Iwan Baan

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Conheça os 75 finalistas do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.

Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

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Saúde, habitat e infraestrutura cívica: projetando a cidade como um parque nacional

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Cidades em todo o mundo compartilham um objetivo comum: tornarem-se mais saudáveis e verdes, apoiadas por uma infraestrutura cívica que restaure ecossistemas e fortaleça a vida pública. A questão é como alcançar esse objetivo. Metas climáticas globais, códigos de obras locais e normas municipais orientam cada vez mais os/as profissionais de design e planejamento rumo a melhores escolhas. Contudo, muitas cidades ainda enfrentam dificuldades para traduzir essas diretrizes em conforto cotidiano ao nível da rua e em proteção ecológica de longo prazo. O que acontece se a cidade deixar de ser tratada como uma cidade tradicional e passar a ser vista como um parque nacional?

Os parques nacionais operam por meio de sistemas de proteção que tratam o território como uma rede de relações ecológicas, e não como uma coleção de áreas isoladas. Eles estabelecem uma base comum sobre o que deve ser preservado, mantido e tornado acessível ao longo do tempo. Quando essa lógica é aplicada ao ambiente urbano, o sucesso dessa abordagem pode inspirar orgulho e um senso de responsabilidade compartilhada entre projetistas, formuladores/as de políticas públicas e moradores/as, fomentando um compromisso coletivo com a saúde, o habitat e a infraestrutura cívica.

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Experimentação, aprendizado e evolução no projeto de arquitetura: conheça o WORKac

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WORKac é um escritório com sede em Nova York fundado em 2003 por Amale Andraos e Dan Wood. A firma sempre acreditou no "poder da arquitetura e do design de engajar-se em questões ambientais e sociais, criando novas possibilidades para o futuro." Nesse sentido, os/as diretores/as do escritório definem sua abordagem da arquitetura como uma evolução constante. Para eles/as, trata-se de um processo contínuo de aprendizado, questionamento e reaprendizado, alimentado pelo envolvimento do escritório com a cultura, os climas e as histórias locais, além do debate nos campos da ecologia, do paisagismo e do urbanismo. Dessa forma, conseguem integrar esses temas com foco em projetos públicos, culturais e cívicos que buscam reinventar a maneira como as pessoas vivem, trabalham e vivenciam o mundo.

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O que a informalidade e a incrementalidade revelam sobre o urbanismo sustentável na Índia

A magia da arquitetura indiana reside em uma ordem invisível em meio ao caos visceral. Quando um futuro incerto bate à porta de profissionais locais, abre-se a possibilidade de olhar para dentro das próprias quatro paredes em busca de uma oportunidade de reinterpretação.

Mumbai, Déli, Bengaluru e outras grandes metrópoles são frequentemente descritas como carentes de soluções habitacionais massivas para milhões de pessoas. A resposta instintiva é previsível — planos diretores, torres densas e unidades padronizadas sobrepostas a um desenvolvimento desordenado. Esse léxico ignora uma verdade mais profunda sobre como as pessoas já vivem, trabalham e constroem na Índia. Os termos simplistas adotados em políticas públicas e no planejamento urbano — favela, assentamento informal, colônia irregular — sugerem um estado temporário a ser corrigido. O olhar do/a designer, contudo, enxerga esses lugares como histórias urbanas em camadas, moldadas pela necessidade.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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Expandindo a prática: think tanks de arquitetura na interseção entre pesquisa e projeto

Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.

A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?

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Museu Calder Gardens / Herzog & de Meuron

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Filadélfia, Estados Unidos
  • Arquitetos: Herzog & de Meuron
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1691 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Hagen Construction, Mack Custom Woodworking, Von Rickenbach Swiss
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As melhores entrevistas de 2025: o ano de reflexão, reparo e otimismo da arquitetura

Em 2025, o campo da arquitetura foi marcado por um calendário intenso de exposições, por uma desaceleração moderada na construção civil em diversas regiões e por um período de reflexão que examina o impacto da inteligência (artificial e natural) — tanto na prática profissional e na cultura do ambiente de trabalho quanto em seu uso como ferramenta pedagógica. Ao longo deste ano, o ArchDaily publicou mais de 30 entrevistas em diversos formatos — perguntas e respostas, conversas presenciais, vídeos especiais e muito mais. Esses diálogos abordaram temas como sustentabilidade e natureza, habitação e desenvolvimento urbano, IA e inteligência, reuso adaptativo e vida pública, além de terem acompanhado de perto importantes plataformas de exposição, incluindo a Bienal de Veneza, a Expo 2025 Osaka, a Semana de Design de Milão, o Concentrico, entre outras.

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Os 20 projetos mais aguardados de 2026

À medida que 2025 se aproxima do fim, aguardamos ansiosamente por 2026, um ano que promete a entrega de uma série diversa de projetos arquitetônicos de grande relevância ao redor do mundo. O período se destaca especialmente pela conclusão de importantes obras de infraestrutura e equipamentos culturais, incluindo projetos de longa duração que finalmente chegam à etapa final. A Europa estará em evidência com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026. O evento contará com projetos como a Vila Olímpica, assinada por SOM, e a Arena Olímpica de Inverno, projetada por David Chipperfield Architects. Ainda em Milão, BIG deve concluir o City Wave, parte de um novo distrito de negócios da cidade. Paralelamente, após mais de 140 anos desde o início de sua construção, arquitetos do mundo todo acompanham com expectativa a tão aguardada conclusão da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, prevista para 2026.

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Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão

Discussões federais recentes nos Estados Unidos sobre a reclassificação da arquitetura como uma graduação que não confere mais habilitação profissional intensificaram a necessidade de articular o propósito e a estrutura dos programas credenciados. Esse cenário político gerou um momento no qual a coerência interna dos currículos de arquitetura se cruza com questões mais amplas de bem-estar público, responsabilidade técnica e os deveres éticos que definem a competência profissional. O ensino de arquitetura nos Estados Unidos exige uma análise que reconheça sua lógica pedagógica interna e as pressões externas que moldam sua recepção contemporânea.

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No Dia dos Direitos Humanos: Perspectivas sobre Arquitetura, Equidade, Acesso à Moradia e Segurança em Todo o Mundo

O Dia dos Direitos Humanos é celebrado anualmente em 10 de dezembro no mundo todo. A data comemora o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Redigida por representantes de diversas origens jurídicas e culturais de todas as regiões, a Declaração foi proclamada como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Pela primeira vez, o documento estabeleceu direitos humanos fundamentais a serem protegidos universalmente e inalienáveis, garantindo-os a todo ser humano, independentemente de raça, cor, religião, sexo, idioma, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, bens, nascimento ou qualquer outra condição. Hoje, a Declaração serve como um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais. Disponível em 577 idiomas, trata-se do documento mais traduzido do mundo. A Organização das Nações Unidas definiu o tema da celebração deste ano como "Direitos Humanos, Nossos Elementos Essenciais do Dia a Dia", com o objetivo de "reafirmar os valores dos direitos humanos e demonstrar que eles continuam sendo uma proposta vencedora para a humanidade".

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Traçando o legado arquitetônico de Frank Gehry através de suas obras mais influentes

Após a notícia do falecimento aos 96 anos de Frank Gehry, as atenções se voltaram novamente para uma carreira que moldou significativamente o discurso arquitetônico a partir do final do século XX. Ao longo de mais de sete décadas, Gehry desenvolveu uma linguagem de projeto definida pela experimentação de materiais, pela modelagem de maquetes de forma iterativa e pelo interesse em formas fluidas e expressivas. Sua obra abrange desde as primeiras intervenções residenciais no sul da Califórnia até grandes instituições culturais que contribuíram para a identidade de cidades em todo o mundo. Juntos, esses projetos delineiam uma trajetória que se cruzou com mudanças nas tecnologias de fabricação, nas tipologias de museus e nas estratégias de requalificação urbana.

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Grande Museu Egípcio / Heneghan Peng Architects

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Gizé, Egito
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Goppion
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As cidades precisam de cuidado, não de perfeição: repensando como construímos o futuro urbano

Como se manifesta o otimismo em cidades que já não podem contar com a perfeição como sua ambição máxima? Em todo o mundo, os ambientes urbanos carregam o peso de pressões sobrepostas: instabilidade climática, desigualdade espacial, fragmentação política, desconfiança pública e desinvestimento crônico em infraestrutura. Essas realidades tornam a ideia de uma cidade ideal cada vez mais distante da experiência vivida. Ainda assim, a esperança de construir sistemas melhores persiste. Embora as visões utópicas possam parecer uma fuga das crescentes complexidades do mundo moderno, o maior desafio para o urbanismo contemporâneo é confrontar essas complexidades, em vez de evitá-las.

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Guia de Arquitetura de Miami: 22 projetos que moldam a densidade tropical na costa atlântica

Estendendo-se ao longo da costa atlântica no extremo sul da Flórida, Miami é frequentemente apresentada por meio de imagens de cartão-postal com praias, palmeiras e torres de vidro voltadas para o mar. No entanto, por trás dessa imagem familiar esconde-se uma cidade moldada pela migração, pelo turismo e por ciclos imobiliários, onde a arquitetura tem sido repetidamente utilizada para projetar novas identidades e reinventar a paisagem urbana. Dos primeiros hotéis resort e das fachadas Art Deco de South Beach a arranha-céus experimentais e instituições culturais na baía, o ambiente construído oferece uma chave de leitura sobre como Miami negocia clima, economia e cotidiano.

Ao longo do último século, a cidade cresceu por meio de sucessivas camadas de desenvolvimento que permanecem visíveis em suas ruas e horizontes. A geometria aerodinâmica e os tons pastel do histórico Art Deco District coexistem com as formas exuberantes dos motéis do Miami Modern (MiMo) e da infraestrutura do pós-guerra ao longo do Biscayne Boulevard. O centro (Downtown) e Brickell transformaram-se de distritos comerciais de baixa densidade em adensados aglomerados de torres residenciais e corporativas, muitas delas projetadas por escritórios internacionais em parceria com escritórios locais. Paralelamente, bairros como Little Havana, Allapattah e Wynwood revelam como comunidades diaspóricas, o patrimônio industrial e as indústrias criativas ocupam e adaptam o tecido existente, muitas vezes em contraste com a orla focada em imagem.

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A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto

Em um mundo que enfrenta o esgotamento ecológico e a saturação espacial, o ato de construir passou a representar tanto criação quanto consumo. Durante décadas, o progresso arquitetônico foi medido pelo novo: novos materiais, novas tecnologias, novos monumentos à ambição. Hoje, no entanto, a disciplina é cada vez mais moldada por outra forma de inteligência, que valoriza o que já existe. Profissionais da arquitetura estão aprendendo que fazer menos pode significar projetar mais, e essa mudança marca o surgimento do que se poderia chamar de uma arquitetura da contenção: uma prática definida pelo cuidado, pela manutenção e pela escolha deliberada de não construir.

Esse princípio reconhece que o edifício mais sustentável costuma ser aquele que já está de pé, e que a transformação pode ocorrer por meio da preservação, do reparo ou até mesmo da ausência. Escolher não construir torna-se um ato político e criativo, uma resposta aos limites materiais do planeta e aos limites éticos do crescimento infinito. Essa arquitetura vai além da produção de novas formas para abraçar a continuidade, prolongando a vida útil de estruturas, materiais e memórias que já habitam o mundo.

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Centro Ismaili Houston / Farshid Moussavi Architecture

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Lançando as bases: seis estratégias criativas para reutilizar fundações arquitetônicas

O reúso adaptativo permite que profissionais de arquitetura possam conservar recursos, reduzir o desperdício e prolongar a vida útil de estruturas existentes. Ao trabalhar com o que já existe, quem projeta diminui a necessidade de novos materiais, reduz o consumo de energia e limita o volume de resíduos de demolição. Essa abordagem protege habitats naturais e áreas verdes ao reduzir a demanda pela ocupação de novos terrenos. Por meio do reúso, as cidades tornam-se mais sustentáveis e menos intensivas em carbono, ao mesmo tempo que preservam o valor material e cultural do ambiente construído.

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