Ao projetar espaços de dimensões reduzidas, a adoção de uma configuração e distribuição eficientes é determinante para a experiência de seus/suas usuários/as e para o desenvolvimento fluido das atividades e tarefas a serem realizadas. No caso de bares e restaurantes, profissionais de arquitetura e de design de interiores buscam, diariamente, atender às necessidades de clientes, funcionários/as e proprietários/as, levando em consideração desde as instalações e tecnologias necessárias até os serviços, ambientações e mobiliário adequados ao tipo de gastronomia oferecido.
"Nascido do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados", o A' Design Awards reconhece talentos excelentes e originais de todo o mundo. Sendo ao mesmo tempo uma grande conquista para profissionais do design e uma fonte de inspiração para arquitetos/as, marcas e agências de design premiadas, a premiação é aberta a participantes de todos os países. O período de inscrições para o A' Design Award & Competition 2023-2024 está agora em sua fase de "Última Chamada". Registre-se e envie seu projeto aqui.
No fechamento desta coluna, o número de óbitos supera 130 e há mais de 15 mil moradias afetadas nos megaincêndios de Valparaíso, Viña del Mar e Quilpué, ocorridos no Chile no início de fevereiro de 2024. Uma tragédia que, acima de tudo, nos faz lamentar mais uma vez a falta de planejamento urbano e a necessidade de continuar aprimorando programas de prevenção, evacuação e alerta. Esses fatos também nos convocam — novamente — a traçar um diagnóstico e cursos de ação rumo à necessária adequação.
Tijolos fazem parte do imaginário coletivo quando pensamos em construção. Tratam-se de materiais elementares, onipresentes, modulares, leves e confiáveis para erigir edifícios. No entanto, a fabricação tradicional de blocos cerâmicos depende da queima de argila em fornos a altas temperaturas, muitas vezes alimentados por combustíveis fósseis não renováveis, como carvão ou gás natural. Além disso, o processo de transporte aumenta significativamente sua pegada ambiental, por se tratarem de materiais pesados e volumosos. Com um interesse crescente em materiais de construção alternativos, que oferecem menor impacto ambiental e maior sustentabilidade, tijolos de solo cimento são um bom exemplo, apresentando uma pegada ambiental menor por utilizar matérias primas locais e dispensar o processo de queima, mas mantendo muitas das qualidades intrínsecas dos tijolos tradicionais.
Conceito de cápsula EGGER - Decorative Collection 24+ . Imagem cortesia de EGGER
Atualmente, os ciclos de mudança na sociedade e na arquitetura têm gerado novos modelos urbanos, tecnologias emergentes e tendências de design que reforçam a necessidade de uma adaptabilidade constante em todas as áreas. Nesse contexto, aspectos como flexibilidade, confiabilidade e simplicidade surgem como elementos distintivos, tanto na arquitetura quanto nos componentes que a constituem, incluindo os materiais. Por essa razão, linhas como a Coleção Decorativa EGGER 24+, desenvolvida a partir de materiais derivados da madeira, buscam redefinir conceitos por meio de uma série rotativa, atualizada no máximo a cada dois anos. Essa dinâmica possibilita uma resposta mais ágil às novas tendências, influências e inovações de produtos que surgem no ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140759/de-madeira-pedra-aco-e-cores-unicolores-uma-colecao-decorativa-para-tendencias-em-rapida-evolucaoEnrique Tovar
Renderização "Retrofit de torres de escritórios como bairros verticais". Imagem cortesia de HOK
Edifícios de escritórios desocupados em grandes cidades dos EUA estão levando seus centros urbanos a uma chamada "espiral de destruição urbana". Com a adoção generalizada do trabalho híbrido, o fluxo de trabalhadores de escritório nos distritos comerciais centrais diminuiu drasticamente. Como resultado, os negócios de varejo e restaurantes nessas áreas estão enfrentando dificuldades, os sistemas de transporte urbano estão perdendo passageiros e os governos municipais estão lidando com a perda de receita tributária necessária para manter a segurança pública e o saneamento. Então, como as cidades podem trazer as pessoas de volta aos seus distritos comerciais centrais? À medida em que as discussões sobre a transformação de escritórios em moradias têm dado frutos, com incentivos significativos das cidades e do governo federal nos Estados Unidos, quais soluções existem para escritórios que não são viáveis para tais conversões?
À medida que o setor da arquitetura volta seu foco para uma maior sustentabilidade e eficiência energética, muitos projetos contemporâneos nos ambientes mais quentes (e cada vez mais quentes) do mundo estão resgatando métodos tradicionais de controle de temperatura, luz e ventilação, aprendendo com o passado para nos salvar do futuro.
Em qualquer projeto de arquitetura, a transição da etapa de concepção para o estudo preliminar costuma marcar a evolução de ideias gerais e estudos de volumetria para um planejamento mais detalhado e refinado. Embora essa transição pareça simples, os/as arquitetos/as frequentemente se deparam com um gargalo que compromete a fluidez do processo criativo — devido, sobretudo, a ferramentas e fluxos de trabalho isolados.
Durante os estudos de viabilidade iniciais, as ferramentas de modelagem de superfície voltadas à concepção oferecem um terreno fértil para definir espaços e manipular formas, permitindo iterações rápidas e facilitando a construção da essência do projeto. Contudo, esses modelos carecem dos dados intrínsecos compreendidos por softwares BIM, como o Revit e o ArchiCAD. Como resultado, a transição posterior para essas ferramentas para fins de detalhamento acaba impondo aos/às arquitetos/as uma série de limitações técnicas e retrabalho.
Da mesma maneira que as sociedades se transformam, os tempos mudam e as cidades evoluem, a arquitetura industrial se moderniza e se tecnifica, chegando, em alguns casos, a um estado de abandono ou ruína. Compreendendo seu valor como legado construído e como vestígio de mudanças tecnológicas, sociais e culturais, a renovação e/ou reconversão de numerosas fábricas e galpões industriais pode dar lugar à revitalização, recuperação ou crescimento de diversas áreas nas grandes metrópoles, incorporando novos usos e espaços para o usufruto de sua população.
As imagens desta exposição buscam criar um espaço de reflexão sobre um recorte que pode ser extrapolado para o estado atual da cidade de Concepción, no Chile. Trata-se de um olhar simultâneo sobre exemplares de arquitetura que se aproximam por sua técnica, escala ou período de construção, consolidando a identidade que imperou na cidade ao longo dos últimos 100 anos e que, atualmente, se vê ameaçada por um processo de renovação urbana distante das motivações que deram origem ao seu legado patrimonial.
Hãhãwpuá é o nome usado pelo povo indígena brasileiro Pataxó para se referir à terra, ao solo ou, mais precisamente, ao território que depois da colonização ficou conhecido como Brasil, mas que já teve e ainda tem muitos outros nomes. Dentro de todos esses “brasis”, o Brasil como terra indígena é o foco do pavilhão do país na Bienal de Artes de Veneza 2024, sendo renomeado, portanto, como PavilhãoHãhãwpuá.
No dia 3 de fevereiro, a Bienal de Lagos deste ano foi inaugurada na Praça Tafawa Balewa, em Lagos, Nigéria, um local emblemático que já foi palco das celebrações da independência do país em 1960. Como a 4ª edição da feira de arte, ela continua com o objetivo de utilizar a arte para ativar marcos históricos que perderam significado tanto pelo uso funcional quanto pelo significado simbólico para os moradores da antiga capital.
As edições anteriores da Bienal exploraram vários aspectos da arquitetura da cidade, seu significado simbólico, implicações políticas, soberania, propriedade, noções de pertencimento e sua relação com o público. Este ano, o tema "Refúgio" na Praça Tafawa Balewa leva essa exploração ainda mais longe. Os curadores Kathryn Weir e Folakunle Oshun destacam que esse tema faz com que a praça aborde o conceito de um estado-nação. Também reúne artistas e arquitetos de diferentes disciplinas para explorar abordagens alternativas na construção de comunidades renováveis e promoção da justiça ambiental.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa reúne diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, ao passo que outros apresentam dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, compartilham conselhos e dicas para clientes que têm um projeto de pequeno porte e/ou com orçamento limitado. A dupla discute os pontos de atenção ao contratar um/a arquiteto/a ou designer, empreiteiro/a e engenheiro/a; restrições de materiais e de projeto; o envolvimento do/a cliente; fluxos de trabalho e muito mais.
Studio Monnik, 'Alles Komt Goed', 2023. ‘Poreuze Stad’, ilustração de Jan Cleijne. Um cenário toekomst para Amsterdã em 2089. Imagem cortesia do Het Nieuwe Instituut
Ainda assim, o país enfrenta desafios tanto esperados quanto inesperados, desde uma grave escassez de habitação até a crescente preocupação em relação às alterações climáticas e à evolução das ideias sobre ecologia. Nas palavras da curadora Suzanne Mulder, o país está "mais uma vez na prancheta", à medida que arquitetos, urbanistas e designers retomam as conversas sobre o futuro, olhando para as lições do passado. Para auxiliá-los nesse processo, o Nieuwe Instituut de Roterdã está organizando a exposição "Projetando os Países Baixos: 100 anos de Futuros Passados e Presentes".
No início de 2018, a arquiteta e palestrante da Bartlett School of Architecture, Neba Sere, guiou um painel de discussão na Architecture Foundation de Londres, onde ela era uma das seis jovens curadoras. O tema: começos. Como abordá-los, avançar e transformá-los em algo duradouro. Seis anos depois, ela olha para o evento como o início de sua própria jornada: foi onde conheceu Selasi Setufe e criou o grupo do WhatsApp que se transformaria na Black Females in Architecture (BFA), uma rede global com 500 pessoas dirigida por elas e pela arquiteta Akua Danso.
A BFA surgiu como resposta à necessidade de visibilidade das mulheres negras e pessoas que se identificam como mulheres na arquitetura e no ambiente construído. No ano passado, o grupo comemorou seu quinto aniversário com a exibição de um curta-metragem e um painel de discussão na Bienal de Arquitetura de Veneza. Agora, após estabelecer as bases de disseminação de informações sobre a falta de diversidade e igualdade na indústria e aumentar seus números, a BFA está se preparando para impulsionar mudanças reais.
Como a arquitetura e o urbanismo podem voltar a contribuir no debate e na produção de Habitação de Interesse Social (HIS)? Essa foi uma das principais perguntas que orientou o processo de elaboração do Caderno de Diretrizes de Habitação de Interesse Social no Jardim Lapena, desenvolvido pela Fundação Tide Setubal e pelo BlendLab para a região da Zona Leste de São Paulo. Esse caderno reuniu um conjunto de diretrizes sobre habitação, modelo de gestão, implantação e integração com o meio urbano e orientou as propostas para uma Chamada de Projetos + Lapena Habitar realizada no fim de 2022 .
A disciplina da arquitetura passou por mudanças significativas, impulsionada principalmente pelos avanços na aplicação da tecnologia. Os arquitetos, tradicionalmente vistos como os visionários do mundo construído, estão agora explorando técnicas e recursos inovadores, expandindo o uso de tecnologias como Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV). Essa transição não se limita apenas às práticas profissionais, mas também está permeando a educação arquitetônica, oferecendo oportunidades para redefinir a abordagem dos arquitetos em relação à sua profissão.
Abrangendo continentes e culturas, os eventos de arquitetura servem como plataformas para o encontro de diversos grupos de profissionais, com o objetivo de compartilhar inovações e iniciar diálogos sobre algumas das questões mais urgentes enfrentadas pela profissão. Incorporando o espírito de colaboração, destacando culturas e práticas locais e fomentando debates abertos, a lista de eventos deste ano abrange uma gama diversificada de bienais, fóruns, celebrações urbanas, feiras internacionais e prêmios.
A influência do design na nossa saúde física e mental tem sido amplamente explorada em diversos contextos, que vão da configuração espacial ao mobiliário. O tema ganhou notoriedade devido à crescente conscientização sobre o bem-estar humano, especialmente nos últimos tempos. Um exemplo desse vínculo entre design e saúde é o surgimento de conceitos como a Neuroarquitetura, que busca compreender o potencial do ambiente construído no nosso cérebro. Outro caso que ilustra essa abordagem, desta vez no design de mobiliário, é o Sanatório de Paimio, onde Alvar Aalto projetou o sanatório de tuberculose e todo o seu mobiliário. A cadeira criada para a sala de convivência dos pacientes —a Cadeira Paimio— facilitava a respiração graças ao seu formato e à inclinação do encosto.
Essas abordagens são exemplos de como o design pode ser aplicado de maneira específica para melhorar o bem-estar das pessoas por meio de gestos como a organização espacial, as cores e formas, promovendo, assim, uma arquitetura que contribui para a saúde, o cuidado e a recuperação. Nesse contexto, e como resultado de investigações nesse campo, a HEWI desenvolveu a linha ICONIC, incorporando conceitos de cores emocionalmente atraentes ao seu ícone de design, a linha de sanitários acessíveis 477/801. Um elemento essencial no desenvolvimento dessa linha foi o conceito de "arquitetura curativa" em edifícios de saúdee de educação infantil, bem como sua influência não apenas no bem-estar físico e mental dos pacientes, mas também no bem-estar de outras pessoas que utilizam o espaço, como familiares e a equipe profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140655/arquitetura-terapeutica-para-o-cuidado-e-a-recuperacao-design-iconico-com-conceitos-coloridosEnrique Tovar
Dessa forma, mais uma vez a comunidade e as autoridades devem iniciar o processo de reconstrução e recuperação da área afetada. Neste momento, é fundamental levar em consideração os fatores que aumentaram o risco e a propagação dos incêndios, além de revisar as normas urbanísticas, a regularização e, acima de tudo, educar a população sobre a prevenção de riscos, uma vez que muitas dessas moradias foram construídas de forma informal e fora das normas vigentes.
A paisagem do centro paulista não seria a mesma sem a presença do Copan. O edifício insere as curvas de Niemeyer na densa verticalização de São Paulo e cria um distinto ritmo, tornando-se um marco para todos que o cruzam. Além de abrigar em torno de cinco mil habitantes, o edifício apresenta usos diversos, assim como diferentes tipologias para seus programas residenciais, variando as áreas dos apartamentos com o desejo primordial de priorizar a diversidade entre seus inquilinos. As diferenças também podem ser vistas quando analisamos como cada pessoa habita uma planta tipo, as reformas que propõem revestimentos distintos, assim como novos layouts, denotam não apenas o caráter de cada morador, mas a inventividade dos arquitetos que intervém neste clássico. Desta forma, reunimos aqui projetos que foram realizados neste ícone para demonstrar como cada lar é único, mesmo quando eles são criados em série.
A mudança de uma capital é uma decisão complexa com várias dimensões e consequências tanto para a antiga quanto para a nova capital. Pode ser impulsionada por fatores políticos, econômicos, sociais, e tem implicações urbanas e arquitetônicas para os moradores, como localização, planejamento, projeto de construção, finalidade da antiga capital, condições climáticas e separação dos centros políticos/administrativos das cidades culturais e econômicas.
Diante deste debate, o Egito está construindo uma nova capital para aliviar a pressão populacional e urbana sobre o Cairo. Da mesma forma, a Indonésia está planejando uma nova capital em resposta aos desafios enfrentados por Jacarta, como poluição, congestionamento de tráfego e aumento do nível do mar. É valioso examinar outros países no sul global que realocaram suas capitais, observando as lições arquitetônicas e urbanas aprendidas com suas experiências.
Arquitetura, entendida como um produto cultural, é fortemente influenciada por diversos estímulos que incluem aspectos históricos, geográficos e culturais, entre outros. Juntos, esses elementos formam um patrimônio que pode (ou não) perdurar ao longo do tempo. Embora a arquitetura tenda a se adaptar a cada cultura, modelando suas técnicas tradicionais de acordo com seu contexto e moldando o ambiente circundante, não há garantia de que os elementos tradicionais nela irão permanecer inalterados ao longo do tempo. Isso se deve em grande parte à constante evolução da sociedade e da tecnologia, que às vezes tende para a universalidade e a adoção de uma linguagem comum, em vez de uma própria.
Dado esse cenário, é essencial explorar uma abordagem onde a inovação e a tecnologia não substituam a tradição e a produção artesanal; em vez disso, elas surgem como um meio de exploração em direção a rotas emergentes. A adoção de técnicas novas e materiais inovadores adaptados às necessidades locais específicas torna possível manter uma expressão autêntica que responda às demandas do ambiente. Essa abordagem, que poderia ser chamada de neo-artesanal, permite a preservação de uma voz distinta que reflete a autenticidade do contexto local. Ao mesmo tempo, contribui para uma perspectiva universal, mesclando o local com o global.
https://www.archdaily.com.br/pt/1012888/na-interseccao-entre-inovacao-e-tradicao-o-projeto-talaveraEnrique Tovar