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A construção sustentável deve ser projetada desde o início: a contribuição da pintura

A indústria da construção enfrenta uma pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis devido à necessidade de mitigar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais. As construções tradicionais têm um grande impacto ambiental, desde a destruição de ecossistemas até altos níveis de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a extração e a fabricação de materiais contribuem para a poluição da água ou para a geração de resíduos perigosos. Contudo, surgem produtos que oferecem soluções mais amigáveis ao meio ambiente, sem comprometer a qualidade nem o desempenho, voltados a profissionais de arquitetura que buscam criar projetos sustentáveis.

De fato, uma das maneiras mais eficazes de praticar a construção sustentável é a escolha de materiais adequados que contribuam para a redução do impacto negativo no planeta.

De peças pré-fabricadas a mobiliário urbano: 4 projetos arquitetônicos com soluções em concreto

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Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.

Malhas de pedra natural: Mesclando tradição e inovação no design de interiores

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A pedra, como material de construção, tem sido fundamental desde os primórdios da sociedade humana, estando presente de diversas formas em nosso ambiente. Desde estruturas arquitravadas até robustos muros de pedra seca, sua presença enraizada em nosso entorno e nas primeiras construções sempre foi evidente. Alvar Aalto destacou esse fato ao afirmar que essa arquitetura primitiva poderia ser considerada a "genialidade da descoberta", uma vez que, naquela época, a natureza era a única fornecedora de materiais de construção.

Com o passar do tempo e o aprimoramento dos processos de transporte, manipulação e beneficiamento da pedra, este material tornou-se muito mais nobre e fácil de manusear. Embora preserve suas características fundamentais, hoje é possível ampliar sua aplicação como revestimento — principalmente em banheiros e cozinhas — utilizando pedras de menor tamanho, conhecidas como *pebbles* (seixos). Isso as transforma em um elemento de design que agrega interesse visual e uma nova experiência tátil, adicionando, assim, uma dimensão extra ao seu uso.

Os 10 melhores projetos de fim de curso desenvolvidos por estudantes de arquitetura na Argentina em 2017

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Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades argentinas, lançamos uma chamada aberta na qual convidamos nossos leitores e leitoras na Argentina a enviar seus projetos de conclusão de curso, difundindo o fruto do trabalho que lhes permitiu se tornarem, recentemente, arquitetos e arquitetas.

Após receber mais de 70 propostas de diferentes faculdades e cidades argentinas, nossa equipe editorial selecionou 10 delas, considerando os projetos que evidenciavam um pensamento crítico em relação às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. A seleção não apenas valoriza os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um desenho simples, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários e usuárias, mas também aqueles que demonstram uma atenção especial à escala humana, à mediação e transição, e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.

Confira os nossos 10 projetos de destaque a seguir.

Desenhos de Edifícios / Desenhar Edifícios: A Obra de Sergei Tchoban

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Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban

Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).

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Conheça um perfil inusitado no Instagram dedicado a compartilhar a arquitetura peculiar dos banheiros públicos do Japão.

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Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.

Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.

Alimentar a Terra: O que comemos construiu o mundo que habitamos

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Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.

Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.

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Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura

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Há algum tempo, tornou-se comum nos perguntarmos de onde vêm aquilo que consumimos. Conferimos rótulos, buscamos produtores locais e investigamos cadeias de produção em uma tentativa de compreender o impacto dos nossos hábitos seja na nossa própria saúde ou no planeta.

No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.

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Clima, cultura e modernismo: o campus pós-colonial como laboratório de arquitetura

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Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.

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Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo

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Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.

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Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricção urbana na América Latina

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A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.

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Mobiliário como Arquitetura: Micro-modernismos no Interior da Casa

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O modernismo é frequentemente vivenciado por meio da forma construída, de fachadas fotografadas, plantas canônicas, manifestos de concreto. Para a maior parte das pessoas, contudo, esse primeiro contato foi muito mais imediato. Foi uma cadeira em um escritório, uma estante em uma sala de estar, um volume compacto que reorganizou o sentar, o guardar ou o dormir. Muito antes de a arquitetura moderna poder ser amplamente encomendada, foi o mobiliário que adentrou o espaço cotidiano, trazendo consigo uma nova lógica de viver. A promessa modernista de transformar a vida era frequentemente cumprida por meio desses objetos menores e replicáveis.

Para compreender essa mudança, o mobiliário precisa ser interpretado como uma forma condensada de arquitetura, e não como mera decoração. Profissionais do design do início do século XX o tratavam exatamente dessa forma. Le Corbusier descreveu o mobiliário como équipement de l'habitation (equipamento da habitação), inserindo-o no sistema operacional do edifício, e não fora dele. Da mesma forma, a Bauhaus abordou cadeiras e mesas como protótipos industriais, incorporando princípios de padronização, eficiência e produção em massa em seus desenhos. Como argumenta a historiadora da arquitetura Beatriz Colomina, a arquitetura moderna não circulava apenas através de edifícios, mas por meio de mídias e objetos que traduziam suas ideias para a vida cotidiana. O mobiliário tornou-se arquitetura em miniatura: portátil, reproduzível e capaz de reorganizar o espaço sem reconstruí-lo.

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Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

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Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

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Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

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Além da casca: o Palacio de los Deportes de Félix Candela para os Jogos Olímpicos do México de 1968

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Quando a Cidade do México sediou as Olimpíadas em 1968, foi a primeira vez que os Jogos foram concedidos a um país latino-americano, bem como a primeira vez que uma nação de língua espanhola os sediou. Isso fez dos jogos uma excelente oportunidade para projetar o México e sua cultura internacionalmente, levando o governo a constituir um comitê organizador com grandes talentos locais. Para a presidência do comitê, foi nomeado Pedro Ramírez Vázquez, arquiteto mexicano que exercia grande influência sobre o programa de obras públicas do Estado em meados do século. Sua abordagem era clara: a arquitetura como uma síntese da técnica modernista internacional com referências pré-colombianas e a cultura material local. Sob sua direção, o comitê supervisionou a construção e a adaptação de locais de competição distribuídos pelas zonas sul da Cidade do México, quase todos concebidos e construídos por profissionais locais de arquitetura, engenharia e áreas técnicas.

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Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar

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A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.

Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.

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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

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A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

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Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses

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A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.

O uso de acabamentos naturais, sem pintura, destaca a honestidade intrínseca da madeira, ao mesmo tempo em que celebra o caráter único de cada peça, seus veios naturais e a diversidade da composição geral. Enquanto algumas casas apresentam madeiras escuras e sóbrias para criar uma atmosfera acolhedora e robusta, outras utilizam espécies mais claras, como o pinus, para promover uma sensação de luminosidade, amplitude e leveza. Essa versatilidade comprova que a madeira pode se adaptar a qualquer estética, do rústico ao ultraminimalista.

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A ilusão de leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública

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Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e a valorização do solo frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas remanescentes no entorno da projeção de um edifício, mas essa estratégia se transformou com a introdução dos pilotis pelo movimento modernista no início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a livre circulação e a passagem de luz sob a estrutura, as exigências contemporâneas de cargas sísmicas, rotas de fuga contra incêndio e alta ocupação tornam os pilares delgados insuficientes para as demandas dos grandes projetos cívicos atuais.

Contudo, a busca pela leveza arquitetônica não é um fenômeno estritamente contemporâneo. Após a introdução dos pilotis pelo modernismo, diversos projetos de meados do século passado começaram a experimentar com a ilusão de suspensão para alcançar uma transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios a um contexto legislativo. O edifício consiste em uma sólida câmara de assembleia elevada sobre uma série de pilares delgados. Como o terreno se situa em um terraço ao final de uma rua em declive, o vazio resultante faz mais do que apenas permitir a circulação; ele emmoldura vistas da cidade, criando a impressão de que o pesado volume legislativo flutua delicadamente sobre o tecido urbano.

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Construindo com Leveza em Zonas de Inundação: Arquitetura para Inundações Sazonais

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A enchente não chega de surpresa. Ela retorna, acompanhando os mesmos rios transbordantes e céus de monção, amolecendo a terra e invadindo casas que nunca foram feitas para resistir a ela. Paredes são desamarradas antes de serem perdidas, materiais são recolhidos antes de flutuarem para longe, e as estruturas são reconstruídas com uma familiaridade que sugere que isso não é destruição, mas sequência. Em paisagens onde a água retorna a cada ano, a sobrevivência é definida pela capacidade de recomeçar.

Nas planícies de inundação de Bangladesh, da bacia do Brahmaputra e do Delta do Mekong, a inundação é uma certeza sazonal. Relatórios de instituições como o Banco Mundial e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas frequentemente abordam as enchentes sob a ótica da exposição e do dano, medindo o sucesso através da resistência e da durabilidade. No entanto, em territórios que ficam submersos anualmente, essas métricas descrevem o problema apenas em parte. O próprio solo oscila entre os estados sólido e líquido. Construir como se ele fosse fixo significa projetar contra a própria condição que o define.

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Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura

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Em 1962, o arquiteto Buckminster Fuller imaginou uma cidade flutuante que libertaria a humanidade da dependência da Terra. O projeto hipotético consistia em enormes esferas geodésicas aéreas que levitariam naturalmente no ar quente aquecido pelo sol e que seriam ancoradas no topo das montanhas. Propondo abrigar milhares de pessoas, as Cloud Nine de Fuller tinham como objetivo aliviar a política de propriedade da terra, a escassez de moradias e auxiliar na preservação da natureza.

Passado mais de meio século, seguimos distantes de concretizar a ideia de Fuller. Criar uma estrutura verdadeiramente flutuante na superfície da Terra permanece, até o momento, um ideal inatingível. Enquanto os suportes ainda se impõem como necessidade, manipulamos sua posição, sua intensidade, sua quantidade, desenvolvendo acrobacias para, ao menos, nos aproximarmos da ideia de vencer a gravidade, esse desejo que há tanto tempo fascina a humanidade.

Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 1 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 2 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 3 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 4 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Mais Imagens+ 17

Entre reuso e novos modos de trabalhar: lições dos vencedores latino-americanos do Design Awards da Shaw Contract

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Uma premiação de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias passam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract tem se consolidado como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.

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