Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".
Na charmosa localidade de Oberneukirchen, no interior da Áustria, o arquiteto Walter Kräutler e a artista Sofie Thorsen se uniram para transformar o interior da igreja neogótica do vilarejo no episódio 10 de Opening up.
Diante das mudanças nos movimentos e estilos arquitetônicos, o design de mobiliário também evoluiu ao longo dos anos, transitando de linhas curvas elaboradas e materiais opulentos para layouts simples e funcionais, e vice-versa, em um movimento constante. Em sua evolução contínua, o design de mobiliário contemporâneo é frequentemente influenciado por avanços tecnológicos, explorando a fabricação digital e o design centrado no/a usuário/a, ao mesmo tempo em que responde a estratégias sustentáveis. Essas inovações elevaram o design de mobiliário personalizado, criando peças exclusivas sob medida para as necessidades, preferências e especificidades de cada espaço.
Com a capacidade de se adaptar a cada usuário/a, o design de mobiliário sob medida cria peças exclusivas, desenvolvidas para atender a necessidades, preferências e especificações espaciais individuais. Aprofundando-se na realidade aumentada (RA) e na realidade virtual (RV), a Tylko desenvolve soluções personalizadas, duráveis e sustentáveis para aparadores, armários de parede, estantes, guarda-roupas e racks de TV. Ao analisar sua abordagem tecnológica para criar infinitas possibilidades de móveis sob medida, apresentamos a experiência de seu processo de design, juntamente com seu configurador online intuitivo e aplicativo de realidade aumentada.
Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.
Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.
Cortesia de Architectural Dialogue | Elan - Meenakshi
Concursos de arquitetura são plataformas onde a inovação se encontra com a imaginação, desafiando constantemente os limites do que conhecemos sobre design e arquitetura. Ao servirem como espaços para que arquitetos/as e designers materializem ideias inovadoras, os concursos questionam nossas convenções e moldam nossos futuros ambientes. Embora inúmeros conceitos criativos sejam propostos, apenas uma parcela é construída. De fato, estes projetos vencedores funcionam como uma vitrine para a criatividade dos/as profissionais de arquitetura, redefinindo o futuro do nosso ambiente construído.
Estes projetos vencedores demonstram uma iniciativa global de repensar a maneira como interagimos com os espaços. O HOKA fomenta a interação comunitária, ao passo que o RITSO Resort funde tradição e modernidade. O Science Forest transforma museus em centros de diálogo, e os apartamentos Elan-Meenakshi em Hyderabad integram a vida urbana a áreas verdes. Espalhados por regiões que vão do Vietnã, da Grécia e de Roma à Índia, estes exemplos evidenciam o potencial transformador das propostas vencedoras de concursos de arquitetura, remodelando nossa percepção e interação com os espaços que habitamos.
Com o objetivo de garantir o abastecimento de alimentos para a população de Berlim, em rápido crescimento no final do século XIX, o Kornversuchsspeicher foi construído em 1898 no antigo terreno dos depósitos de carga de Hamburger e Lehrter. Um edifício com vocação científica, sua função era pesquisar novos métodos de armazenamento de grãos. Após anos de desuso e, posteriormente, um período de ocupação temporária como espaço criativo, o edifício de tijolos foi cuidadosamente renovado nos últimos anos pelo escritório AFF Architekten, ampliado com a adição de um sétimo pavimento e transformado em um moderno edifício de eventos, gastronomia e escritórios, com foco na preservação total de seu charme industrial. Este foi um projeto que exigiu grande conhecimento técnico em todas as frentes, inclusive por parte da Solarlux, especialista acionada para fornecer soluções personalizadas de esquadrias e fachadas.
Com a linha Hommage, a Villeroy & Boch resgata, há mais de duas décadas, as origens do banheiro no início do século XX. Agora, a coleção de lavatórios, bacias sanitárias e banheira de imersão ganha uma atualização de cor em preto fosco. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
E se François Boch — um frustrado fundidor francês de balas de canhão que abandonou o ofício para, em vez disso, fundar uma oficina de cerâmica com seus filhos em Audin-le-Tiche, na França — nunca tivesse existido? Como seria o banheiro moderno hoje?
Não podemos responder a isso, é claro, mas sabemos que a decisão de Boch em 1748 certamente lançou uma das pedras fundamentais para essa evolução — mesmo que tenham começado fabricando apenas potes e jarros simples de argila. O negócio prosperou rapidamente e a história seguiu seu curso. Isso também se deveu ao fato de que, com a ajuda de novas fórmulas, a empresa conseguiu produzir uma faiança mais leve e formas mais elaboradas, que eram mais acessíveis do que a porcelana cara.
No dia 10 de dezembro de 2022, o ArchDaily realizou com sucesso o primeiro fórum temático da Building Dynamic, intitulado "Co-criação e Co-pensamento". O evento contou com a presença de sete convidados e convidadas que compartilharam suas experiências com especificações e materiais: Libin Chen, sócio do escritório de Xangai da David Chipperfield Architects; Jing Lin, arquiteta sênior de projetos e diretora associada sênior da SHL; Shuangquan Ni, diretor de marketing da Avarte; Yi Yao, vice-gerente geral do Departamento de Gestão de Design da Região Leste da China da CR Land; Zhou Qing, vice-gerente geral e diretora de design da GOA; Isabel, gerente de projetos residenciais da iGuzzini; e Chunyan Cai, arquiteta-chefe do Atelier Tao+C. Além disso, Shuang Han, nossa editora-chefe na China, apresentou os motivos pelos quais decidimos lançar o mini-programa voltado ao setor de materiais, bem como nossos planos futuros. Expressamos nossos agradecimentos especiais à CR Land pelo apoio com o espaço, aos patrocinadores iGuzzini e Avarte pelo grande suporte, e a todos os presentes.
Aproveitando o poder da fabricação sem moldes por meio da impressão 3D robótica em grande escala, o ETH Zürich e a FenX AG investigaram o uso de espumas minerais livres de cimento feitas a partir de resíduos reciclados. O objetivo é construir sistemas de paredes monolíticos, leves e com isolamento térmico integrado, minimizando o uso de materiais, a demanda de mão de obra e os custos associados.
A necessidade de substituir materiais sintéticos por opções naturais em nossas casas está impulsionando a inovação em todas as áreas do design. Historicamente dependentes de plástico e vidro, os sistemas de iluminação estão sob escrutínio especial. Enquanto alguns propõem um retorno provocativo a elementos como bexigas de animais em busca de translucidez orgânica, outros recorrem a fibras naturais consagradas, como o vime, a palha e o linho. Há também quem prefira minerais como o alabastro, cujas propriedades proporcionam uma belíssima difusão da luz ambiente. E a busca continua.
Alinhada a essa busca por uma translucidez ecologicamente correta está a designer francesa Elise Fouin, que integrou o estúdio de Andrée Putman. Nebulis, seu mais recente projeto para a fabricante de iluminação parisiense Forestier, dá continuidade às suas bem-sucedidas e etéreas criações para a marca, as coleções Papillon e Libellule, ambas inspiradas na delicadeza da natureza. O Nebulis, por sua vez, é moldado pela própria natureza em uma forma diáfana e, ao mesmo tempo, sólida.
Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.
No contexto da Primeira Guerra Mundial, e para fazer frente ao enorme déficit habitacional decorrente do conflito, a estrutura modular Dom-Ino — uma das contribuições mais significativas do funcionalismo, projetada pelos projetistas suíços Le Corbusier e Max Dubois — estabeleceu premissas concretas para uma nova visão de um modelo estrutural leve que otimiza o processo construtivo. Graças ao uso de um sistema de lajes e pilares de concreto armado, a estrutura Dom-Ino permitiu a organização flexível dos elementos em planta e libertou a fachada das limitações impostas pelas paredes estruturais.
Essa condição impulsionou a criação de projetos arquitetônicos que integravam as janelas não apenas como elementos funcionais, mas também compositivos. Graças às inovações tecnológicas, alcançaram-se janelas com esquadrias mais esbeltas e vãos mais amplos, como exemplificado em obras como a Villa Savoye e a Casa Farnsworth. Embora essas propostas tenham redefinido a estética da arquitetura, as limitações tecnológicas da época apresentavam desafios. Hoje em dia, o desenvolvimento contínuo de janelas com características técnicas aprimoradas levou ao conceito de janela minimalista, o qual inspirou três princípios fundamentais derivados dessa ideia, concebida pela Vitrocsa. Esses princípios — transparência, variações funcionais e mecanismos avançados — incorporam inovações tecnológicas e, simultaneamente, diluem as fronteiras espaciais. Cada um deles desempenha um papel fundamental no projeto dos espaços e, juntos, redefinem significativamente a estética de edifícios e interiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138337/redesenhando-limites-os-tres-principios-das-janelas-minimalistasEnrique Tovar
Uma atração familiar em cidades mais populosas, diz-se que os bistrôs nasceram em Paris, onde moradores/as empreendedores/as montavam barracas improvisadas em frente às suas casas, vendendo suas sobras de produtos para ganhar uma renda extra. O que começou como uma atividade secundária despretensiosa transformou-se nos restaurantes e cafés acolhedores e aconchegantes que conhecemos hoje como bistrôs. Com espaço interno mínimo em suas instalações de pequena escala, esses estabelecimentos gastronômicos de dimensões reduzidas frequentemente dão continuidade à tradição de seus antecessores, dispondo mesas e cadeiras ao ar livre.
Lutando pela sobrevivência nos meses incertos da pandemia, pequenos estabelecimentos de hospitalidade e gastronomia aproveitaram o momento em que as grandes cidades flexibilizaram suas regras para refeições ao ar livre. Por toda parte, de pizzarias voltadas para praças no Porto a sanduicherias em becos de paralelepípedos em Edimburgo, delimitou-se o pouco espaço disponível com o máximo de mesas e cadeiras possível. Ao mesmo tempo em que viabilizava refeições seguras ao ar livre, o mobiliário também servia para atrair clientes — assim que isso passou a ser permitido.
“Duas cabeças pensam melhor do que uma”, diz o ditado popular. E com razão. Como seres sociais que somos, os seres humanos prosperam por meio de interações interpessoais e da troca dinâmica de ideias. São essas reflexões coletivas que tendem a florescer, evoluir e atingir seu potencial pleno, alimentadas por uma diversidade de perspectivas e experiências. É justamente por isso que o trabalho em equipe se consolida como um dos pilares mais valorizados em qualquer ambiente corporativo, o que também explica por que profissionais de escritório passam, em média, 37% do seu tempo semanal em reuniões. Não surpreende, portanto, que os escritórios modernos incorporem salas de reunião como espaços dedicados à ideação colaborativa e à tomada de decisões. Mas não da forma como muitos imaginam. Ficaram para trás os dias de salas de conferência monótonas, compostas apenas por uma grande mesa, cadeiras desconfortáveis e paredes brancas, que agora dão lugar a modelos novos e mais inovadores, alinhados a uma mudança de paradigma.
Imagem criada usando IA a partir do comando: Uma ilustração expressiva de um ambiente urbano com uma paisagem exuberante que exemplifica a descarbonização da arquitetura. Imagem via DALL.E 2
A arquitetura engloba múltiplos processos, a começar pela identificação de necessidades e sua transformação em estruturas habitáveis por meio de um design cuidadoso. Historicamente, processos relacionados à construção, como a extração de recursos e o descarte ao fim da vida útil, costumavam ser negligenciados. No entanto, é fundamental reconhecer que as edificações possuem um ciclo de vida com impactos significativos nas emissões de carbono. Priorizar práticas sustentáveis é vital para minimizar nossa pegada ecológica e gerar um impacto positivo no planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138309/como-reduzir-a-pegada-de-carbono-por-meio-da-arquitetura-tres-abordagens-ao-longo-do-ciclo-de-vida-da-edificacaoEnrique Tovar
Le Masurier (documentado em 1769-1775). Esclaves noirs à la Martinique, 1775. Óleo sobre tela – 125 x 106 cm. Paris, ministère des Outre-mer / Archives nationales. Imagem cortesia de Archives nationales
A presença da escravidão moldou as paisagens em ambos os lados do Atlântico. Em contrapartida, africanos livres e escravizados — bem como seus descendentes — criaram novas paisagens nos Estados Unidos, no Caribe e na África subsaariana. Uma relação íntima e singular com a terra permitiu que essas populações esculpissem suas próprias instituições e culturas.
Parque Metropolitano Ellinikon / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
“Nossos e nossas bolsistas demonstraram coragem, escreveram livros, fundaram organizações sem fins lucrativos focadas em propósitos claros, criaram novas coalizões e disseminaram novas ferramentas”, disse Cindy Sanders, FASLA, CEO da OLIN, em sua introdução ao programa de Bolsas de Estudo em Inovação e Liderança da Landscape Architecture Foundation (LAF), no Arena Stage, em Washington, D.C.
Sanders destacou os resultados de uma avaliação de cinco anos do programa de bolsas da LAF e seus esforços para formar a próxima geração de lideranças diversas em arquitetura de paisagem. A avaliação demonstra que ex-bolsistas estão moldando o futuro do ambiente construído em posições fundamentais nos setores público, privado e sem fins lucrativos.
O anúncio da criação de um novo campus universitário costuma ser motivo de celebração, pois sinaliza oportunidades econômicas e crescimento urbano. Os Estados Unidos abrigam mais de 700 cidades universitárias que prosperaram com a inauguração de instituições de ensino, como Boulder, onde fica a Universidade do Colorado, e Chapel Hill, sede da Universidade da Carolina do Norte. Diante desse desenvolvimento, no entanto, a gentrificação infelizmente tornou-se um tema polêmico nessas localidades em todo o país. Embora a transformação dessas cidades traga expansão econômica e efervescência cultural, ela frequentemente ocorre às custas do desalojamento de moradores antigos, do apagamento do caráter histórico e da alteração da própria essência local. As cidades universitárias norte-americanas oferecem uma perspectiva única sobre como os centros urbanos podem equilibrar progresso e preservação.
Olá! Boas-vindas à segunda Supporters Newsletter, criada exclusivamente para você. Dedicamos esta segunda edição ao conceito de Teoria e Prática. Com a participação de Fabian Dejtiar, editor-chefe do ArchDaily em espanhol, vamos nos aprofundar na discussão sobre as interações entre pesquisa e prática e como o conteúdo do ArchDaily incorpora ambos os campos. Além disso, oferecemos aos nossos Supporters um curso gratuito de Revit Flow, informações sobre oportunidades de trabalho no BIG e nossas recomendações de ferramentas digitais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138362/newsletter-dos-apoiadores-edicao-no-2ArchDaily Team
Algumas das exposições mais memoráveis e impactantes são aquelas que simplificam sua cenografia, iluminando objetos e narrativas enquanto desviam o foco de todo o resto. Uma apresentação minimalista, porém meticulosa – e, acima de tudo, moderna –, é o objetivo do/a curador/a de museu. O processo de montagem não deve ser trabalhoso. A assinatura do/a arquiteto/a não deve ser visível. O olhar do/a visitante busca contemplar silhuetas contínuas de peças de alta costura, tesouros arqueológicos e esculturas. Exposições contam histórias, e o design de cada mostra é o meio para isso. A apresentação deve ser nítida, clara e leve. Uma sensação de perfeição exalta a singularidade de uma coleção de objetos; junções quase imperceptíveis, linhas limpas e um sentimento geral de transparência tornam isso possível.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138316/elevando-o-design-de-exposicoes-contemporaneo-com-sistemas-de-paineis-de-vidro-deslizantesMark C. O'Flaherty
Nos Jogos Asiáticos recentemente encerrados, o escritório UAD participou do projeto de diversas arenas esportivas. Entre elas, o Centro de Cultura Esportiva de Beisebol e Softbol dos Jogos Asiáticos de Hangzhou se destaca como a maior instalação recém-construída desta edição, além de ser, atualmente, o maior complexo de beisebol e softbol da China, com os mais altos padrões e instalações mais avançadas. Nesta edição do Spotlight, entrevistamos Qian Xidong, do UAD, que compartilha suas reflexões de design acumuladas ao longo de anos de prática profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138165/mais-do-que-arquitetura-um-estilo-de-vida-entrevista-com-qian-xidong-do-uad韩爽 - HAN Shuang
A 23,5 graus ao norte e 23,5 graus ao sul da linha do Equador, respectivamente, situam-se os trópicos de Câncer e Capricórnio. A faixa de cerca de 4.800 quilômetros de largura entre eles, que envolve a Terra, é carinhosamente conhecida como o "cinturão do café". As condições climáticas tropicais e subtropicais dentro desse cinturão, bem como a alta porcentagem de terras localizadas a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, criam as condições perfeitas para o desenvolvimento do cafeeiro.
Nessas regiões das Américas Central e do Sul, África e Ásia, o café é uma das principais exportações nacionais, tornando-se parte fundamental de muitas identidades locais. Assim, os interiores das cafeterias nativas desses países conseguem ser tão ricos e bem equilibrados quanto os grãos ali cultivados. Para quem vive no cinturão do café, a bebida é mais do que apenas um hábito diário: trata-se, literalmente, de uma fonte de sustento e vida. E, nesses estabelecimentos, o café é tratado com essa exata relevância.
À medida que o design de interiores continua a evoluir com as novas tecnologias, as "paredes vivas" surgem como um novo conceito inovador. O novo painel de parede luminoso ArtMorph é um produto singular que combina com maestria tecnologia de iluminação e display com o benefício adicional de uma seleção exclusiva de texturas. Sua adaptabilidade e soluções personalizáveis permitem que ele se integre a diversos ambientes, abrindo possibilidades para interiores que elevam a narrativa visual, indo além das limitações do design tradicional.
No ArchDaily, enfrentamos o constante desafio de nos mantermos atualizados com as novidades, sem, contudo, esquecer os valiosos aprendizados do passado.
É por isso que, a cada jornada de desenvolvimento de um novo artigo para você — especialmente sobre novos materiais e sistemas construtivos —, devemos nos perguntar: isso já foi feito antes? Como foi feito? O que há de novo no que estamos apresentando? Como conectar a inovação com o que já conhecemos, com a própria essência da arquitetura?
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