Como é possível alcançar o bem-estar emocional no âmbito público? Qual é o papel dos espaços públicos na promoção do bem-estar urbano? Considerando que as práticas esportivas podem constituir um componente vital na geração de espaços públicos saudáveis, a prática do skate, uma das atividades urbanas mais reconhecidas em nível global, representa uma alternativa na construção de oportunidades para o desenvolvimento físico, recreativo, social, cultural e também profissional de múltiplas gerações.
Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se um risco crescente para a saúde. O ruído ambiental, ou seja, o ruído proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos, não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, cada vez mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Como o desenho urbano e as estratégias de arquitetura podem ajudar a prevenir esse cenário?
Ao projetar espaços para contemplar, a arquitetura entra em diálogo com o território na busca por compreender a paisagem e desfrutar da realidade, seja ela natural ou construída. A partir do convite para contemplar o entorno que nos cerca, profissionais de arquitetura na América Latina embarcam no desafio de construir estruturas que interagem com a natureza, reinterpretam certas tipologias edilícias ou fazem parte do aprendizado e do ensino de arquitetura para as futuras gerações. A ampla variedade de paisagens e culturas disponíveis no contexto latino-americano revela as infinitas oportunidades em que a arquitetura desponta com potencial para fomentar o diálogo entre quem observa e o objeto observado, além de aproveitar a conexão com a flora, a fauna e as demais espécies locais que a região oferece.
A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.
A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.
Ao se pensar no Japão, as primeiras imagens que vêm à mente são as ruas movimentadas de Tóquio, os antigos castelos fortificados e os rios ladeados por cerejeiras nas áreas urbanas. No entanto, pouco se discute a respeito de um problema atual enfrentado pelo mercado imobiliário do país: as Akiya, termo japonês que se traduz como "casa vazia". Em 2024, o número de Akiya no Japão atingiu a marca recorde de nove milhões de unidades. Aponta-se que a raiz do problema esteja no declínio demográfico. Com a transmissão dos imóveis por herança familiar, eles frequentemente se transformam em fardos, e não em ativos. À medida que as gerações mais jovens migram para os grandes centros ou optam por viver em apartamentos, o interesse em habitar ou manter a antiga residência da família diminui drasticamente, sobretudo se estiver localizada em áreas rurais ou de menor conveniência. Metrópoles como Tóquio apresentam um volume menor de Akiya devido ao alto custo do solo. Contudo, entraves como os elevados custos de adequação às normas de segurança contra terremotos e a maior tributação sobre terrenos vazios ainda levam ao abandono dessas propriedades, mesmo em áreas urbanas.
Os espaços públicos são mais do que meros vazios físicos no tecido urbano — constituem palcos para a interação social, a expressão cultural e a memória coletiva. Em tempos de fragmentação social e estresse ambiental, esses espaços podem atuar como catalisadores de cura, oferecendo ambientes seguros onde as comunidades podem se reconectar. Por meio de um desenho atento e de processos participativos, as intervenções no espaço público têm o potencial de reconstruir a confiança, promover o bem-estar mental e fomentar um sentimento renovado de pertencimento entre integrantes da comunidade.
No dia 10 de abril de 2025, a Saint-Gobain revelou os vencedores da 14ª edição do seu International Gypsum Trophy durante uma cerimônia realizada em Paris, na França. Ao todo, 85 projetos de 29 países participaram desta exclusiva competição internacional organizada pela Saint-Gobain.
Das Américas à Ásia, da Europa à África, profissionais mais talentosos e qualificados na instalação de gesso competiram em seis categorias: Forros; Inovação; Residencial; Cultura, Educação e Lazer; Comercial e Institucional; e Fachadas, disputando um dos 14 prêmios. O 1º e o 2º lugar foram concedidos em cada categoria, além do Prêmio do Presidente (o "coup de coeur" do júri) e do Grand Prix (que premia o projeto mais extraordinário entre todas as categorias).
Symbiosis, um protótipo para viver e trabalhar. Imagem cortesia de contexo
O futuro da vida urbana é cada vez mais concebido como algo coletivo, em camadas e adaptável. À medida que as cidades se tornam mais densas e as fronteiras entre trabalho, casa e lazer se dissipam, profissionais de arquitetura repensam a noção tradicional de habitação, migrando de unidades isoladas para ambientes integrados e voltados para a comunidade. Esta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, reflete essa transição: uma exploração global de como o design pode moldar formas de viver mais resilientes, inclusivas e conectadas.
A BoConcept combina herança, simplicidade, artesanato, funcionalidade e qualidade no cerne de sua filosofia de design
As origens modestas da BoConcept – empresa de mobiliário fundada em 1947 pelos jovens marceneiros Jens Ærthøj e Tage Mølholm na pacata cidade de Herning, na Jutlândia – contrastam fortemente com sua posição como um ícone do design dinamarquês. Ao resgatar e refinar os pilares da tradição, simplicidade, marcenaria artesanal, funcionalidade e qualidade ao longo de 70 anos, a marca tornou-se o nome de mobiliário dinamarquês mais reconhecido globalmente. Esse sucesso se materializa em peças atemporais como a poltrona Imola, de estilo mid-century (inspirada na forma de uma bola de tênis desconstruída), e no minimalismo acolhedor de seu sofá Bellagio – sem mencionar a presença de mais de 300 lojas em mais de 65 países.
Uma semana atrás, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol, que celebra a melhor arquitetura da América Latina e da Espanha, convidando nossos leitores e leitoras a atuar como júri e escolher seus projetos favoritos entre os publicados ao longo do ano. Hoje, finalmente, chegou o momento de conhecer os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142842/conheca-os-projetos-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
O posto de combustível é uma tipologia arquitetônica que passou por transformações significativas desde a sua criação. Inicialmente, essas estruturas eram simples pontos de reabastecimento na beira da estrada, projetados com foco na funcionalidade e não na estética. À medida que a cultura do automóvel se expandiu, os postos de combustível evoluíram para acomodar novas tecnologias, transformações nas paisagens urbanas e mudanças nos comportamentos de consumo. Com o tempo, deixaram de ser apenas paradas utilitárias para se tornarem núcleos de serviços, integrando restaurantes, motéis e espaços de lazer, em resposta às crescentes demandas do transporte contemporâneo.
No final do século XX, no entanto, a padronização generalizada dos postos de combustível fez com que passassem a ser percebidos como "não-lugares", conceito cunhado pelo antropólogo Marc Augé para descrever espaços de transição que carecem de significado social ou cultural. Com projetos uniformes e foco na eficiência, os postos de combustível tornaram-se intercambiáveis, reforçando seu papel como infraestrutura puramente funcional, em vez de intervenções arquitetônicas significativas. Essa padronização também marcou o distanciamento de uma era em que os postos serviam como marcos visuais reconhecíveis, contribuindo para uma paisagem homogeneizada e desprovida de identidade local.
Por meio da manipulação criativa de materiais de construção comuns e da exploração de elementos como forma, luz, textura e espaço, a arquitetura transcende a mera funcionalidade para se tornar uma expressão artística. Seja pela ousadia de um design inovador, pela harmonia de proporções equilibradas ou pelo uso evocativo de materiais, um edifício pode se transformar em uma obra de arte que inspira, intriga e desperta emoções. O projeto do restaurante de sushi Ginza 41, com projeto de arquitetura assinado por Àfrica Sabé, exemplifica essa abordagem. Sua fachada se destaca no entorno graças às soluções fornecidas pela Kriskadecor, empresa especializada em revestimentos metálicos sob medida. Ao utilizar um sistema de fachada tensionada de correntes que apresenta um design singular, o projeto redefine a integração entre arquitetura e branding visual.
Mais um ano se passa e celebramos mais uma edição de sucesso do ArchDaily China Building of the Year Awards! Mais uma vez, a premiação se consolida como o maior prêmio de arquitetura baseado na opinião do público. Em um processo de escolha coletiva, os projetos mais relevantes do ano foram indicados e selecionados por nosso público leitor.
O China Building of the Year Awards 2025 é apresentado por Dornbracht, marca reconhecida por seus designs de vanguarda para arquitetura, presentes em banheiros e cozinhas de prestígio internacional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142738/vencedores-do-premio-archdaily-china-obra-do-ano-2025韩爽 - HAN Shuang
Os espaços de bem-estar e cura são moldados por tradições culturais, contextos geográficos e estruturas sociais. Em todo o mundo, certas práticas estão profundamente enraizadas há séculos, como as termas romanas, os hammams turcos e os onsens japoneses, enquanto outras evoluem inspirando-se em rituais ou redefinindo o próprio conceito e imagem de um ambiente de cura. A Europa, a América do Norte e a Oceania caracterizam-se pelo foco em jornadas individuais, no autocuidado e, frequentemente, em espaços de bem-estar luxuosos. A Ásia molda a percepção global predominante de bem-estar por meio da cura baseada na meditação, da reflexão interior e de retiros holísticos. Na África, o bem-estar está profundamente enraizado em tradições ancestrais, integrado à natureza e centrado na comunidade e na interação social. O ponto em comum em todo o mundo reside no envolvimento sensorial, no relaxamento e na cura holística, muitas vezes ligados à natureza. Mas como se manifesta o bem-estar na África? Quais são os espaços de cura que o moldam e quais linguagens arquitetônicas definem o bem-estar do norte ao sul do continente?
https://www.archdaily.com.br/pt/1142581/enraizados-na-tradicao-na-natureza-e-na-comunidade-espacos-de-bem-estar-e-cura-do-norte-ao-sul-da-africaHadir Al Koshta
As piscinas sempre simbolizaram luxo, lazer e interação social. Além de seu apelo estético — no qual a água dialoga com texturas, movimentos e reflexos —, elas também cumprem funções práticas, proporcionando relaxamento, atividade física e entretenimento. Sua história remonta a mais de 5.000 anos, com o Grande Banho de Mohenjo-Daro, no Vale do Indo (atual Paquistão), possivelmente utilizado para rituais e práticas comunitárias. Posteriormente, gregos e romanos refinaram o conceito, criando piscinas elaboradas para banho, esportes e encontros sociais. As famosas termas romanas, muitas vezes aquecidas e adornadas com mosaicos complexos, lançaram as bases para a cultura moderna de spa e bem-estar, reforçando a relação entre arquitetura, água e qualidade de vida.
Durante o Renascimento, as piscinas eram associadas principalmente a propriedades da elite; contudo, no final do século XIX e início do século XX, as piscinas públicas tornaram-se mais comuns, impulsionadas pela urbanização e pela promoção da higiene. A ascensão das competições olímpicas de natação no início dos anos 1900 popularizou ainda mais o conceito, levando ao aumento da construção de piscinas tanto residenciais quanto de competição em todo o mundo. Hoje, as piscinas continuam a evoluir, incorporando materiais e designs avançados que aumentam a segurança e a sustentabilidade. Seja por lazer, estética ou bem-estar, as piscinas continuam sendo um elemento central da arquitetura e do estilo de vida contemporâneos.
"Divers" de David Martin no Complexo da Cascata de Yerevan. Imagem por Besides the Obvious via Shutterstock.
Situada entre os picos majestosos do Cáucaso e as paisagens fascinantes do Oriente Próximo, a Armênia é uma nação pequena, mas intensamente orgulhosa, moldada por montanhas escarpadas e vulcões antigos. Sendo um dos países mais antigos do mundo, suas raízes remontam ao século VI a.C., situando-se no cruzamento de impérios—persa, romano, bizantino e otomano. No entanto, ao longo de séculos de transformações, a Armênia preservou sua identidade singular, esculpida em seu idioma, em sua arquitetura e em suas ricas tradições culturais—o que lhe rendeu o título evocativo de "a terra das pedras".
A funcionalidade é indispensável ao projetar, mas criar a atmosfera certa é crucial — especialmente em banheirose cozinhas, onde alguns acabamentos, tonalidades e metais bem escolhidos podem transformar completamente o ambiente e favorecer a composição de um espaço coeso. Conceitos como beleza, qualidade e variedade orientam grande parte do processo de design dessas áreas, estimulando o que se poderia chamar de busca pela perfeição em todas as dimensões. A interação desses fatores aprimora tanto a composição visual quanto a experiência de uso, moldando um cenário equilibrado e atraente que se adapta à constante evolução das linguagens da arquitetura e do design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142821/criando-uma-aura-de-perfeicao-com-acabamentos-metalicos-intensos-em-interiores-modernosEnrique Tovar
A decisão de elevar uma edificação do solo é uma manobra técnica que exige planejamento substancial, expertise e consideração minuciosa. Trata-se de uma resposta arquitetônica deliberada às forças e fragilidades do local. Planícies de inundação, áreas úmidas e o degelo da tundra compartilham um elemento em comum: profissionais de arquitetura reconciliam riscos e vulnerabilidades por meio de estruturas elevadas. Nesse sentido, trata-se de uma resposta espacial e de uma necessidade estrutural.
Para além da estética, o design dos nossos locais de trabalho afeta diretamente a nossa saúde. Estudos revelam uma relação direta entre a má qualidade da iluminação e o acesso limitado a vistas externas com o aumento de licenças médicas. Políticas de ambientes livres de fumo têm se mostrado comprovadamente eficazes, reduzindo a prevalência do tabagismo em 3,8% e diminuindo o consumo diário de tabaco em expressivos 3,1 cigarros por fumante ativo/a. Os ambientes de trabalho podem promover o bem-estar ou ser prejudiciais a ele. O design consciente de escritórios é capaz de integrar aspectos de saúde aos espaços para cultivar o bem-estar físico, mental e social.
No desenvolvimento urbano contemporâneo, o conceito de Espaço Público de Propriedade Privada (POPS, na sigla em inglês) tem ganhado cada vez mais destaque. Trata-se de espaços que, embora construídos, pertencentes e mantidos por empresas incorporadoras privadas, têm a obrigação legal de permanecer acessíveis ao público. Frequentemente resultantes de incentivos de planejamento negociados — como bônus de zoneamento ou aumento do coeficiente de aproveitamento —, os POPS tornaram-se especialmente prevalentes em ambientes urbanos densos, onde o solo é escasso e a demanda por equipamentos públicos é alta.
A integração de elementos naturais ao projeto arquitetônico é, há muito tempo, uma busca fundamental para a criação de ambientes sustentáveis e confortáveis que melhorem tanto o bem-estar individual quanto a relação entre as edificações e seu contexto circundante. Em áreas de paisagens vastas, a incorporação de elementos naturais é essencial para conectar harmoniosamente a arquitetura ao seu local de implantação. Por outro lado, em ambientes urbanos densos e dominados por estruturas construídas, a introdução de áreas verdes torna-se também cada vez mais vital, reintroduzindo a natureza na chamada "selva de pedra".
Contudo, para além dos elementos paisagísticos convencionais — como fontes de água, paredes verdes, jardins ou pátios —, arquitetos e arquitetas estão redefinindo o que significa construir com a natureza. O foco deslocou-se para uma integração profunda da arquitetura com o seu entorno natural, criando experiências espaciais imersivas que atenuam as fronteiras entre o construído e o orgânico — de certa forma, "domesticando" a natureza. Quando executados com sucesso, esses projetos vão além de promover o bem-estar ou um estilo de vida saudável; eles evocam uma sensação profunda de tranquilidade, força e harmonia, transformando a maneira como percebemos e habitamos o espaço.
Não é de surpreender que conceitos arquitetônicos já viajassem pelo mundo muito antes da disseminação de informações pela internet. Se, por um lado, muitas regiões compartilham certos acontecimentos históricos e, consequentemente, referências (como a colonização e os movimentos de independência ou mudanças de regimes políticos em meados do século XX), por outro, algumas podem simplesmente ter desenvolvido soluções paralelas diante de condições climáticas e disponibilidade de materiais semelhantes. Além disso, com a disseminação de uma pedagogia arquitetônica mais uniforme adquirida em estudos no exterior, seguida pelo boom da internet, era natural que encontrássemos projetos quase gêmeos em todos os cantos do mundo. Embora eles possam parecer quase idênticos sob certos ângulos, podem carregar camadas e histórias distintas. Por outro lado, também podem revelar o mesmo raciocínio e premissas compartilhados por seus pares do outro lado do oceano.