Durante a participação no Congresso Mundial de Arquitetura UIA 2023 em Copenhague, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Yasmeen Lari, a primeira arquiteta do Paquistão e vencedora da RIBA Royal Gold Medal de Arquitetura em 2023. Yasmeen Lari ganhou reconhecimento internacional por seus esforços na preservação do patrimônio e no ativismo humanitário, destacando as possibilidades de praticar arquitetura em comunidades desfavorecidas. Sua abordagem inovadora e socialmente consciente tem tido um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente. Ao projetar para comunidades resilientes, seu trabalho também está alinhado com os objetivos do Congresso Mundial de Arquitetos UIA e com a forma como a arquitetura pode contribuir para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
"Nossa profissão abdicou de sua responsabilidade para com o planeta:" uma conversa com Yasmeen Lari
Tideland Studio aplica tecnologias arquitetônicas para criar uma compreensão sensorial das mudanças ambientais
Embora seja inegável que o meio ambiente ao nosso redor esteja mudando devido à atividade humana, seus efeitos podem ser difíceis de perceber diretamente, já que frequentemente são ilustrados por imagens distantes e pouco identificáveis ou por gráficos e estatísticas exaustivamente repetidos. O escritório dinamarquês Tideland Studio busca mudar esse cenário. Por meio de seu trabalho, o estúdio propõe uma nova forma de compreensão sensível sobre as transformações em curso ao nosso redor. Sua atuação é interdisciplinar, fundindo pesquisa, arte e arquitetura, ao mesmo tempo em que emprega as mais recentes tecnologias de levantamento e fabricação para dar materialidade aos fenômenos abstratos que moldam o planeta. Devido à sua abordagem prática de pesquisa e às novas perspectivas que abrem em relação a ambientes extremos afetados pelas mudanças climáticas, o ArchDaily selecionou o Tideland Studio como uma das Novas Práticas de 2023. A seleção anual destaca escritórios emergentes que utilizam a inovação e processos voltados para o futuro para repensar as maneiras como praticamos a arquitetura.
“Cada um pertence a todos os outros”: Em conversa com a curadoria do Pavilhão da Itália na Bienal de Veneza 2023
Durante a edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Giacomo Ardesio e Claudia Mainardi, do Fosbury Architecture, integrantes da equipe de curadoria do Pavilhão Italiano ao lado de Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri e Veronica Caprino. O projeto curatorial, intitulado “Spaziale: Everyone Belongs to Everyone Else”, busca oferecer um retrato singular e original da arquitetura italiana no contexto internacional. A equipe de curadoria discutiu a origem do escritório, suas fontes de inspiração e a reflexão por trás das decisões projetuais que orientaram a concepção do pavilhão.
"São as pessoas que mantêm os edifícios vivos": Em conversa com SO?, curadores/as do Pavilhão da Turquia na Bienal de Veneza de 2023
Durante a visita à 18ª Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Sevince Bayrak e Oral Göktaş, fundadores do escritório SO? Architecture and Ideas, com sede em Istambul, e responsáveis pela curadoria do Pavilhão da Turquia. A exposição, intitulada Ghost Stories: Carrier Bag Theory of Architecture, explora o estado e o potencial oculto de edifícios abandonados por toda a Turquia, buscando propostas mais promissoras para o futuro. A conversa começou com uma reflexão sobre a situação dessas estruturas esquecidas e seu potencial latente, abordando em seguida as intenções por trás da exposição em Veneza e a mensagem da curadoria para o público geral.
"Arquitetura como suporte para a vida que queremos viver": Bjarke Ingels explica a sustentabilidade hedonista
Durante a palestra de abertura do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023, Bjarke Ingels, líder e fundador do BIG, compartilhou insights sobre desafios globais urgentes, juntamente com a abordagem distinta do escritório para enfrentá-los. Após a conferência, o ArchDaily teve a chance de conversar com Bjarke Ingels para expandir ainda mais esses tópicos. A discussão levantou diversos assuntos, incluindo a abordagem projetual do BIG, com base no princípio de "Sustentabilidade Hedonista", o significado e as oportunidades por trás dessa mudança de mentalidade, a aplicabilidade de inovações tecnológicas em diferentes campos e até mesmo em outros planetas, e a urgência de desenvolver uma Nova Bauhaus Europeia como resposta às emergentes necessidades ambientais.
Depósito de Design: 30 projetos que exploram diversas soluções de armazenamento

Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.
Ecologias em movimento: o futuro não será apenas construído, será semeado e plantado
A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, inaugurada em 20 de maio, está sendo uma verdadeira materialização do tema O laboratório do futuro, definido por Lesley Lokko. A curadora convidou "arquitetos e profissionais de um campo ampliado de disciplinas criativas a buscarem exemplos nas práticas contemporâneas que apresentem um caminho para que o público avance, imaginando eles mesmos o que o futuro pode trazer".
O Pavilhão do Chile, com a curadoria de Gonzalo Carrasco, Alejandro Beals e Loreto Lyon (Beals Lyon Arquitectos), explorou o tema Ecologias em Movimento. A exposição apresenta os desafios atuais acerca da reparação e restauração ecológica com o estudo dos processos de recuperação do solo com sementes endêmicas.
Unindo pessoas por meio da arquitetura: em conversa com Lina Ghotmeh, designer do Pavilhão Serpentine 2023
Durante a visita ao Serpentine Pavilion deste ano, a equipe do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh, a designer por trás da estrutura temporária construída no Kensington Gardens, em Londres. A conversa abordou as motivações e os conceitos que guiaram a concepção do pavilhão, intitulado À table, idealizado como um convite para sentar-se à mesa, compartilhar uma refeição e participar de diálogos abertos. Aprofundando-se em suas raízes libanesas, a arquiteta também detalha sua metodologia e o desejo de criar espaços de conversa e tomada de decisões, incentivando a convivência entre pessoas de diferentes origens e experiências. A equipe do ArchDaily também conversou com Hans Ulrich Obrist, diretor artístico das Serpentine Galleries, sobre o pavilhão como uma plataforma para a arquitetura e as artes.
Foodscapes: uma viagem às arquiteturas que alimentam o mundo
Foodscapes: o Pavilhão da Espanha para a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, com curadoria de Manuel Ocaña e Eduardo Castillo-Vinuesa, explora o contexto agroarquitetônico espanhol para abordar questões de alcance global. Analisa o passado e o presente dos sistemas alimentares e as arquiteturas que os constroem para olhar em direção ao futuro e indagar sobre outros modelos possíveis capazes de alimentar o mundo sem devorar o planeta.
Os fractais no coração da arquitetura indígena africana

Os fractais são formas geométricas complexas com propriedades dimensionais fracionárias. Eles surgiram como padrões turbilhonantes dentro das fronteiras da matemática, tecnologia da informação e gráficos de computador. Nos últimos 30 anos, esses padrões também se tornaram importantes ferramentas de modelagem em outros campos, incluindo biologia, geologia e outras ciências naturais. No entanto, os fractais existem muito além do surgimento dos computadores e foram observados por antropólogos em sociedades africanas indígenas. Um deles é Ron Eglash; um cientista americano que apresenta a evidência de fractais na arquitetura, arte, escultura têxtil e religião de sociedades africanas indígenas. Em seu livro, "Fractais africanos: computação moderna e design indígena", os fractais nas sociedades africanas não são simplesmente acidentais ou intuitivos, mas sim temas de design que evoluem a partir de práticas culturais e estruturas sociais. Embora a África seja um continente com grande diversidade de culturas, exemplos de arquitetura e padrões urbanos fractais podem ser encontrados em muitas sociedades indígenas. Essas formas de padrões urbanos e espaciais podem ser identificadas por características básicas, incluindo recursão, escala, auto-similaridade, infinito e dimensão fractal. Elas formam a base do caráter de looping contínuo desses padrões em diferentes escalas que podem se projetar ao infinito. Enquanto os termos usados para descrever o caráter fractal muitas vezes se encontram em matemática e semiótica da natureza, os padrões urbanos nas sociedades africanas indígenas, que são precursoras dessas terminologias, são originárias de práticas culturais e normas sociais. Um exemplo de design urbano fractal é a cidade indígena de Logone-Birni, em Camarões, fundada pelo povo Kotoko. As visões aéreas da cidade mostram iterações contínuas de edifícios retangulares formando um padrão fractal como design urbano. Esses complexos de construções são casas de barro locais construídas pelo povo Kotoko e, como descrito por Eglash em seu livro, "uma arquitetura de acreção", onde novos recintos retangulares crescem adotando e projetando-se a partir das paredes preexistentes de edifícios antigos. O padrão urbano resultante nasce de uma cultura de casa patrilocal e da necessidade de defesa coletiva da cidade. "Um homem gostaria que seus filhos morassem ao lado dele, então construímos adicionando paredes à casa do pai" era a história da arquitetura contada pelos descendentes dessa comunidade. Conforme a montagem de famílias cresce, os padrões fractais emergem, os edifícios coletivos formam um recinto defensivo e a escala de um edifício na paisagem é um testemunho da hierarquia familiar. Os assentamentos Ba-ila do sul da Zâmbia fornecem outro exemplo. As visões aéreas revelam uma série de cercados circulares dispostos dentro de um anel maior que abriga a comunidade, suas casas e cercados para animais. Cada cercado circular contém uma habitação familiar, cercada por um cercado para animais à frente e um altar sagrado atrás. Os cercados diminuem gradualmente de tamanho do topo para a base do anel, revelando a hierarquia de cada família na sociedade. Esse design urbano fractal único reflete a estrutura social do povo Ila, com o chefe da comunidade no ápice e novos membros na base do anel. Designs semelhantes são encontrados em outras comunidades indígenas, como Mokoulek em Camarões e Labbenzanga no Mali. Os fractais estão presentes não apenas no planejamento urbano da arquitetura indígena africana, mas também em seus planos de construção, arte, tecidos, penteados, ritos religiosos, jogos infantis e outros elementos culturais. Em sua palestra TED, Ron Eglash destacou a Insígnia Real, que é o palácio do rei de Logone-Birni. O palácio implica uma recursão de retângulos como padrão espacial. O padrão espacial revela saguões como espirais retangulares onde, à medida que alguém se move mais para o interior do recinto, é necessário se tornar mais educado. Esses planos espaciais fractais essencialmente mapeiam uma escala social para o comportamento das pessoas. A recursão desses fractais também continua em escalas menores, como a forma como os utensílios são empilhados dentro da casa e os padrões que adornam o design de objetos domésticos. Consequentemente, a presença de fractais em vários aspectos da cultura dentro de sociedades indígenas sugere a existência de algoritmos culturais dentro de sua ética. Por exemplo, ritos religiosos, como a Adivinhação de Areia Bamana, são algoritmos fractais importantes em sociedades da África Ocidental. Essa adivinhação, que é nativa dos moradores de Dakar, Senegal, usa um código simbólico de linhas com palavras binárias de 4 bits como modos de busca de conhecimento do sobrenatural. Eglash observa em sua palestra que essa adivinhação não apenas influenciou padrões fractais na África Ocidental, mas também códigos binários e álgebra booleana nos anos 1800, que foram usados para criar o computador digital. Outro algoritmo cultural em sociedades africanas pré-coloniais foi a ausência de hierarquia política e a presença de grupos sociais descentralizados. Essas sociedades apresentavam uma abordagem ascendente para a organização comunitária, que não impunha um plano urbano fixo, mas sim ideais sociais para interpretações arquitetônicas. Essas interpretações foram exploradas com diferentes iterações de famílias individuais e, coletivamente, projetaram um padrão que era fractal. Esses padrões não apenas auxiliaram no design, mas também foram celebrados e adotados como estéticas de práticas culturais dentro dessas comunidades. Essencialmente, os fractais no coração do design indígena africano não eram uma dinâmica social inconsciente, mas sim uma representação abstrata e técnica prática para definir suas estruturas socioculturais. Bibliografia Chétima, Melchisedek. "Além das fronteiras étnicas: práticas arquitetônicas e identidade social nas Terras Altas de Mandara, Camarões". Revista Arqueológica de Cambridge 29, nº 1 (2019): 45-63. Eglash, Ron. "Fractais na arquitetura de assentamentos africanos." Complexidade 4, nº 2 (1998): 21-29. Eglash, Ron. "Fractais africanos: computação moderna e design indígena." (1999). Eglash, Ron, e Toluwalogo B. Odumosu. "Fractais, complexidade e conectividade na África." O que as matemáticas da África 4 (2005): 101-9. Kitchley, Jinu Louishidha. "Fractais na arquitetura." ARQUITETURA E DESIGN-NOVA DELHI- 20, nº 3 (2003): 42-51. Lorenz, Wolfgang E. Fractais e arquitetura fractal. na, 2002.
Apresentando o Troféu do Prêmio Building of the Year 2023

“Com o crescimento da internet, as imagens de arquitetura encontraram um novo canal de distribuição. Profissionais da arquitetura até mesmo em regiões remotas passaram a se conectar a uma nova circulação global de ideias e de reconhecimento arquitetônico. Blogs de arquitetura, como o ArchDaily, começaram a mudar os padrões de produção e consumo do conhecimento arquitetônico [...] Prêmios com participação do público, como o Building of the Year do ArchDaily, mudaram o mapa global de escritórios e edifícios premiados.” – Shawhin Roudbari, no artigo Crowdsourced and Crowd-Pleasing: The New Architectural Awards and the City.
Ao longo dos anos, as equipes vencedoras do prêmio Building of the Year receberam um troféu de madeira feito à mão no Chile. No entanto, para evoluir e manter a fidelidade ao espírito da premiação, recorremos à nossa comunidade para projetar sua próxima versão: um troféu impresso em 3D com certificado em blockchain, que será enviado às equipes de arquitetura e demais envolvidos no projeto.
Os 77 melhores livros de design de iluminação

A luz é um elemento essencial para perceber a arquitetura e para habitar e trabalhar em edifícios. Por isso, profissionais de arquitetura, designers de iluminação, docentes e pesquisadores/as têm escrito livros inspiradores sobre o tema. Essas pessoas compartilharam suas valiosas teorias e transformaram suas experiências em diretrizes para aprimorar o projeto de iluminação natural e a arte da iluminação.
Esta seleção oferece uma valiosa fonte com os melhores livros de design de iluminação para estudantes, profissionais e acadêmicos/as. A lista está agrupada por categorias: iluminação natural, iluminação, iluminação urbana, fachadas de mídia, iluminação paisagística, coleções de luz, cultura, monografias, história, iluminação cênica e arte da luz. Em cada seção, os volumes aparecem em ordem alfabética, com as publicações recentes no início, seguidas pelas clássicas. Descubra obras fascinantes que vão iluminar sua percepção e compreensão da luz e do espaço.
"Sobre o acesso a espaços verdes e públicos": Em conversa com Co.Creation.Architects e POCAA
Quando o Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou os vencedores de sua edição de 2022, 20 projetos foram selecionados por sua excelência nas áreas de design contemporâneo, habitação social, desenvolvimento comunitário e preservação e melhoria do meio ambiente. Entre eles, um projeto em Jhenaidah, Bangladesh, conseguiu capitalizar a força da comunidade local para reverter a degradação ecológica de sua paisagem ribeirinha e criar um espaço público funcional e socialmente inclusivo ao longo das margens do rio. A editora-chefe do ArchDaily, Christele Harrouk, teve a oportunidade de entrevistar Suhailey Farzana e Khondaker Hasibul Kabir, cofundadores do Co.Creation.Architects, e Rubaiya Nasrin, da Plataforma de Ação Comunitária e Arquitetura (POCAA), que fazem parte da equipe por trás da Co-criação de Espaços Urbanos pelo Rio Nobogonga, em Bangladesh. O projeto também venceu a 5ª categoria do Prêmio UIA 2030 para o Acesso a Espaços Verdes e Públicos.
Sustentabilidade, IA e o Futuro da Construção na Índia: Uma Entrevista com Amit Gupta
Trabalhando atualmente em 45 projetos simultâneos, incluindo o maior parque de biodiversidade da Índia e o segundo maior do mundo, Amit Gupta lidera o Studio Simbiosis há 12 anos, com um foco especial na sustentabilidade, onde o desempenho segue a experiência mais do que a forma segue a função.
Nesta edição de 2022 do World Architecture Festival, em Lisboa, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Amit Gupta sobre a filosofia por trás do Studio Simbiosis, os desafios de construir no contexto de baixa tecnologia da Índia e o futuro da inteligência artificial e do metaverso no projeto arquitetônico.
"BIG Ideas": Bate-papo ao vivo no DAAily Bar com Jakob Lange
As plataformas DAAily Designboom, Architonic e ArchDaily criaram um espaço único de narrativa para apresentar palestras selecionadas sobre design e arquitetura durante a Milan Design Week de 2022. Batizado de DAAily Bar, o cenário funcionou como um novo ponto de encontro, reunindo designers de renome e exibindo instalações artísticas imersivas.
Como parte dos DAAily Bar Live Talks, o fundador e editor-chefe do ArchDaily, David Basulto, teve a oportunidade de conversar com Jakob Lange, arquiteto e sócio do BIG, sobre o projeto BIG Ideas, os empreendimentos mais recentes do BIG – Bjarke Ingels Group e o futuro da empresa.
Johanna Meyer-Grohbrügge e a espacialização do conteúdo

Do momento em que despretensiosamente começou os estudos de arquitetura, até se apaixonar pela complexidade do campo e pela multiplicidade de suas camadas, Johanna Meyer-Grohbrügge ficou impressionada com a natureza dual da arquitetura; seu aspecto intelectual e resultado físico. Fundadora da Meyer-Grohbrügge em Berlim, a arquiteta e seu estúdio buscam espacializar conteúdos, criar relacionamentos e encontrar soluções para a convivência.
Junto a Toshiko Mori e Gabriela Carrillo, Johanna Meyer-Grohbrügge faz parte do novo documentário Women in Architecture, que estreará no dia 3 de novembro de 2022. O filme, realizado por Sky-Frame em colaboração exclusiva com o ArchDaily e direção de Boris Noir, é um catalisador para o debate e reflexão em torno de um dos temas mais urgentes na arquitetura.
Novas Práticas ArchDaily 2023: inscrições abertas

À medida que a complexidade do nosso mundo nos apresenta desafios cada vez maiores a uma velocidade sem precedentes, nosso ambiente construído tornou-se uma das questões mais críticas de nossa sociedade. Da escassez de energia à desigualdade, densidade, diversidade, desperdício, produção de alimentos, economia circular e identidade, tudo converge para o ambiente construído. Para enfrentar isso, a arquitetura precisa se adaptar.
Durante o século passado, nossa profissão seguiu uma evolução linear desde o avanço do modernismo, mas as crescentes pressões criaram o cenário perfeito para impulsionar a arquitetura a dar o próximo salto. Vemos um número crescente de arquitetos questionando a forma como nos organizamos e praticamos, buscando um impacto mais amplo, forte, rápido e escalável. E eles estão optando por fazer as coisas de uma nova maneira, criando novas práticas, empresas, coletivos ou startups que estão liderando a revolução com suas novas abordagens, propostas e soluções, e inspirando outros a participar.
Mulheres na Arquitetura: Gabriela Carrillo

A arquiteta mexicana Gabriela Carrillo construiu uma carreira exemplar e apaixonada pela cidade, pelo território e pela diversidade. Suas obras amplamente premiadas, primeiro em parceria com Mauricio Rocha e agora dirigindo seu próprio escritório, tornaram-se a imagem de referência quando se trata de arquitetura contemporânea no México. Seus projetos traduzem as necessidades do mundo, desenvolvendo um trabalho constante para reconhecer os valores do território, a fim de proporcionar espaços que dignifiquem seus habitantes. Situada entre a práxis, a teoria e a pesquisa, seus interesses estão focados no cotidiano, desenvolvendo uma prática flexível e dinâmica que permite manter um equilíbrio entre o trabalho e a vida.
Ao lado de Toshiko Mori e Johanna Meyer-Grohbrügge, Gabriela Carrillo faz parte do novo documentário Women in Architecture, que será lançado em 3 de novembro de 2022. A filmagem promovida pela Sky-Frame, em colaboração exclusiva com o ArchDaily e sob a direção de Boris Noir, é um impulso para inspiração, debate e reflexão em torno de uma das questões mais prementes da arquitetura.





















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