Há alguns meses, foi encerrada a primeira exposição do escritório Zaha Hadid Architects (ZHA) na América Latina, realizada no Museo Universitario de Arte Contemporáneo (MUAC), no Centro Cultural de Ciudad Universitaria, na Cidade do México. A mostra reunia alguns dos projetos da arquiteta Zaha Hadid por meio de maquetes, materiais audiovisuais, pinturas e fotografias, abordando o processo criativo de sua prática e evidenciando a importância e a complexidade do design como eixo articulador de formas e processos construtivos em sua obra.
O Bangladesh construiu uma nova onda de arquitetura cultural na última década. Vinculados a influências de projeto de toda a região de Bengala e do subcontinente indiano como um todo, os edifícios modernos do país erguem-se ao lado de monumentos que remontam a milhares de anos. Com uma arquitetura enraizada na religião, na história e na cultura, os projetos contemporâneos apoiam-se no passado para imaginar um novo futuro para o Bangladesh e suas cidades.
O ano de 2024, após um período de incerteza global, testemunhou uma complexa interação de desafios e avanços. Embora as tensões geopolíticas e os efeitos remanescentes de crises passadas tenham continuado evidentes, o foco se voltou para a reconstrução, com comunidades de todo o mundo buscando soluções locais e formas de progredir apesar das adversidades. O panorama arquitetônico de 2024 apresentou uma exploração crescente de novos sistemas construtivos e tecnologias, muitas vezes inspirados em soluções vernáculas. Em escala urbana, os espaços são reconsiderados por seu potencial de transição para atividades mais voltadas para pedestres, mais áreas naturais e oportunidades de encontro comunitário e organização de eventos.
Discussões sobre descolonização, a preservação de técnicas construtivas tradicionais e a integração de narrativas locais nos projetos continuaram a ganhar força. O foco esteve menos em estruturas singulares e icônicas e mais em projetos ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes que atendessem às necessidades específicas das comunidades. Paralelamente, novas tecnologias, como os sistemas de IA, continuaram a impactar a profissão, mas são compreendidas cada vez mais não como substitutos, mas sim como ferramentas à disposição de profissionais de arquitetura e design para aprimorar seus processos.
Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.
Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.
À medida que as cidades crescem e evoluem, surge a questão de preservar, reabilitar ou adaptar locais históricos. A intervenção em tais edifícios requer um delicado equilíbrio entre honrar sua patrimônio e atender às demandas contemporâneas. Muitas vezes, as soluções mais inovadoras e radicais surgem quando os arquitetos tentam renovar um prédio mantendo sua pegada original e o máximo possível de suas características. Em seguida, eles criam extensões modernas que tanto harmonizam quanto contrastam com a estrutura original. Esta abordagem não apenas revitaliza o edifício, mas também celebra a sinergia entre o passado e o presente, incluindo materiais, tecnologia de construção, movimentos arquitetônicos, histórias e qualidade geral do edifício. A sobreposição de elementos antigos e novos por meio de harmonia ou contraste requer uma abordagem inteligente e sensível que confere ao edifício uma estética única e um novo significado.
O Salone del Mobile.Milano 2023 confiou ao escritório de arquitetura e engenharia milanês Lombardini22 a curadoria do espaço expositivo e a redefinição de seu layout e fluxos de circulação, visando garantir uma plataforma de negócios cada vez mais envolvente e contemporânea. Paralelamente, o estúdio Formafantasma foi encarregado de projetar a grande Arena e os Cameos, pequenas instalações expositivas distribuídas pelo pavilhão da feira. Na edição deste ano, sete exposições acontecerão simultaneamente no centro de exposições Fiera Milano, em Rho. Os eventos estarão abertos a profissionais de terça-feira, 18o, a domingo, 23o de abril, e ao público geral no sábado e no domingo.
Vero Beach Museum of Art. Imagem cortesia de Vero Beach Museum of Art
O Vero Beach Museum of Art (VBMA), na Flórida, anunciou a escolha do escritório Allied Works Architecture para liderar seu projeto de expansão e reforma. O processo de seleção durou mais de nove meses e contou com a participação de 13 escritórios de arquitetura de destaque nacional, culminando na definição de uma lista de finalistas. A equipe de projeto vencedora será liderada pelo fundador do Allied Works, Brad Cloepfil, e pelos diretores Chelsea Grassinger e Gabe Smith. A previsão é que as obras de expansão e reforma sejam concluídas até 2026.
Os jardins e plantas de interiores trazem diversos benefícios para a vida cotidiana. O projeto paisagístico de interior, também chamado de plantscaping, é muito mais que simplesmente alocar plantas nos espaços internos; envolve a localização estratégica de espécies vegetais dentro de uma obra, buscando potencializar e destacar certos aspectos do projeto arquitetônico.
Em nossos tempos modernos, a cultura obcecada pela imagem nos faz consumir uma grande quantidade de arquitetura através de fotografias, ao invés de experiências físicas e espaciais. As vantagens da fotografia de arquitetura são muitas: permitem que as pessoas obtenham uma compreensão visual de edifícios que talvez nunca tenham a oportunidade de visitar, criando um recurso valioso que permite expandir nosso vocabulário arquitetônico. No entanto, devemos permanecer críticos em relação às desvantagens da fotografia quando se trata de arquitetura. Jeremy Till, autor de "Architecture Depends,” (Arquitetura Depende, ainda sem versão em português) resume isto no capítulo "Out of Time" (Fora do tempo): "A fotografia permite que esqueçamos o que veio antes (o sofrimento do trabalho prolongado para cumprir com a entrega de um edifício completamente formado) e o que está por vir depois (as intempéries do tempo, sujeira, usuários, reformas). Ela congela o tempo. A fotografia de arquitetura 'eleva o edifício para fora do tempo' e proporciona um consolo para os arquitetos que podem sonhar por um momento que a arquitetura é um poder estável existente por sobre as marés do tempo".
Reconhecida como o maior prêmio da arquitetura no Reino Unido, a RIBA Royal Gold Medal for Architecture é aprovada pessoalmente por Sua Majestade, a Rainha, e concedida a um profissional ou grupo de profissionais que tiveram significativa influência, "direta ou indiretamente", no avanço da arquitetura.
Stone Tower Research Project. Imagem Cortesia de Groupwork
O escritório britânico de arquitetura, Groupwork, está desenvolvendo um projeto de pesquisa que pretende resgatar um dos mais tradicionais sistemas construtivos conhecidos pelo homem: a construção em pedra. Trabalhando em colaboração com a Jackson Coles, Eight Associates, Webb Yates, The Stonemasonry Company e a Polycor, os arquitetos da Groupwork estão investigando novas possibilidades para a construção de edifícios em altura em estrutura de pedra.
A história do concreto remonta à Roma Antiga, há aproximadamente 2000 anos atrás. A mistura de pedra calcária, cinza vulcânica e água do mar, conhecida como “Concreto Romano”, possibilitou a construção de aquedutos, estradas e templos, muitos deles ainda de pé. Algum tempo atrás descobriu-se que essa mistura original forma um mineral chamado tobermorita aluminosa, que se torna mais forte com o passar do tempo.
O estúdio Asif Khan apresentou imagens de sua primeira intervenção para a esfera pública da Expo 2020 Dubai. De 20 de outubro de 2020 a 10 de abril de 2021, a Expo Mundial terá três portais de entrada majestosos para receber visitantes de todo o mundo.
De piscinas cobertas, fontes externas tranquilas a cachoeiras e lagos de enormes proporções, a arquitetura historicamente envolveu a água de maneiras infinitamente inovadoras. Muitas vezes servindo a funções estéticas, mas também atuando como centros de atividade ou promovendo a sustentabilidade, os elementos aquáticos podem assumir inúmeras formas e servir a múltiplos propósitos. Abaixo, sintetizamos uma série de elementos de água adotados por projetos arquitetônicos contemporâneos inovadores, variando de residências unifamiliares a vastos complexos comerciais.