Unidad Social / Benjamín Sierra + Mack Riffo. Image Cortesía de Arquitectura Caliente
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação provenientes de 20 escolas de arquitetura distribuídas em 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
Trata-se de projetos de todo o país e de diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
Nesta ocasião, apresentamos os projetos premiados com as distinções regionais a seguir:
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços com a paisagem urbana existente.
Quando se trata de analisar o impacto do fotojornalismo, é necessário falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como o pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho gráfico imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
Nosso mundo gira. Não apenas de forma literal, como faz ao redor do sol, mas em todos os aspectos da natureza. As estações se sucedem em ciclos (embora de maneira cada vez mais errática a cada ano), as ondas desenham e redesenham as praias conforme a maré muda, as flores se abrem, se fecham e se voltam para seguir o caminho do sol. Até nós somos governados por esses sistemas naturais circulares. A manutenção de nossos ritmos circadianos — a conexão humana com a luz — é tão essencial para a saúde que se tornou um elemento obrigatório em muitos códigos de edificação contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117666/natureza-revolucionaria-a-arquitetura-de-hiroshi-sambuichiKatherine Allen
‘O aroma da fumaça misturou-se no ar, como veneno’, estas palavras iniciais e envolventes já evidenciam um final trágico que, como resultado de uma sequência incomum, demonstra que os fios dos acontecimentos felizes — e de alguns infelizes — são mais complexos de tecer e compreender do que supõe um mero observador. A cadeia de histórias que Daniel Merro Johnston encadeia na Casa sobre el Arroyo de Amancio Williams - por Ediciones 1:100 - não apenas aponta um processo - e uma série de eventos paralelos -, mas a singularidade de uma construção, uma prova da complexidade, dos tempos e imprevistos que envolvem a realização de uma ‘boa’ obra de arquitetura.
Sejamos sinceros. É possível reconhecer um/a entusiasta do design a quilômetros de distância graças ao seu estilo singular. Seja por uma mochila exclusiva ou por tênis personalizados, essas pessoas fazem questão de chamar a atenção por onde passam. Enquanto algumas pessoas preferem ousar ao máximo em suas roupas e acessórios, outras optam por uma abordagem mais sutil em seu estilo. Felizmente, mentes criativas expandiram seu amor pela arquitetura e pela geometria, desenvolvendo joias exclusivas inspiradas nesses interesses.
Para arquitetos/as, designers, artistas, expressionistas e pessoas de fora do mundo do design com muito bom gosto, preparamos uma lista de joias inspiradas na arquitetura que sem dúvida se destacarão. Prepare o cartão de crédito, pois garantimos que será impossível resistir.
Uma excelente fotografia costuma ser tão importante quanto uma boa obra de arquitetura — e, às vezes, até mais. Das páginas brilhantes de revistas às galerias de publicações digitais e portfólios online, a fotografia de alta qualidade é crucial para profissionais da arquitetura contemporânea. No entanto, escolher a combinação ideal de câmera, equipamentos, acessórios e decifrar jargões técnicos (como abertura, ISO, velocidade do obturador, entre outros) pode ser uma tarefa complexa e até mesmo intimidadora. O que fazer, então, quando a câmera do seu smartphone já não dá conta do recado?
Para ajudar tanto profissionais iniciantes quanto experientes a capturarem a imagem perfeita, Eric Reinholdt detalha os equipamentos que utiliza em seu próprio dia a dia profissional nestes dois vídeos gravados em 2016. O primeiro episódio, publicado no canal do YouTube 30X40 Workshop — voltado para profissionais de arquitetura, escrita e fotografia —, deixa clara a sua preferência pelas câmeras DSLR. Resoluções acima de 20 megapixels, uma ampla variedade de lentes luminosas (com grandes aberturas) e a versatilidade do equipamento são fundamentais tanto para impressões em grande formato quanto para publicações digitais. Canon e Nikon são as marcas recomendadas por ele devido ao vasto catálogo de produtos e à excelente compatibilidade que permite atualizar o corpo da câmera mantendo os mesmos acessórios ao longo do tempo.
A Bienal de Veneza, um dos eventos mais comentados do calendário arquitetônico, abriu suas portas para arquitetos, arquitetas, designers e visitantes de todo o mundo para apresentar os pavilhões e instalações que abordam o tema deste ano: "Freespace" (Espaço Livre). As curadoras, as arquitetas irlandesas Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects, descreveram o tema como "um foco na capacidade da arquitetura de proporcionar dádivas espaciais gratuitas e adicionais àqueles que a utilizam, bem como na sua aptidão para atender aos desejos não expressos de estranhos, oferecendo a oportunidade de enfatizar as dádivas gratuitas da natureza, como a luz — do sol e da lua —, o ar, a gravidade e os materiais — recursos naturais e artificiais". Com a abertura da exposição no final de maio, o mundo da arquitetura correu para Veneza para mergulhar no que a Bienal tem a oferecer. Contudo, embora a Bienal de 2018 tenha tido seus admiradores convictos, nem todos ficaram impressionados.
Confira a seguir as opiniões da crítica sobre a Bienal de Veneza deste ano.
O Parque Bustamante é atualmente uma das áreas urbanas mais frequentadas da comuna de Providencia. Concluído em 1946, resulta da renovação do que outrora foram as antigas linhas ferroviárias que conectavam a antiga Estação Pirque — atual praça que nos reúne — e o vilarejo de Puente Alto.
Como um dos muitos parques lineares da cidade, vale a pena nos perguntarmos quais são as qualidades que tornaram o Parque Bustamante um ponto de referência em Santiago.
Um centro urbano saudável é tanto um símbolo de orgulho e história comunitária quanto um polo cívico e social para a interação positiva.
Na Pratt’s School of Continuing and Professional Studies (SCPS), desenvolvemos o Programa de Certificação em Revitalização de Centros Urbanos com o objetivo de capacitar quem busca transformar os desafios das áreas centrais e das principais vias comerciais em oportunidades de desenvolvimento econômico e de design do espaço público. Este programa é de particular valor para profissionais de arquitetura, design urbano e planejamento (tanto do setor privado quanto do setor público e municipalidades), gestores/as de vias principais, diretores/as de Distritos de Melhoria de Negócios (B.I.D.s) e suas equipes, Câmaras de Comércio e grupos de planejamento comunitário, especialistas em preservação histórica, estudantes de pós-graduação, entre outros/as. O público participante adquire os conhecimentos introdutórios e as habilidades necessárias para atender às demandas de governos, empresas e organizações sem fins lucrativos no planejamento, projeto e implementação de iniciativas de revitalização de seus centros urbanos, vias principais e distritos de corredores comerciais. Além disso, o programa ajuda a alcançar as metas de programas federais, estaduais e locais, como o New York Main Street Program (do NYS Office of Community Renewal), o Storefront Improvement Program (do NYC Small Business Services), entre muitos outros.
Quanto mais converso com estudantes de arquitetura, mais ouço este descontentamento comum: “Não quero me tornar arquiteto/a”. Apesar de enfrentarem longas horas de ateliê para obter um diploma profissional de cinco anos, curiosamente poucos/as colegas de fato desejam se tornar o tipo de arquiteto/a que projeta edifícios.
Além das alternativas convencionais, como o design de interiores ou o design gráfico, há uma tendência crescente de escritórios que utilizam habilidades arquitetônicas para além do escopo de projetar condomínios de luxo para clientes ricos. Para futuros/as arquitetos/as (e também para os/as que já atuam), apresentamos a seguir exemplos de escritórios que podem não corresponder ao que se imagina inicialmente fazer com o diploma, mas que dão uma amostra do potencial de atuação que possuem.
O planejamento pode, por vezes, parecer um trabalho de Sísifo. Tecnologias emergentes, economias em transição e mudanças de governo podem provocar transformações dramáticas e imprevisíveis em curto prazo. Sendo assim, de que adianta planejar o futuro — e, menos ainda, um futuro a quase meio século de distância?
Esta questão estará no centro do “Planning 2052”, uma conferência de um dia que será realizada em Londres como parte da programação da Trienal de Arquitetura de Oslo de 2019. A equipe de curadoria, que concentra a próxima Trienal no conceito de “Decrescimento”, liderará uma série de workshops intensivos e interdisciplinares voltados para a formulação de métodos estáveis de planejamento para o futuro. O sucesso, segundo a equipe, reside em afastar-se dos ciclos previsivelmente imprevisíveis e encarar o planejamento sob uma perspectiva mais essencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117620/como-sera-o-planejamento-urbano-em-2052Katherine Allen
Colocar 5 famílias de baixa renda de um assentamento humano ao sul de Lima, no Peru, no centro e como tema do projeto local e global. Essa é a visão do CIUDADES [en] VISIBLE.
O concurso tem como objetivo projetar as moradias de 5 famílias de baixa renda no assentamento humano 3 de Diciembre, em Lurín. As famílias Acarraz, Huamán, López, Salazar e Teccse serão as protagonistas deste desafio arquitetônico.
Após a conclusão de uma obra, surge uma questão importante para o/a cliente: como celebrar a nova arquitetura? Esse momento oferece uma oportunidade essencial de informar o público sobre a existência e a missão do edifício. Por isso, a concepção das cerimônias de abertura costuma ser carregada de imagens simbólicas para construir uma nova identidade. Fogos de artifício e shows de luzes são parte especialmente comum do poderoso repertório utilizado para ampliar a aura da arquitetura. Essa narrativa luminosa pode destacar a singularidade e o prestígio do/a cliente tanto em âmbito local quanto no cenário internacional. Conversei com dois renomados designers para entender suas perspectivas sobre como as cerimônias de abertura mudaram nos últimos anos: Christophe Berthonneau, diretor criativo do Groupe F, responsável pela apresentação do Louvre Abu Dhabi, e Fred Thompson, diretor criativo da Laservision Mega Media, que trabalhou na inauguração do Marina Bay Sands em Singapura.
Para a maioria das pessoas, o nome de Jørn Utzon (Jørn Utzon) está intrinsecamente ligado à sua obra mais famosa, a Ópera de Sydney. Concluída em 1973 e declarada Patrimônio da Humanidade em 2007, a Ópera fez de Utzon o segundo arquiteto a receber essa distinção em vida, precedido apenas por Oscar Niemeyer. Trata-se de uma consagração histórica. O projeto é, sem dúvida, uma das obras arquitetônicas mais célebres e importantes do século XX, além de ser uma criação muito à frente de seu tempo. A obsessão pelo detalhe e o caráter futurista de suas propostas fizeram com que muitos de seus projetos permanecessem não construídos ou desconhecidos até o momento de sua morte, em 2008.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117629/completando-a-obra-inacabada-de-utzon-concurso-utzon-unbuilt-convida-arquitetos-as-de-todo-o-mundo-a-participarKatherine Allen
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No planejamento e na construção de edifícios e paisagens, é fundamental reconhecer a forte correlação entre projeto e construção ao longo das diferentes etapas de uma obra. De fato, essas etapas podem ser melhor compreendidas como um processo integrado, no qual uma não funciona sem a outra.
Para compreender plenamente como essas etapas se articulam, convém detalhá-las. De forma simplificada, o projeto de arquitetura é o processo de concepção e distribuição espacial de uma obra. Geralmente, ele se apresenta por meio de plantas detalhadas, desenhos e especificações técnicas. Por outro lado, o planejamento de obra é o processo de identificar as etapas e os recursos necessários para transformar esses projetos em realidade física.
Já são mais de 350 obras colombianas publicadas no ArchDaily e, para comemorar, criamos uma seleção que reflete o valor que as maquetes trazem no momento de pensar, projetar e construir a arquitetura colombiana contemporânea.
Desprovida do realismo alcançado por especialistas em visualização 3D, a maquete resiste como ferramenta de exploração conceitual, espacial, estrutural e construtiva, como veremos na seleção a seguir:
A arquitetura costuma ser vista como um marco temporal na história, refletindo o espírito de uma época. No entanto, como projetar arquitetura em um mundo que se transforma mais rápido do que nunca, onde tipologias inteiras de edifícios parecem desaparecer num piscar de olhos? Apresentamos aqui seis tipos de edifícios que surgiram nos tempos modernos e que estão desaparecendo tão rapidamente quanto surgiram. Majoritariamente banais e outrora onipresentes, a nostalgia associada ao desaparecimento dessas estruturas evoca uma reação emocional, muito mais do que uma admiração intelectual.
Memória e arquitetura estão intimamente ligadas. Em seu livro Os Olhos da Pele , Juhani Pallasmaa descreve como “o corpo sabe e lembra. O significado arquitetônico deriva de respostas e reações arcaicas recordadas pelo corpo e pelos sentidos.” Algumas das estruturas listadas a seguir tornaram-se obsoletas em menos de meia vida humana — um ponto interessante a ser considerado em uma disciplina que, historicamente, valorizou a permanência acima de tudo. Se as estruturas não servem mais a uma função social, será que ainda serão lembradas?
O artista húngaro László Moholy-Nagy foi um dos mais influentes pensadores, designers e educadores de arte da primeira metade do século XX. Suas experimentações com luz, espaço e forma atraíram atenção internacional. Entre aqueles que se impressionaram com o trabalho de Moholy-Nagy estava Walter Gropius, arquiteto alemão e fundador da escola Bauhaus, que tornou Moholy-Nagy um dos docentes mais jovens da história da instituição. Em sua passagem pela Bauhaus, Moholy-Nagy utilizou práticas artísticas multidisciplinares para revolucionar os meios da arte abstrata.
Nesta ocasião, o arquiteto Luis Bretón, do Coletivo ARKRIT, nos traz um artigo que se aprofunda na vida e na obra do recentemente falecido arquiteto Will Alsop.
No dia 12 de maio passado, faleceu, após uma breve enfermidade, o arquiteto britânico Will Alsop. O mais polêmico, controverso e irreverente a serviço de Sua Majestade.
É momento de nos despedirmos de 2018 e, portanto, olhar para tudo o que fizemos. O que nos interessou? O que nos surpreendeu? O que nos impactou?
Após apresentarmos o melhor da arquitetura de 2018, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos argentinos que mais geraram reações em nossas redes sociais. Adeus 2018, olá 2019.
Alguns restaurantes não precisam de uma avaliação para chamar a atenção. Você pode conhecê-los por sua longevidade, presença ou até mesmo por seus anúncios comerciais. Acima de tudo, seja por seu grande logotipo luminoso ou pela arquitetura marcante e paleta de cores do edifício, essas franquias são praticamente as mesmas (o cardápio, a música, o design de interiores...), independentemente de onde você esteja, seja em Londres, Lima ou Lahore.
Recentemente, no entanto, alguns desses locais começaram a se afastar do "selo arquitetônico" que utilizam em todas as suas filiais, contratando escritórios de design para reformular a identidade de seus restaurantes — e, por extensão, sua imagem. Essa abordagem sob medida pode resultar em unidades que são atipicamente específicas do local, discretas e singulares. Para o público, pode ser um ponto de curiosidade; um motivo para revisitar o que se pensa já conhecer. Para a marca, é uma tentativa de atender a gostos em constante evolução (culinários ou não) sem precisar alterar o produto principal.
A Luken é uma marca de móveis de design – criada e produzida no México pela arquiteta Paola Calzada Prats – que se caracteriza pelo uso de materiais reciclados ou ecológicos. Sua linha é composta por mobiliário para áreas internas e externas montado por encaixe, resistente ao sol, à água e ao uso intenso.
São utilizados dois materiais diferentes: plástico reciclado para o mobiliário externo e valchromat para o interno, sendo este um painel de fibra de madeira português de 12 mm de espessura; não é resistente à chuva, mas suporta umidade moderada. A montagem dispensa o uso de cola ou pregos. Já o plástico reciclado das peças externas é composto 100% por plástico derretido, sem a adição de produtos químicos no processo; funciona perfeitamente ao ar livre devido à sua resistência ao sol direto, à maresia, à chuva e até mesmo ao uso diário e intenso por crianças.
Segundo a Prefeitura de Madri, na capital espanhola, a proporção de moradias destinadas ao uso turístico é de 0,54%. No entanto, o percentual no distrito Centro chega a 6%, o que significa que, nessa região da cidade, pernoitam 23 vezes mais turistas do que nos outros 20 distritos de Madri.
Diante desse cenário, no último mês de janeiro, a Junta de Governo da Cidade de Madri aprovou a redação de um Plano Especial de Ordenamento Turístico da Cidade de Madri (PEOTMad), além de uma moratória que previa a suspensão, por um ano, da concessão de licenças para todas as modalidades de hospedagem turística em imóveis atualmente destinados à habitação em todos os bairros do distrito Centro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117554/madri-busca-evitar-sua-turistificacao-com-plano-que-acabara-com-95-percent-dos-apartamentos-turisticosJavier García Librero
Entre maquetes e mãos, um contato que nunca deve ser perdido. Essa experiência nos provoca silêncio. Parar no tempo para pensar no cuidado ao fazer uma maquete de concreto. Não é preciso dizer muito, pois tudo é dito através dessas expressivas maquetes acompanhadas de um texto pessoal, que transmite com beleza e simplicidade a importância deste processo manual para a prática da arquitetura.