“Juntas somos mais fortes”, dizem os cartazes das massivas marchas latino-americanas no Dia Internacional da Mulher. Elas tecem redes em todas as suas esferas de atuação: suas famílias, comunidades e ambientes de trabalho. E o mundo da arquitetura não fica de fora. Entre as arquitetas, esses laços permitem que se mantenham conectadas — como demonstra o caso destas quase 30 redes de mulheres arquitetas na região que apresentamos a seguir.
Enquanto agricultores regam plantações sob a luz do luar, crianças sem documentos vão à escola e moradores locais vasculham o céu em busca de aviões de vigilância — estes são vislumbres de uma cultura complexa que emerge no sul do Líbano depois do anoitecer. Ao reunir algumas dessas práticas noturnas, Mohamad Nahleh — docente de arquitetura e urbanismo no MIT — viajou pelas paisagens de Jabal ‘Amil na esperança de construir uma nova aliança entre a arquitetura e a noite. Sua pesquisa "Path of Nightrise" transformou-se em uma construção física para reabilitar um caminho fluvial esquecido e foi publicada pelo Places Journal. A entrevista com Nahleh defende uma nova imaginação noturna no design e revela não apenas como a noite mudou no Líbano ao longo do tempo, mas também como ele mudou junto com ela.
No âmbito do Festival de Intervenções Urbanas do Gran Concepción FUGAZ, a equipe formada por Álvaro Parraguez, Beatriz Harriet, Bárbara Schumacher, Josefa Acevedo e Luis Cambiaso desenvolveu uma instalação no balneário de Villarrica, em Dichato (Concepción, Chile), que foi a vencedora do Concurso de Instalações Efêmeras 2022. O concurso propunha a necessidade de uma instalação efêmera que funcionasse como espaço de uso para o festival, integrando diversas propostas relacionadas à dança, ao teatro, à música e a outras disciplinas a serem desenvolvidas ao longo do dia.
Imagem por Hsiang-Peng Chang, 2022. Imagem cortesia de A' Design Award & Competition
O A' Design Awards concluiu recentemente seu ciclo de 2022-2023, premiando centenas de projetos de várias categorias e de todas as partes do mundo. Sendo uma das principais competições internacionais de design com júri do mundo, seu objetivo é reconhecer e promover o melhor do design global em diversas disciplinas criativas. Com mais de 100 categorias — incluindo Design de Mobiliário; Arquitetura, Edificações e Design de Estruturas; Design de Espaços Interiores e de Exposições, entre outras —, a premiação está atualmente com as inscrições abertas para o ciclo de 2023-2024.
Uma das principais funções da arquitetura é proporcionar abrigo, atendendo às necessidades fisiológicas e de segurança na base da hierarquia da motivação humana de Abraham Maslow. Ao longo da história, a necessidade de proteção ficou evidente no comportamento de nossos ancestrais, que buscavam refúgio em cavernas para se proteger de intempéries climáticas e predadores. À medida que as sociedades passaram do estilo de vida nômade para o sedentário e as necessidades básicas foram mais facilmente supridas, os abrigos tornaram-se mais avançados, evoluindo para espaços construídos com propósitos específicos. Esses primeiros abrigos resistiram aos elementos de seu tempo e lançaram as bases para a arquitetura moderna como a conhecemos hoje.
Hoje, as condições climáticas extremas decorrentes das mudanças no clima testam cidades, edifícios e materiais. Veneza sofre com inundações, e o Svalbard Global Seed Vault enfrenta o derretimento do gelo. Sem medidas concretas, a situação continuará a se agravar, aumentando a necessidade de estratégias eficazes que nos permitam coexistir com o meio ambiente e desenvolver materiais mais resistentes para nossos edifícios. Um exemplo desses materiais do futuro é o NATURCLAD-B, um sistema de painéis de madeira de alta qualidade e livre de manutenção, projetado para arquitetura, design de interiores e construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138602/arquitetura-a-prova-de-clima-revestimentos-supertexturizados-para-condicoes-extremasEnrique Tovar
A escolha do autor para o melhor terminal de aeroporto internacional: o magnífico Aeroporto Dulles de Eero Saarinen. 1962 . Imagem cortesia de Wikimedia Commons
Recentemente, decidi que não me deixaria arrastar pelos debates vazios sobre como o ChatGPT roubaria o emprego de todo/a arquiteto/a experiente no mundo antes de 2030, mas um artigo inteligente publicado neste site por Geethanjali Raman e Mohik Acharya me fez mudar de ideia. O que não está sendo enfatizado é que os algoritmos que analisam informações na internet são tão bons quanto a qualidade dessas próprias informações. A história da arquitetura sugere que toda novidade tem prazo de validade, desaparecendo rapidamente de vista após o esgotamento do frisson inicial. Apenas o que há de melhor resiste após um longo período de avaliação e crítica. Qualquer nova arquitetura amplamente elogiada e difundida desde o surgimento da internet provavelmente ainda não foi testada pelo tempo e, portanto, não serve como parâmetro de referência. E sejamos francos: alguns dos piores edifícios já projetados por seres humanos estão espalhados pelo ciberespaço, soterrando obras muito melhores que ainda não foram digitalizadas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138619/arquitetos-e-arquitetas-devem-resistir-a-revolucao-da-iaMark Alan Hewitt
Embora se tenha assumido por muito tempo que os recém-nascidos não enxergam cores, estudos mais recentes mostram que eles conseguem, de fato, distinguir diferentes tonalidades. E mesmo que as mentes jovens ainda não compreendam totalmente o que estão vendo, a impressão e o impacto de um estímulo visual vibrante geram uma resposta potente. Isso permanece válido ao longo de toda a vida: as cores podem influenciar nossos sentimentos de maneira profunda. Profissionais de arquitetura e design há muito utilizam essa relação a seu favor, especialmente em espaços internos. Seja para destacar elementos arquitetônicos específicos, criar determinadas atmosferas, delimitar áreas em layouts de conceito aberto ou iluminar um ambiente através dos acabamentos, as cores são ferramentas fundamentais para os/as profissionais durante todo o processo de projeto. Em especial, a combinação de múltiplos tons vibrantes — técnica conhecida como color blocking — pode ser um verdadeiro sucesso se bem executada.
Le Corbusier certa vez descreveu a arquitetura como “o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes reunidos sob a luz”. A luz natural – e a sombra que a acompanha – desempenha um papel crucial na formação da nossa percepção da arquitetura, cumprindo uma longa lista de funções que definem como as pessoas que utilizam os espaços vivenciam, se apropriam e interagem com os edifícios. Desde iluminar e acentuar até valorizar as vistas e evocar aconchego, a presença da luz natural tem o poder de definir o tom e a linguagem estética de um ambiente. Ela apresenta, inclusive, um impacto significativo na saúde e no bem-estar humano, o que inclui melhorar o humor e a produtividade, regular o ritmo circadiano e reduzir a fadiga ocular e as dores de cabeça – ela torna as nossas vidas literalmente mais brilhantes.
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A simplicidade autoexplicativa e a facilidade de combinação das lousas estimulam a atividade conjunta. Imagem cortesia de Brunner
Os últimos dois anos viraram a sociedade e seus hábitos de cabeça para baixo. O mesmo ocorreu com o mundo do trabalho, onde quase nada é como costumava ser. No entanto, esse recomeço tem se mostrado uma excelente oportunidade para repensar conteúdos e processos de trabalho, além de se reinventar. Desde o outono passado, no mais tardar, ficou claro para onde essa jornada se direciona. Em outubro, a fabricante internacional de mobiliário corporativo Brunner apresentou novidades em design inovador que oferecem soluções para essas novas questões e para o cenário atual.
Em uma nova série intitulada "Opening Up", a fabricante holandesa de dobradiças para portas pivotantes FritsJurgens inicia uma jornada em formato de vídeo para explorar os projetos de portas pivotantes mais cativantes do mundo. Na última segunda-feira de cada mês, a FritsJurgens lança um novo episódio no qual arquitetos/as, fabricantes e proprietários/as de portas pivotantes conversam sobre seus projetos.
Atualmente, a indústria da arquitetura não pode ignorar quão significativo se tornou o desafio da sustentabilidade. Uma das estratégias para alcançar o desenvolvimento sustentável é a economia circular, fundamentada em um ciclo de vida sustentável. Sob a perspectiva do projeto, essa abordagem minimiza o uso de recursos e prolonga a vida útil das edificações. Além disso, outro desafio consiste em aumentar a usabilidade do próprio edifício, somando-se à forma como incorporamos a desmontagem da estrutura ao ciclo. Isso exige que os/as projetistas levem o futuro em consideração ao tomar decisões de projeto, integrando as demandas do presente com os desdobramentos potenciais daquilo que ainda não aconteceu.
Os mercados públicos há muito ocupam uma posição de destaque na rica história da arquitetura, atuando como polos dinâmicos de comércio, comunidade e cultura. Caracterizados por suas estruturas imponentes e interiores movimentados, esses espaços desempenharam um papel fundamental na configuração das paisagens urbanas e na facilitação da troca de mercadorias e ideias ao longo dos séculos.
Das antigas ágoras e bazares aos grandes mercados do Renascimento e aos modernos mercados gastronômicos — que passaram por um renascimento próprio —, os mercados públicos testemunham a sinergia duradoura entre arquitetura, atividade econômica e o tecido social da sociedade. Estes quatro projetos recém-concluídos ao redor do mundo provam que essas estruturas altamente especializadas não perderam nada de seu apelo — e exemplificam como elas podem revitalizar comunidades ao aproximar funções comerciais e culturais, bem como o passado, o presente e o futuro.
Uma estrutura de iluminação minimalista para um espaço de estar em plano aberto, o Outline Ambient abriga uma combinação estratégica de pendentes e projetores. Imagem cortesia de Reggiani
Vivemos em uma era de interiores ativos, na qual perímetros mutáveis, layouts flexíveis e atividades ágeis testam constantemente os limites do design; os espaços de trabalho tornaram-se híbridos, as instalações comerciais evoluem sem parar e os espaços culturais assumiram um caráter multidimensional. Diante de cenários em constante transformação, a iluminação é fundamental para moldar os espaços internos com a dose ideal de atmosfera, dramaticidade ou destaque prático. Para atender às demandas desses interiores de vanguarda, o projeto de iluminação atual deve fornecer uma estrutura sólida que concilie dinâmicas mutáveis e um alto padrão de consistência, oferecendo flexibilidade, precisão de controle e uma estética atemporal.
Para responder a esse desafio, o novo sistema de iluminação “Outline”, da Reggiani, foi projetado visando à adaptabilidade por meio do minimalismo, da modularidade e da personalização. O sistema conta com um trilho ultra-esguio disponível em segmentos lineares e curvos, pronto para ser moldado em infinitas configurações livres ou geométricas. A essa base, pode-se adicionar uma variedade de projetores, pendentes e luminárias LED lineares, permitindo que profissionais de design modelem a experiência e a intensidade da luz com controle absoluto em diversos espaços – de showrooms e galpões a ambientes de hospitalidade e varejo.
O que é a Cidade de 15 Minutos? É toda cidade construída pela humanidade neste planeta até um século atrás, rebatizada com um nome atraente. Se os centros históricos de uma cidade não foram destruídos no último século, são essas as áreas que mais atraem turistas — pessoas que viajam por continentes e oceanos para vivenciar o melhor que elas têm a oferecer.
Há quarenta anos, um grupo de pioneiros decidiu voltar a projetar Cidades de 15 Minutos. Na verdade, planejaram cidades de 5 minutos, pois não acreditavam que as pessoas caminhariam por 15 minutos — e, no início dos anos 1980, estavam certos, dado o forte condicionamento da época em usar o carro para qualquer deslocamento. Seaside, na Flórida, foi o marco inicial. A revista Time a chamou de “a pequena cidade que mudou o mundo”. Pela primeira vez na história moderna da dispersão urbana, era possível guardar as chaves do carro na gaveta ou pendurá-las na parede e esquecê-las por dias. Ao retornar das férias em Seaside, os visitantes se perguntavam: “Por que não podemos construir assim onde moramos?”. Não demorou para que o Novo Urbanismo nascesse.
Atualmente em 103 milhões, o número de pessoas deslocadas à força de seus lares continua crescendo. Muitas buscam abrigo em assentamentos concebidos para serem temporários, mas onde a população deslocada acaba vivendo por anos, ou até mesmo décadas.
A Norman Foster Foundation e a Holcim, líder global em soluções construtivas sustentáveis, uniram-se para formular uma resposta a esse problema pautada em duas premissas fundamentais: o direito de todos a um lar e o acesso universal à construção sustentável.
Fundada em 2006, a Shanghai Hetai Architectural Decoration Co., Ltd. dedicou os últimos 17 anos à pesquisa e à prática de restauro e proteção durável de arquitetura em concreto aparente, bem como à execução de acabamentos em concreto aparente (revestimentos em cimento Portland e cimento branco resistentes às intempéries). Desde a seleção de produtos, testes de desempenho e desenvolvimento de processos até a implementação em projetos e inovação tecnológica, a empresa realizou com rigor experimentos em materiais, técnicas e execução. Como resultado, concluiu a recuperação e a proteção durável de 36 edifícios de concreto aparente e concreto convencional moldados em diferentes épocas, executou 9 projetos de acabamento em concreto aparente e realizou testes contínuos de estabilidade e resistência às intempéries que já superam o período de 10 a 16 anos.
"As máquinas que trouxeram o ar de volta, semearam sementes, fertilizaram o oceano e atenuaram o sol foram desativadas há muito tempo”, diz a arquiteta e designer Jennifer Chen ao apresentar sua exposição futurista intitulada No Evil - Forgotten Tales from a Post-Geoengineering Future.Trata-se de um convite para imaginar a população da Terra já salva da extinção climática a partir de sistemas de geoengenharia em escala planetária, que poderiam trazer ao presente respostas práticas para a restauração do clima.
Impulsionado por questões urgentes como a crise climática, a densidade demográfica e a rápida urbanização, o ambiente construído tornou-se cada vez mais complexo. Profissionais de arquitetura e design enfrentam uma tarefa desafiadora, porém fundamental: traduzir as necessidades em constante evolução da sociedade em soluções tangíveis e voltadas para o futuro. Na busca por esse objetivo, profissionais do setor devem adotar as inúmeras ferramentas, materiais e tecnologias que surgem diariamente no campo da construção — desde inteligência artificial até softwares de realidade virtual e sistemas de automação residencial. Afinal, para se manter na vanguarda de uma indústria onde a mudança é a norma, a capacidade de adaptação e evolução é crucial para o sucesso.
Após a interrupção da edição de 2019 devido à crise social no Chile, a Bienal de Arquitetura do Chile retornou a Santiago em janeiro de 2023 sob o tema “Hábitats Vulneráveis”, abordando questões como “o déficit habitacional agravado pelo recente aumento de favelas e ocupações informais e irregulares de terras” e “a vulnerabilidade e a deterioração do espaço público, além da fragilidade ambiental no contexto da crise climática”.
O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.
O Instituto de Pesquisa do Hospital de Santa Creu & Sant Pau, projetado por Pich Aguilera Arquitectes em conjunto com o escritório 2BMFG Arquitectos, está localizado no complexo do Hospital de Santa Creu & Sant Pau em Barcelona – um dos maiores conjuntos da arquitetura modernista espanhola, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O Instituto de Pesquisa destaca-se por seu impressionante envoltório cerâmico e por sua capacidade de se integrar aos edifícios modernistas do Hospital de Sant Pau, ao mesmo tempo em que prioriza uma grande economia de energia e um maior conforto interno. As lâminas cerâmicas foram feitas sob medida para o projeto pela Faveker, especialista em soluções de alta tecnologia para fachadas.
Mais um ano, mais uma edição de sucesso do Prêmio ArchDaily China Building of the Year! Com mais de 80.000 votos computados na última semana, os resultados da edição de 2023 já estão disponíveis! Mais uma vez, a premiação se consolida como o maior prêmio de arquitetura baseado na opinião do público. Por meio de uma escolha coletiva, os projetos mais relevantes do ano foram indicados e selecionados por nossos/as leitores/as.
O Prêmio China Building of the Year 2023 é apresentado pela Dornbracht, marca reconhecida internacionalmente pelo design de vanguarda voltado à arquitetura, presente em cozinhas e banheiros de alto padrão.
Tomás Vodanovic, prefeito/a da comuna de Maipú, localizada em Santiago do Chile, anunciou a nova medida que proíbe as construções de grande altura nas vias principais, como Pajaritos, Américo Vespúcio e 5 de Abril, com foco no desenvolvimento estético e sustentável da comuna.
Ao emular técnicas de fabricação manual, a impressão 3D utiliza modelos digitais para criar objetos tridimensionais personalizados por meio de um processo de fabricação aditiva. Essa ferramenta permite que a arquitetura explore formas, estruturas e materiais inovadores, abrindo novos caminhos para o pensamento criativo. A tecnologia de impressão 3D vem expandindo gradualmente seus limites, integrando-se a outras tecnologias existentes para desenvolver novos usos e tipologias. É o caso do trabalho de Philipp Aduatz, que combinou texturas impressas em 3D com iluminação LED, adicionando um novo elemento de complexidade e viabilizando a criação do primeiro estúdio de cinema impresso em 3D do mundo.