótica, movimento que surgiu e vigorou na Europa do século X ao XV. No Brasil, eles foram incorporados tardiamente, num contexto que revivia o movimento geral e foi chamado de neogótico. A expressão desse ressurgimento histórico é vista principalmente em grandes igrejas e alguns edifícios históricos. Por mais que o país tropical não apresente tantas obras como no continente europeu, é possível encontrar arquiteturas que expressam seus ideais de norte a sul.

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Explorando a sabedoria vernacular: uma jornada pela arquitetura enraizada na tradição e na comunidade

Em um momento marcado por desafios ambientais e uma crescente demanda por autenticidade e diversidade cultural, os arquitetos estão recorrendo cada vez mais aos sistemas de conhecimento indígena não apenas como fontes de inspiração, mas como soluções viáveis para se adaptar e responder aos desafios locais e globais. Como guardiãs tradicionais da terra, as comunidades indígenas possuem uma compreensão profunda de seus ecossistemas, materiais disponíveis localmente, normas culturais e restrições sociais. Esse conhecimento é valioso para a arquitetura contemporânea, podendo ajudá-la a se adaptar tanto às pessoas quanto aos seus ambientes.

As práticas vernaculares e indígenas estão surgindo como base para a reimaginação arquitetônica, dando informações sobre disposições espaciais, escolha de materiais e técnicas de construção, ao mesmo tempo em que permite a integração da inovação e da expressão contemporânea. Essa cuidadosa combinação de tradição e modernidade pode ter um impacto significativo em termos de sustentabilidade, pois arquitetos que adotam a abordagem indígena para aproveitar os recursos disponíveis podem não apenas criar estruturas enraizadas em seu contexto, mas também minimizar o impacto ecológico da construção. Além disso, colaborar diretamente com as comunidades indígenas leva a projetos que priorizam a participação comunitária, a sensibilidade cultural e ao desenvolvimento sustentável.

A translucidez na arquitetura contemporânea brasileira em 7 projetos

O uso de materiais translúcidos na arquitetura brasileira tem sido uma tendência crescente nos últimos anos. Vidro laminado translúcido, policarbonato e acrílico são apenas alguns deles. Se possuem diferentes vantagens e desvantagens em relação ao custo, resistência a impactos, isolamento térmico e acústico, o que traça o benefício comum entre eles é o constante diálogo que propiciam entre interior e exterior. 

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Conheça os 25 vencedores da Premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil

Ontem, dia 15 de dezembro, aconteceu a cerimônia da 24ª Premiação IABsp 2022 – tradicional e reconhecido prêmio da área de arquitetura e urbanismo – quando foram anunciados os vencedores. O evento reuniu participantes e convidados da área em coquetel na Unibes Cultural, em São Paulo. 

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Lançamento do livro "Arquitetura da CARPE" de Geraldo Angelo Silva

No dia 24 de outubro, segunda-feira, às 19h, acontece o lançamento do livro « Arquitetura de CARPE » do arquiteto Geraldo Angelo Silva, que apresenta, neste livro, um rico material inédito sobre a historia da CARPE.