
As bienais de arquitetura são uma mostra da produção profissional em nível local, regional ou global. Existem muitas pelo mundo e, graças a elas, é possível conhecer o melhor do trabalho realizado por nós, arquitetos e arquitetas. No Peru, o evento, promovido pelo Colégio de Arquitetos, constitui uma oportunidade para reunir diferentes gerações e turmas, bem como para trocar ideias e experiências.
Refletindo sobre a diversidade do modo como vem sendo organizado nos últimos anos e a impressão geral que me deixam seus resultados, escrevo estas linhas como uma proposta para que nossa categoria estabeleça um modo de celebrar este evento, transcendendo o ponto de vista das diretorias nacionais ou regionais que possam estar à frente.
Para começar, deve ser sempre uma Bienal profissional, ou seja, convocar trabalhos que os/as arquitetos/as peruanos/as realizaram no exercício de sua profissão. Trata-se disso. Não tenho nada contra as teses de graduação e os projetos ou trabalhos estudantis, mas penso que este não é o espaço deles. Bienais estudantis podem muito bem ser organizadas nos congressos nacionais de estudantes de arquitetura. Por outro lado, sendo esta uma oportunidade para divulgar o que há de novo e de melhor, creio que a participação deve ser incentivada por meio de uma taxa de inscrição acessível a todos/as os/as arquitetos/as peruanos/as, tanto os que atuam na área de projeto ou de pesquisa, quanto na esfera pública ou privada.
