A inteligência artificial (IA) representa a ruína da profissão da arquitetura e dos serviços de projeto (como alertam alguns) ou seria um caminho para melhorar a qualidade geral do projeto do ambiente construído, expandindo e ampliando as frentes de atuação de maneiras ainda não exploradas? Conversei com meu colega da University of Hartford, Imdat As. O Dr. As é arquiteto com especialização em design digital, professor assistente de arquitetura e cofundador do Arcbazar.com, um site de design baseado em inteligência coletiva (crowdsourcing). Sua pesquisa atual sobre IA e seu impacto no projeto e na prática arquitetônica é financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA. Recentemente, nos reunimos para conversar sobre como essa tecnologia emergente pode mudar o projeto e a prática profissional como os conhecemos — e, se for o caso, se isso seria algo tão ruim assim.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117588/eu-realmente-nao-vejo-a-ia-como-uma-ameaca-imdat-as-sobre-inteligencia-artificial-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Projetado por Ignacio Lira Montes, o projeto Rota Memorial Selk'nam foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Projetos de Graduação do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio.
O projeto nasce da pesquisa sobre o povo Selk’nam (Terra do Fogo) e de como essa etnia foi exterminada pelos proprietários das estâncias magalhânicas. O estudo da cosmogonia selk’nam e a visita ao local determinaram o modo como essa temática seria abordada no âmbito do projeto.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou não gostar, de onde vêm as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
No último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban tem sido o foco da exposição “Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings”, que reúne cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, o presente e o futuro de suas cidades favoritas – São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York –, além de uma documentação detalhada de cinco projetos realizados (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
No campo da arquitetura, o debate sobre o impacto do projeto arquitetônico no mundo é uma constante entre os profissionais da área. Como presidente do Fórum de Jovens Arquitetos/as do AIA, tenho plena consciência dos desafios que a próxima geração de líderes de escritórios enfrentará: modelos de prática ineficientes que resultam em sobrecarga de trabalho, baixa remuneração e insatisfação generalizada na equipe. Diante disso, muitos escritórios reconhecem que, para manter a relevância profissional e reter talentos, é fundamental reformular suas estratégias operacionais tradicionais.
Em outubro, o AIA realizou a primeira edição do Practice Innovation Lab (Laboratório de Inovação na Prática), com o objetivo de desenvolver novos modelos de negócios para elevar o nível dos serviços de arquitetura e otimizar a gestão dos escritórios. Dez equipes formadas por seis integrantes cada apresentaram dez modelos inovadores de prática profissional. Após um dia inteiro de discussões, os participantes elegeram o vencedor do prêmio People's Choice (Escolha do Público) como o melhor modelo de escritório. Entre as dez propostas apresentadas, destacaram-se cinco abordagens inovadoras selecionadas pelo Laboratório de Inovação na Prática:
https://www.archdaily.com.br/pt/1117542/cinco-modelos-de-negocios-inovadores-sob-medida-para-jovens-escritorios-de-arquiteturaEvelyn Lee
via usuário do Flickr: Deensel sob licença CC BY 2.0
Nesta ocasião, Daniel Morales Escudero propõe uma reflexão sobre o projeto do Terminal 2 em Valparaíso, abordando a proposta a partir das três causais do aborto no Chile.
A proposta pública de Amenidades Urbanas aborda a produção conjunta, baseada na convocatória e na participação, em resposta ao desafio de conectar "diferentes naturezas" a partir de um mesmo conjunto: um setor fragmentado por projetos de grandes infraestruturas em Caracas.
A primeira etapa desses eventos urbanos construídos corresponde a intervenções que, em sua diversidade, respondem à reativação dos espaços cívicos. Essas novas dinâmicas propõem ressignificar a rua como espaço de diálogo e intermediação, ocupando os vazios rejeitados e resgatando a escala humana original da cidade.
Conheça o projeto em detalhes, a seguir, nas palavras de sua equipe de autoria.
Nesta terceira crônica nova-iorquina, Kosme de Barañano nos traz o estado atual da construção de duas obras que certamente se tornarão novos marcos na rede do espaço público globalizado — um sintoma da guinada rumo ao escultórico das arquiteturas destinadas a esse tipo de consumo. O abrigo e a escada: duas construções muito diferentes que, de certa forma, levantam uma questão antiga: são esculturas ou são arquitetura?
https://www.archdaily.com.br/pt/1117650/reflexoes-sobre-as-mudancas-na-cidade-de-nova-york-shed-frente-a-vesselKosme de Barañano
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e articulou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto do fotojornalismo, é indispensável mencionar Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade servem como pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, sendo suas fotografias um testemunho visual indispensável para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
The Ritterman Building. Imagem cortesia de bpr architects
Para a bpr architects, o BIM Nível 2 está se tornando parte da rotina. Este escritório de médio porte sediado no Reino Unido, de controle compartilhado pelos funcionários, foca em como o bom design pode agregar valor à visão do cliente. Sob a liderança dos diretores Paul Beaty-Pownall e Steve Cowell, a empresa se especializa em três setores principais: ensino superior, estações ferroviárias e revitalização urbana.
A série chilena Proyecto Habitarmergulha na intimidade das casas para explorar a realidade da moradia no Chile. Dividida em 9 capítulos que exploram uma série de temas relacionados à habitação, os diretores Joaquín Mora e Verónica Wüst buscam abrir uma discussão. “Acho importante começarmos a nos perguntar como estamos vivendo e como queremos viver”, reflete Mora.
Durante as filmagens, os realizadores exploraram diversas alternativas para conquistar a confiança dos protagonistas e poder narrar como vivem seus espaços. “No processo de trabalhar em equipe, surge a possibilidade e a curiosidade de empregar diferentes formatos para dar espaço à busca”, comenta Wüst.
Vivemos em um mundo que passa mais tempo online do que ao ar livre. E, como arquitetos/as e designers, investimos na criação de um mundo mais atraente ao melhorar a vida das pessoas por meio de nossas edificações. No entanto, por causa de uma visão talvez excessivamente restrita, estamos perdendo uma oportunidade incrível de aproveitar mídias alternativas para impactar mais pessoas através de nossos negócios de design.
Apresentamos a seguir 5 maneiras de utilizar sua criatividade para produzir conteúdos originais que ajudarão a potencializar seu impacto no mundo do design e, consequentemente, impulsionar você e seu negócio:
Não é nada pessoal com a cor amarela, mas sejamos sinceros: estávamos saturados da monotonia.
Amamos o amarelo, mas não quando ele é usado sem gosto e sob a sombra da corrupção. Gostamos do amarelo tão natural em Lima quanto o da imagem que abre este texto; aquele em tom de terra, o de cada entardecer, o que brilha como o sol. Nos últimos anos, nossa cidade foi forçadamente invadida por essa cor: escadarias amarelas, pontes amarelas, muros amarelos, grades amarelas... talvez demais. E se certas obras não eram amarelas em si, as intenções por trás delas vinham carregadas com um ranço dessa tonalidade.
Desde 2016, o Chile passa por uma transformação gradual de sua regulamentação de construção graças à promulgação do histórico Decreto 50 da Ordenança Geral de Urbanismo e Construção (OGUC). Este decreto exige a aplicação de uma norma nacional sobre acessibilidade universal, ratificando tanto a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2008) quanto a Lei 20.422 (2010), que estabelece normas sobre igualdade de oportunidades e inclusão social de pessoas com deficiência.
A mudança regulatória motivou a equipe da Corporación Ciudad Accesible a atualizar suas 14 “Fichas Temáticas Acessíveis”, agora que esta lei é uma exigência e não uma opção. "Desejamos alcançar uma visão acessível e universal, onde o design enxergue as pessoas além do molde tradicional, para que aqueles que não se deslocam caminhando, enxergando, ouvindo ou compreendendo o entorno sob o padrão tradicional encontrem as mesmas oportunidades e participação", explica a equipe.
Ao longo de 2018, selecionamos milhares de projetos para publicação em nosso site. Desses, ocasionalmente destacamos alguns por diferentes motivos, seja pela inovação em técnicas e materiais, pela relação com o contexto ou pela aproximação com as comunidades. Ao trabalharmos diariamente com editores no Brasil, Estados Unidos, México, Chile, China e Irlanda do Norte, e graças à extensa rede que construímos com instituições no mundo todo, contamos com ferramentas que nos proporcionam um panorama muito mais amplo do que vem sendo produzido atualmente, não apenas no México, mas no mundo da arquitetura de modo geral.
A Terrazzo & Marble Supply Companies transformou a Duke Ellington School of the Arts em Washington, D.C., com terraço de epóxi moldado in loco. [Foto: Cortesia de Terrazzo & Marble Supply Companies]
O piso de terrazzo, com seu estilo de mosaico composto por pedaços de mármore ou granito assentados em concreto polido ou resina epóxi, é conhecido por sua flexibilidade e notável durabilidade. Não é de se espantar, portanto, que a técnica seja utilizada há séculos.
Com os devidos cuidados durante a instalação e o uso, os pisos de terrazzo também podem durar várias décadas. “Existem pisos de terrazzo instalados no início dos anos 1900 que continuam com uma aparência excelente”, afirma James Bateman, gerente da divisão de terrazzo da Terrazzo & Marble Supply Companies. De fato, o estilo é conhecido por alguns como “pisos eternos”, em uma referência direta à sua história e longevidade.
É o momento de nos despedirmos de 2018 e, após apresentarmos o melhor da arquitetura do ano, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos chilenos que mais geraram interações em nossas redes sociais. Afinal, no mundo da arquitetura, para compreender para onde caminha a produção arquitetônica, é fundamental conhecer suas principais obras e entender como as pessoas reagiram a elas.
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via Graven Hill Village Development Company
“Autoconstrução”: sem menção a arquitetos/as — ou a qualquer outra pessoa, na verdade. Talvez seja um impulso pré-histórico que torna essa ideia tão atraente; nossos ancestrais mais distantes construíam suas cabanas primitivas para atender às suas necessidades específicas e refletir seu status ou estilo. A “autoconstrução” promete reconectar fisicamente as pessoas às casas em que vivem.
No entanto, a noção romântica de "autoconstrução" residencial raramente é compatível com a realidade moderna em que vivemos. O ato de construir tornou-se cada vez mais complexo devido à dificuldade de aquisição de terrenos, à excessiva burocracia governamental e ao aumento da complexidade técnica das obras. Embora a autoconstrução continue sendo a forma mais pura desse sonho, existe hoje uma série de processos cheios de nuances que podem nos ajudar a alcançar resultados semelhantes. À medida que surge uma nova geração de comunidades que incentivam esse ideal, torna-se essencial analisar o papel que os/as arquitetos/as desempenham nelas.
Localizado a 2.600 metros acima do nível do mar, encontra-se o chamado “pulmão verde” da cidade de Bogotá. Trata-se do Parque Central Simón Bolívar, reconhecido por ser o mais importante e de maior dimensão da capital colombiana. Este espaço, voltado ao lazer, esporte e desenvolvimento de atividades culturais, está localizado na localidade de Barrios Unidos, facilitando o acesso para a maioria dos moradores e turistas. Em um dia como hoje, 15 de dezembro de 1991, ocorria sua inauguração oficial.
As bienais de arquitetura são uma mostra da produção profissional em nível local, regional ou global. Existem muitas pelo mundo e, graças a elas, é possível conhecer o melhor do trabalho realizado por nós, arquitetos e arquitetas. No Peru, o evento, promovido pelo Colégio de Arquitetos, constitui uma oportunidade para reunir diferentes gerações e turmas, bem como para trocar ideias e experiências.
Para começar, deve ser sempre umaBienal profissional, ou seja, convocar trabalhos que os/as arquitetos/as peruanos/as realizaram no exercício de sua profissão. Trata-se disso. Não tenho nada contra as teses de graduação e os projetos ou trabalhos estudantis, mas penso que este não é o espaço deles. Bienais estudantis podem muito bem ser organizadas nos congressos nacionais de estudantes de arquitetura. Por outro lado, sendo esta uma oportunidade para divulgar o que há de novo e de melhor, creio que a participação deve ser incentivada por meio de uma taxa de inscrição acessível a todos/as os/as arquitetos/as peruanos/as, tanto os que atuam na área de projeto ou de pesquisa, quanto na esfera pública ou privada.
Projetar uma casa não é tarefa fácil. Trata-se de um projeto de importância íntima para o/a cliente, e com uma escala suficientemente reduzida para que cada decisão aparentemente menor possa ter um impacto experiencial significativo. Contudo, quando os/as clientes se dispõem a participar de um processo colaborativo, é possível criar mágica. O arquiteto e autor Duo Dickinson descreve neste artigo de opinião sua experiência com um projeto desse tipo, revisitando o trabalho com um olhar apurado e uma visão de futuro. Este artigo foi publicado originalmente por Dickinson em seu blog Saved by Design.
Dançando harmonicamente em um ritmo próprio, a famosa silhueta de Nova York ganhou um novo marco com um impressionante par de arranha-céus às margens do East River. As duas torres residenciais revestidas de cobre lembram um casal dançando, levemente inclinadas para trás e unidas por uma passarela com acabamento metálico reflexivo a meia altura. O vidro para a passarela elevada de 100 metros de altura deste projeto extraordinário foi desenvolvido pela empresa suíça especializada Glas Trösch, que criou um vidro duplo insulado complexo com uma malha metálica laminada internamente para proporcionar um acabamento brilhante.
O projeto dos American Copper Buildings superou os desafios impostos pelas diretrizes de desenvolvimento e zoneamento urbano, que ajudaram a determinar a implantação e os volumes arquitetônicos. Isso torna o resultado final ainda mais impressionante: o escritório nova-iorquino SHoP Architects criou um complexo de edifícios singular para a incorporadora JDS, que se destaca tanto pela escolha dos materiais quanto por sua forma — mesmo em uma cidade com uma identidade arquitetônica tão marcante quanto Nova York. O elemento central do projeto é a passarela suspensa (Skybridge), que vai além de uma função puramente estética, pois interliga a infraestrutura de instalações de ambas as torres e está integrada ao projeto estrutural estático do edifício.
Quando perguntaram a Clorindo Testa o que sentia ao saber que uma de suas obras, a Casa Di Tella, seria demolida, ele respondeu: “Eu acredito que as obras não são feitas para durar. Pode-se dizer que o Coliseu de Roma vai perdurar. Não vão colocar abaixo a Catedral de Notre Dame, nem o Duomo de Milão. Mas, quando se faz uma obra, não se fica pensando que ela será memorável e durará para sempre. Obras com essas características têm proprietários/as, e os/as proprietários/as mudam de ideia. As pessoas e a sociedade também mudam: o que era válido vinte anos atrás, hoje não é mais. É inevitável que seja assim. Pessoalmente, não me incomoda em nada que demolam uma obra minha: não faço as coisas para que durem para sempre. Você faz as coisas para que funcionem quando são encomendadas, e elas duram o que têm que durar. A Casa Di Tella foi feita para Di Tella, e Di Tella morreu. Em certo sentido, já não é mais a casa dele... Passou a fazer parte de um instituto que a comprou. Portanto, as funções de que necessita agora são outras”. [1]
No discurso de Testa, nota-se uma notável humildade que parece pouco frequente no DNA do/a arquiteto/a que anseia pela eternidade de suas obras. Afinal, esse desejo de eternidade nos foi imposto quase como uma ordem, uma necessidade. Palladio bem sabia disso ao mencionar Vitrúvio: “utilidade, perpetuidade e beleza”.
A equipe formada por Francisca Méndez, Francisca Campos e Lucero Arce (Universidad Mayor) conquistou o segundo lugar no XXXII Concurso CAP Chile. Projetado para Punta Arenas, o projeto conhecido como Parque María Behety propõe “levar o Chile a Punta Arenas”, uma ideia que busca trazer diversas espécies do país para a cidade como atração turística, segundo as autoras.
O júri do certame destaca que se trata de um projeto “que ousa por meio de elementos claros e categóricos para gerar grandes vãos, onde as peças de aço se destacam para dar origem a três volumes que surgem como icebergs ao longo do parque. E é justamente essa clareza o que se exige no nível de resolução das estruturas, perfeitamente ajustáveis”.
Quem olha para a Cidade do México hoje — uma metrópole densamente povoada, onde espaços vazios são raridade — dificilmente imaginaria que, décadas atrás, após um terremoto devastador em 19 de setembro de 1985, mais de 400 edifícios desmoronaram, deixando uma série de feridas abertas espalhadas pela paisagem urbana.
Exatamente 32 anos depois, o aniversário daquele desastre foi sinistramente lembrado com um exercício de evacuação de emergência. Então, em um daqueles episódios estranhos em que a realidade se mostra mais surpreendente que a ficção, um tremor repentino apenas duas horas após o simulado desencadeou o que viria a ser outro dos terremotos mais letais da história da cidade. Edifícios desmoronaram mais uma vez, deixando um número de mortos que subia a cada hora — chegando a 361 no total —, além de multidões de pessoas atordoadas vagando pelas ruas, tentando freneticamente falar com seus entes queridos em meio ao sinal fraco de celular. "Tínhamos acabado de evacuar no simulado", as pessoas diziam, como um mantra coletivo. "Como isso pôde acontecer de novo?"