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Como o projeto-piloto da Roofscapes em Paris é pioneiro na arquitetura resiliente ao clima na Europa

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À medida que temperaturas recordes assolam as cidades europeias, profissionais do setor reconhecem que a infraestrutura existente está mal equipada para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Diante dessa preocupação, a Roofscapes, uma startup surgida na MIT School of Architecture and Planning, desenvolveu soluções inovadoras para ampliar a resiliência climática urbana. Sua abordagem foca na adaptação estratégica de espaços subutilizados, como as coberturas. Ao enfrentar os desafios imediatos impostos pelo calor extremo, o trabalho da startup exemplifica como a inovação arquitetônica pode contribuir diretamente para atender às necessidades de adaptação climática nas cidades. A empresa foi reconhecida como uma das Melhores Novas Práticas de 2024 do ArchDaily por sua abordagem inovadora no enfrentamento de problemas urbanos, como acessibilidade habitacional, perda de biodiversidade, aumento das temperaturas urbanas e reutilização de espaços.

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O renascimento de Gyumri: reconstruindo o patrimônio cultural da Armênia após o terremoto de 1988

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Gyumri, capital da região de Shirak na Armênia e segunda maior cidade do país, era historicamente conhecida por sua cultura e patrimônio arquitetônico. Quando integrava a União Soviética, a cidade abrigava diversas fábricas que a transformaram no principal polo industrial da região, alcançando uma população de aproximadamente 225 mil habitantes. No entanto, nas últimas décadas, Gyumri registrou um declínio populacional considerável em decorrência de um terremoto devastador que destruiu a cidade em 1988 e causou a morte de milhares de pessoas. Mais de 30 anos depois, o processo de regeneração de Gyumri ainda está em andamento. Os esforços contínuos da cidade para restaurar seu ambiente construído e impulsionar o desenvolvimento econômico oferecem lições valiosas sobre como conduzir a regeneração urbana após um desastre.

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Como as defesas contra enchentes podem valorizar o espaço público

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A supertempestade Sandy inundou Lower Manhattan, causando bilhões de dólares em danos a propriedades e infraestrutura. Visando à proteção contra futuras inundações, ressacas e a elevação do nível do mar, arquitetos/as paisagistas estão desenvolvendo uma combinação inovadora de soluções verdes e cinzas ao longo da costa sul de Manhattan.

Não se trata de soluções baseadas na natureza, mas sim de formas de blindagem. Projetistas e designers demonstram como essa armadura pode ser integrada ao espaço público, criando novas tipologias de infraestrutura. O desenho inteligente viabiliza comportas e barreiras retráteis, taludes paisagísticos e plataformas elevadas — sem a necessidade de muros de concreto que isolem as comunidades entre si ou as afastem da orla.

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Swissness emoldurada: micromecânica e janelas minimalistas na arquitetura moderna

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Cada região possui uma identidade arquitetônica distinta, servindo como uma "digital" cultural que a torna singularmente reconhecível. O design italiano, por exemplo, inspira-se no legado romano utilizando pedras e tons claros. A Turquia se destaca pelos azulejos esmaltados intrincados que adornam paredes e tetos, ao passo que o México adota cores e texturas vibrantes por meio de materiais locais e artesanato. Muitos desses elementos estão enraizados em práticas tradicionais, contudo, ao longo do tempo, foram reinventados e transformados por novos processos, dando origem a expressões arquitetônicas contemporâneas. Na Suíça, o conceito de "Swissness" enquadra essa identidade central—uma fusão de precisão relojoeira e funcionalidade. Com raízes na micromecânica, a engenharia e o artesanato suíços convergem no design de janelas minimalistas modernas, onde linhas limpas e transparência redefinem limites e moldam a linguagem arquitetônica.

Integrando novos sistemas de materiais e preparando edifícios tombados para o futuro

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Edifícios tombados são importantes testemunhos arquitetônicos da rica e diversa história de uma sociedade. O reconhecimento formal dessas edificações protege seus elementos arquitetônicos mais significativos contra alterações e demolições, ao mesmo tempo que cria caminhos socioeconômicos para viabilizar sua conservação. No entanto, essas estruturas também correm o risco de se distanciarem de novos materiais e sistemas construtivos modernos que lhes permitiriam funcionar de maneira ideal hoje em dia.

Integrar novos materiais e instalações prediais sem descaracterizar a essência original do edifício é um desafio singular de projeto. Seja ao adicionar novos componentes durante reformas estruturais ou ao integrar sistemas modernos de prevenção e combate a incêndios, exige-se sensibilidade e equilíbrio. Essa premissa se aplica a diversos elementos das edificações tombadas — como paredes, pisos, coberturas e fachadas —, garantindo que estejam preparadas para o futuro com uma vida útil prolongada.

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Tijuana-San Diego como farol criativo: explorando a crescente influência da Capital Mundial do Design

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Conferências, eventos e exposições globais influenciaram profundamente a evolução da arquitetura e do design, funcionando como catalisadores de inovação, novas ideias e debates fundamentais. Alguns encontros, como o histórico Congrès International d'Architecture Moderne, impactaram profundamente a disciplina. Outros, por sua vez, como a Bienal de Veneza e a Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), continuam moldando a paisagem arquitetônica por meio de suas edições periódicas. Iniciada em Turim, na Itália, a WDC celebra uma cidade diferente a cada dois anos como um polo de reflexão e criatividade em design. Na edição mais recente, a região binacional de Tijuana-San Diego fez história como a primeira WDC transfronteiriça, emergindo como um epicentro criativo com uma programação rica e inovadora que merece atenção especial.

Villa Sidonius: Soluções de vedação pneumática em contextos incomuns

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No vale do rio tcheco Berounka, próximo a Praga, o escritório Stempel & Tesař Architekti projetou uma residência privada extraordinária. A estrutura alongada, construída principalmente de aço e vidro, apresenta janelas de correr monumentais da air-lux. Todo o volume se projeta na paisagem como um píer.

Villa Sidonius materializa a forma mais pura de contemplação e amplitude visual. E não é por acaso: a paisagem ao longo do rio Berounka é caracterizada pela flora e fauna de diversas reservas naturais. A cidade de Černošice, localizada na periferia sudoeste de Praga, também está imersa em meio ao verde. Esse entorno inspirou a equipe do escritório Stempel & Tesař a projetar esta residência unifamiliar, que se assemelha a um píer que se estende da encosta em direção à paisagem.

Infraestrutura e paisagem: 12 obras que redefinem entornos naturais na Espanha

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A Espanha, com seu vasto território e notável diversidade de paisagens, tem sido uma referência no desenvolvimento de infraestruturas externas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. O turismo tem desempenhado um papel fundamental nesse processo, com foco na criação de espaços que maximizem o usufruto do entorno natural e a integração das paisagens locais nas áreas urbanizadas. Isso deu origem a intervenções que vão desde a criação de passeios marítimos, mirantes e parques naturais, até projetos de parques urbanos em diferentes cidades. Além disso, o crescimento urbano impulsionou a criação de infraestruturas verdes, como jardins botânicos, trilhas ecológicas e reservas que buscam proteger o entorno, ao mesmo tempo em que se abrem ao público de maneira sustentável.

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Arquitetura bioclimática na América Central: lições da obra de Angela Stassano em Honduras

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A arquiteta hondurenha Angela Stassano vem contribuindo para a paisagem arquitetônica da América Central com sua pesquisa aplicada sobre projetos bioclimáticos. Sediada em San Pedro Sula, em Honduras, seus projetos partem de técnicas do patrimônio local para atender às demandas de ambientes tropicais quentes e úmidos. Stassano desenvolveu sua especialidade ao longo de mais de 30 anos de pesquisa prática, culminando em um guia de arquitetura bioclimática que detalha seus métodos construtivos para essa região. Um de seus projetos mais notáveis, o Las Casitas, é um complexo residencial que materializa essa pesquisa. O projeto engloba várias residências tropicais energeticamente eficientes que tiram proveito do clima local, resultando em baixos custos operacionais e de energia.

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Soluções inovadoras para aprimorar a estética e a segurança em piscinas

A Serapool, marca líder em revestimentos cerâmicos de porcelana para piscinas e produtos complementares de porcelana, inova e produz há 40 anos soluções de design sustentável para residências, centros de spa e bem-estar, hotéis, parques aquáticos e piscinas olímpicas em todo o mundo. A abordagem holística da marca em relação ao design de piscinas resultou em uma coleção abrangente de porcelana que inclui revestimentos, quinas de degrau, bordas para piscinas, grelhas de porcelana para piscinas, revestimentos para borda infinita, alças de transbordo ocultas, bordas de terraço e canais de escoamento. Com anos de experiência no setor, a empresa se consolida como um exemplo de inovação, entregando consistentemente produtos seguros e duráveis.

Sandra Iturriaga: "A cidade precisa ser pensada como um ecossistema"

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Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta chilena Sandra Iturriaga sobre o livro ⁠Mapocho Aguas Abajo⁠ (Ediciones ARQ), uma publicação desenvolvida pelo Mapocho 42K Lab da Pontifícia Universidade Católica do Chile que propõe a valorização do patrimônio e da paisagem do Rio Mapocho em seu trecho a jusante em Santiago, Chile.

Integrar a natureza como material construtivo: conhecendo as obras do Estudio Planta

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Combinando experiência, conhecimento, tradição, inovação e experimentação, o Estudio Planta, com sede em Buenos Aires, Argentina, foca em fomentar a relação entre a arquitetura e a natureza, utilizando a vegetação como material construtivo e integrando os espaços externos ao cotidiano. Ao abordar as diferentes características de cada local, a inovação programática, a sustentabilidade, o cuidado com os materiais nobres e os detalhes construtivos, o estúdio define sua identidade, propondo formas de viver em sintonia com os habitantes e compreendendo o legado que, por meio da arquitetura, pode deixar para a sociedade.

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Como adaptar estruturas estáticas a novas demandas? Lições do SoHo, em Nova York, e de Wong Chuk Hang, em Hong Kong

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Como a arquitetura e o projeto de edifícios se adaptaram a usos futuros imprevistos? À medida que as cidades evoluem, suas necessidades em relação às edificações inevitavelmente mudam. Os edifícios podem transitar entre funções culturais, comerciais, industriais e corporativas, dependendo da identidade e da atividade econômica de cada centro urbano. Em um mundo cada vez mais dinâmico e acelerado, torna-se essencial considerar os desafios que as estruturas estáticas enfrentam ao serem demandadas a atender novas necessidades. As cidades têm reaproveitado essas estruturas estáticas de maneiras não previstas em seus projetos originais, com muitos casos de sucesso na reconversão de edifícios industriais. Diferentemente de estruturas projetadas com foco na flexibilidade, a maioria das instalações fabris não foi inicialmente pensada para usos múltiplos. No entanto, de que forma as cidades, as comunidades e os/as ocupantes têm utilizado esses espaços, e quais são os desafios de transformar os usos existentes de um edifício?

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The Second Studio Podcast: O(s) problema(s) do Design-Build

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O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões aprofundadas e debates pessoais.

Diversos temas são abordados com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para outros/as designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem o modelo Design-Build na construção residencial. Eles abordam a definição do modelo; a ausência de arquitetos/as licenciados/as em empresas de Design-Build; eficiência e economia; qualidade da construção; de que forma os custos são reduzidos; a falta de transparência; quem deve ou não contratar essas empresas; entre outros pontos.

Megacidades, megaprojetos e megafavelas: explorando a urbanização na Índia

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Impulsionada pelas ardentes aspirações de crescimento e desenvolvimento da nação, a paisagem social, econômica e física da Índia se transformou. Uma parcela significativa da população da região está em idade ativa e constitui um mercado de dimensões massivas, tornando a Índia uma terra de oportunidades, especialmente aos olhos de investidores/as estrangeiros/as.

Refletindo esse contexto, múltiplas megacidades e megaprojetos caracterizam o ambiente construído e impulsionam a nação rumo ao status de superpotência. Por outro lado, esses projetos visionários, somados à tendência de rápida urbanização, também trazem consigo uma série de efeitos colaterais — a disseminação de assentamentos informais e, consequentemente, os desafios para o desenvolvimento equitativo.

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Um diálogo contínuo entre a madeira e o design através da obra de John Pawson

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John Pawson é um renomado arquiteto e designer britânico, amplamente reconhecido por sua abordagem minimalista, que valoriza a simplicidade, a proporção e a autenticidade dos materiais. Em seu trabalho, explora o espaço e a luz com profundidade, depurando cada elemento até sua essência para criar ambientes que promovem tranquilidade e foco. Seu portfólio abrange residências privadas, galerias, igrejas e monastérios, cada um exemplificando sua dedicação à pureza material e à harmonia espacial. Ao equilibrar linhas limpas, texturas naturais e detalhes sutis, Pawson estabelece uma elegância moderna e uma qualidade atemporal que o consagram como um pioneiro do minimalismo arquitetônico.

Projetos planos não bastam: por que o 2D precisa de uma terceira dimensão na arquitetura colaborativa atual

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Dos desenhos a nanquim em papel vegetal aos modelos digitais 3D altamente detalhados, o papel do/a arquiteto/a evoluiu, e os softwares de projeto de última geração estão capacitando os/as profissionais de hoje com dados valiosos e flexibilidade projetual. No passado, o trabalho era meticuloso e exigia um enorme esforço manual, com cada linha e detalhe desenhados à mão com o auxílio de réguas e outros instrumentos. Com o tempo, programas como o Revit revolucionaram o campo ao permitir a criação de desenhos precisos e organizados digitalmente, simplificando edições e a replicação de componentes.

Eileen Gray através das lentes: filme lança luz sobre a arquiteta e sua visão do modernismo

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Uma jornada pelo legado de Eileen Gray e sua casa mais famosa na Riviera Francesa, "E.1027 – Eileen Gray and the House by the Sea", dos diretores Beatrice Minger e Christoph Schaub, convida o espectador a adentrar o complexo legado da pioneira arquiteta irlandesa e sua visão única do modernismo. Projetada no final da década de 1920, a casa não apenas materializa o gênio arquitetônico de Gray, mas também carrega a sombra de uma narrativa desconfortável envolvendo Le Corbusier e Jean Badovici. Através de seu documentário de ficção, Minger e Schaub iluminam a obra inovadora de Gray e criticam as narrativas predominantes de dominância masculina na história do modernismo.

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Transformando espaços urbanos: como reintegrar grandes projetos de infraestrutura?

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Projetos de infraestrutura de grande escala frequentemente buscam conectar locais distantes dentro de áreas urbanas, facilitando o transporte, a logística e as atividades comerciais ao longo de suas rotas. Contudo, embora esses projetos interliguem destinos distantes, sua presença física marcante pode afetar significativamente as comunidades locais. Isso pode resultar no isolamento e no distanciamento de bairros anteriormente conectados, na desestruturação de espaços públicos e, de modo geral, em experiências negativas ao ar livre causadas por ruídos, poluição e pela falta de atenção e manutenção dessas infraestruturas.

Ainda assim, diversos projetos bem-sucedidos no ambiente construído conseguiram reintegrar infraestruturas controversas às comunidades por meio de um desenho urbano cuidadoso de espaços abertos. A Coulée verte René-Dumont, em Paris, desponta como um dos primeiros exemplos, enquanto o High Line de Nova York é um dos mais célebres. O High Line demonstra como intervenções ao ar livre bem concebidas podem mitigar o distanciamento causado por grandes infraestruturas, promover a reconexão comunitária, funcionar como polos culturais e econômicos e, inclusive, impulsionar o desenvolvimento imobiliário de seu entorno, como ocorreu em Hudson Yards.

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Casa da Música: Transformando a experimentação doméstica em monumentalidade pública

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Na virada do milênio, o mundo foi dominado pela ameaça iminente do Bug do Milênio (Y2K), uma falha potencial nos sistemas de computadores que poderia paralisar desde o setor bancário até a aviação. Conforme a meia-noite de 31 de dezembro de 1999 se aproximava, pessoas sacavam suas economias, grandes corporações emitiam alertas e governos se mobilizavam para evitar a histeria coletiva. No entanto, quando o sol nasceu em 1º de janeiro de 2000, o temido bug não causou nenhum impacto real, e a crise se dissipou tão rapidamente quanto havia surgido. Contudo, esse período deixou marcas em lugares inesperados — especialmente na arquitetura. Em meio à ansiedade em relação à tecnologia digital, nascia uma das casas de espetáculo mais icônicas do nosso tempo, a Casa da Música, no Porto. Projetada pelo OMA (Office for Metropolitan Architecture), sua origem remonta a um projeto muito menor: a Y2K House. O que começou como uma investigação sobre a domesticidade privada durante o pânico digital evoluiu para uma estrutura pública monumental — uma transição arquitetônica da esfera residencial para uma sala de concertos.

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Sustentabilidade e circularidade na construção: a crescente demanda por profissionais qualificados

A ascensão da sustentabilidade e da economia circular está transformando a indústria da construção, o que tem gerado uma crescente demanda por novos postos de trabalho especializados. Funções como a de gestor/a de sustentabilidade ou consultor/a em economia circular estão se tornando cada vez mais comuns nos projetos atuais.

Hotéis modernistas na África Oriental: um reflexo da identidade nacional

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Em meados do século XX, a maioria dos países do continente africano conquistou sua independência. Aquele período de euforia trouxe sentimentos voltados para o futuro e o desejo de romper com o passado. Como movimento arquitetônico, o modernismo era ideal para a época, e as nações recém-independentes criaram amplos programas de construção para se firmarem como Estados plenamente soberanos.

Os hotéis são uma tipologia que ilustra de forma exemplar a complexa história arquitetônica e política da época. Alguns foram construídos especificamente para abrigar delegações internacionais, outros para impulsionar o turismo, e outros ainda surgiram do desejo de líderes fortes. Embora constituam uma tipologia edilícia secundária, diversos hotéis pela África permanecem como registros físicos de episódios importantes da história de seus respectivos países. Após explorar as trajetórias dos hotéis modernistas da África Ocidental, este segundo artigo se volta para a África Oriental para revelar como essa tipologia discreta se articula com narrativas mais amplas de independência e identidade nacional.

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O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores

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Imagine entrar em um ambiente que compreende você por completo, conhece seus hábitos e trabalha ativamente para apoiar seu bem-estar como ocupante. A qualidade do ar poderia ser monitorada e gerenciada, e os ritmos circadianos dos ocupantes poderiam ser rastreados para sugerir estados ideais de produtividade. Profissionais de design de interiores e arquitetura corporativa vêm considerando a saúde e o bem-estar de quem ocupa o espaço em seus projetos para os escritórios do futuro. Ao especular sobre o que o amanhã nos reserva, há argumentos sólidos de que a arquitetura e o design de interiores sencientes serão forças disruptivas na maneira como interagimos com nossos ambientes de trabalho.

O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores - Image 1 of 4O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores - Image 2 of 4O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores - Image 3 of 4O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores - Image 4 of 4O Futuro do Trabalho: Ambientes de Trabalho Sencientes para o Bem-Estar dos Colaboradores - Mais Imagens+ 2

Às vezes, basta um curso para destravar um novo futuro na arquitetura e no design.

Você está pensando em seguir carreira em arquitetura ou design ambiental? O College of Environmental Design (CED) da UC Berkeley oferece programas de verão imersivos que podem ajudar você a decidir se esses campos criativos são a escolha certa para o seu futuro. Independentemente de você já atuar como profissional ou de ser estudante de graduação ou do ensino médio, os Programas de Verão do CED oferecem uma oportunidade valiosa para explorar a arquitetura, o design urbano, o planejamento urbano sustentável e a arquitetura de paisagem.

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