A pergunta inicial – e, com ela, a proposta de discussão – remete ao título original do artigo War-chitecture: ¿How guilty are architects in urban violence?, de Tomas Beverina, um de nossos leitores que, da Argentina, nos convida a refletir sobre a violência urbana e nos dá motivos para iniciar um debate ainda mais amplo e coletivo.
As iniciativas sociais desenvolvidas por David Regalado Ojeda na cidade de Loja evidenciam uma renúncia ao projeto de arquitetura autônomo, abordando a identidade formal coletiva com um parque construído a partir de materiais reciclados, onde a história se transforma em jogo e aprendizado.
Artistas, voluntários/as e a comunidade colaboraram no projeto com investimento zero: tudo foi reciclado e gerado com o apoio comunitário das pessoas.
A seguir, algumas palavras de David Regalado Ojeda:
Do Coletivo ARKRIT, recebemos uma crônica de Kosme de Barañano sobre a reconstrução física e, talvez, também social e econômica pela qual passa a Nova York de hoje, em 2018, após o colapso provocado pelos atentados das Torres Gêmeas e a crise econômica de 2008. Seu trabalho, extenso e aprofundado, abrange desde surpreendentes referências europeias até os sistemas de gestão nova-iorquinos, a exuberância formal arquitetônica contemporânea e a audácia nas propostas de construção do espaço público.
Neste primeiro capítulo, Kosme de Barañano descreve a nova urbanização dos chamados 'Hudson Yards'.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117457/reflexoes-sobre-as-mudancas-na-cidade-de-nova-york-hudson-yardsKosme de Barañano
Há projetos nos quais precisamos entregar uma estética limpa, evitando ornamentos ou elementos chamativos. No caso das janelas, é possível desobstruir completamente as vistas para o exterior, minimizando a presença dos elementos que as constituem – marcos, maçanetas ou guarda-corpos –, sem que percam resistência ou segurança. Confira a seguir três produtos que levam esses elementos à sua expressão mínima.
Há pouco tempo, líamos em um dos textos vencedores do Concurso Nacional de Crítica: “Em Chimbote, a cidade que cresceu dando as costas para sua baía, formada pela busca de uma vida economicamente produtiva, não há muito o que fazer, não há muito com o que se divertir. E isso não se deve apenas à escassa oferta de locais para atividades culturais ou de lazer, mas porque na própria rua, no espaço público, não há muito com o que se deparar. Parece difícil que essa situação mude na hora de construir a cidade (…) em uma cidade que se tornou entediante, útil apenas para uma precária produção econômica, na qual a rua é apenas um espaço de trânsito, de ir e vir sem maior emoção (…). Tomara que o tédio não nos tire a capacidade de imaginar novas formas de crescimento para a nossa cidade”. Uma severa e desafiadora crítica ao devir.
Agora, este projeto surge como uma resposta, mostrando outras formas de ver, viver e crescer para esta calorosa cidade do litoral norte do Peru. É uma forma de redescobrir uma emocionante Chimbote colorida, e é o que temos o prazer de apresentar e destacar nesta publicação: o outro lado, as ações de reação diante das críticas ou, justamente, o que um pensamento crítico é capaz de realizar. Além de ser — um respiro — um exemplo replicável de pequenas grandes ações a serem implementadas em cidades de outras partes do país, além de Lima.
É mais uma noite gelada em Chucuito e, no restaurante onde jantamos, toda a equipe participante do XV TSL Puno ouve Jhony Chaves — mais conhecido como "El Gato" — contar histórias sobre lugares impossíveis, como Cerro de Pasco, um assentamento minerador peruano ainda mais alto, gelado e inóspito que Chucuito. Depois, ele se lembra de um povoado perdido na floresta peruana ao qual só se chega de barco e onde os pernilongos parecem pássaros. E logo passa a descrever povoados serranos que sofrem com inundações e congelamento quase o ano todo, até que o clima dá alguns meses de trégua às famílias que vivem ali simplesmente em casas de barro.
À medida que o Gato avança em seu inventario de povoados peruanos, é inevitável pensar no realismo mágico de Macondo. Tudo isso é real? Sim, e cabe perfeitamente o fato de se tratar de um conceito cunhado décadas atrás, antes de García Márquez, por um europeu para quem a natureza de seu próprio continente já havia sido totalmente domesticada. De fato, a América Latina continua sendo uma paisagem, e nossa grande vitória é conseguir viver nela, apesar da natureza e de seus desastres. Assim, os povoados que o Gato evoca geram um certo conforto na mesa que compartilhamos, enquanto o frio e a altitude tentam nos pregar uma peça. "Poderia ser pior", pensamos antes de tomar a sopa fumegante diante de nós.
Diante disso, como propor e intervir no espaço público em assentamentos rurais e predominantemente aimarás como Chucuito, onde a natureza constantemente nos lembra que é a grande protagonista?
Recentemente, o escritório KPF divulgou as imagens mais recentes do canteiro de obras do “The Royal Atlantis”. Localizado na Palm Jumeirah, o principal destino de lazer do emirado de Dubai, o edifício de 45 pavimentos abriga 806 quartos de hotel e 256 apartamentos residenciais. O volume principal se estende ao longo da linha costeira, funcionando como um “biombo ao ar livre” diante do mar.
No partido geral do projeto, o típico bloco linear de hotel e residência foi fragmentado em volumes independentes. Esses volumes suspensos e empilhados formam 14 “pátios suspensos” e 20 terraços elevados. Acessíveis a partir dos apartamentos e suítes, esses espaços ao ar livre totalmente abertos oferecem uma experiência única de transição fluida entre as áreas internas e externas. Cada apartamento conta com piscina privativa e jardim, elementos que potencializam o sombreamento e a brisa constante que sopra sobre a água e a vegetação, mantendo esses oásis particulares frescos e agradáveis durante a maior parte do dia. Nas fotos do canteiro de obras, já é possível identificar a volumetria principal do edifício, embora os pátios suspensos ainda não tenham sido totalmente configurados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117451/kpf-divulga-imagens-recentes-da-obra-do-atlantis-the-royal-erguendo-um-biombo-na-costa-de-dubai舒岳康 - SHU Yuekang
A proposta Jardim Botânico Mirante La Cocha, da equipe de estudantes Germán López, María Echeverry e Julián Villescas, conquistou o segundo lugar na nona edição do concurso de projeto em aço para estudantes de arquitetura na Colômbia (Alacero Colômbia), cujo tema deste ano foi um pavilhão estufa para um parque botânico.
Sob o mesmo conceito estrutural, o projeto — dividido em blocos que compreendem o edifício de acesso, o anel de circulação e os pavilhões estufa — busca se constituir como "um espaço de alto valor educativo e de pesquisa que visa promover a preservação e a conservação de espécies botânicas representativas e em estado de ameaça" no departamento colombiano de Nariño.
Corredor Cultural Binacional Laredo Nuevo Laredo - Proyecto destacado. Image Cortesía de XXXIII ELEA Santa Cruz
No âmbito do XXXIII Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura, o comitê organizador lançou uma convocatória aberta a estudantes e jovens arquitetos/as para participar da XI Bienal de Arquitetura Estudantil Latino-Americana, sob o tema "Identidade, costumes e tradições”.
Os projetos selecionados ficaram expostos durante a semana do evento ELEA — de 19 a 29 de outubro — no hall da aula magna da Universidad Privada de Santa Cruz de la Sierra, UPSA. O júri, composto por 4 arquitetos/as convidados/as para o XXXIII ELEA, selecionou o grande vencedor da bienal e destacou dois projetos entre os 16 finalistas. Conheça todos os projetos a seguir.
Um homem paraplégico, ao entrar na Câmara dos Representantes da Nigéria, é forçado a descer os degraus engatinhando. Imagem via Sahara Reporters no Twitter
Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge com o título "A guerra não declarada da África contra as pessoas com deficiência" ("Africa’s Undeclared War on the Disabled")
Recentemente, passei uma semana participando de um workshop intitulado "A Prática e a Política da Urbanização Autônoma na África", junto a acadêmicos/as e pesquisadores/as de diversas áreas vindos da Europa, Américas e África. O professor da Universidade de Tecnologia do Malawi,Jonathan Makuwira, apresentou um artigo sobre "Pessoas com Deficiência e Urbanização no Malawi", que utilizou o país como estudo de caso para evidenciar os inúmeros desafios enfrentados pela população com deficiência em todo o continente.
A apresentação confirmou, mais uma vez, minha percepção de que o desenho dos espaços públicos urbanos negligencia gravemente as pessoas com deficiência. Essa foi a premissa fundamental da minha proposta para a Bolsa Richard Rogers de 2016 na Harvard Graduate School of Design (GSD), na qual sugeri o desenvolvimento de um plano de diretrizes normativas de acessibilidade para os espaços públicos de Abuja.
A arquitetura é uma disciplina colaborativa, na qual o dia a dia de trabalho frequentemente envolve o compartilhamento de arquivos, e-mails e informações ao longo do desenvolvimento de um projeto. Seja ao participar de concursos, candidatar-se a vagas de emprego ou publicar seus projetos, dominar o compartilhamento de arquivos de forma ágil e inteligente é uma habilidade crucial — enquanto a falta de familiaridade com essas ferramentas digitais pode gerar frustração em colegas de trabalho, desperdício de tempo e até mesmo a perda de oportunidades profissionais.
Para garantir que você não cometa deslizes, reunimos algumas dicas práticas para compartilhar seus trabalhos de forma online com mais eficiência e impacto.
Apresentações ou lançamentos de livros são relíquias de um passado distante. Há quem argumente que o mesmo se aplica aos próprios livros impressos; contudo, ainda lemos e escrevemos livros, não importa em qual formato, ao passo que não vejo muitos motivos para continuar a apresentá-los em livrarias físicas ou espaços semelhantes. Amigos do mercado editorial me dizem que um único tweet, ou uma hashtag de sucesso no Instagram, pode vender mais exemplares do que um evento de lançamento—e com certeza a um custo menor. Além disso, um dos aspectos mais intrigantes dos lançamentos de livros é que, tradicionalmente—e lembro-me de que já era assim quando eu era estudante—, uma parcela significativa do público presente tende a ser visceral e vocalmente hostil ao tema da obra apresentada. Por que leitores e leitoras que não gostam de um livro por uma simples questão de princípio dedicariam seu tempo a lê-lo na íntegra para depois descarregar sua fúria contra o/a autor/a, eu não saberia dizer; seja como for, tendo publicado no outono passado um livro intitulado The Second Digital Turn: Design Beyond Intelligence, tive inúmeras oportunidades, ao longo dos últimos meses, de colher um vasto repertório de clichês tecnofóbicos. Entre eles, destaca-se, pela sua total excentricidade, a objeção de que a inovação digital já teria esgotado seu ciclo: tendo se adaptado e adotado novas ferramentas e tecnologias, arquitetos e arquitetas teriam seguido em frente, finalmente livres para retornar às coisas que realmente lhes importam (quaisquer que sejam).
Quase um ano após o terremoto que atingiu a Cidade do México e vários estados da República Mexicana em 19 de setembro de 2017, hoje começamos a ver os frutos de muitos esforços que surgiram em resposta à lenta — e por vezes nula — capacidade de reação do governo, cabendo à própria cidadania se organizar para ajudar. Diversas associações, fundações e coletivos se somaram à causa, e a comunidade de arquitetos/as não foi exceção.
Foi assim que nasceu o ReConstruir México, com o firme propósito de colocar o conhecimento dos/as arquitetos/as a serviço das pessoas mais necessitadas, trabalhando para auxiliar na reconstrução e conservação do patrimônio afetado, somando apoio e assessoria técnica, além de projetar e propor soluções. No entanto, era preciso muito mais do que boa vontade: uma entidade integradora e multidisciplinar que unisse mais esforços para viabilizar novas moradias para as pessoas afetadas. A PienZa Sostenible assumiu esse papel de coordenação como uma organização sem fins lucrativos. Trata-se de um projeto de estudo, análise, crítica, articulação e implementação sobre a situação atual do México, que realiza atividades de difusão e promove projetos voltados a melhorar a qualidade de vida das pessoas, o desenvolvimento social, o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental, alinhados à Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
Durante o mês de abril de 2018, foi realizada a primeira edição do Festival Provincia, com o objetivo de criar um espaço aberto ao diálogo e à exposição de temas de interesse público, enfatizando a participação responsável para o desenvolvimento arquitetônico nas províncias.
O festival ocorreu na cidade de Tuxtla Gutiérrez, em Chiapas, no México — uma região que carece de qualidade no espaço urbano, bem como de planejamento e visão sobre o impacto de seus projetos. Apesar disso, a fuga de talentos locais é constante, impulsionada por uma série de fatores que levam a crer que o sucesso só é alcançado nas grandes metrópoles e por meio de projetos de grande escala. Queremos reafirmar a ideia de que a arquitetura está em toda parte e que o êxito da profissão reside em trabalhar para qualquer pessoa, independentemente de gênero, condição social ou nível econômico.
A revista Metropolis Magazine publicou uma seleção de 19 novos livros para ler nesta primavera, com temas que vão desde a evolução da habitação social até a obra-prima não filmada de Stanley Kubrick, passando por um volume fascinante sobre a arquitetura do sionismo. Longe de serem meros volumes sobre trajetórias já bastante conhecidas, as obras selecionadas exploram cada nicho sob a ótica da arquitetura. Você já se perguntou como Buckminster Fuller inspirou seis ex-membros de gangues a construir sua cúpula geodésica? Ou como são as estações de metrô na Coreia do Norte?
Por volta de uma hora da manhã no Cairo, e apesar da escuridão da noite, tudo parece amarelo. Chegar a uma cidade de 9 milhões de habitantes com um aeroporto que movimenta 3 milhões de pessoas diariamente é arrebatador, avassalador ou, como diria Lovecraft ao descrever aqueles que espreitam na noite, indescritível e innominável. Na penumbra, já no quarto de um hotel que em algum dia distante teve seu esplendor, posso ver ao longe, escondida atrás da sempre presente névoa, a Grande Pirâmide de Gizé.
A cidade implacável devora quase tudo em seu caminho, o desierto resiste, o turismo faz a sua parte e a esfinge, por enquanto, apenas observa. Ao redor dos locais históricos, sempre há trabalhos de restauração e arqueologia; basta tirar a poeira dos pés para encontrar vestígios: Sacará — a pirâmide escalonada — está sempre cercada por andaimes gigantes de madeira seca, velha de tanto testemunhar a história e esperar por uma nova descoberta para que cada esteio possa descansar. O calor é sufocante no Cairo e, embora a memória coletiva o associe às pirâmides e à esfinge, sua vida respira deserto, diversidade, turismo, comércio e religião.
O Museu de Artes Aplicadas / Arte Contemporânea (MAK) de Viena, na Áustria, apresentou recentemente o trabalho da agência criativa nova-iorquina Sagmeister & Walsh — uma investigação sobre o que torna as coisas belas tão fascinantes.
Sob o tema “Beleza”, a exposição aborda a estética como uma função autônoma, que por si só constitui a razão de ser da arquitetura — ou seja, a forma também é uma função. Em colaboração com o canal do YouTube e estúdio de animação Kurzgesagt (In A Nutshell), este vídeo lançado paralelamente à mostra explica por que as coisas belas nos trazem felicidade.
A equipe global de arquitetura da Benoy anunciou o projeto do Hangzhou Canal Art Center — um novo polo sustentável para eventos culturais locais e exposições de arte. Localizado no distrito de Gongshu, uma área em revitalização em Hangzhou, na China, o centro de arte ocupará o antigo terreno de uma usina termoelétrica.
via usuário do Flickr: Deensel sob licença CC BY 2.0
Nesta ocasião, Daniel Morales Escudero propõe uma reflexão sobre o projeto do Terminal 2 em Valparaíso, abordando a proposta a partir das três causais do aborto no Chile.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou não gostar, de onde vêm as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
No último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban tem sido o foco da exposição “Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings”, que reúne cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, o presente e o futuro de suas cidades favoritas – São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York –, além de uma documentação detalhada de cinco projetos realizados (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
Desta vez, o arquiteto Jaime Nadal, do Coletivo ARKRIT, nos traz um artigo que analisa em profundidade a controversa demolição da famosa Casa Guzmán, do arquiteto Alejandro de la Sota — um edifício aclamado, publicado e amplamente conhecido, verdadeiro exemplo do renascimento da arquitetura na Espanha.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117550/a-desaparecida-casa-guzman-de-alejandro-de-la-sotaJaime Nadal Irigüén
Em setembro passado, lançamos na Espanha a primeira edição da nossa convocatória aberta para que arquitetos e arquitetas enviassem seus projetos de conclusão de curso (TCC). Após avaliar exaustivamente 87 propostas, 10 projetos passaram pelas etapas de avaliação, destacando-se por abordar problemas conjunturais, desenvolver análises profundas de pesquisa e propor desafios tanto no âmbito urbano quanto no rural.
As propostas selecionadas buscam tanto validar quanto destacar os diferentes âmbitos que os/as arquitetos/as podem abordar e exercer de forma multidisciplinar, em resposta ao viés de certas instituições e acadêmicos que continuam acreditando que o/a arquiteto/a é unicamente quem projeta “caixas”.
É momento de nos despedirmos de 2018 e, portanto, olhar para tudo o que fizemos. O que nos interessou? O que nos surpreendeu? O que nos impactou?
Após apresentarmos o melhor da arquitetura de 2018, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos argentinos que mais geraram reações em nossas redes sociais. Adeus 2018, olá 2019.
O vermelho está em toda parte. De placas de pare a tijolos, de batons a vinhos, nosso uso constante dessa cor em objetos cotidianos tomou conta, pouco a pouco, do nosso subconsciente. O vermelho é uma cor que sempre se integra ao contexto, ditando como devemos nos sentir ou o que devemos pensar. Mas por que somos atraídos por ela? Por que nossos ancestrais escolheram pigmentos à base de ocre para desenhar nas paredes de suas cavernas? Por que as revoluções parecem sempre usar o vermelho para angariar apoio? Por que fazemos celebridades desfilarem por tapetes vermelhos, quando o verde ou o azul certamente fariam o mesmo papel? Embora as respostas para essas perguntas possam ser vagas e imprecisas, o uso do vermelho na arquitetura é quase sempre meticulosamente calculado.