Fundado pelos arquitetos Felipe Mesa e Federico Mesa, o escritório Plan:b arquitectos está sediado na cidade de Medellín, Colômbia, e reúne o projeto de edifícios, a participação em atividades acadêmicas e a construção de conceitos capazes de conectar a arquitetura com as realidades urgentes do cotidiano. Compreendendo o projeto arquitetônico como um pacto provisório, uma configuração permeável e uma expressão positiva dos condicionantes ecossociais, o escritório construiu, desde o ano 2000, uma grande quantidade de edifícios em diversas escalas e programas, abrangendo desde espaços públicos, educativos e esportivos até residências, escritórios, hotéis e instalações.
Um arranha-terra (ou groundscraper) é essencialmente o oposto de um arranha-céu — uma grande edificação que se estende horizontalmente em vez de se erguer verticalmente em direção ao céu. Embora não exista uma definição rígida, os arranha-terras são geralmente descritos como edifícios de baixa altura, mas extremamente extensos, com áreas que superam os 90 mil metros quadrados, às vezes chamados de sidescrapers ou landscrapers. O termo ganhou destaque com os planos do Google para sua massiva sede em Londres, orçada em 1,3 bilhão de dólares. Projetado para ter apenas 11 andares, mas mais de 300 metros de comprimento, esse imenso bloco de escritórios sintetiza o uso da expansão horizontal para criar um espaço monumental para milhares de funcionários/as.
Ao ser convidado para projetar o 21º Serpentine Pavilion no Kensington Gardens, em Londres, o artista de Chicago Theaster Gates idealizou um espaço sereno que oferecesse refúgio e uma sutil exploração sobre o poder do som e da música na arquitetura. Construída em madeira tingida leve, a “Black Chapel” demonstra mais do que apenas sensibilidade artística e arquitetônica. Além do uso de materiais sustentáveis, o projeto também dedica atenção minuciosa à origem dos materiais de construção, trazendo visibilidade para o problema da escravidão moderna na cadeia de suprimentos da construção civil.
A Fundació Mies van der Rohe e a Comissão Europeia selecionaram os vencedores da edição de 2024 do Prêmio UE de Arquitetura Contemporânea / Prêmio Mies van der Rohe. Os premiados foram escolhidos a partir de uma lista com 362 obras nomeadas.
"O júri do Prêmio de 2024 destaca a importância da arquitetura que explora o potencial de mudar mentalidades e políticas, assim como a importância de promover a inclusividade", diz o anúncio oficial. A cerimônia de premiação ocorrerá no Pavilhão Mies van der Rohe em Barcelona, no contexto do Dia dos Prêmios EUmies, em 14 de maio de 2024, marcando o início das Semanas de Arquitetura de Barcelona.
Em uma nação que enfrenta uma grave escassez de moradia para suas parcelas economicamente mais vulneráveis, o conceito de "habitação de baixo custo" curiosamente desapareceu da consciência pública e dos debates políticos. Como uma crise que afeta milhões de pessoas entre as mais pobres do país, a necessidade de moradias acessíveis tornou-se ainda mais urgente à medida que a população da Índia ultrapassa a da China, tornando-se a nação mais populosa do mundo. Se não for resolvida, a crise habitacional poderá resultar em desabrigo em massa e em condições de vida indignas para os cidadãos e cidadãs.
Não sou de forma alguma especialista em parcerias público-privadas. No entanto, por cerca de 10 anos, como planejador/a de campus da University of California Berkeley e, posteriormente, arquiteto/a do campus, acompanhei o desenrolar desses empreendimentos no ensino superior — às vezes da primeira fileira, às vezes como participante. Durante esse período, essa estratégia, promovida com grande entusiasmo e otimismo, era apontada como a resposta para qualquer problema que surgisse. Ainda assim, a definição de parceria público-privada era imprecisa. O próprio conceito parecia servir a múltiplos propósitos para as pessoas, dependendo do que era necessário, de quem o recomendava e de quais equivalentes (se houvesse) existiam fora da universidade. Essa tendência continua forte hoje, tornando ainda mais crucial mapear os prós e contras dessa estratégia de desenvolvimento, não apenas para faculdades e universidades, mas para todas as decisões públicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140616/empreendimentos-com-fins-lucrativos-sao-coerentes-com-os-valores-de-uma-universidade-publicaEmily B. Marthinsen
Embora o trabalho híbrido e a flexibilidade de horários sejam as formas mais evidentes de melhorar esse equilíbrio para muitos, a perda de interações sociais e a falta de espaço ou funcionalidade em ambientes de home office pouco produtivos fazem com que a maioria dos jovens de 16 a 24 anos constitua a única faixa etária que prefere trabalhar presencialmente no escritório.
Diller Scofidio + Renfro (DS+R) revelou sua proposta para a expansão do The Broad, museu de arte contemporânea fundado em 2015 pelos filantropos Eli e Edythe Broad na Grand Avenue, no centro de Los Angeles. O projeto adaptará o museu existente, também projetado pelo escritório Diller Scofidio + Renfro, às crescentes expectativas do público, já que a instituição superou amplamente suas projeções, atraindo hoje, regularmente, quase quatro vezes mais visitantes do que o originalmente previsto. A intervenção visa aumentar a acessibilidade do público e oferecer a oportunidade de sediar apresentações e eventos ao vivo, além de acomodar o acervo em expansão da instituição. A inauguração da expansão está prevista para antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 2028.
A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries.
Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014935/de-veus-finos-a-barreiras-espessas-explorando-diferentes-larguras-em-envelopes-arquitetonicosJosé Tomás Franco and Eduardo Souza
A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.
Selecionados pelo júri composto por 7 membros: Frédéric Druot, Martin Braathen, Pippo Ciorra, Tinatin Gurgenidze, Adriana Krnácová, Sala Makumbundu e Hrvoje Njiric, de uma lista de 362 indicados, "as 7 obras finalistas promovem referências políticas locais e podem se tornar modelos europeus mundiais, pois todas elas criam ambientes habitacionais inclusivos e de alta qualidade".
O Laboratório Urbano UN-Habitat publicou "My Neighborhood", uma publicação que oferece uma lista de princípios de projeto urbano com o objetivo de criar cidades mais sustentáveis e resilientes. Contendo ações aplicáveis à escala do bairro, o guia se dedica a apresentar uma abordagem integrada que responde a setores-chave, como transporte, iniciativas urbanas locais, moradia, espaços públicos, serviços públicos e outros.
Nos últimos anos, a Índia tem se destacado entre arquitetos e urbanistas de todo o mundo. Desde a rica herança cultural até iniciativas de cidades inteligentes por todo o país, dos atos de decolonização nos projetos arquitetônicos à evolução de um vernáculo modernizado, a Índia tem demonstrado o potencial de quem busca fomentar arquitetura e projeto urbano de qualidade. Este ano, o ArchDaily lançou a coluna ArchDaily Building for Billions, que discute os efeitos do aumento populacional, urbanização e crescimento econômico no ambiente construído da Índia. Building for Billions foi impulsionada pelo reconhecimento das mudanças e projetos inovadores que estão transformando o país.
Ao iniciar este novo ano, reservamos um momento para refletir sobre o impacto duradouro de célebres profissionais da arquitetura, do design e da curadoria que nos deixaram em 2023. O ano que passou testemunhou a partida de figuras influentes que, por meio de seu talento e dedicação, deixaram uma marca indelével no ambiente construído. Enquanto alguns/mas iniciaram suas carreiras com gestos ousados que remodelaram os paradigmas arquitetônicos, outros/as trabalharam de forma mais silenciosa, dedicando um olhar profundo à experiência humana ou às figuras invisíveis de nossa profissão.
Diante de um total de 95 novos projetos reconhecidos pelo Prix Versailles, foram anunciados recentemente os 24 vencedores mundiais desta edição de 2023. Os projetos são um testemunho da vitalidade estética de suas respectivas regiões, em uma homenagem ao trabalho de diversos escritórios pioneiros e de renome internacional.
O século XX marcou uma mudança definitiva no campo da arquitetura, à medida que o movimento modernista rompeu com os estilos tradicionais de construção e encorajou a experimentação e inovação. Com a ajuda de novos materiais e tecnologias, essa época representa um momento crucial na história da arquitetura, já que tanto as cidades quanto as técnicas de construção evoluíram em um ritmo sem precedentes. No entanto, muitas estruturas – que até hoje permanecem como testemunho – estão perto de completar cem anos de idade. O design austero dessas estruturas nem sempre são acolhidas pelo público, enquanto os princípios funcionalistas muitas vezes dificultam a adaptabilidade dos seus espaços interiores. Considerando que muitas vezes ocupam posições centrais dentro da cidade, há uma pressão crescente para demolir essas estruturas e reconstruir essas áreas completamente.
A partir de 21 de outubro de 2023 até 3 de março de 2024, o Vitra Design Museum receberá uma exposição retrospectiva apresentando o trabalho de Iwan Baan, reconhecido fotógrafo de arquitetura. A mostra Iwan Baan: Momentos na Arquiteturaoferece uma visão abrangente do extenso portfólio de Baan, apresentando a habilidade do artista em capturar a essência da arquitetura contemporânea, juntamente com os contextos urbanos e sociais associados a ela e as pessoas que habitam esses diversos espaços.