Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142909/tocar-e-ver-materiais-para-projetar-4-moodboards-sensoriais-criados-a-partir-do-showroomEnrique Tovar
O projeto de banheiros públicos esteve historicamente vinculado à satisfação de uma necessidade comum de higiene, saúde e bem-estar nas comunidades. Condensando diferentes espaços, materiais e elementos de asseio em suas tipologias, a arquitetura dos banheiros públicos vem se adaptando às demandas atuais de higiene, cuidado e estética. Elementos como lavatórios, vasos sanitários e bebedouros, além de sistemas de divisórias, chuveiros, trocadores ou salas de amamentação, protagonizam a dinâmica desses espaços. Seja em aeroportos, parques, clínicas, hotéis ou outros locais, esses componentes buscam proporcionar privacidade e conforto, desenvolver soluções eficientes de limpeza e integrar critérios de acessibilidade com o apoio de ferramentas e tecnologias contemporâneas.
A arquitetura não se improvisa. Pensar muito não é o mesmo que pensar bem. Afinal, uma ideia brilhante, sem clareza e propósito, reduz-se a nada. Projetar sem convicção resulta em mais do mesmo: formas vazias, sem discurso nem alma. O Mestrado em Projeto Arquitetônico (MDA) da Universidad Panamericana não é uma simples pós-graduação: é um convite para retornar à origem do ofício. Aqui, o espaço é pensado como um ato crítico, sensível e vital. Você não vem para impressionar: vem para projetar o que realmente importa. Cada decisão projetual fala sobre você, e aqui você aprenderá a sustentá-la e a transformá-la em arquitetura com propósito.
Com ênfase no impulso a novas ideias, criações e propostas que definam um novo padrão na arquitetura contemporânea, cada edição do Projeto 10 de 10 da Porcelanosa México é concebida como uma plataforma para explorar e aplicar materiais em projetos de inovação. Projetando a partir do essencial e criando sem impor, a busca se concentra em uma arquitetura que respeita o ritmo do entorno, evolui com o tempo e se conecta desde a sua origem ao criar lugares que respiram por meio de materiais naturais, respeitando sua essência, textura e procedência. Para além da estética dos materiais, a fusão com o entorno, as texturas, as cores e até mesmo sua relação com a luz natural fazem parte da experiência sensorial dos espaços.
Por Jeanette Fich Jespersen, MA, Diretora do Instituto do Brincar KOMPAN, Presidente do comitê diretivo do Instituto Mundial de Pesquisa sobre Parques Infantis, Universidade do Sul da Dinamarca, Vice-presidente da Associação Internacional do Brincar, Dinamarca.
"Não, não quero ir a esse parquinho. É chato!". Isso pode parecer algo que nenhuma criança jamais diria. No entanto, as crianças têm opiniões claras sobre os parques infantis de que gostam desde muito cedo. A razão pela qual não apenas os pais e cuidadores/as, mas também os/as urbanistas e arquitetos/as devem ouvir e se adaptar é mais importante do que nunca.
Ao compreender o papel atual da cozinha como um espaço de convivência, lazer e experimentação na residência, o diálogo entre tecnologia e arquitetura ganha relevância por trazer movimento, adaptabilidade e flexibilidade aos espaços domésticos. Embora as cozinhas representem a essência de diferentes culturas, preservando desde receitas e processos antigos até heranças e tradições, a arquitetura desses espaços abre caminho para a integração de acabamentos de materiais inovadores a tecnologias invisíveis, combinando resistência, eficiência energética e design.
Após uma edição marcada pelo dinamismo, inovação e fortalecimento de parcerias estratégicas, a Obra Blanca encerra sua sexta edição com um formato que combina exposição, uma agenda de conteúdos e espaços de negócios. Mais de 20.000 profissionais do setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura se reuniram com o objetivo de transformar a arquitetura e o design no México.
A maneira como percebemos um espaço não depende unicamente de sua escala ou de sua forma, mas de uma série de decisões que, a partir do interior, moldam a nossa experiência. Alguns gestos são determinantes: o pé-direito livre, a organização dos planos verticais ou o tamanho da cama. Outros atuam com maior sutileza, como a incidência da luz, a tonalidade dos materiais ou o uso da cor. Todas essas variáveis influenciam na forma como o espaço se manifesta — se o sentimos aberto ou contido, seccionado ou contínuo. Nessa mesma linha, o uso de pisos em grandes formatos torna-se uma operação fundamental: reduz a fragmentação visual e reforça a continuidade das superfícies.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142642/espacos-sem-juntas-como-os-grandes-formatos-transformam-a-linguagem-arquitetonicaEnrique Tovar
Porcelanatos inspiradas en piedra. Image Cortesía de GILSA
Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143307/entre-a-pedra-e-o-design-4-texturas-e-tons-que-se-conectam-com-o-entorno-naturalEnrique Tovar
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.
A indústria da construção enfrenta uma pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis devido à necessidade de mitigar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais. As construções tradicionais têm um grande impacto ambiental, desde a destruição de ecossistemas até altos níveis de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a extração e a fabricação de materiais contribuem para a poluição da água ou para a geração de resíduos perigosos. Contudo, surgem produtos que oferecem soluções mais amigáveis ao meio ambiente, sem comprometer a qualidade nem o desempenho, voltados a profissionais de arquitetura que buscam criar projetos sustentáveis.
De fato, uma das maneiras mais eficazes de praticar a construção sustentável é a escolha de materiais adequados que contribuam para a redução do impacto negativo no planeta.
Em seu quinto aniversário, o Encontro de Intervenções Efêmeras celebra a abertura dos pátios históricos de Puebla à arte, à criatividade e à comunidade. Ao longo desses cinco anos, o evento recebeu com orgulho mais de 150 propostas em suas convocatórias do Pátio Efêmero. Dessas, 42 instalações foram realizadas com a colaboração de 132 artistas, intervindo em 42 pátios históricos para o desfrute de mais de 45.000 pessoas. Este sucesso foi possível graças ao apoio de mais de 130 colaboradores, entre proprietários/as e instituições públicas e privadas. Além disso, 24 pesquisadores/as apresentaram seus trabalhos no Pátio Acadêmico. Este ano, celebra-se a maravilhosa comunidade Pátio.
A cerâmica é um material intrinsecamente versátil: as tecnologias avançadas de impressão permitem uma infinidade de possibilidades em termos de cores, texturas e padrões. Por isso, é amplamente utilizada em interiores ao redor do mundo, pois combina resistência, baixa manutenção, facilidade de instalação, preço competitivo e a estética ideal para transformar ambientes de acordo com a visão do(a) designer. As tendências e modas são parte natural do design de interiores, e estar na vanguarda é crucial para criar espaços que sejam tanto contemporâneos quanto atemporais. Seja através das linhas limpas dos padrões geométricos, da sensação acolhedora dos acabamentos rústicos ou da elegância atemporal das superfícies marmorizadas, cada tendência oferece algo único para realçar o caráter de qualquer espaço.
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
A pedra, como material de construção, tem sido fundamental desde os primórdios da sociedade humana, estando presente de diversas formas em nosso ambiente. Desde estruturas arquitravadas até robustos muros de pedra seca, sua presença enraizada em nosso entorno e nas primeiras construções sempre foi evidente. Alvar Aalto destacou esse fato ao afirmar que essa arquitetura primitiva poderia ser considerada a "genialidade da descoberta", uma vez que, naquela época, a natureza era a única fornecedora de materiais de construção.
Com o passar do tempo e o aprimoramento dos processos de transporte, manipulação e beneficiamento da pedra, este material tornou-se muito mais nobre e fácil de manusear. Embora preserve suas características fundamentais, hoje é possível ampliar sua aplicação como revestimento — principalmente em banheiros e cozinhas — utilizando pedras de menor tamanho, conhecidas como *pebbles* (seixos). Isso as transforma em um elemento de design que agrega interesse visual e uma nova experiência tátil, adicionando, assim, uma dimensão extra ao seu uso.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140223/malhas-de-pedra-natural-mesclando-tradicao-e-inovacao-no-design-de-interioresEnrique Tovar
Córdoba é uma das cidades pioneiras na implementação do paisagismo como o conhecemos hoje. Superando as praças secas da época colonial, foi a primeira cidade do país na qual o renomado paisagista e arquiteto francês Carlos Thays projetou um grande parque urbano, o Parque Sarmiento, nas encostas que delimitavam a cidade, inaugurado em 1911, integrando o bairro Nueva Córdoba.
Iniciativas como essa se sucederam ao longo dos anos, gerando corredores verdes muito característicos, como a sistematização de La Cañada, e posteriormente, durante as décadas de 1970 e 1980, a criação dos calçadões no centro da cidade, com a incorporação de pérgulas verdes, tratamento de pisos e desenho de praças, como a Plaza Italia e a Plaza España, projetadas pelo arquiteto Miguel Ángel Roca.
Atualmente, não se observa o mesmo destaque voltado ao espaço público e verde. A cidade conta com 8 m² de espaço verde por habitante, distante dos 10 a 15 m² recomendados pela OMS.
Você se perde entre blocos idênticos de tijolos? Fica em dúvida se deve virar nesta esquina ou na próxima porque todos os edifícios de uma quadra parecem iguais? Tem dificuldade para se orientar nas ruas estreitas e irregulares do centro da cidade? Na verdade, isso acontece com muitas pessoas, e é por isso que é fundamental que as cidades invistam em sistemas de sinalização urbana pensados especificamente para pedestres.
Os benefícios são muitos. A começar pelo fato de que esta é uma excelente maneira de promover os deslocamentos menos poluentes: a pé. Isso traz vantagens como a descongestão do transporte público, a redução de veículos em circulação, um conhecimento mais aprofundado da cidade e a revitalização do comércio em ruas secundárias, sem mencionar seu impacto positivo em turistas e visitantes de fora. Esse é um dos objetivos do projeto #LeerMadrid, desenvolvido atualmente pela Paisaje Transversal em parceria com a Applied Wayfinding, a Avanti Avanti, a Urban Networks/CGR e Dimas García Moreno.
Desde sua fundação em 1994, o escritório Allied Works tornou-se conhecido por seu portfólio de obras delicadamente equilibradas e de forte caráter cívico. Seu Clyfford Still Museum, em Denver, foi especialmente reconhecido em diversas premiações e publicações — mas talvez venha a ser eclipsado por seu projeto construído mais recente.
O National Veterans Memorial and Museum, localizado em Columbus, Ohio, eleva o que poderia ter sido um programa austero e solene a um espaço público de vocação urbana. O museu, composto por faixas que se cruzam em concreto branco, abre-se para uma paisagem exuberante (projetada pelo escritório OLIN) e conecta a outrora negligenciada orla fluvial ao centro da pequena cidade.
O quanto você gostaria de saber mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Leonardo Da Vinci disse que "o prazer mais nobre é a alegria da compreensão". Pessoas abertas a aprender e a expandir seus horizontes têm mais chances de aprimorar sua abordagem projetual. Se você sempre quis entender melhor sobre processos de construção, estruturas ou materiais, esta lista de cursos online é para você.
Pesquisamos em plataformas de MOOC e bancos de dados para selecionar uma série de cursos online voltados à construção e aos materiais de construção. Muitos deles estão permanentemente disponíveis e podem ser iniciados imediatamente; também reunimos informações para que você possa entrar em contato com as universidades ou instrutores/as para consultar datas de início, certificados, custos, idioma das aulas e outros detalhes relevantes.
Os memoriais desempenham um papel fundamental na homenagem a pessoas, momentos ou eventos marcantes. Nos últimos anos, eles se transformaram em glorificações da tragédia, buscando expressar horrores inimagináveis de maneira poética e esteticamente atraente. O problema com as diversas formas que os memoriais assumem é que eles tentam aplacar a reação imediata e a dor de um acontecimento — uma resposta social compreensível, mas que muitas vezes parece protocolar e vazia.
Mas e se os memoriais buscassem preservar a memória das pessoas afetadas oferecendo uma solução que enfrentasse as causas da tragédia? A resposta internacional a tragédias tornou-se, por padrão, instalar uma estátua, construir um muro, criar um espelho d'água contemplativo, erguer uma escultura aspiracional ou simplesmente renomear um parque. Nenhuma dessas respostas é inerentemente ruim — costumam ser bem-intencionadas e, ocasionalmente, bastante comoventes —, mas existe outra abordagem possível: mudar a percepção pública dos memoriais ao analisá-los sob a ótica de soluções, incentivando as pessoas a pensar neles como um testemunho ou uma resposta adequada à tragédia, e não apenas como uma placa que, com o tempo, passa despercebida. Embora essa abordagem possa ser difícil em alguns casos, o incêndio da Torre Grenfell, em Londres, apresenta uma solução bastante óbvia.
ARCA / Belén Salvatierra. Image Cortesía de Arquitectura Caliente
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação provenientes de 20 escolas de arquitetura distribuídas em 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
Trata-se de projetos de todo o país e em diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
A seguir, apresentamos os projetos premiados do segundo ano:
Apresentar projetos a terceiros pode ser uma tarefa desafiadora. Embora o/a arquiteto/a compreenda perfeitamente os espaços que projetou, para os clientes costuma ser difícil imaginar ou sentir um espaço; por isso, cada vez mais escritórios de arquitetura incorporam a realidade virtual em seus fluxos de trabalho e nas apresentações de projetos.
A seguir, apresentamos 5 escritórios de arquitetura que utilizam o SentioVR para apresentar seus projetos. Para ver o conteúdo em 360º, clique sobre eles e mova o mouse.
Nós as pronunciamos todos os dias no meio arquitetônico, mas será que conhecemos seus fundamentos, origens e derivações?
Etimologia: o estudo da origem das palavras. Embora sua complexidade possa abranger diferentes teorias, processos e fatores dentro de uma construção coletiva, podemos ter certeza de que se trata de algo interessante de se aplicar em relação à arquitetura.
Apresentamos a seguir uma seleção das principais palavras que utilizamos na disciplina, com suas origens e significados.