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Arquitetos: Gustav Düsing, Max Hacke
- Área: 1000 m²
- Ano: 2022

O Prêmio Pritzker de Arquitetura apresenta "O Papel da Prática" (The Role of Practice), a Palestra do/a Laureado/a e Painel de Discussão de 2023, hoje, terça-feira, 23 de maio, às 15h40 EEST, em parceria com a Universidade Técnica Nacional de Atenas e com a participação da Universidade Aristóteles de Tessalônica, da Universidade de Patras e da Universidade Técnica de Creta.
O laureado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2023, David Chipperfield, ministrará a palestra, refletindo sobre o papel, as responsabilidades e as oportunidades da prática arquitetônica. Além disso, o vencedor de 2023 abordará "como as forças de mercado dominaram a arquitetura e tornaram-se cada vez mais distanciadas de seu lugar, ao mesmo tempo em que os desafios da crise climática, da perda de biodiversidade e da desigualdade social aumentaram a urgência por uma postura mais proativa". Alejandro Aravena, presidente do júri e laureado em 2016, fará a introdução da palestra, que será seguida por uma conversa entre David Chipperfield, Francis Kéré, laureado em 2022, e Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, laureados/as em 2021, em que cada um "revelará os sucessos e fracassos de suas respectivas trajetórias, que moldaram suas filosofias e obras arquitetônicas, levando-os ao palco compartilhado do presente".

Estive na China pela primeira vez em 2002, um ano após o Comitê Olímpico Internacional conceder os Jogos de Verão de 2008 a Pequim. Aquela viagem inicial teve como foco explorar a natureza, a culinária, templos antigos, sítios arqueológicos e, de modo geral, vivenciar o estilo de vida no país, principalmente fora das grandes metrópoles. Minha motivação era a pura curiosidade de quem, como turista ocidental, viajava a um país oriental em busca do velho mundo, do exótico, na esperança de vislumbrar uma rica cultura tradicional às vésperas de sua inevitável e radical transformação. Naquela época, não se podia falar em uma arquitetura moderna — ou melhor, contemporânea — na China. Havia apenas os primeiros indícios promissores do desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica potencialmente nova, elaborada por um punhado de arquitetos/as independentes que atuavam quase inteiramente fora do radar.

Fundada em 2006, a Shanghai Hetai Architectural Decoration Co., Ltd. dedicou os últimos 17 anos à pesquisa e à prática de restauro e proteção durável de arquitetura em concreto aparente, bem como à execução de acabamentos em concreto aparente (revestimentos em cimento Portland e cimento branco resistentes às intempéries). Desde a seleção de produtos, testes de desempenho e desenvolvimento de processos até a implementação em projetos e inovação tecnológica, a empresa realizou com rigor experimentos em materiais, técnicas e execução. Como resultado, concluiu a recuperação e a proteção durável de 36 edifícios de concreto aparente e concreto convencional moldados em diferentes épocas, executou 9 projetos de acabamento em concreto aparente e realizou testes contínuos de estabilidade e resistência às intempéries que já superam o período de 10 a 16 anos.

Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Qatar Creates apresentará o documentário Construindo uma Nação Criativa no ACP - Palazzo Franchetti, de 14 de maio a 26 de novembro de 2023. Esta será a primeira vez que as mais novas instituições culturais do Qatar receberão destaque fora do seu país de origem.
ELEMENTAL, Herzog & de Meuron, Office for Metropolitan Architecture (OMA), Philippe Starck e UNStudio são apenas algumas das empresas de arquitetura internacionalmente renomadas que estão trabalhando com Qatar Museums para estabelecer cinco novas instalações culturais no país. As novas construções serão supervisionadas pela organização Qatar Museums, responsável pela manutenção e expansão dos ativos culturais do Catar por meio da gestão da crescente rede de museus, locais históricos, festivais e instalações de arte pública do país.


O brutalismo é um estilo arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se popularizou na década de 1960. Seu nome deriva do francês "béton brut", que significa "concreto bruto", já que esse material é um dos elementos mais característicos do estilo. Suas principais características incluem o uso do concreto aparente, proporcionando visuais em que a textura e a tonalidade natural são as protagonistas das edificações. Os edifícios brutalistas costumam apresentar uma estética austera e massiva, com formas geométricas simples e repetitivas. O uso de materiais industriais e técnicas construtivas inovadoras também é comum no brutalismo.

Os seres humanos nascem com uma propensão inata para se conectar com a natureza: ouvindo o estalar do fogo, sentindo o aroma da chuva na terra, experimentando as propriedades curativas das plantas e do verde, ou buscando a proximidade com os animais. Por essa razão, e diante da severa degradação ambiental e da rápida urbanização contemporâneas, os/as arquitetos/as têm voltado suas atenções para projetos ecologicamente conscientes a fim de reaproximar as pessoas da natureza. Diversas abordagens são exploradas: construção de estruturas em taipa, uso de materiais e mobiliário reciclados, orientação solar das residências... Contudo, essa prática é fortemente influenciada pela arquitetura sustentável, e a fronteira entre a real sustentabilidade ecológica e a falsa "maquiagem verde" (greenwashing) tem se tornado cada vez mais tênue. O que de fato potencializa essa conexão intrínseca entre os seres vivos e a natureza é o design biofílico e a estratégia de trazer o exterior para o interior.

Por mais trivial que possa parecer o ato de apertar um interruptor e iluminar um ambiente, tivemos que percorrer um longo caminho para ter uma fonte de luz segura e confiável. Estima-se que as primeiras lâmpadas tenham sido inventadas há 70.000 anos, consistindo em pedras escavadas ou conchas, preenchidas com um material absorvente embebido com gordura animal, para ser inflamado. Os egípcios, por sua vez, utilizavam recipientes de cerâmica decorados, cheios de óleo, proporcionando uma chama constante. Já as velas foram popularizadas durante a Idade Média, feitas de sebo (gordura animal) ou cera de abelha, podendo ser queimadas em castiçais simples e lustres. Foi no final do século XIX que Thomas Edison e sua equipe inventaram uma lâmpada incandescente que poderia ser fabricada em massa e que fosse viável economicamente, logo se tornando a forma dominante de iluminação durante grande parte do século XX. Tendo sido uma enorme revolução, hoje em dia temos a ciência de que tais lâmpadas são pouco eficientes, e elas acabaram sendo substituídas por lâmpadas fluorescentes e, mais recentemente, de LED. Mas se já avançamos tanto em tão pouco tempo, o que podemos esperar sobre o futuro da iluminação e, mais especificamente, de que forma nossos interiores serão iluminados em alguns anos ou décadas?


“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.
Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.

Desde o fogo nas cavernas pré-históricas até a iluminação pública nas cidades inteligentes, a iluminação evoluiu constantemente junto com os avanços da tecnologia. No entanto, nos últimos anos, começou a mudar de forma ainda mais significativa em termos de seu design e funcionalidade devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas.

As Nações Unidas estimam que a população mundial alcançará 10,4 bilhões de pessoas até 2100. Já em 2050, duas em cada três pessoas viverão em cidades, atraídas pelas oportunidades, serviços e comodidades oferecidos. Esse cenário exerce ainda mais pressão sobre as áreas urbanas, já que essa população demandará acesso a água, alimentação, espaços públicos, infraestrutura de qualidade e, sobretudo, habitação. De fato, estimativas sugerem que mais de dois bilhões de lares precisarão ser construídos até o final do século XXI para acomodar essa explosão demográfica. À medida que as cidades crescem, expande-se também a dispersão urbana, trazendo consigo uma série de desafios socioambientais. Diante das mudanças climáticas, o desenvolvimento urbano sustentável deve garantir que as futuras soluções habitacionais — novas ou reformadas — sejam construídas para apoiar comunidades saudáveis, priorizando o bem-estar tanto humano quanto ambiental. Por sua vez, as cidades precisarão ser construídas de forma mais densa e rápida, porém sem abrir mão de uma longa lista de critérios rigorosos. Só assim será possível evitar os efeitos negativos e frequentemente negligenciados do hiperadensamento descontrolado, que costumam comprometer a reputação do desenvolvimento urbano.

Com o avanço das mídias sociais, entramos na era de uma sociedade do espetáculo multimídia, na qual o impacto das imagens sobre o público cresce a cada ano. As plataformas predominantemente visuais ganham cada vez mais relevância no mercado, funcionando inclusive como uma alternativa de viagem, permitindo que as pessoas explorem cenários espetaculares de todo o mundo sem sair de casa. O ArchDaily, comprometido em inspirar o público, estabeleceu sua presença no Instagram há muitos anos e, em 2022, expandimos nossa atuação para a plataforma chinesa Xiaohongshu, buscando compartilhar projetos incríveis com novos públicos. Observamos que a influência dos chamados "stararchitects" permanece forte, enquanto diversão, apelo estético e relevância são as palavras-chave mais valorizadas pelos leitores. A seguir, compilamos os 20 projetos arquitetônicos mais curtidos em 2022 nas contas oficiais do ArchDaily no Xiaohongshu e no Instagram. Continue lendo para descobrir as preferências arquitetônicas do público.

Ora escultural e expressivo, ora monolítico e monótono, o estilo arquitetônico brutalista é igualmente diverso e polêmico. Desde suas origens como subproduto do movimento modernista na década de 1950 até hoje, os edifícios brutalistas continuam sendo um ponto de discussão popular no debate arquitetônico. Uma possível explicação para isso é que estes edifícios brutalistas geralmente são muito fotogênicos; suas texturas e sombras dramáticas criam imagens apelativas.