As mulheres desempenharam um papel fundamental na evolução da arquitetura paisagística, superando as limitações de uma profissão dominada por homens para introduzir ideias inovadoras e novas perspectivas. Das primeiras pioneiras às líderes contemporâneas, seu trabalho remodelou a maneira como interagimos com os espaços públicos e privados, entrelaçando estética, funcionalidade e sustentabilidade de formas inovadoras.
No final do século XIX e início do século XX, as arquitetas paisagistas conquistaram seu espaço na profissão, enfatizando a harmonia entre as estruturas construídas e as paisagens naturais. Seus projetos demonstravam um profundo compromisso com a comunidade e o equilíbrio ecológico, pavimentando o caminho para uma abordagem inclusiva e reflexiva de projeto que continua a inspirar a disciplina hoje.
Nova York é uma cidade em constante transformação. Desde o final do século XVIII, quando se tornou um dos maiores portos do mundo, a metrópole se estabeleceu como um polo de inovação, comércio e diversidade cultural, atraindo imigrantes de todas as partes. A rápida industrialização do século XIX impulsionou a proliferação de fábricas, armazéns e bairros de classe trabalhadora, como o Brooklyn e o Lower East Side, que moldaram o crescimento urbano e econômico da cidade.
No âmbito da Expo OBRA BLANCA 2024, realizada de 15 a 17 de outubro na Expo Santa Fe, na Cidade do México, a Porcelana Corona México e a Ambiance exibiram, com sua marcante presença no setor da construção e do design, suas recentes inovações em louças sanitárias, juntamente com uma ampla gama de produtos voltados para arquitetos/as, construtores/as e distribuidores/as no estande 224 do Pavilhão de Banheiros e Metais.
Carl Pruscha é um arquiteto austríaco que dedicou a maior parte de sua carreira profissional a investigar e trabalhar de perto com a arquitetura regional no Oriente — um território negligenciado em uma época em que o movimento moderno na arquitetura e no resto do mundo estava em plena expansão. Através de uma retrospectiva de sua vida, destacamos algumas de suas obras mais relevantes no Nepal e no Sri Lanka, compreendendo como Pruscha conseguiu imprimir sua visão singular de arquitetura e de cidade em seus projetos construídos.
A arquiteta hondurenha Angela Stassano vem contribuindo para a paisagem arquitetônica da América Central com sua pesquisa aplicada sobre projetos bioclimáticos. Sediada em San Pedro Sula, em Honduras, seus projetos partem de técnicas do patrimônio local para atender às demandas de ambientes tropicais quentes e úmidos. Stassano desenvolveu sua especialidade ao longo de mais de 30 anos de pesquisa prática, culminando em um guia de arquitetura bioclimática que detalha seus métodos construtivos para essa região. Um de seus projetos mais notáveis, o Las Casitas, é um complexo residencial que materializa essa pesquisa. O projeto engloba várias residências tropicais energeticamente eficientes que tiram proveito do clima local, resultando em baixos custos operacionais e de energia.
“Um dos primeiros resultados que encontrei quando estava pesquisando sobre arquitetura feminina no Google foi um arranha-céu na Austrália, cujos arquitetos disseram ter se inspirado nas curvas de Beyoncé quando o construíram”, narrou a arquiteta holandesa Afaina de Jong em sua última palestra do TEDxAmsterdamWomen em 2021. “É sério? O corpo dela? Beyoncé? Claro, ela é incrível, mas literalmente traduzir seu corpo em um prédio... Isso é arquitetura feminina?”, continuou ela, indignada.
De Jong é fundadora do estúdio AFARAI, onde trabalha com uma metodologia interdisciplinar combinando teoria e pesquisa com design. Ela considera seu ateliê “uma prática feminista que incentiva a mudança em questões sociais e espaciais e que acomoda as diferenças”, então Afaina provavelmente está familiarizada com o conceito de 'interseccionalidade'.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais organizados em torno de um tema ou programa, enviados ao site. Desenvolvidos por escritórios de arquitetura de pequeno e grande porte de todas as partes do mundo, esses projetos são enviados de forma aberta para a plataforma, constituindo uma comunidade global de profissionais que compartilham suas propostas, sejam elas puramente conceituais, propostas de concurso ou fases iniciais de projeto. As submissões estão abertas a todas as pessoas. Se você deseja colaborar, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
Água e iluminação natural? À primeira vista, parecem conceitos distantes: um é tangível, enquanto o outro — embora intangível — se manifesta através de seus efeitos e qualidades perceptíveis. Ambos são recursos potentes e recorrentes no projeto de arquitetura, muitas vezes empregados apenas com fins compositivos. No entanto, no contexto de piscinas cobertas, essa combinação costuma ser orientada de forma estritamente funcional, priorizando a "proteção" contra estímulos externos. Essa abordagem unidimensional pode limitar a interação dinâmica entre a água e a luz natural, resultando em desafios estéticos, funcionais e operacionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140438/veja-como-elevar-o-nivel-de-piscinas-cobertas-com-solucoes-de-iluminacao-naturalEnrique Tovar
"Pensamos que somos diversos e que temos igualdade, mas será que esse é realmente o caso?"
Destacando as histórias de mulheres na arquitetura que moldam o ambiente construído, o documentário "Women in Architecture", dirigido por Boris Noir, retorna para seu segundo capítulo. Iniciada pela Sky-Frame, em colaboração com o ArchDaily, esta nova edição da série documental aprofunda-se nas trajetórias de Dorte Mandrup e Tosin Oshinowo, traçando um paralelo entre suas vidas e focando em seus caminhos e desafios singulares. Fique atento/a para a exibição online em 12 de novembro, às 7h30 EST / 12h30 CET no ArchDaily.
Conferências, eventos e exposições globais influenciaram profundamente a evolução da arquitetura e do design, funcionando como catalisadores de inovação, novas ideias e debates fundamentais. Alguns encontros, como o histórico Congrès International d'Architecture Moderne, impactaram profundamente a disciplina. Outros, por sua vez, como a Bienal de Veneza e a Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), continuam moldando a paisagem arquitetônica por meio de suas edições periódicas. Iniciada em Turim, na Itália, a WDC celebra uma cidade diferente a cada dois anos como um polo de reflexão e criatividade em design. Na edição mais recente, a região binacional de Tijuana-San Diego fez história como a primeira WDC transfronteiriça, emergindo como um epicentro criativo com uma programação rica e inovadora que merece atenção especial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140683/tijuana-san-diego-como-farol-criativo-explorando-a-crescente-influencia-da-capital-mundial-do-designEnrique Tovar
Buildner anunciou os resultados do Kharkiv Housing Challenge, o primeiro concurso de uma série de duas partes focada na reconstrução da Ucrânia. Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, foi profundamente afetada pelo conflito em andamento, e este concurso faz parte de um esforço mais amplo para reconstruir suas habitações e espaços públicos.
A supertempestade Sandy inundou Lower Manhattan, causando bilhões de dólares em danos a propriedades e infraestrutura. Visando à proteção contra futuras inundações, ressacas e a elevação do nível do mar, arquitetos/as paisagistas estão desenvolvendo uma combinação inovadora de soluções verdes e cinzas ao longo da costa sul de Manhattan.
Não se trata de soluções baseadas na natureza, mas sim de formas de blindagem. Projetistas e designers demonstram como essa armadura pode ser integrada ao espaço público, criando novas tipologias de infraestrutura. O desenho inteligente viabiliza comportas e barreiras retráteis, taludes paisagísticos e plataformas elevadas — sem a necessidade de muros de concreto que isolem as comunidades entre si ou as afastem da orla.
Cores, materiais, iluminação e texturas são os pilares fundamentais que moldam a atmosfera e o tom de um espaço interno. Esses elementos devem trabalhar em harmonia para criar ambientes que influenciam profundamente a maneira como nos sentimos e interagimos com o espaço ao nosso redor. De residências serenas e tranquilas a escritórios dinâmicos ou espaços de hospitalidade acolhedores, as tendências de design evoluíram para atender às necessidades específicas de cada contexto, ao mesmo tempo em que o mercado oferece uma infinidade de combinações de produtos.
Nos últimos anos, essas tendências passaram por uma transformação significativa, com um foco crescente na flexibilidade, no design biofílico e na sustentabilidade. Essas três abordagens estão redefinindo a maneira como os espaços são projetados—não apenas em termos estéticos, mas também no que diz respeito à funcionalidade, ao bem-estar e ao impacto ambiental. Dominar a interação entre esses elementos tornou-se essencial para criar espaços que se alinhem com propósito e funcionalidade, oferecendo experiências imersivas e significativas para seu público-alvo.
A Índia é frequentemente reconhecida por sua próspera indústria de tecnologia, com a reputação de formar um número expressivo de profissionais qualificados no setor a cada ano. Esse cenário atraiu um ecossistema tecnológico dinâmico que atrai cada vez mais empresas globais para estabelecer operações no país. A ascensão dos parques tecnológicos tornou-se uma estratégia fundamental para canalizar esses talentos e recursos, cultivando um ambiente propício à inovação. Qual é o impacto desses parques tecnológicos na paisagem urbana das cidades indianas?
Ao longo das últimas duas décadas, o Holcim Foundation Awards destinou US$ 20 milhões para destacar projetos transformadores de arquitetos/as, designers e engenheiros/as pioneiros em práticas de design e construção sustentáveis. Para registrar essas trajetórias, a Fundação lançou uma série de curtas-metragens intituladaWords withWinners.
A série oferece um olhar detalhado sobre projetos premiados de design sustentável por meio de entrevistas exclusivas com seus autores e autoras. A produção inclui um dos primeiros filmes a apresentar o BIG U, também conhecido como DryLine, em sua forma construída, trazendo um diálogo exclusivo com Bjarke Ingels, diretor criativo e fundador do Bjarke Ingels Group (BIG).
O Office ParkScheerbarth, selecionado como uma das Novas Práticas de 2024 do ArchDaily, foi fundado em Berlim em 2019 pelos sócios Moojin Park e Benjamin Scheerbarth. Juntos, criam uma síntese entre arquitetura, planejamento urbano e ciências sociais, baseando-se em contextos culturais e educacionais da Coreia, dos EUA e da Alemanha. Seu trabalho gera espaços que acolhem a versatilidade, os desafios e o crescimento. A dupla personifica uma fusão de culturas, nacionalidades e diversas disciplinas, abordando cada projeto sob múltiplas perspectivas e enfatizando a adaptabilidade, o respeito pela apropriação do espaço e a busca contínua por conhecimento e inovação. Desafiando normas e regulamentações do ambiente construído, Moojin Park e Benjamin Scheerbarth compartilham o compromisso de expandir e explorar os limites do design. Eles se conheceram durante o mestrado nos EUA, onde a visão compartilhada de ambos tomou forma e marcou o início de sua trajetória conjunta.
Por séculos, as práticas de sepultamento em várias culturas associaram a homenagem aos mortos à terra, com cemitérios firmemente enraizados no solo como um símbolo de paz eterna. No entanto, como discutido em um de nossos artigos, Sem espaço para os vivos ou para os mortos: Explorando o futuro dos sepultamentos na Ásia, a escassez de terras em áreas urbanas densamente desenvolvidas apresenta desafios significativos para as práticas tradicionais de sepultamento, especialmente em sociedades como o Japão, que enfrentam o envelhecimento de sua população. Diante dessas restrições espaciais, como projetar cemitérios acima do solo e columbários para oferecer um local de descanso digno e tranquilo, respeitando os valores culturais?
A Serapool, marca líder em revestimentos cerâmicos de porcelana para piscinas e produtos complementares de porcelana, inova e produz há 40 anos soluções de design sustentável para residências, centros de spa e bem-estar, hotéis, parques aquáticos e piscinas olímpicas em todo o mundo. A abordagem holística da marca em relação ao design de piscinas resultou em uma coleção abrangente de porcelana que inclui revestimentos, quinas de degrau, bordas para piscinas, grelhas de porcelana para piscinas, revestimentos para borda infinita, alças de transbordo ocultas, bordas de terraço e canais de escoamento. Com anos de experiência no setor, a empresa se consolida como um exemplo de inovação, entregando consistentemente produtos seguros e duráveis.
Nesse contexto, a adoção dos estilos neogóticos do século XIX e dos estilos neoclássicos do início do século XX tornou-se popular. Hoje, muitos desses edifícios permanecem como marcos proeminentes em todo o país e se tornaram partes integrantes das paisagens urbanas. Esta seleção explora como a arquitetura canadense integra elementos tradicionais a materiais modernos, como vidro e aço. Esses esforços preservam o significado histórico dos edifícios ao mesmo tempo em que os adaptam para atender às demandas funcionais da vida moderna.
A criação de imagens por meio da inteligência artificial (IA) nos surpreendeu há alguns anos. Utilizando algoritmos como redes neurais convolucionais (CNNs), esses sistemas são treinados para identificar padrões visuais em imagens do imenso banco de dados da internet, interpretá-los e gerar novas composições. Inicialmente, os resultados tendiam a ser rudimentares, frequentemente distorcidos e estranhos, mas com a evolução dos sistemas e dos métodos de treinamento, a IA passou a produzir imagens altamente detalhadas e visualmente impressionantes, desafiando os limites da criatividade digital. Na arquitetura, isso não tem sido diferente. À medida que o projeto de arquitetura evolui, as tecnologias que permitem a arquitetos e arquitetas dar vida às suas visões progridem no mesmo ritmo. As renderizações por IA estão transformando a maneira como visualizamos e conceituamos espaços, com potencial para reduzir significativamente os custos, aumentar a eficiência e melhorar a precisão, especialmente em termos de fidelidade de escala e representação espacial.
Das maravilhas futuristas do célebre Marina Bay Sands e do Jewel Changi Airport, projetados pelo escritório Safdie Architects, ao patrimônio icônico do antigo Supremo Tribunal, hoje a National Gallery Singapore, a cidade exibe uma rica tapeçaria de estilos e influências. Singapura também adotou sua própria versão do modernismo, expressa em obras como o Colonnade Condominiums, projetado pelo arquiteto Paul Rudolph, e o Pearl Bank Apartments, de Tan Cheng Siong. Nomes consagrados da arquitetura, como Moshe Safdie, Norman Foster e o escritório WOHA, deixaram marcas indeléveis na cidade com seus projetos inovadores.
A enxertia arquitetônica, conceito popularizado recentemente por Jeanne Gang emThe Art of Architectural Grafting, apresenta uma abordagem transformadora para a regeneração urbana e a sustentabilidade. Inspirando-se em práticas botânicas e hortícolas — nas quais novos brotos são implantados em plantas existentes para aumentar sua resiliência —, esse método arquitetônico integra novas estruturas às preexistentes, permitindo que coexistam e se adaptem. Em vez de recorrer à demolição, a enxertia prioriza a adaptação, prolongando a vida útil dos edifícios e salvaguardando sua importância cultural e histórica.
Embora o Studio Gang tenha desempenhado um papel fundamental na difusão desse método, a enxertia arquitetônica incorpora um princípio mais amplo que profissionais de arquitetura vêm utilizando há muito tempo para aumentar a sustentabilidade, conservar recursos e valorizar o patrimônio. Em diferentes escalas — de edifícios individuais a paisagens urbanas —, a enxertia remodela a relação entre o passado e o presente, adaptando estruturas existentes às necessidades contemporâneas ao mesmo tempo que atende às demandas ambientais. Ao propor novos usos para edifícios históricos, essa abordagem fomenta uma evolução sustentável das paisagens urbanas.
Até hoje, o Cairo ostenta uma história vibrante, além de uma rica cultura arquitetônica e patrimonial que, sob uma perspectiva externa, continuam a ser a representação mais viva e marcante da cidade. Mas o que é o Cairo de hoje para além de ser a capital do Egito, do Nilo, dos desertos, das ruas movimentadas, dos museus, dos sítios arqueológicos e de seus edifícios históricos? A cidade passou por uma rápida transformação urbana nas últimas décadas, adquirindo um caráter notavelmente diferente daquele que as gerações passadas e recentes lembram de sua juventude nas ruas, bairros e edifícios locais.
O Cairo viu sua população saltar de 4 milhões de habitantes na década de 1960 para mais de 20 milhões atualmente, ao passo que sua área urbana expandiu-se cerca de 400% desde então. A área construída representa quase metade da região metropolitana, com uma taxa de crescimento urbano anual de 2% a 4% — muito superior à média de 1% típica de países como Canadá, Alemanha, Japão, Itália e Suécia. Em decorrência dessa rápida urbanização, as terras agrícolas hoje constituem menos de 10% da área total do Grande Cairo. A cidade configura-se como um mosaico em constante evolução de mais de 50 bairros distintos, cada um com identidade e composição demográfica próprias, que enriquecem o diversificado tecido urbano do Cairo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140239/cairo-um-mosaico-de-narrativas-urbanas-contrastantesHadir Al Koshta
O Factory 52, batizado em referência à produção de baralhos de 52 cartas que outrora ocorria no local, é um exemplo notável de reuso adaptativo, transformando uma antiga fábrica em uma vibrante comunidade de uso misto. Localizado em Norwood, Ohio, no antigo edifício da U.S. Playing Card Company, o projeto de renovação reimagina o patrimônio industrial ao integrar o design moderno sem perder de vista suas raízes históricas, incorporando áreas residenciais, comerciais e de lazer. O uso de revestimento de tijolos desempenha um papel crucial na conexão entre o passado e o futuro, oferecendo uma textura rústica que homenageia a história industrial ao mesmo tempo em que destaca as novas estruturas com seus tons singulares em um cenário contemporâneo.