Helene Binet

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina

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Em 1968, o designer de mobiliário e professor da RCA David Pye publicou The Nature and Art of Workmanship, livro estruturado em torno da distinção entre o "ofício do risco" (workmanship of risk) e o "ofício da certeza" (workmanship of certainty). Pye não estava escrevendo sobre arquitetura e, a despeito de como essa expressão é empregada hoje, tampouco tratava propriamente do embate entre mãos e máquinas. Ele destacava que uma prensa tipográfica, embora inteiramente mecânica, ainda depende de alguém que avalie a tinta e o registro, ao passo que um/a profissional do torno de madeira, trabalhando manualmente, pode seguir um modelo de forma tão rigorosa que quase nada é deixado ao acaso.

O ofício do risco, na definição de Pye, refere-se a qualquer processo em que o resultado final não é previamente determinado, mas depende do julgamento, da destreza e da atenção de quem o executa enquanto o trabalho está em andamento. O ofício da certeza representa a condição oposta, uma vez que o resultado é estabelecido antes mesmo de a produção começar — fixado em um gabarito, molde ou programa —, de modo que todas as etapas seguintes se limitam à execução. Pye teve o cuidado de observar que nenhum dos modos é intrinsecamente superior, e que uma máquina de controle numérico, calibrada para admitir desvios, pode estar mais próxima do risco do que uma ferramenta manual operada sob um modelo rígido.

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Casa em Pali Hill / Studio Mumbai

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Mumbai, Índia

Casa Belavali / Studio Mumbai

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Kalyan Dombivli, Índia

Guia de Arquitetura de Londres: 20 atrações modernas e contemporâneas para explorar na potência cultural e financeira do Reino Unido

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A história arquitetônica de Londres é uma rica tapeçaria que tece estilos de vários períodos e influências. No pós-guerra, a cidade experimentou um surto de arquitetura moderna, tornando-se uma tela para experimentação. Novos movimentos estilísticos viram sua expressão cristalizada através de edifícios como o Lloyd’s Building, de Richard Rogers, um dos exemplos mais representativos da arquitetura High-Tech, ou o Barbican Estate, um conjunto habitacional de grande escala que se tornou a estrutura icônica da arquitetura brutalista.

A paisagem arquitetônica contemporânea de Londres continua a evoluir, em parte através das obras de arquitetos/as de reconhecimento internacional, como Norman Foster, Zaha Hadid e Thomas Heatherwick. Essa mistura variada de estilos e formas de expressão reflete a capacidade da cidade de abraçar movimentos arquitetônicos de importância global. Como um centro de inovação, Londres continua a atrair arquitetos/as consagrados/as e emergentes que moldam seu horizonte e contribuem para o discurso arquitetônico internacional, com cada novo edifício oferecendo um vislumbre da natureza em constante mudança do tecido urbano de Londres.

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Casa Palmyra / Studio Mumbai

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Nandgaon, Índia
  • Arquitetos: Studio Mumbai; Studio Mumbai
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2007

Casa Tara / Studio Mumbai

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Kashid, Índia
  • Arquitetos: Studio Mumbai;  Studio Mumbai
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2005

Centro Aquático de Londres para os Jogos Olímpicos de Verão de 2012 / Zaha Hadid Architects

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  • Arquitetos: ZHA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  15950
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2011
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  KEIM, Serge Ferrari, Kingspan Insulated Panels, Thebault Groupe, Yannedis

Clássicos da Arquitetura: Posto de Bombeiros Vitra / Zaha Hadid

Este artigo foi publicado originalmente em 21 de abril de 2016. Para ler as histórias por trás de outros projetos de arquitetura célebres, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.

Embora Zaha Hadid tenha iniciado sua notável carreira na arquitetura no final da década de 1970, foi apenas nos anos 1990 que seu trabalho transcendeu os desenhos e pinturas para se materializar em forma física. A Estação de Bombeiros Vitra, projetada para o complexo fabril de mesmo nome em Weil-am-Rhein, na Alemanha, esteve entre os primeiros projetos executados de Hadid. Os planos de concreto que se interceptam obliquamente, definindo e modelando a rua que atravessa o complexo, representam a primeira tentativa de traduzir os desenhos conceituais fantásticos e impactantes de Hadid em um espaço arquitetônico funcional.

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Do desconstrutivismo a conquistas que romperam barreiras: o legado de Zaha Hadid 10 anos após seu falecimento

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Entre 23 de junho e 30 de agosto de 1988, o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York realizou uma exposição intitulada Deconstructivist Architecture, como parte de um programa "concebido para examinar os desenvolvimentos atuais na arquitetura". Com curadoria de Philip Johnson e Mark Wigley, a mostra focou no trabalho contemporâneo de sete profissionais da arquitetura internacional: Coop Himmelblau, Peter Eisenman, Frank Gehry, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Bernard Tschumi e uma jovem Zaha M. Hadid. Aos 37 anos, seu trabalho foi apresentado ao mundo como um exemplo do "surgimento de uma nova sensibilidade na arquitetura". O material exposto não era uma maquete ou uma planta, mas sim uma pintura, intitulada The Peak, enviada para um concurso de arquitetura em Hong Kong em 1983. A partir desse ponto de partida, sua contribuição para a arquitetura se aprofundou nas mesmas linhas reconhecidas na época de sua inclusão na mostra: o desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica distinta, matemática e, em suas próprias palavras, "fluida", além de sua emergência como uma figura feminina de liderança em um campo historicamente dominado por homens.

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RIBA apresenta a exposição "Difficult Sites: Architecture Against the Odds" em Londres, Reino Unido

O Royal Institute of British Architects (RIBA) acaba de anunciar sua mais nova exposição, intitulada "Difficult Sites: Architecture Against the Odds". Apresentando "conquistas arquitetônicas diante de terrenos complexos e intransigentes", a mostra acontecerá na RIBA Architecture Gallery, 66 Portland Place, Londres, de 11 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025. A exposição reúne obras de destaque de nomes renomados da arquitetura, como Sir Nicholas Grimshaw, Neave Brown e Lord Norman Foster, além de escritórios contemporâneos como Tonkin Liu, KnoxBhavan e Carmody Groarke.

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Comunicação é mais do que vender

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Com dezembro e janeiro praticamente superados, muitos de nós estivemos ocupados elaborando relatórios. Há um número cada vez maior de ferramentas para mensurar o valor de relações públicas (RP) sendo vendidas a empresas como forma de justificar sua própria importância. Não há dúvida de que é útil fazer um balanço periódico de iniciativas passadas e futuras, e a elaboração de um relatório pode até ser prazerosa ao reforçar uma sensação de realização e direcionamento. O problema é que essa cultura excessivamente dependente de relatórios gera uma comunicação de RP focada em gestão, que prioriza como algo parecerá no papel — em termos de estatísticas, gráficos e imagens — em detrimento do que foi de fato realizado.

A The Architecture Foundation, em Londres, por exemplo, está destacando o crescente cansaço em relação às bienais em seu próximo evento de março, intitulado “Bored of Biennales” [Cansados de Bienais]. É fácil imaginar como, com frequência, a melhor experiência desses eventos se dá não in situ, mas sim por meio de relatórios cuidadosamente editados ou da cobertura da mídia, conforme sugere a Fundação.

Destilaria Glenmorangie / Barthélémy & Griño

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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  610
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024

Teatro de Ópera Nevill Holt / Witherford Watson Mann Architects

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O apelo atemporal do modernismo na tecnologia e na arquitetura digital

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O Modernismo, movimento que buscou romper com as formas tradicionais e abraçar o futuro, lançou as bases para diversos avanços tecnológicos e digitais na arquitetura contemporânea. À medida que a Revolução Industrial trazia a produção em massa, novos materiais e inovações tecnológicas, nomes da arquitetura como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe defenderam o princípio de que a "forma segue a função" e uma abordagem racional do projeto. Seus preceitos ressoam na era digital, na qual o projeto computacional e os materiais de alta tecnologia redefinem a forma e a construção.

Os ideais modernistas do século XX — eficiência, simplicidade e funcionalidade — criaram uma base para que arquitetos/as experimentassem a clareza estrutural e a honestidade dos materiais. A arquitetura high-tech, surgida no final do século XX, evoluiu a partir desses princípios, fundindo as linhas limpas do modernismo com engenharia e tecnologia avançadas. Isso abriu caminho para o parametricismo e para os processos de projeto baseados em algoritmos, revolucionando a arquitetura e viabilizando formas complexas anteriormente consideradas impossíveis.

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Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água

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Docas e portos são espaços liminares onde a margem marca o encontro da terra com a água, e servem como um espaço de convergência para a cultura, a indústria e a comunidade. Para quem trabalha no mar, da pesca comercial à operação de transporte de carga, a doca é um limiar entre o trabalho e o descanso, entre a incerteza oceânica e a estabilidade terrestre. Para outras pessoas, funciona como uma porta de entrada para o lazer, o esporte e a aventura, abrigando desde clubes de remo a passeios de veleiro em família. E para tantas pessoas que nunca sobem a bordo, a doca oferece uma conexão profunda com o ambiente marinho, onde é possível pausar, observar e sintonizar-se com o ritmo das marés.

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Tocar o passado: quando a arquitetura se torna um gesto de continuidade

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Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.

A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.

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Museu do Lar / Wright & Wright Architects

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