Com a linha Hommage, a Villeroy & Boch resgata, há mais de duas décadas, as origens do banheiro no início do século XX. Agora, a coleção de lavatórios, bacias sanitárias e banheira de imersão ganha uma atualização de cor em preto fosco. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
E se François Boch — um frustrado fundidor francês de balas de canhão que abandonou o ofício para, em vez disso, fundar uma oficina de cerâmica com seus filhos em Audin-le-Tiche, na França — nunca tivesse existido? Como seria o banheiro moderno hoje?
Não podemos responder a isso, é claro, mas sabemos que a decisão de Boch em 1748 certamente lançou uma das pedras fundamentais para essa evolução — mesmo que tenham começado fabricando apenas potes e jarros simples de argila. O negócio prosperou rapidamente e a história seguiu seu curso. Isso também se deveu ao fato de que, com a ajuda de novas fórmulas, a empresa conseguiu produzir uma faiança mais leve e formas mais elaboradas, que eram mais acessíveis do que a porcelana cara.
Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".
Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.
Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.
VAIA - Brushed Durabrass (Ouro 23kt). Imagem cortesia de Dornbracht
Pode-se afirmar que as cozinhas são espaços onde a interação de elementos estabelece um delicado equilíbrio em sua composição; design, materiais e metais moldam coletivamente o ambiente interno. Não surpreende, portanto, que elas frequentemente se tornem o foco de discussões contínuas. O papel cultural e utilitário das cozinhas em nossas vidas é tão significativo que sua influência transcende a mera arquitetura, tornando-se objeto de exploração artística e histórica. Desse modo, tanto as cozinhas quanto os elementos que as compõem evoluíram e mudaram de estilo — desde as robustas cozinhas do século XIX até as inovações originadas na cozinha de Frankfurt no século XX.
O cenário doméstico se transforma diariamente, e os metais de cozinha não são exceção, adaptando-se às constantes mudanças de influências estilísticas e necessidades. Hoje, as cozinhas incorporam elementos tradicionais e contemporâneos no mesmo espaço, criando uma linguagem que conecta e transita perfeitamente entre essas referências, potencializando-as mutuamente. Nesse contexto, a Dornbracht concebeu a linha VAIA, uma série de metais desenvolvida pelo escritório Sieger Design que funde tradição e modernidade em cozinhas contemporâneas por meio de linhas finas, silhuetas estilizadas e transições fluidas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138399/classico-e-vanguarda-metais-para-cozinha-que-equilibram-tradicao-e-modernidadeEnrique Tovar
À medida que o design de interiores continua a evoluir com as novas tecnologias, as "paredes vivas" surgem como um novo conceito inovador. O novo painel de parede luminoso ArtMorph é um produto singular que combina com maestria tecnologia de iluminação e display com o benefício adicional de uma seleção exclusiva de texturas. Sua adaptabilidade e soluções personalizáveis permitem que ele se integre a diversos ambientes, abrindo possibilidades para interiores que elevam a narrativa visual, indo além das limitações do design tradicional.
A 23,5 graus ao norte e 23,5 graus ao sul da linha do Equador, respectivamente, situam-se os trópicos de Câncer e Capricórnio. A faixa de cerca de 4.800 quilômetros de largura entre eles, que envolve a Terra, é carinhosamente conhecida como o "cinturão do café". As condições climáticas tropicais e subtropicais dentro desse cinturão, bem como a alta porcentagem de terras localizadas a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, criam as condições perfeitas para o desenvolvimento do cafeeiro.
Nessas regiões das Américas Central e do Sul, África e Ásia, o café é uma das principais exportações nacionais, tornando-se parte fundamental de muitas identidades locais. Assim, os interiores das cafeterias nativas desses países conseguem ser tão ricos e bem equilibrados quanto os grãos ali cultivados. Para quem vive no cinturão do café, a bebida é mais do que apenas um hábito diário: trata-se, literalmente, de uma fonte de sustento e vida. E, nesses estabelecimentos, o café é tratado com essa exata relevância.
“Duas cabeças pensam melhor do que uma”, diz o ditado popular. E com razão. Como seres sociais que somos, os seres humanos prosperam por meio de interações interpessoais e da troca dinâmica de ideias. São essas reflexões coletivas que tendem a florescer, evoluir e atingir seu potencial pleno, alimentadas por uma diversidade de perspectivas e experiências. É justamente por isso que o trabalho em equipe se consolida como um dos pilares mais valorizados em qualquer ambiente corporativo, o que também explica por que profissionais de escritório passam, em média, 37% do seu tempo semanal em reuniões. Não surpreende, portanto, que os escritórios modernos incorporem salas de reunião como espaços dedicados à ideação colaborativa e à tomada de decisões. Mas não da forma como muitos imaginam. Ficaram para trás os dias de salas de conferência monótonas, compostas apenas por uma grande mesa, cadeiras desconfortáveis e paredes brancas, que agora dão lugar a modelos novos e mais inovadores, alinhados a uma mudança de paradigma.
Uma atração familiar em cidades mais populosas, diz-se que os bistrôs nasceram em Paris, onde moradores/as empreendedores/as montavam barracas improvisadas em frente às suas casas, vendendo suas sobras de produtos para ganhar uma renda extra. O que começou como uma atividade secundária despretensiosa transformou-se nos restaurantes e cafés acolhedores e aconchegantes que conhecemos hoje como bistrôs. Com espaço interno mínimo em suas instalações de pequena escala, esses estabelecimentos gastronômicos de dimensões reduzidas frequentemente dão continuidade à tradição de seus antecessores, dispondo mesas e cadeiras ao ar livre.
Lutando pela sobrevivência nos meses incertos da pandemia, pequenos estabelecimentos de hospitalidade e gastronomia aproveitaram o momento em que as grandes cidades flexibilizaram suas regras para refeições ao ar livre. Por toda parte, de pizzarias voltadas para praças no Porto a sanduicherias em becos de paralelepípedos em Edimburgo, delimitou-se o pouco espaço disponível com o máximo de mesas e cadeiras possível. Ao mesmo tempo em que viabilizava refeições seguras ao ar livre, o mobiliário também servia para atrair clientes — assim que isso passou a ser permitido.
Nos Jogos Asiáticos recentemente encerrados, o escritório UAD participou do projeto de diversas arenas esportivas. Entre elas, o Centro de Cultura Esportiva de Beisebol e Softbol dos Jogos Asiáticos de Hangzhou se destaca como a maior instalação recém-construída desta edição, além de ser, atualmente, o maior complexo de beisebol e softbol da China, com os mais altos padrões e instalações mais avançadas. Nesta edição do Spotlight, entrevistamos Qian Xidong, do UAD, que compartilha suas reflexões de design acumuladas ao longo de anos de prática profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138165/mais-do-que-arquitetura-um-estilo-de-vida-entrevista-com-qian-xidong-do-uad韩爽 - HAN Shuang
O Duffle é um sistema modular que pode criar uma poltrona ou uma composição muito maior de unidades unidas, oferecendo um amplo espectro de possibilidades dependendo do espaço que ocupa. Imagem cortesia de BOSC
Há algo de nostálgico, ou mesmo de antifashion, em um casaco duffle. É uma peça charmosamente ingênua, associada a uniformes escolares e ao Urso Paddington, com uma história que remonta a meados do século XIX. Teve origem militar, como parte do uniforme da Marinha Real Britânica, e, como tantas outras vestimentas de serviço, acabou sendo reimaginada pelo mundo da alta-costura. Jean Cocteau costumava passear com sua amiga próxima Coco Chanel vestindo uma versão branca da peça. Décadas mais tarde, Rei Kawakubo fez uma declaração ousada com versões *oversized* na Comme des Garçons, e o casaco continua sendo um dos favoritos da fervorosa modernista Margaret Howell. Quando Jean Louis Iratzoki trabalhava no projeto de um novo sofá para integrar sua crescente linha de design na BOSC, inspirou-se nos fechos e na nostalgia que envolvem o casaco duffle. Foi uma maneira sutil de injetar um toque de suavidade vindo do passado em uma peça de mobiliário contemporânea e altamente sofisticada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138138/conforto-nostalgico-o-charme-do-casaco-duffle-no-sofaMark C. O'Flaherty
No ArchDaily, enfrentamos o constante desafio de nos mantermos atualizados com as novidades, sem, contudo, esquecer os valiosos aprendizados do passado.
É por isso que, a cada jornada de desenvolvimento de um novo artigo para você — especialmente sobre novos materiais e sistemas construtivos —, devemos nos perguntar: isso já foi feito antes? Como foi feito? O que há de novo no que estamos apresentando? Como conectar a inovação com o que já conhecemos, com a própria essência da arquitetura?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138154/newsletter-dos-apoiadores-edicao-no-5ArchDaily Team
Como parte da nossa retrospectiva 2023: Retrospectiva do Ano, no ArchDaily revisitamos e refletimos sobre as publicações deste ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em nossa plataforma quando se trata de obras construídas, despertando o interesse de usuários e usuárias de todo o mundo.
Estar presente se tornou a nova moeda de troca, outra maneira de acumular um capital simbólico e uma nova forma de chancelar um status. A princípio, isso começou com o repentino e rápido crescimento do fluxo de pessoas em museus e com a evidente concentração em áreas específicas da Cidade do México. Poderíamos abordar uma problemática que nos assola atualmente: a gentrificação e o deslocamento forçado.
Extensão da New Ground-Academy Arena of the Arts / READ Architecture. Imagem cortesia de re-a.d
Com o fim dos dias de verão, as atenções naturalmente se voltam para o universo acadêmico, um espaço repleto de curiosidade, energia e engenhosidade. Para profissionais de arquitetura, os espaços educacionais representam uma oportunidade de exploração, ao reunirem estudantes ávidos com docentes e especialistas em suas respectivas áreas. O ambiente das instalações de ensino torna-se, assim, uma tela em branco para o cultivo da criatividade, da curiosidade e do desenvolvimento. Desde a ludicidade de creches e pré-escolas até os corredores das faculdades que moldam os acadêmicos e acadêmicas de amanhã, a arquitetura dos espaços educacionais deve equilibrar estrutura e flexibilidade para responder às necessidades de estudantes, docentes e de suas comunidades.
A seleção desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily dedicadas a instituições de ensino. De programas inovadores dedicados ao desenvolvimento infantil e engajamento comunitário a escolas de ensino médio especializadas ou instituições inclusivas que exploram o uso de materiais locais disponíveis, como a terra batida, esta seleção destaca projetos voltados para a troca de conhecimento em suas variadas formas.
Poucos materiais de construção resistem tão bem ao teste do tempo quanto o cobre. Ao contrário de outros materiais que foram substituídos ao longo dos anos — seja por falta de durabilidade, questões de sustentabilidade ou simples preferências estéticas —, o cobre continua presente em uma enorme variedade de aplicações, e seu apelo evoluiu com o tempo. Seja em fachadas e elementos-chave da edificação, seja em detalhamentos e acessórios, ele segue como um favorito absoluto de arquitetos/as, designers e do público em geral.
O brincar representa um momento no qual as crianças adquirem habilidades e conhecimentos de maneira自然 e atraente. Entre as principais inovações na educação infantil e no ensino fundamental, destaca-se o brincar como um eixo central no processo educativo, além de ser um princípio pedagógico fundamental para alcançar os objetivos de aprendizagem. A combinação do brincar com o aprendizado ao ar livre favorece a exploração e a experimentação, a estimulação sensorial e o desenvolvimento motor durante a infância.
Com diversas materialidades, designs e dinâmicas, os equipamentos de lazer para parques representados pela Urbanplay incentivam interações abertas e espontâneas, proporcionando um espaço para assumir riscos, explorar e se conectar com a natureza.
O The Architect Show em Atenas oferece um fórum para apresentar os mais recentes produtos de construção e discutir temas fundamentais que a profissão da arquitetura enfrenta. Imagem cortesia de The Architect Show
Com tantas feiras de arquitetura e design acontecendo anualmente ao redor do mundo, identificar quais eventos realmente oferecem experiências úteis e valiosas para expositores/as e visitantes pode ser um desafio. Nos últimos anos, observa-se uma tendência de realizar eventos de caráter mais regional, criando oportunidades para que profissionais do setor estabeleçam conexões significativas com potenciais parceiros/as. Desde sua criação em 2019, o The Architect Show consolidou-se como um fórum fundamental para a comunidade de arquitetura da Grécia, reunindo representantes de marcas nacionais e internacionais e impulsionando o dinâmico mercado imobiliário do país.
Cortesia de Hollaender Manufacturing Co – Cincinnati, OH
O projeto de arquitetura é uma disciplina que abrange uma ampla gama de escalas, desde as macroescalas, que envolvem o desenho de planos diretores ou grandes complexos urbanos, até as microescalas, focadas em elementos específicos, como acessórios e acabamentos. Independentemente da escala, a atenção minuciosa ao projeto de cada componente do ambiente construído desempenha um papel fundamental na forma como as pessoas vivenciam a arquitetura.
Na microescala arquitetônica, guarda-corpos e corrimãos desempenham papéis específicos, mas que frequentemente geram confusão. Enquanto os guarda-corpos são projetados para delimitar espaços e evitar quedas, os corrimãos funcionam como elementos de apoio, oferecendo orientação e estabilidade para evitar acidentes e lesões. É neste último aspecto que se evidencia uma relação mais estreita com a acessibilidade. Por essa razão, é fundamental contar com corrimãos, corrimãos de parede e barras de apoio que atendam às normas ADA, como os desenvolvidos pela Hollaender Manufacturing Co. Esses elementos se adaptam a diversas condições de projeto, facilitando a circulação de pessoas que possam encontrar barreiras no ambiente físico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138117/corrimaos-e-acessibilidade-101-garantindo-o-uso-seguro-em-projetos-de-arquiteturaEnrique Tovar
Le Masurier (documentado em 1769-1775). Esclaves noirs à la Martinique, 1775. Óleo sobre tela – 125 x 106 cm. Paris, ministère des Outre-mer / Archives nationales. Imagem cortesia de Archives nationales
A presença da escravidão moldou as paisagens em ambos os lados do Atlântico. Em contrapartida, africanos livres e escravizados — bem como seus descendentes — criaram novas paisagens nos Estados Unidos, no Caribe e na África subsaariana. Uma relação íntima e singular com a terra permitiu que essas populações esculpissem suas próprias instituições e culturas.
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Esteticamente, a Steelcase Karman foi feita para se misturar a um interior moderno com tecnologia suave que não é visível a olho nu. Ela reduz a lacuna de estilo entre o mobiliário de escritório e o residencial. Imagem Cortesia de Steelcase
Design essencial. É uma frase que tenho escrito com frequência ultimamente. Ela se aplica a muitos dos novos produtos lançados por marcas de mobiliário conscientes de seu papel na preservação dos recursos ambientais e de um mercado em transformação, cada vez mais atento. Tornou-se, por si só, uma direção estética que reconhece a necessidade de contenção. Trata-se de desempenho sem excessos, tecnologia invisível; funcionalidade com economia de formas. Hoje, se vamos colocar mais produtos no mundo, eles precisam justificar sua existência mais do que nunca.
Pense na cadeira de escritório. Ela já foi projetada e redesenhada inúmeras vezes, ganhou botões, manípulos e alavancas. Foi feita para parecer técnica; foi feita para parecer uma poltrona. Na prática, o excesso de detalhes e os sistemas de regulagem complexos demais muitas vezes tornaram o desempenho máximo do assento inacessível para a maior parte das pessoas. Diante disso, qual é o futuro da cadeira de trabalho nesta era de contenção?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138355/forma-e-funcao-em-equilibrio-a-cadeira-de-escritorio-de-design-essencialEmma Moore
O jardim de infância não é apenas um lugar para deixar os pequenos, mas sim um espaço onde eles podem se conectar com sua imaginação e seus sentidos por meio das cores, texturas e da distribuição do ambiente. No Chile, vários/as arquitetos/as têm trabalhado para que esses aprendizados se reflitam na arquitetura.
Desde o recente Jardim de infância e creche Golondrina em Valparaíso até o reconhecido Jardim de infância Bambú em Santiago,apresentamos estes projetos marcantes que potencializam tais atributos, permitindo que tanto as crianças quanto os/as educadores/as desenvolvam suas atividades de maneira didática e criativa.
No contexto da Primeira Guerra Mundial, e para fazer frente ao enorme déficit habitacional decorrente do conflito, a estrutura modular Dom-Ino — uma das contribuições mais significativas do funcionalismo, projetada pelos projetistas suíços Le Corbusier e Max Dubois — estabeleceu premissas concretas para uma nova visão de um modelo estrutural leve que otimiza o processo construtivo. Graças ao uso de um sistema de lajes e pilares de concreto armado, a estrutura Dom-Ino permitiu a organização flexível dos elementos em planta e libertou a fachada das limitações impostas pelas paredes estruturais.
Essa condição impulsionou a criação de projetos arquitetônicos que integravam as janelas não apenas como elementos funcionais, mas também compositivos. Graças às inovações tecnológicas, alcançaram-se janelas com esquadrias mais esbeltas e vãos mais amplos, como exemplificado em obras como a Villa Savoye e a Casa Farnsworth. Embora essas propostas tenham redefinido a estética da arquitetura, as limitações tecnológicas da época apresentavam desafios. Hoje em dia, o desenvolvimento contínuo de janelas com características técnicas aprimoradas levou ao conceito de janela minimalista, o qual inspirou três princípios fundamentais derivados dessa ideia, concebida pela Vitrocsa. Esses princípios — transparência, variações funcionais e mecanismos avançados — incorporam inovações tecnológicas e, simultaneamente, diluem as fronteiras espaciais. Cada um deles desempenha um papel fundamental no projeto dos espaços e, juntos, redefinem significativamente a estética de edifícios e interiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138337/redesenhando-limites-os-tres-principios-das-janelas-minimalistasEnrique Tovar
Algumas das exposições mais memoráveis e impactantes são aquelas que simplificam sua cenografia, iluminando objetos e narrativas enquanto desviam o foco de todo o resto. Uma apresentação minimalista, porém meticulosa – e, acima de tudo, moderna –, é o objetivo do/a curador/a de museu. O processo de montagem não deve ser trabalhoso. A assinatura do/a arquiteto/a não deve ser visível. O olhar do/a visitante busca contemplar silhuetas contínuas de peças de alta costura, tesouros arqueológicos e esculturas. Exposições contam histórias, e o design de cada mostra é o meio para isso. A apresentação deve ser nítida, clara e leve. Uma sensação de perfeição exalta a singularidade de uma coleção de objetos; junções quase imperceptíveis, linhas limpas e um sentimento geral de transparência tornam isso possível.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138316/elevando-o-design-de-exposicoes-contemporaneo-com-sistemas-de-paineis-de-vidro-deslizantesMark C. O'Flaherty
Centro de Visitantes Vitryak / MAKHNO Studio. Imagem cortesia de MAKHNO Studio
Sejam temporários ou permanentes, pavilhões e instalações urbanas representam uma oportunidade para que arquitetos e arquitetas experimentem diferentes formas, materiais e texturas. Os resultados costumam ser teatrais, acolhendo os/as visitantes em novos tipos de espaço e diluindo as fronteiras entre o exterior e o interior. Frequentemente comissionados para eventos, exposições ou programas culturais, os pavilhões oferecem a oportunidade de explorar materiais inovadores, técnicas construtivas e conceitos espaciais em menor escala. Alguns eventos, como o Serpentine no Reino Unido ou o MPavilion na Austrália, propõem uma reinterpretação anual de suas estruturas, oferecendo espaço para que profissionais consagrados/as e emergentes se expressem. Outros, como a Bienal de Veneza, reutilizam os pavilhões permanentes dos jardins, mas convidam curadores e curadoras a conceber exposições que os reinventem a cada edição.
A seleção curada desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que apresentam pavilhões e instalações urbanas propostos para diversos ambientes, de praças públicas a campos agrícolas ou mesmo aeroportos. Em Frankfurt, uma estrutura translúcida coberta por folhagem busca honrar a memória de uma antiga sinagoga destruída. Na Ucrânia, um centro de visitantes ressignifica uma paisagem industrial em um atraente ponto de encontro, enquanto uma instalação descentralizada nos Países Baixos busca aproximar comunidades ao coletar e compartilhar histórias ligadas a aromas. Sejam temporários ou permanentes, estes projetos buscam provocar reflexão e contemplação, ao mesmo tempo em que abordam temas mais amplos, como sustentabilidade, disponibilidade de recursos ou o papel dos espaços de socialização.