Realizado a cada dois anos desde 1998, o Saint-Gobain International Gypsum Trophy premia os mais recentes avanços na excelência de execução em sistemas de drywall e gesso. Este ano, a 13ª edição do Gypsum Trophy aconteceu em Atenas, no dia 28 de abril de 2023. Das Américas à Ásia, da Europa à África, 73 projetos de 27 países concorreram em seis categorias para conquistar um dos 15 prêmios da competição.
As empresas executoras participantes aliam seu conhecimento técnico e criatividade aos sistemas de gesso e drywall da Saint-Gobain para viabilizar projetos de alto desempenho. Se por um lado algumas propostas intervêm em estruturas históricas existentes, por outro, há as que propõem edifícios totalmente novos. Da mesma forma, enquanto certos projetos mobilizaram mais de mil profissionais, outros foram concluídos por equipes de apenas algumas pessoas.
Confira a seguir os vencedores deste ano, bem como os detalhes da premiação.
Centro de Visitantes Vitryak / MAKHNO Studio. Imagem cortesia de MAKHNO Studio
Sejam temporários ou permanentes, pavilhões e instalações urbanas representam uma oportunidade para que arquitetos e arquitetas experimentem diferentes formas, materiais e texturas. Os resultados costumam ser teatrais, acolhendo os/as visitantes em novos tipos de espaço e diluindo as fronteiras entre o exterior e o interior. Frequentemente comissionados para eventos, exposições ou programas culturais, os pavilhões oferecem a oportunidade de explorar materiais inovadores, técnicas construtivas e conceitos espaciais em menor escala. Alguns eventos, como o Serpentine no Reino Unido ou o MPavilion na Austrália, propõem uma reinterpretação anual de suas estruturas, oferecendo espaço para que profissionais consagrados/as e emergentes se expressem. Outros, como a Bienal de Veneza, reutilizam os pavilhões permanentes dos jardins, mas convidam curadores e curadoras a conceber exposições que os reinventem a cada edição.
A seleção curada desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que apresentam pavilhões e instalações urbanas propostos para diversos ambientes, de praças públicas a campos agrícolas ou mesmo aeroportos. Em Frankfurt, uma estrutura translúcida coberta por folhagem busca honrar a memória de uma antiga sinagoga destruída. Na Ucrânia, um centro de visitantes ressignifica uma paisagem industrial em um atraente ponto de encontro, enquanto uma instalação descentralizada nos Países Baixos busca aproximar comunidades ao coletar e compartilhar histórias ligadas a aromas. Sejam temporários ou permanentes, estes projetos buscam provocar reflexão e contemplação, ao mesmo tempo em que abordam temas mais amplos, como sustentabilidade, disponibilidade de recursos ou o papel dos espaços de socialização.
Os tetos já foram um símbolo de grandeza e opulência, adornando edifícios imponentes, igrejas e palácios com seus desenhos intrincados e elaborados. Ainda hoje nos pegamos olhando para cima, maravilhados com essas fascinantes construções históricas, com nossos olhos atraídos por seus magníficos tetos abobadados, estruturas de tesouras impressionantes ou obras de arte singulares que retratam mitologias, eventos históricos e paisagens. O design contemporâneo, por outro lado, tendeu a uma estética elegante e minimalista, na qual os tetos brancos e lisos se tornaram a norma na maioria das edificações modernas. Como sugerem Rasmus Wærn e Gert Wingårdh em seu livro What is Architecture? And 100 Other Questions, “Os tetos regrediram de ponto focal de um ambiente para uma zona de instalações técnicas.” Ainda assim, eles possuem um potencial criativo extraordinário.
Para muitas pessoas, as escolas e os jardins de infância representam o primeiro contato com a arquitetura pública. Essas instituições, junto a qualquer outro espaço educacional, servem de base para o aprendizado e a disseminação do conhecimento, desempenhando um papel fundamental na formação de crianças e jovens. Consequentemente, esses edifícios precisam responder às demandas de diferentes faixas etárias, criando espaços funcionais e flexíveis não apenas para o aprendizado, mas também para o lazer e a interação espontânea. As exigências de iluminação e ventilação aumentam a complexidade desses programas arquitetônicos. Ainda assim, projetar instalações educacionais oferece oportunidades de inovação e expressão criativa, uma vez que elas devem se adaptar continuamente às novas necessidades de estudantes e docentes, criando, ao mesmo tempo, um ambiente propício para o aprendizado.
A seleção com curadoria de projetos não construídos desta semana destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily voltadas a instituições culturais e de ensino. De um centro de aprendizagem concebido para oferecer a meninas em Moçambique oportunidades iguais de aprender, brincar e conviver, a uma estação naval redesenhada como centro de pesquisa na costa de Porto Rico, esta seleção apresenta projetos criados para estimular o aprendizado, a curiosidade e o intercâmbio de saberes e experiências. O artigo inclui projetos de escritórios de arquitetura tanto consagrados quanto emergentes, entre eles Moore Ruble Yudell, C+S ARCHITECTS (liderado por Carlo Cappai e Maria Alessandra Segantini), Hello Wood e snkh studio.
Dérive LAB é um laboratório multidisciplinar localizado em Santiago de Querétaro, México, que busca explorar, compreender e inspirar outras (novas) maneiras de viver e pensar a vida na cidade. Por meio da pesquisa, do design e da ação, a equipe tem se focado no desenvolvimento de projetos de arte, arquitetura, desenho urbano e outras disciplinas que impactem em três escalas específicas: a vida pública, o ambiente construído e os objetos cotidianos.
Planos diretores, ou projetos de planejamento urbano em grande escala, são uma das principais ferramentas para moldar e estruturar o uso e o desenvolvimento do solo, garantindo que o ambiente construído seja coerente e funcional. As intervenções variam em escopo e abordagem. Enquanto alguns projetos expandem a área edificável por meio da criação de bairros flutuantes na costa da Flórida, outros reutilizam espaços e patrimônios existentes para reimaginar o futuro de suas comunidades.
A identidade é um conceito complexo e em constante evolução, resultado de uma construção social composta por elementos históricos, fatores culturais, circunstâncias e fenômenos que se manifestam em um determinado lugar. No caso da arquitetura mexicana, a identidade se reflete na produção arquitetônica concebida sob a ótica de artistas e arquitetos/as, como Diego Rivera e Agustín Hernández, que plasmaram em obras como o Museu Anahuacalli e a Casa en el Aire as proporções colossais, a simetria e as formas simples do passado pré-hispânico mexicano. Por sua vez, atributos distintivos, como a singularidade folclórica das tradições, refletem-se na sensibilidade do uso da cor em obras de Luis Barragán e Javier Senosiain, criando um rico amálgama de expressões artísticas que encarnam a identidade arquitetônica mexicana em sua diversidade e constante evolução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138246/revestimentos-ceramicos-em-evolucao-identidade-arquitetonica-mexicana-no-design-de-interiores-do-futuroEnrique Tovar
As últimas décadas trouxeram uma concepção renovada da ruína, condicionada pela lógica da sociedade contemporânea. Podemos encontrar essas ruínas, por exemplo, na demolição de edifícios industriais de escala desmedida. No entanto, elas estão desprovidas de seus valores históricos e enigmáticos, por termos presenciado seu nascimento e por sua coexistência no presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138253/rumo-a-uma-estetica-da-destruicao-desmantelamento-na-usina-nuclear-de-vandellosCarlos Gonzalvo Salas
A 9ª edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades (UABB) de Shenzhen e Hong Kong foi inaugurada em 10 de dezembro de 2022. Com curadoria de Lu Andong, Prince Gong e Aric Chen, a exposição reúne centenas de artistas, designers e arquitetos/as de quinze países. A mostra terá duração de três meses.
O tema da Bienal, "Cosmologias Urbanas", abrange tanto a simbiose espacial quanto os ritmos temporais da vida. Trata-se de uma fonte da antiga sabedoria chinesa, bem como de uma cosmologia voltada para o futuro. A "Cosmologia da Cidade" é um campo de simbiose, parte da "comunidade de vida entre o ser humano e a natureza".
Há milênios, a madeira se consolida como uma das matérias-primas mais cobiçadas na construção civil. Através de processos como serragem, fresagem e outras técnicas de processamento de madeira engenheirada, criam-se diversas formas estruturais aplicadas a produtos, mobiliário e edifícios. Contudo, esses métodos muitas vezes alteram as linhas fundamentais da estrutura natural da madeira. Troncos podem ser fendidos e os padrões das fibras modificados; enquanto algumas espécies, como o carvalho e o cedro, adaptam-se facilmente a esse beneficiamento, outras tornam-se difíceis de manusear. Diante disso, resgata-se o interesse pelo uso da madeira roliça em construções tradicionais, como cabanas de troncos, onde peças de diferentes seções são sobrepostas para delinear a edificação. Quando bem projetado, o uso integral de troncos ou galhos potencializa suas propriedades mecânicas intrínsecas, resultando em uma estrutura altamente sustentável. Embora tais práticas pareçam distantes das técnicas construtivas contemporâneas convencionais, inovações tecnológicas recentes vêm expandindo os horizontes da construção em madeira.
O European Cultural Centre (ECC), uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover intercâmbios culturais em escala internacional, apresentou a sexta edição da exposição de arquitetura Time Space Existence paralelamente à Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano. A edição de 2023 centrou-se no tema da sustentabilidade em suas diversas vertentes, abrangendo tópicos relacionados a migração, tecnologias digitais de construção e pesquisa de materiais, desenvolvimentos urbanos futuros e habitação, reunindo profissionais da arquitetura, design, artes, academia e fotografia de 52 países diferentes.
Por meio de múltiplos suportes e perspectivas, os e as participantes exploraram os conceitos filosóficos de Tempo, Espaço e Existência. Com um total de 217 projetos em exibição, a mostra acontece no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins Marinaressa, em Veneza, ao longo dos seis meses de duração da Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, de 20 de maio a 26 de novembro de 2023. Com foco também em jovens talentos emergentes da arquitetura, do design e da pesquisa, a edição de 2023 da exposição é um esforço proativo para reimaginar estilos de vida alternativos e reconceitualizar a arquitetura no cenário contemporâneo.
“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.
Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138255/novas-estrategias-para-prevenir-a-gentrificacao-verdeJared Green
Isolar bem as edificações e utilizar os materiais adequados são pilares fundamentais no momento de construir um projeto. Essas estratégias agregam conforto aos interiores e representam uma medida de economia a longo prazo.
INES Centro de innovación / Pezo von Ellrichshausen. Image Cortesía de Pezo von Ellrichshausen
Embora as cores possam acentuar os projetos arquitetônicos, não existe uma única cor que seja a "melhor". A escolha depende do estilo e do propósito da arquitetura, bem como do efeito que se deseja criar. No entanto, cores que contrastam com os tons predominantes ajudam a destacar detalhes importantes — e, sim, os tons de vermelho podem criar um contraste visual intenso.
A Arquitectonica refutou a acusação de Koolhaas de que a “arquitetura moderna nunca alcançou a prometida alquimia entre quantidade e qualidade”, e o enorme compêndio de Alistair Gordon sobre a obra do escritório certamente a desmente.
Mas e quanto ao elogio ambíguo de Rossi: “Na América… quantidade é qualidade!”? Embora seja absolutamente digna de elogios, a quantidade de obras não é a base da conquista da Arquitectonica—mesmo quando associada ao virtuosismo projetual. A importância da Arquitectonica deriva de certas contribuições específicas para a arquitetura moderna nos Estados Unidos.
Em comemoração ao Outubro Urbano, mês dedicado a reconhecer a importância de espaços urbanos inovadores, esta seleção apresenta 8 projetos conceituais que demonstram o potencial transformador dos espaços públicos. Esses projetos, enviados pela comunidade do ArchDaily, mostram as inúmeras maneiras pelas quais os espaços públicos podem potencializar a identidade cultural, a interação comunitária e a qualidade ambiental. Projetos conceituais e propostas de concurso servem como plataforma para a experimentação arquitetônica, desafiando normas e estimulando debates sobre o futuro das paisagens urbanas. De contextos rurais a praças históricas estratificadas ou intervenções urbanas de pequena escala, as propostas dialogam com seus contextos com o objetivo de melhorar a experiência de residentes e visitantes, destacar as memórias do espaço e garantir acessibilidade para todas as pessoas.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais centrados em um tema ou programa específico, enviados ao nosso site. Desenvolvidos por escritórios de arquitetura de diversas escalas em todo o mundo, os projetos são enviados abertamente à plataforma do ArchDaily, formando uma comunidade global de profissionais que compartilham seus trabalhos — sejam eles puramente conceituais, propostas de concursos ou fases iniciais de projeto. O envio de projetos está aberto a qualquer pessoa interessada. Se você deseja contribuir, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
Apartamentos urbanos são frequentemente elogiados pelo uso inteligente do espaço, mas como tem sido sua abordagem em relação às cores? Incorporar cores de forma pensada vai além de uma decisão estética; tem o potencial de moldar respostas emocionais, influenciar o humor e criar ilusões espaciais. Pesquisas em psicologia das cores mostram que as cores afetam nossas reações sociais, culturais e psicológicas, tornando-se ferramentas de projeto poderosas. Variações de azul, por exemplo, demonstraram retardar a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais despertas e alertas, enquanto tons de verde aliviam a tensão do sistema nervoso, ajudando-nos a sentir mais calma e equilíbrio. A cor nos espaços arquitetônicos pode inclusive alterar nossa percepção, criando ilusões de profundidade, movimento e textura que influenciam a maneira como vivenciamos o espaço. Tons mais quentes, como laranjas e vermelhos, tendem a tornar o ambiente mais íntimo e acolhedor, ao passo que brancos e azuis frios conferem uma sensação de abertura, fazendo com que os espaços pareçam mais altos e amplos.
O Aedes Architectural Forum, em Berlim, apresenta ao longo dos próximos dois meses a trajetória e as obras de Christoph Hesse Architects. A exposição, intitulada "Rural Rebellion", concentra-se nos projetos arquitetônicos do escritório que abordam os desafios de se trabalhar em áreas rurais, especialmente em Korbach — cidade natal de Hesse — e em outros vilarejos da Alemanha. A mostra destaca como a prática reimagina e reinterpreta métodos construtivos tradicionais, traduzindo-os para contextos contemporâneos e enfatizando uma abordagem coletiva e colaborativa da arquitetura.
Porto, a segunda maior cidade de Portugal, é uma mistura cativante de charme histórico e inovação contemporânea. Situado às margens do Rio Douro, este local declarado Patrimônio Mundial da UNESCO ostenta uma rica tapeçaria arquitetônica que atravessa séculos. A paisagem urbana do Porto é um testemunho de sua identidade em constante evolução, desde o bairro medieval da Ribeira, com suas ruelas de paralelepípedos, até a icônica Ponte Luís I. A silhueta da cidade é pontuada por igrejas barrocas, palácios neoclássicos e estruturas modernistas, criando um contraste visual marcante que reflete sua história dinâmica.
O Porto passou por um notável renascimento arquitetônico nos últimos anos, tornando-se um polo de atração para talentos locais e internacionais. A cidade se transformou em uma tela dinâmica onde projetos contemporâneos ousados se integram perfeitamente ao seu rico tecido histórico. A influência de arquitetos de renome como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, ambos laureados com o Prêmio Pritzker e naturais do Porto, consolidou o status da cidade como protagonista no cenário arquitetônico global. Entre os marcos contemporâneos mais impressionantes da cidade está a Casa da Música, um centro cultural futurista em forma de diamante projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, que se ergue como um testemunho do espírito vanguardista do Porto. Essa sofisticada fusão entre tradição e modernidade, aliada a um forte compromisso com a regeneração urbana, transformou o Porto em um vibrante polo de inovação arquitetônica, tornando-o um destino indispensável para entusiastas da arquitetura e exploradores culturais.
O projeto de um edifício residencial típico raramente envolve as pessoas que irão habitá-lo. Muitas vezes concebidos por incorporadoras imobiliárias para responder a demandas predefinidas do mercado, esses projetos raramente são otimizados para a habitabilidade. Um sistema de desenvolvimento emergente que surgiu na Alemanha busca mudar essa dinâmica, recolocando as pessoas residentes no centro dos novos projetos habitacionais. O sistema Baugruppe, que significa "grupo de construção" em alemão, propõe uma abordagem alternativa à habitação que permite a grupos de indivíduos se unirem para projetar e construir seus espaços residenciais. Dessa forma, contornam-se as incorporadoras tradicionais para criar ambientes de vida personalizados e sustentáveis.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais sequestrados atingiram as Torres Gêmeas em Lower Manhattan, um terceiro avião atingiu o Pentágono e um quarto caiu na área rural da Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas perderam a vida nos ataques terroristas. Diante dessa perda sem precedentes, a cidade de Nova York prometeu reconstruir Lower Manhattan como um bairro vibrante, ao mesmo tempo em que honraria e preservaria a memória daquele dia. Teve início, assim, um dos maiores projetos de reconstrução da cidade de Nova York, um processo que continua em andamento hoje, 23 anos após a tragédia.
As reclamações de arquitetos e arquitetas são inúteis. O edifício com estrutura leve de madeira sobre embasamento — o chamado 5-over-1 — veio para ficar. "A Caixa", como gosto de chamá-la, utiliza a tecnologia híbrida de uma base de concreto e aço sob uma estrutura leve de madeira, sendo usada predominantemente para habitação a preço de mercado. Apesar da reação negativa comum à sua estética banal, seu apelo para uma grande parcela de consumidores de apartamentos é inegável. É também, obviamente, um sucesso entre as incorporadoras.
À medida que Kharkiv inicia sua longa jornada de recuperação após o devastador conflito na Ucrânia, um concurso global de projetos foi lançado pela Norman Foster Foundation e pela Buildner para reimaginar um dos marcos mais importantes da cidade: a Praça da Liberdade. Símbolo do planejamento urbano da era soviética, a praça, juntamente com o Edifício da Administração Regional, foi severamente danificada por um ataque de mísseis em 1º de março de 2022. O ataque deixou o edifício em ruínas e a praça com as marcas do conflito.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.