
Design essencial. É uma frase que tenho escrito com frequência ultimamente. Ela se aplica a muitos dos novos produtos lançados por marcas de mobiliário conscientes de seu papel na preservação dos recursos ambientais e de um mercado em transformação, cada vez mais atento. Tornou-se, por si só, uma direção estética que reconhece a necessidade de contenção. Trata-se de desempenho sem excessos, tecnologia invisível; funcionalidade com economia de formas. Hoje, se vamos colocar mais produtos no mundo, eles precisam justificar sua existência mais do que nunca.
Pense na cadeira de escritório. Ela já foi projetada e redesenhada inúmeras vezes, ganhou botões, manípulos e alavancas. Foi feita para parecer técnica; foi feita para parecer uma poltrona. Na prática, o excesso de detalhes e os sistemas de regulagem complexos demais muitas vezes tornaram o desempenho máximo do assento inacessível para a maior parte das pessoas. Diante disso, qual é o futuro da cadeira de trabalho nesta era de contenção?

