A Trienal de Bruges 2024 anunciou o seu tema, "Espaço de Possibilidade", assim como a lista de artistas e arquitetos participantes. De 13 de abril a 1º de setembro de 2024, o evento ocupará as ruas e o centro histórico de Bruges, na Bélgica, com exposições de arte contemporânea e arquitetura. Os curadores desta edição, Shendy Gardin e Sevie Tsampalla, escolheram 12 artistas e arquitetos que irão desafiar os espaços dos bairros da cidade, em resposta ao tema, que os convida a explorar o potencial oculto da cidade.
A organização Arquitetura Sem Fronteiras Quebec (ASFQ) divulgou o catálogo Architecture + Homelessness: Inclusive Practices for a Supportive City. A publicação, disponível em inglês e francês, foi criada para incentivar escritórios de arquitetura e design a contribuirem para o bem-estar das pessoas em situação de rua. O catálogo faz parte de um projeto de pesquisa em andamento iniciado pela ASFQ e apoiado pelo Governo de Quebec e pela Cidade de Montreal.
A recente conclusão do projeto do Perelman Performing Arts Center (PAC), fruto da colaboração entre o escritório REX, Davis Brody Bond e Rockwell Group é um marco da transformação cultural da região de Lower Manhattan. O terreno do PAC faz parte do complexo do World Trade Center, propriedade da Port Authority of NY and NJ, órgão autônomo responsável pela gestão de pontes, portos, túneis e aeroportos. Desde os atentados de 2001, muitas transformações aconteceram no terreno, como a construcao dos quatro prédios do complexo do WTC e do Oculus. Do início do concurso do PAC até a conclusão da obra se passaram mais de nove anos, tendo eu participado dos últimos cinco como um dos arquitetos da equipe da Davis Brody Bond.
The ICONIC AWARDS 2023: Innovative Architecture — concedido pelo German Design Council — reconhece as melhores realizações na arquitetura, design pioneiro de interiores e de produtos, comunicação de marca excepcional e o uso particularmente inovador de materiais no setor da arquitetura. Os projetos vencedores são exemplos de excelência em design e oferecem soluções inspiradoras para os desafios contemporâneos. O júri internacional de especialistas destaca a importância de um design visionário que, além de esteticamente inspirador, gera um impacto ecológico e social significativo.
Entre as 620 candidaturas vindas de mais de 30 países, o júri selecionou 62 projetos pioneiros para receber a prestigiosa distinção "Best of Best". Além disso, foram concedidos os prêmios especiais "Architects of the Year", "Interior Designer of the Year", bem como o prêmio honorário "Architects’ Client of the Year". Os projetos e profissionais premiados foram homenageados no BMW World, em Munique, no dia 4 de outubro de 2023.
O layout dos espaços internos tem passado por uma evolução constante desde o primeiríssimo projeto residencial. Por muitos anos, a funcionalidade ditou sua organização; logo depois, contudo, mudanças culturais, sociais e econômicas influenciaram a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida, dando origem ao conceito amplo e versátil da planta integrada. Muito já se escreveu — e criticou — sobre a planta integrada: quem a introduziu, como se desenvolveu, seus benefícios e/ou a falta deles. Nas últimas décadas, as plantas integradas estiveram talvez entre os conceitos de design de interiores mais solicitados, mas, hoje, profissionais de arquitetura parecem inclinar-se para o oposto.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram a lista de projetos indicados para o Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea / Prêmio Mies van der Rohe 2024. Este ano, 362 projetos de arquitetura construídos em 38 países foram selecionados, marcando a primeira fase da 18ª edição do EUmies Awards. A próxima etapa consiste na seleção de 40 finalistas, seguida de visitas às obras e entrevistas com os arquitetos e equipes responsáveis.
O EUmies Awards 2024 tem como objetivo reconhecer as melhores obras construídas na Europa entre abril de 2021 e maio de 2023. A seleção dos projetos reflete as mudanças atuais no contexto europeu, com a crescente atenção à consciência ambiental, social e econômica expressa através da arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O júri deste ano é presidido por Frédéric Druot (Paris/Bordeaux) e composto por Martin Braathen (Oslo), Pippo Ciorra (Roma), Tinatin Gurgenidze (Tbilisi/Berlim), Adriana Krnáčová (Praga), Sala Makumbundu (Luxemburgo) e Hrvoje Njiric (Zagreb).
Em uma recente palestra do TED, Thomas Heatherwick condenou o avanço de uma arquitetura monótona nas áreas urbanas, classificando esse fenômeno como uma “epidemia de tédio”. Embora reconheça o caráter essencial da funcionalidade por trás desses projetos, ele destaca que a utilidade, por si só, não basta para tornar essas edificações elementos dinâmicos da vida urbana, uma vez que elas raramente despertam reações emocionais em quem transita por elas. Heatherwick explica que essa “função emocional” — a capacidade da arquitetura de gerar um impacto significativo em usuários/as e visitantes — é, na verdade, fundamental. Quando alcançada, ela permite que o ambiente construído contribua ativamente para a qualidade de vida e o bem-estar dos/as habitantes, fortalecendo a coesão social e a identidade local. Diante disso, como a arquitetura pode promover conexões emocionais positivas e, ao mesmo tempo, qualificar a paisagem urbana das comunidades que atende?
No verão de 2022, Iwan Baan completou uma peregrinação urbana pelas ruas de Praga, na República Tcheca. Durante sete dias, o fotógrafo registrou a cidade a pé, de bicicleta e de helicóptero, capturando a essência do tecido urbano, desde o centro até a periferia, além da paisagem ao longo do rio Vltava. Apresentando a cidade como uma entidade crua e muitas vezes negligenciada, Baan exibiu suas fotografias na exposiçãoIwan Baan: Prague Diary, realizada no ano passado no CAMP.
Casas e prédios são um dos primeiros temas que as crianças aprendem a desenhar. A simples disposição de quadrados e retângulos com um triângulo em cima é fácil e eficiente, e rapidamente identificável. No entanto, uma vez que passamos do desenho para a construção, talvez existam maneiras melhores de se erguer uma edificação. Esses cinco exemplos de edifícios, pavilhões e instalações com cúpulas reforçam a ideia de que há uma maneira mais fácil de fazer quando se pensa fora do quadrado.
Assim como estilistas usam alfinetes, agulhas e tecidos para dar vida às suas criações, arquitetos dependem dos materiais para moldar o ambiente construído. Do aço e vidro à madeira e concreto, esses formam a paleta artística que transforma plantas em estruturas tangíveis, preenchendo a lacuna entre imaginação e realidade. É tão simples e tão complexo quanto isso. Mas, com tantos materiais e inúmeras formas, acabamentos, texturas e cores disponíveis nos dias de hoje, fazer as escolhas corretas para um projeto específico pode ser bastante desafiador. Várias perguntas naturalmente surgem: Como os arquitetos navegam pelas possibilidades infinitas para escolher os elementos que darão vida às suas criações? O que o processo de especificação de materiais envolve? Por onde começar?
Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, a NEOM apresentou a exposição Zero Gravity Urbanism - Princípios para uma Nova Habitabilidade para apresentar o conceito e os padrões que orientam o projeto The Line, sua proposta de cidade linear de 170 quilômetros de extensão no noroeste da Arábia Saudita. O evento tem como objetivo apresentar ao público uma visão alternativa para o planejamento urbano, cuja configuração compacta busca se tornar um modelo para o desenvolvimento de cidades mais eficientes e sustentáveis. Antes da abertura da exposição, mais de 20 arquitetos e designers internacionalmente reconhecidos se juntaram à equipe de design, incluindo Sir Peter Cook, Massimiliano Fuksas, Jean Nouvel e Ben van Berkel. A exposição permanece aberta até 24 de setembro de 2023 na Abbazia di San Gregorio, em Veneza.
A complexidade do nosso mundo está em constante crescimento e, com ela, aumentam a pressão e as exigências sobre o ambiente construído. Os/as arquitetos/as enfrentam uma tarefa monumental: traduzir as necessidades em constante mudança da sociedade em soluções tangíveis, eficazes e sustentáveis. Questões urgentes como a crise climática, a rápida urbanização, a densidade populacional e o déficit habitacional exigem uma nova arquitetura — que não tenha medo de questionaras formas tradicionais de trabalho e que esteja preparada para assumir esse desafio. Hoje, o setor precisa se adaptar, evoluir e inovar para lidar com tais desafios. A disponibilidade de dados está mudando as regras do jogo e, à medida que a tecnologia continua a avançar, novas formas de pensar, criar e interagir com o ambiente construído serão viabilizadas.
Neste artigo, investigamos os efeitos da transformação digital, de que forma ela está reconfigurando o setor e os questionamentos que levanta sobre o futuro papel dos/as arquitetos/as.