A Buildner também anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2025, a segunda edição do concurso que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com um expressivo fundo de prêmios de 100.000 EUR, a iniciativa oferece uma vitrine global para que arquitetos/as e designers apresentem suas propostas não construídas mais instigantes, sejam elas conceituais, publicadas, inéditas ou totalmente desenvolvidas.
O Museu Edo-Tokyo reabriu ao público após uma renovação de vários anos, revelando uma série de intervenções cenográficas e instalações projetadas pelo OMA sob a direção de Shohei Shigematsu. Sendo o primeiro projeto público do escritório no Japão, a comissão faz parte da renovação mais ampla do icônico edifício do museu, projetado pelo/a arquiteto/a metabolistaKiyonori Kikutake. Inaugurada originalmente em 1993 como o primeiro museu dedicado à história de Tóquio, a instituição traça a evolução da cidade desde o período Edo até os dias atuais, e as novas intervenções visam fortalecer sua relação com o público contemporâneo, preservando a identidade da arquitetura de Kikutake.
O Sudeste Asiático é frequentemente descrito como uma espécie de playground arquitetônico—uma arena onde os ideais modernos e contemporâneos foram testados em escala real por meio de edifícios singulares e icônicos. É fácil traçar uma linhagem por meio de nomes que ajudaram a moldar o imaginário das silhuetas urbanas da região: o Lippo Centre de Paul Rudolph em Hong Kong e o The Concourse em Cingapura; o OCBC Centre de I.M. Pei e a Bank of China Tower em Hong Kong; a Suprema Corte de Cingapura de Norman Foster e o HSBC Main Building em Hong Kong; a Prefeitura de Hong Kong de Ron Phillips; e o Marina Bay Sands de Moshe Safdie. Contudo, essa história familiar—contada por meio de objetos, colonialismo, autoria e formas de assinatura—corre o risco de ignorar uma camada de influência mais profunda e consequente: as lógicas de planejamento e as estruturas de infraestrutura que silenciosamente organizaram a maneira como essas cidades se expandem, se adensam e distribuem a vida cotidiana.
A figura de Titono na mitologia grega propõe uma reflexão sobre o paradoxo da permanência. Ao suplicar a Zeus pela imortalidade, ele se esqueceu de pedir a juventude eterna, o que resultou em uma vida de envelhecimento sem fim. Com o passar do tempo, seu corpo se deteriora, transformando a própria imortalidade em um fardo. A narrativa sugere uma contradição fundamental: a permanência, quando desvinculada da capacidade de mudança, deixa de ser uma qualidade desejável. Em vez de estabilidade, gera uma decadência acumulada sem adaptação.
Historicamente, a arquitetura frequentemente caiu na chamada "Armadilha de Titono". Os materiais são especificados para resistir ao tempo, os sistemas são detalhados para evitar transformações e os edifícios são concebidos como imagens estáticas. No entanto, essa busca pelo estático raramente sobrevive à realidade das intempéries. Entre o momento do projeto — frequentemente associado a representações precisas e controladas — e a vida útil de uma edificação, as superfícies inevitavelmente sofrem desgaste, mudam de aparência e perdem seu acabamento original. O envelhecimento costuma ser interpretado como uma perda, em vez de ser incorporado como parte da linguagem arquitetônica.
Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e a valorização do solo frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas remanescentes no entorno da projeção de um edifício, mas essa estratégia se transformou com a introdução dos pilotis pelo movimento modernista no início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a livre circulação e a passagem de luz sob a estrutura, as exigências contemporâneas de cargas sísmicas, rotas de fuga contra incêndio e alta ocupação tornam os pilares delgados insuficientes para as demandas dos grandes projetos cívicos atuais.
Contudo, a busca pela leveza arquitetônica não é um fenômeno estritamente contemporâneo. Após a introdução dos pilotis pelo modernismo, diversos projetos de meados do século passado começaram a experimentar com a ilusão de suspensão para alcançar uma transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios a um contexto legislativo. O edifício consiste em uma sólida câmara de assembleia elevada sobre uma série de pilares delgados. Como o terreno se situa em um terraço ao final de uma rua em declive, o vazio resultante faz mais do que apenas permitir a circulação; ele emmoldura vistas da cidade, criando a impressão de que o pesado volume legislativo flutua delicadamente sobre o tecido urbano.
O modernismo na arquitetura foi, talvez, a primeira filosofia de projeto de edifícios verdadeiramente global. Surgido no início do século XX, seus primeiros expoentes foram grandes nomes europeus, como Le Corbusier, Walter Gropius, e Mies van der Rohe. Em 1923, Le Corbusier publicou sua obra teórica seminal, conhecida em português como Por uma arquitetura. A novidade e a rejeição da história eram preceitos centrais do modernismo, manifestando-se no uso de novos materiais, como o aço e o concreto, que propiciaram uma liberdade de expressão formal sem precedentes.
Em meados do século XX, o modernismo foi adotado em todo o mundo por nações que se recuperavam da Segunda Guerra Mundial e superavam o legado do colonialismo. O movimento tornou-se a linguagem da reconstrução e da afirmação nacional, fortalecido por sua rejeição ao passado. Sua ênfase na tecnologia se adequava a esse "admirável mundo novo" da indústria, do desenvolvimento em larga escala e das novas tipologias arquitetônicas. Um século após seu surgimento, o próprio modernismo tornou-se o legado. À medida que os edifícios se tornam obsoletos ou atingem o fim de sua vida útil, cresce a valorização do patrimônio histórico dessas estruturas, tanto como objetos de design quanto como símbolos do espírito da época em que foram construídos. Apresentamos aqui cinco edifícios modernistas de cinco regiões diferentes que passam por propostas de reutilização adaptativa. Se outrora a forma seguia a função, aqui, a função deve seguir a forma.
Localizado aproximadamente 300 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, na ilha de Andøya, no norte da Noruega, o projeto The Whale, de Dorte Mandrup, está atualmente em construção na linha costeira de Andenes. O pequeno assentamento está situado perto de Bleiksdjupa, um cânion submarino profundo que atrai a vida marinha para perto da costa e contribui para o papel da região como destino de observação de baleias. Imagens recentes da obra mostram o edifício surgindo da costa rochosa, mantendo um perfil baixo que acompanha os contornos do terreno. O contexto circundante, incluindo o farol existente e as estruturas residenciais, insere o projeto em um ambiente costeiro ativo.
No dia 12 de março, o arquiteto chileno de ascendência croata Smiljan Radić Clarke foi laureado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026. O júri destacou sua "abordagem pouco ortodoxa do projeto", que "pode parecer inicialmente incomum, inesperada e até rebelde; no entanto, longe de produzir alienação ou distanciamento, sua postura anticanônica parece fresca e sem precedentes. Ela transmite a sensação inconfundível de se deparar com algo novo." Este reconhecimento será celebrado com a palestra anual e a mesa-redonda do Prêmio Pritzker de Arquitetura, que acontecerão na Cidade do México, na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), no Teatro Estefanía Chávez da Faculdade de Arquitetura, no dia 12 de maio de 2026.
Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.
Em 2026, Barcelona se tornará o epicentro mundial da arquitetura ao ser nomeada Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO e pela UIA. Esse reconhecimento reforça o papel da cidade como laboratório urbano de inovação, sustentabilidade e design contemporâneo. Nesse contexto, estudar um mestrado em arquitetura em Barcelona representa uma oportunidade para arquitetos, arquitetas e profissionais do setor que buscam se especializar e se conectar com as tendências que estão transformando a disciplina.
São oito horas da manhã e o painel do carro indica 36°C nas ruas de San Pedro Sula, em Honduras. O céu está quase limpo: seu azul é intenso e as poucas nuvens que passam brilham sob o sol. O ar-condicionado dos carros — todos com vidros escurecidos — faz esquecer que, ao descer, o ar quente e úmido pesará sobre os ombros, provocando suor imediato.
Puerto Cortés, no Caribe, fica longe demais para um mergulho rápido, mas, no bairro de Armenta, o rio homônimo desce quase em silêncio da Sierra del Merendón e corre de oeste a leste entre pedras cinzentas. Na margem norte, as árvores altas e frondosas no topo do barranco dão sombra a uma praça longa, seca e empoeirada, enquanto as grossas raízes expostas conferem rugosidade ao terreno. Ali, o sol castiga menos.
Bolete Lounge BIO® por Andreu World x Patricia Urquiola. Imagem cortesia de Andreu World
Ao entrar em um grande espaço de convivência, no lobby de um hotel ou em um ambiente de trabalho em plano aberto, a primeira coisa que se nota não é o que divide o espaço, mas o que o mantém unido. Raramente existem limites claros, salas óbvias ou divisórias rígidas; ainda assim, o espaço parece organizado. Algumas áreas convidam à pausa; outras ditam o movimento; outras promovem a convivência. As transições são sutis, mas legíveis.
Ao mesmo tempo, espera-se mais desses interiores. Eles devem acomodar mudanças constantes, resistir ao uso intenso e responder às pressões ambientais reduzindo o desperdício, prolongando a vida útil e evitando substituições frequentes. A questão não é apenas a aparência de um espaço, mas sim o seu desempenho ao longo do tempo. O que realmente está sustentando essa carga?
No Salone del Mobile 2026, a 64ª edição da feira ocorreu em um momento de transição para a indústria global do design, no qual questões de produção, colaboração e desempenho a longo prazo estão reconfigurando formatos consagrados. Realizada na Rho Fiera Milano e estendendo-se por toda a cidade durante a Milan Design Week, a edição deste ano reuniu mais de 1.900 expositores e, ao mesmo tempo, introduziu novas camadas curatoriais e estratégicas. Entre os desdobramentos mais significativos esteve a primeira iteração pública do "Salone Contract", uma iniciativa de longo prazo desenvolvida a partir de um plano diretor de Rem Koolhaas e David Gianotten, do OMA. Durante o evento, o editor-gerente do ArchDaily, Romullo Baratto, e a editora-chefe, Christele Harrouk, reuniram-se com David Gianotten. Na conversa, Gianotten refletiu sobre como o projeto responde a mudanças mais amplas na prática do design, migrando de uma produção baseada em objetos para sistemas integrados e estruturas colaborativas.
Visualizações do projeto do Museum of Furniture Studies, 2026. Imagem cortesia de COBE
O Museum of Furniture Studies foi fundado em 2017 em Estocolmo, apresentando um acervo de mais de 1.300 peças de mobiliário criadas por mais de 44 designers internacionais. A sede física do museu fechou em 2022, mas a instituição manteve sua visibilidade por meio de seu Arquivo Digital de Design de Mobiliário até ser adquirida pela IKEA em 2024. Nesta semana, o escritório dinamarquês de arquitetura Cobe anunciou a transformação de um antigo galpão da IKEA em Älmhult, na Suécia, na nova sede do museu. O projeto prevê a conversão de um depósito fechado em um espaço aberto e acessível voltado ao design, preservando sua estrutura industrial. A inauguração do edifício está prevista para o início de fevereiro de 2027.
Algumas cidades crescem pela continuidade; outras se constroem em momentos de aceleração. Baku, no Azerbaijão, parece situar-se em algum ponto intermediário. Seu núcleo histórico, o Icherisheher, ainda mantém uma lógica espacial que resiste à expansão: denso, fechado, definido pela proximidade e pela repetição. No entanto, logo além de suas muralhas, a cidade começa a se transformar. A escala aumenta, as distâncias se ampliam e a relação entre os edifícios passa a se basear menos na continuidade e mais na visibilidade.
Nas últimas duas décadas, Baku tem sido palco de um esforço deliberado para construir uma imagem de si mesma. A riqueza do petróleo forneceu os meios, mas a arquitetura tornou-se uma de suas principais ferramentas. Projetos como o Centro Heydar Aliyev, do escritório Zaha Hadid Architects, ou as Flame Towers são símbolos dessa transformação, com formas projetadas para circular tanto nos meios de comunicação quanto na própria cidade. Trata-se de objetos precisos, controlados e extremamente bem resolvidos. Contudo, eles também introduzem uma lógica urbana distinta, que privilegia a singularidade em detrimento da continuidade e posiciona a arquitetura como um agente de representação.
O que acontece quando se escolhe o reuso em vez da demolição? Em Østbirk, na Dinamarca, um antigo galpão de madeira de 30 anos foi transformado em um hub de inovação de referência internacional, com 14.000 metros quadrados, voltado para a equipe de quase 500 profissionais da VELUX. Este artigo explora como o projeto da LKR Innovation House desafia as práticas convencionais de construção, preserva o legado dos materiais e oferece lições práticas para profissionais de arquitetura que trabalham com estruturas existentes. Um novo livro documenta esse processo por meio de ensaios, entrevistas e fotografias.
A enchente não chega de surpresa. Ela retorna, acompanhando os mesmos rios transbordantes e céus de monção, amolecendo a terra e invadindo casas que nunca foram feitas para resistir a ela. Paredes são desamarradas antes de serem perdidas, materiais são recolhidos antes de flutuarem para longe, e as estruturas são reconstruídas com uma familiaridade que sugere que isso não é destruição, mas sequência. Em paisagens onde a água retorna a cada ano, a sobrevivência é definida pela capacidade de recomeçar.
Nas planícies de inundação de Bangladesh, da bacia do Brahmaputra e do Delta do Mekong, a inundação é uma certeza sazonal. Relatórios de instituições como o Banco Mundial e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas frequentemente abordam as enchentes sob a ótica da exposição e do dano, medindo o sucesso através da resistência e da durabilidade. No entanto, em territórios que ficam submersos anualmente, essas métricas descrevem o problema apenas em parte. O próprio solo oscila entre os estados sólido e líquido. Construir como se ele fosse fixo significa projetar contra a própria condição que o define.
Os desenhos de arquitetura operam por meio da abstração. Plantas, cortes e elevações condensam informações espaciais, construtivas e dimensionais em um conjunto de códigos que fazem sentido dentro da disciplina, mas que nem sempre são imediatamente legíveis para quem não está familiarizado com essa linguagem. Em alguns projetos, essa condição pode gerar uma tensão recorrente entre o que é projetado e o que pode ser compreendido. Isso se intensifica quando as ferramentas utilizadas não correspondem à escala e à complexidade do projeto. Em contextos como casas unifamiliares, reformas ou ampliações, softwares excessivamente complexos podem introduzir ruídos, atrasos e dependências desnecessárias, tornando as propostas mais difíceis de desenvolver e transmitir.
A cada primavera, a Milan Design Week 2026 transforma a cidade em uma plataforma distribuída para a cultura do design, onde protótipos, lançamentos de produtos e investigações baseadas em pesquisa coexistem em múltiplas escalas, incluindo uma presença crescente de objetos projetados por arquitetos/as. Realizada de 20 a 26 de abril, a edição de 2026 voltou a se concentrar no 64º Salone del Mobile.Milano na Fiera Milano, complementada por uma rede de espaços e exposições independentes por toda a cidade — um panorama ampliado que se reflete na seleção de instalações e exposições do ArchDaily que acompanha a programação deste ano.
O escritório de arquitetura ORGA, sediado nos Países Baixos e inspirado na natureza, concluiu o projeto de um bairro de carbono negativo em Marknesse, um vilarejo na província holandesa de Flevoland. O projeto é composto por 12 moradias de aluguel acessível construídas com uma alta porcentagem de materiais de base biológica. Seu principal objetivo é desenvolver soluções habitacionais escaláveis que minimizem as emissões de CO₂ e reduzam a dependência de recursos fósseis. O projeto reinterpreta a tradicional casa de tijolos holandesa, conhecida pela tipologia "Vermelho de Delft" (Delft Red), caracterizada por fachadas de tijolos vermelhos e telhas vermelho-alaranjadas, ao mesmo tempo em que introduz chaminés de madeira que também funcionam como habitats para morcegos. Encomendado pela associação de habitação Mercatus, o protótipo foi construído no primeiro semestre de 2025 e é destinado a compradores/as do primeiro imóvel e famílias de baixa renda.
A arquitetura é frequentemente compreendida como uma questão de fechamento. Paredes definem o espaço, separando o interior do exterior e estabelecendo limites claros. No entanto, em muitos projetos na América Latina, essa distinção se torna menos precisa. Em vez de operarem como objetos fechados, os edifícios muitas vezes permanecem abertos, permitindo a passagem do ar, da luz e do movimento.
Essa condição vai além da forma. Em toda a região, a arquitetura responde há muito tempo a climas caracterizados pelo calor, pela umidade, pela forte exposição solar e pelas chuvas sazonais, bem como a culturas construtivas moldadas pela adaptação, pelo trabalho coletivo e pelo engajamento direto com o meio ambiente. Nesses contextos, interiores totalmente vedados nem sempre são a resposta mais eficaz. O espaço é frequentemente organizado por meio da sombra, da ventilação e de zonas intermediárias que regulam, em vez de isolar.
"A história da arquitetura não está errada", argumentou Lesley Lokko em sua introdução para a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, "mas está incompleta." Durante a maior parte do século XX, a história da arquitetura falou uma única língua: uma narrativa singular e dominante, centrada em um punhado de movimentos, nomes e cidades, cujo alcance e influência pareciam universais justamente porque as vozes alternativas eram silenciadas. Os movimentos de design, contudo, raramente cruzavam fronteiras intactos. Eram frequentemente absorvidos, resistidos, reinterpretados e transformados a depender da geografia, da política, da economia, do clima e dos materiais disponíveis. O que chegava a um lugar como doutrina tornava-se, em outro, algo inteiramente diferente.
Este mês, o ArchDaily explora Design do Século XX em Fluxo: Uma Reinterpretação Global da História da Arquitetura, um tema que mapeia as linguagens projetuais do século não como um cânone único, mas como uma constelação de trajetórias em evolução, cruzamento e contínua reinvenção. O tema desafia a premissa de que as arquiteturas regionais e não ocidentais eram meramente derivadas — posicionando-as, em vez disso, como locais de reinterpretação ativa, onde ideias globais eram filtradas por materiais, climas, mão de obra e práticas culturais locais para produzir algo inteiramente singular.
A cada ano, o ArchDaily Next Practices Awards destaca escritórios emergentes que estão expandindo os limites da arquitetura por meio de novos métodos, materiais e formas de trabalhar. Selecionadas a partir de um panorama global, essas práticas refletem um distanciamento de definições singulares da disciplina, voltando-se a questões mais amplas de construção, meio ambiente e impacto social. Em vez de operar em categorias rígidas, muitos desses escritórios se posicionam de forma transversal entre diferentes campos, combinando projeto, pesquisa e produção para responder às condições contemporâneas.
Escolhido como um dos vencedores da edição de 2025, o Hand Over é um escritório sediado no Cairo que atua na interseção entre projeto, construção e pesquisa. Fundado por Radwa Rostom, engenheira civil com mais de quinze anos de experiência em desenvolvimento e sustentabilidade, o estúdio trabalha por meio de um modelo integrado de projeto e construção, engajando-se com a construção com terra, materiais locais e processos de base comunitária.