
Projetar uma casa não é tarefa fácil. Trata-se de um projeto de importância íntima para o/a cliente, e com uma escala suficientemente reduzida para que cada decisão aparentemente menor possa ter um impacto experiencial significativo. Contudo, quando os/as clientes se dispõem a participar de um processo colaborativo, é possível criar mágica. O arquiteto e autor Duo Dickinson descreve neste artigo de opinião sua experiência com um projeto desse tipo, revisitando o trabalho com um olhar apurado e uma visão de futuro. Este artigo foi publicado originalmente por Dickinson em seu blog Saved by Design.
Ao projetar uma residência, há cerca de oito anos, levei meu cliente para visitar alguns projetos construídos de minha autoria. Ele é um ser humano muito ponderado: para ele, as decisões não são reações imediatas, mas sim reflexões e deduções. Após conhecer essas diferentes obras, ele me disse, com grande entusiasmo, que uma delas tinha um interior que ele — e, posteriormente, seu/sua parceiro/a — havia adorado.
Seguimos adiante com o projeto — o que exigiu um ano de idas e vindas —, mas tudo estava em perfeita ordem e a obra começou. O exterior manteve sua magia, apesar de minha profunda intimidade com sua essência.
