
Embora se tenha assumido por muito tempo que os recém-nascidos não enxergam cores, estudos mais recentes mostram que eles conseguem, de fato, distinguir diferentes tonalidades. E mesmo que as mentes jovens ainda não compreendam totalmente o que estão vendo, a impressão e o impacto de um estímulo visual vibrante geram uma resposta potente. Isso permanece válido ao longo de toda a vida: as cores podem influenciar nossos sentimentos de maneira profunda. Profissionais de arquitetura e design há muito utilizam essa relação a seu favor, especialmente em espaços internos. Seja para destacar elementos arquitetônicos específicos, criar determinadas atmosferas, delimitar áreas em layouts de conceito aberto ou iluminar um ambiente através dos acabamentos, as cores são ferramentas fundamentais para os/as profissionais durante todo o processo de projeto. Em especial, a combinação de múltiplos tons vibrantes — técnica conhecida como color blocking — pode ser um verdadeiro sucesso se bem executada.
A abordagem mais assertiva consiste em combinar cores opostas no círculo cromático. Organizado originalmente por Isaac Newton após conduzir um experimento que dispersou raios de luz através de um prisma, esse formato prático dispõe as cores do espectro visível em relação umas às outras. No campo das artes visuais, o pintor Piet Mondrian desempenhou um papel fundamental ao pavimentar o caminho para o color blocking, limitando seus elementos artísticos às três cores primárias — o que desencadeou um verdadeiro boom da técnica no design e na moda a partir da década de 1960. Outro adepto pioneiro das paletas de cores marcantes foi Le Corbusier. O influente arquiteto suíço acreditava que a cor era fundamental para orquestrar efeitos espaciais, algo que talvez fique mais evidente em seu Pavillon 'Gesamtkunstwerk'.




























