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Arquitetos: Herzog & de Meuron



Na semana passada, o arquiteto e ativista social japonês Riken Yamamoto foi anunciado como o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2024, tornando-se o nono arquiteto japonês a receber a honraria mais prestigiosa da profissão. Ao longo dos 45 anos de história do Prêmio Pritzker, o Japão se destaca como o país com o maior número de profissionais premiados. Embora a geografia não seja um critério na seleção de laureados e laureadas, a arquitetura japonesa impressiona consistentemente pelo jogo de luz e sombra, pela composição cuidadosa dos espaços, pelas transições suaves entre interior e exterior e pela atenção aos detalhes e à materialidade. Além disso, uma consolidada cultura construtiva celebra a diversidade de projetos e incentiva o diálogo global e o intercâmbio de ideias e melhores práticas. A seguir, relembre os nove nomes da arquitetura japonesa laureados com o Pritzker e conheça um pouco de suas produções.



“Past, Present, Future” é uma série de entrevistas criada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas visões sobre a constante evolução do setor da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo dessas seções, os/as entrevistados/as discutem suas ideias e experiências na arquitetura sob suas próprias perspectivas. A primeira edição da série apresentou 11 profissionais da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reuniu 13 de Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque no setor, explorando suas filosofias e métodos de projeto para obter uma visão mais clara do que significa “ser arquiteto/a no século XXI”. A série serve também como fonte de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que ingressam na profissão.

No dia 13 de setembro de 2019, os seis projetos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura de 2019 (AKAA) foram homenageados em uma cerimônia realizada no Teatro Estadual de Ópera e Balé Musa Jalil de Kazan. Após a cerimônia, o ArchDaily obteve depoimentos exclusivos de todas as equipes premiadas e do diretor do Prêmio Aga Khan de Arquitetura, Farrokh Derakhshani. Leia a seguir para descobrir o que disseram sobre este ciclo da premiação.

O ano de 2024, após um período de incerteza global, testemunhou uma complexa interação de desafios e avanços. Embora as tensões geopolíticas e os efeitos remanescentes de crises passadas tenham continuado evidentes, o foco se voltou para a reconstrução, com comunidades de todo o mundo buscando soluções locais e formas de progredir apesar das adversidades. O panorama arquitetônico de 2024 apresentou uma exploração crescente de novos sistemas construtivos e tecnologias, muitas vezes inspirados em soluções vernáculas. Em escala urbana, os espaços são reconsiderados por seu potencial de transição para atividades mais voltadas para pedestres, mais áreas naturais e oportunidades de encontro comunitário e organização de eventos.
Discussões sobre descolonização, a preservação de técnicas construtivas tradicionais e a integração de narrativas locais nos projetos continuaram a ganhar força. O foco esteve menos em estruturas singulares e icônicas e mais em projetos ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes que atendessem às necessidades específicas das comunidades. Paralelamente, novas tecnologias, como os sistemas de IA, continuaram a impactar a profissão, mas são compreendidas cada vez mais não como substitutos, mas sim como ferramentas à disposição de profissionais de arquitetura e design para aprimorar seus processos.

Foram anunciados os nomes selecionados para o programa "Europe 40under40®" 2023-2024, que celebra talentos promissores no campo da arquitetura e do design. Este reconhecimento destaca projetos de profissionais emergentes com menos de 40 anos, incluindo arquitetos/as, arquitetos/as paisagistas, urbanistas e designers industriais. O programa, idealizado pelo The European Centre, tem como objetivo apresentar uma nova geração de designers preparados/as para impactar o futuro das cidades, das áreas rurais e dos ambientes de trabalho e moradia.
Todos os projetos premiados serão exibidos na mostra "40 Young European Architects with New Visions", agendada para dezembro de 2024 no The European Centre, em Atenas, na Grécia. A exposição acontecerá em paralelo à cerimônia de premiação. Além disso, uma edição especial publicada pela Metropolitan Arts Press apresentará o grupo de talentos da arquitetura e do design selecionados este ano, com o objetivo de alcançar um público internacional de entusiastas da área.



A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.
Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.

