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Repensando o escritório de arquitetura para a Era da IA

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A inteligência artificial inseriu-se em praticamente todas as etapas dos fluxos de trabalho profissionais, levando o setor de arquitetura a repensar sua forma de atuar. Para se adaptarem a essa mudança, os escritórios agora enfrentam os limites de um modelo que pouco mudou nas últimas décadas.

O que mudou, e de forma notória, foi a pressão por produtividade. Espera-se que os escritórios atuais entreguem mais trabalho de forma mais rápida e com maior precisão, ao mesmo tempo em que gerenciam orçamentos mais enxutos, regulamentações complexas e expectativas crescentes por parte dos clientes. Na prática, isso se traduz em cronogramas reduzidos e em uma demanda constante por precisão que deixa pouco espaço para erros. Frequentemente, grande parte dessa pressão recai sobre um pequeno grupo de pessoas que detém o conhecimento crítico do projeto.

Depois de Le Corbusier: Como o Sudeste Asiático transformou a cidade-satélite em um megaprojeto de transporte

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O Sudeste Asiático é frequentemente descrito como uma espécie de playground arquitetônico—uma arena onde os ideais modernos e contemporâneos foram testados em escala real por meio de edifícios singulares e icônicos. É fácil traçar uma linhagem por meio de nomes que ajudaram a moldar o imaginário das silhuetas urbanas da região: o Lippo Centre de Paul Rudolph em Hong Kong e o The Concourse em Cingapura; o OCBC Centre de I.M. Pei e a Bank of China Tower em Hong Kong; a Suprema Corte de Cingapura de Norman Foster e o HSBC Main Building em Hong Kong; a Prefeitura de Hong Kong de Ron Phillips; e o Marina Bay Sands de Moshe Safdie. Contudo, essa história familiar—contada por meio de objetos, colonialismo, autoria e formas de assinatura—corre o risco de ignorar uma camada de influência mais profunda e consequente: as lógicas de planejamento e as estruturas de infraestrutura que silenciosamente organizaram a maneira como essas cidades se expandem, se adensam e distribuem a vida cotidiana.

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O Controle Suave do Espaço: Design para a Tomada de Decisões

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"Não há espaço sem acontecimento, não há arquitetura sem ação." Ao escrever essas palavras, Bernard Tschumi articulava um princípio fundamental da prática da arquitetura. A arquitetura trata de comportamento. Cada traço de caneta em uma planta baixa é uma proposição sobre como os/as ocupantes se moverão ou quais ações se tornarão possíveis.

Desenhar é arquitetar uma realidade. Contudo, apesar desse poder, a arquitetura não comanda. Ela não emite instruções nem impõe conformidade; em vez disso, opera por meio de um controle sutil — um modo de influência que molda o comportamento ao estruturar a percepção e guiar a atenção.

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Além da rua: clima, comércio e a evolução das redes elevadas de Hong Kong

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Em 2012, Cities Without Ground: A Hong Kong Guidebook ofereceu uma das documentações mais claras de uma condição que muitos/as moradores/as vivenciam intuitivamente, mas raramente nomeiam: a dependência de Hong Kong de um urbanismo elevado, ao nível do segundo pavimento. Através de desenhos e de um mapeamento minucioso, o livro capturou como as redes de pedestres da cidade são rotineiramente elevadas acima do nível da rua — separando as pessoas do tráfego, estendendo as fachadas comerciais para além do térreo e negociando uma topografia montanhosa onde a circulação "plana" costuma ser uma façanha da engenharia. Desde sua publicação, esses sistemas ganharam ainda mais destaque — não apenas pela sua complexidade espacial em si, mas pela maneira como redefinem o espaço público como algo contínuo, porém seletivo, conectivo, porém curado.

Esse fascínio, no entanto, sempre carregou um desconforto paralelo. Passagens elevadas podem ser generosas e eficazes, oferecendo deslocamentos protegidos e conectividade confiável. Contudo, elas também levantam questões persistentes: para onde levam essas rotas, quem consegue se conectar e que tipos de programas são convidados — ou excluídos — por esse nível "privilegiado" de circulação? A cidade no nível superior não se limita a evitar os veículos; ela também pode contornar a rua como palco cívico. Com tempo, corre-se o risco de desviar a atenção arquitetônica da vida pública ao nível do chão, desobrigando projetistas de negociar a escala de pedestres, a interface das fachadas e a complexa reciprocidade da rua. Em seus piores momentos, o resultado é uma paisagem de aglomerados de pódios e megaestruturas herméticas — edifícios que simulam conectividade no Nível 2, enquanto permanecem indiferentes ao bairro no Nível 0.

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7 casas não construídas moldadas pelo terreno, clima e condicionantes

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A arquitetura residencial continua a oferecer um terreno fértil para a exploração de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas respondem ao contexto, ao clima e às restrições na escala doméstica. Nesta edição de Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, os projetos selecionados reúnem uma série de propostas que reconsideram a casa não como um objeto isolado, mas como um sistema espacial moldado por seu entorno. Essas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura que faz a mediação entre terreno, material e habitabilidade, muitas vezes surgindo diretamente das condições do próprio local.

Em geografias variadas, de Kerala e Cartagena a Amã, Tromsø e Zwolle, os projetos demonstram respostas diversas à arquitetura doméstica. Eles incluem moradias urbanas compactas organizadas por meio de estratificação vertical, casas com pátio parcialmente inseridas no terreno, residências adaptadas a topografias em declive e transformações tipológicas moldadas por restrições regulatórias. Alguns projetos exploram sequências espaciais lineares enraizadas em proporções tradicionais, ao passo que outros organizam a vida doméstica em torno de átrios ou vazios escavados que medeiam luz, ventilação e privacidade. Juntas, essas propostas examinam como a casa pode ser estruturada através do corte, do material e do desempenho ambiental, em vez de se limitar à expressão formal.

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Sebastián Irarrázaval, o arquiteto como tradutor

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Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno Sebastián Irarrázaval por ocasião do lançamento de Escritos y arquitectura, a primeira monografia sobre sua trajetória, com curadoria de Fernanda de Maio, publicada pela Lettera Ventidue Edizioni em uma edição bilíngue em espanhol e italiano e financiada pelo Fondo Nacional de las Artes y la Cultura 2023.

Quem é Sebastián Irarrázaval? É arquiteto pela Pontificia Universidad Católica de Chile. Fundou o escritório Sebastián Irarrázaval Arquitectos, a partir do qual desenvolveu projetos residenciais, de arquitetura pública e equipamentos culturais no Chile e no exterior. Foi professor da Escuela de Arquitectura UC, onde lecionou em ateliês e disciplinas de projeto. Sua obra tem sido amplamente publicada e exposta, recebendo diversos reconhecimentos nacionais e internacionais, destacando-se por uma abordagem experimental no uso de materiais, sistemas construtivos e reutilização de estruturas existentes.

Deir ez-Zor: Cultivando a esperança por meio da documentação do patrimônio

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A histórica cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, enfrentou uma parcela desmedida de calamidades após o início da guerra em 2011. Após sofrer a destruição causada por violentos combates entre grupos armados e o governo central, além da ocupação pelo Estado Islâmico, o terremoto de fevereiro de 2023 trouxe ainda mais danos. Por trás das manchetes, no entanto, encontra-se uma cidade milenar que remonta suas origens aos primórdios da civilização às margens do Rio Eufrates, com uma arquitetura viva dos períodos otomano e do Mandato Francês. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o projeto Deir ez-Zor Heritage Library busca revitalizar a cidade e apoiar uma reconstrução sensível por meio da documentação e promoção de seu patrimônio edificado.

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Renovação e Continuidade na Arquitetura Japonesa: A Obra do 1110 Office for Architecture

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Em um cenário social e ambiental em constante mutação, como o projeto de arquitetura pode responder às transformações e, ao mesmo tempo, dialogar de forma significativa com aquilo que permanece? O 1110 Office for Architecture, sediado em Osaka, no Japão, aborda essa questão por meio de um conjunto de obras definido por reformas residenciais minuciosas e intervenções espaciais precisas.

Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório desponta como uma voz emergente na redefinição do papel da arquitetura em contextos de mudança.

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Conforto Projetado, Conforto Comprado: Projeto Passivo e Ar-Condicionado em Hong Kong

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Estabelecer o conforto térmico já exigiu uma inteligência arquitetônica muito mais deliberada e calibrada—uma interação entre orientação, volumetria, comportamento dos materiais, potencial de ventilação, sombreamento e a maneira como a luz e as superfícies absorvem e liberam calor. Isso não era apenas uma questão de preferência, mas de necessidade. Quando muitos dos edifícios modernistas do pós-guerra de Hong Kong foram construídos, no final dos anos 1960 e 1970, formando uma parcela substancial da habitação social e do parque residencial da cidade, o ar-condicionado ainda não era um serviço onipresente e padrão. O resfriamento, quando existia, era limitado e distribuído de forma desigual; o conforto precisava ser negociado por meios passivos, através do corte, da profundidade da fachada, de aberturas operáveis e de detalhamentos climáticos. Foi apenas mais tarde, sobretudo ao longo das décadas de 1970 e 1980, à medida que o ar-condicionado se padronizava na região, que o resfriamento mecânico começou a substituir essa matriz anterior de tomada de decisões arquitetônicas.

O ar-condicionado afetou negativamente o espaço arquitetônico, especialmente em Hong Kong e na região vizinha? A afirmação mais precisa é que a dependência generalizada do ar-condicionado reorganizou profundamente a estrutura de incentivos do projeto de edifícios.

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Fernando Pérez Oyarzún: “A história da arquitetura moderna está repleta de interrupções e releituras”

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Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno e Prêmio Nacional de Arquitetura 2022, Fernando Pérez Oyarzún, sobre o terceiro volume de ⁠Arquitectura en el Chile del siglo XX⁠, no auditório do Campus Lo Contador da Pontifícia Universidade Católica do Chile.

O período abrange de 1950 a 1980, época em que o Chile desenvolve uma arquitetura que reflete o que foram os anos de reconstrução europeia e o surgimento de uma nova ordem mundial, marcada pelo domínio internacional dos Estados Unidos e pela Guerra Fria.

Construindo com árvores: repensando a relação da arquitetura com o terreno

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As árvores costumam ser as primeiras a desaparecer quando uma obra tem início. Limpar o terreno é, há muito tempo, um dos atos mais imediatos da arquitetura: remover o preexistente para abrir espaço para o novo. Mesmo quando a vegetação é preservada, ela geralmente é tratada como uma camada secundária, reintroduzida como paisagismo em vez de estruturar o próprio projeto.

Contudo, alguns projetos partem de outro ponto. Em vez de iniciar o desenho a partir de um terreno limpo, eles trabalham com o que já existe no local. As árvores são mantidas, não como meros elementos a serem emoldurados, mas como condicionantes que orientam a organização espacial, a incidência da luz e a própria formalização da arquitetura.

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Pavilhão cultural reversível ativa espaço público em Frankfurt 2026

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Em um momento no qual a arquitetura é impelida a responder de forma mais direta às pressões ambientais e sociais, o pavilhão da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 posiciona-se como mais do que uma instalação temporária. Embora a materialidade esteja no centro de seu projeto, a proposta explora como uma infraestrutura cultural reversível pode ativar o espaço público sem a necessidade de construções permanentes. Discussões sobre o uso de materiais, circularidade e reutilização na arquitetura estão intimamente ligadas a contextos culturais, condições ambientais e influências históricas que revelam como o tempo molda o ambiente construído. Além de sua dimensão construtiva, o pavilhão espanhol expressa identidade ao reinterpretar o método arquitetônico de Antoni Gaudí, criador da Sagrada Família e do Parque Güell. O projeto também demonstra como os setores criativo e industrial da Espanha enfrentam os desafios atuais com soluções construtivas inovadoras.

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Erro 404: Memória arquitetônica na era dos algoritmos

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Antes da virada digital, a memória da arquitetura era predominantemente tangível. Vivia no peso dos desenhos, na pátina das maquetes e na espessura dos livros. Preservar a arquitetura significava preservar seus vestígios — os documentos, esboços e fotografias por meio dos quais os edifícios podiam ser lembrados muito depois de sua forma material ter se alterado ou desaparecido. O arquivo de arquitetura moderno, tal como se desenvolveu no século XX, era ao mesmo tempo um refúgio e um dispositivo de legitimação. Instituições como o Canadian Centre for Architecture, a Casa da Arquitectura ou o Deutsches Architekturmuseum foram erguidas sobre a convicção de que preservar a arquitetura era o mesmo que preservar seus documentos.

No entanto, esses arquivos não se limitavam a armazenar conhecimento. Eles determinavam o que era considerado arquitetura, quem pertencia ao seu cânone e como a história seria contada. Arquivar é editar o passado — decidir o que entra, o que é omitido e como será interpretado. O arquivo, teorizado por Michel Foucault e, posteriormente, por Jacques Derrida, nunca é neutro; é um instrumento de poder, um espaço que seleciona e exclui. Na arquitetura, essas dinâmicas são especialmente evidentes, pois registram o visível ao mesmo tempo em que silenciam o que escapa às suas categorias. O ato de colecionar sempre foi, implicitamente, um ato de julgamento.

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Elevando a Terra: Resgatando e Aprimorando um Material de Construção Indígena

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Com vinte metros de altura e quatro mil anos de idade, o Deffufa Ocidental se impõe sobre os pomares de tamareiras adjacentes e as ruínas de uma antiga cidade no deserto. Trata-se de um antigo edifício religioso e administrativo próximo à atual cidade sudanesa de Kerma. Sua importância reside não apenas em sua idade e escala, mas também no fato de ser uma das construções de tijolos de adobe mais antigas do mundo. Como atestam as casas de adobe vizinhas, a terra é um material de uso contínuo desde a antiguidade até os dias de hoje. Apesar disso, as discussões sobre sistemas construtivos contemporâneos têm ignorado amplamente esse material essencial. No entanto, alguns escritórios de arquitetura no continente africano estão mudando esse cenário.

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O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

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Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

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Prêmio Europeu de Habitação Coletiva abre inscrições para sua segunda edição

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A habitação coletiva é uma marca registrada da Europa. Em sua segunda edição, a premiação busca projetos que evidenciem seu impacto social e os marcos regulatórios e de políticas públicas que os viabilizam. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de abril.

A modernidade pós-industrial gerou uma ampla gama de modelos de habitação coletiva que deixaram uma marca duradoura nas cidades europeias e na história da arquitetura: desde os Hofs de Viena e a Weissenhofsiedlung até a Unité d'habitation de Le Corbusier e as obras apresentadas na Interbau de Berlim.

Os excessos do movimento moderno projetaram uma longa sombra sobre a habitação social — um estigma que a pós-modernidade não foi capaz de dissipar. Contudo, desde a virada do milênio, novas formas de habitação coletiva têm ressurgido, reconectando-se com os ideais do Estado de bem-estar social diante das pressões da urbanização, das tensões do mercado imobiliário e da urgência ecológica.

Obra do Ano 2026: Começa a premiação da melhor arquitetura do mundo hispânico

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A arquitetura da América Latina e da Espanha é testemunho da riqueza e diversidade de culturas, tradições, necessidades e soluções que definem esses territórios. Com mais de 700 projetos construídos em países de língua espanhola publicados no ArchDaily em Español, chegou o momento de explorar, debater e escolher os favoritos para o prêmio Obra do Ano 2026.

Em sua décima sétima edição, o Obra do Ano reafirma seu lugar como o maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade. A partir de hoje, 24 de março, as leitoras e os leitores assumem a responsabilidade de escolher as melhores obras arquitetônicas de 2025.

Durante as próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossa comunidade percorrerá centenas de projetos construídos em países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Semeando o futuro e redefinindo o impacto da arquitetura

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O que importa mais: olhar para o passado ou para o futuro? Reconhecer trajetórias consolidadas ou fomentar caminhos ainda em construção? Talvez esta não seja uma pergunta com resposta única. Tradicionalmente, os prêmios de arquitetura funcionam como dispositivos de consagração, reconhecendo obras concluídas, carreiras consolidadas e soluções já testadas, na maioria das vezes sob uma perspectiva retrospectiva. Mas o que aconteceria se o reconhecimento deixasse de ser um fim em si mesmo e passasse a funcionar como um agente catalisador, investindo menos no que já foi feito e mais no que está por vir?

Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

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Como os projetos vencedores do concurso Concrete Pavilion da Buildner estão repensando o material mais comum da arquitetura

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Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Concrete Pavilion. Como parte da série Material Studies da Buildner, a competição convidou arquitetos/as e designers a explorarem o potencial arquitetônico do concreto por meio do projeto de um pavilhão experimental. O desafio era reconsiderar o material para além de seu uso convencional, investigando suas possibilidades espaciais, estruturais e sensoriais.

Portas em grande escala: destaques do Concurso de Melhor Porta Pivotante 2026

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Ao deslocar a rotação das dobradiças tradicionais e distribuir o peso verticalmente, as portas pivotantes foram desenvolvidas para responder a um desafio arquitetônico específico: como movimentar painéis de portas grandes e pesados com precisão, durabilidade e o mínimo de interferência visual. Esses sistemas permitem que as portas ganhem dimensões significativas em termos de escala, peso e ambição material, frequentemente diluindo a fronteira entre porta, parede e superfície arquitetônica. Com o tempo, essa inovação técnica expandiu o papel das portas na arquitetura, permitindo que funcionassem não apenas como pontos de acesso, mas também como limiares espaciais, dispositivos de composição e elementos expressivos na envoltória do edifício.

Para destacar essa evolução, a FritsJurgens criou o Best Pivot Door Contest, com o objetivo de apresentar projetos nos quais a precisão da engenharia e a intenção arquitetônica convergem. Fundada nos Países Baixos, a empresa é reconhecida internacionalmente por seus sistemas pivotantes embutidos, capazes de suportar portas excepcionalmente grandes e pesadas. Esses sistemas proporcionam a arquitetos/as maior liberdade em termos de escala e materialidade, mantendo a precisão, a confiabilidade e a clareza arquitetônica.

De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública

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As instituições culturais representam um campo ativo para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas continuam a questionar o papel dos edifícios públicos na configuração da vida urbana. Nesta edição do Unbuilt, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma série de projetos que abordam museus, centros de exposições e edifícios diplomáticos como locais de encontro público. Em vez de tratar esses programas como tipologias rígidas, essas propostas os abordam como cenários espaciais em constante evolução, por meio dos quais as cidades se relacionam com a história, o conhecimento e a representação.

Em diferentes geografias, de Wenzhou e Helsinque a Belgrado, Debrecen, Cidade do México e Nuremberg, as propostas exploram distintas respostas à arquitetura cultural contemporânea. Elas variam desde a reutilização adaptativa de estruturas industriais e ideológicas até novos edifícios integrados a frentes marítimas, parques e bairros residenciais. Enquanto algumas propostas enfatizam a continuidade com os contextos históricos, outras experimentam estruturas mais leves, estratégias ambientais ou novas relações entre as atividades internas e o espaço público. Juntas, oferecem um panorama de como as instituições culturais estão sendo reimaginadas em diversas condições urbanas.

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Ideologia do Desempenho: Sustentabilidade e os Limites da Eficiência

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nosso campo de atuação.

O projeto moderno de sustentabilidade baseia-se na promessa de que tecnologias em evolução podem conciliar o crescimento urbano e econômico com a responsabilidade ecológica. Segundo as métricas desenvolvidas pelas profissões do ambiente construído e as políticas adotadas por governos, o progresso é tangível e acelerado: edifícios consomem menos energia por metro quadrado do que uma geração atrás, veículos emitem menos poluentes por quilômetro e a infraestrutura urbana é mais integrada e mensuravelmente mais limpa em muitas cidades. No entanto, o consumo total de recursos continua a aumentar. A sustentabilidade, como é praticada hoje no âmbito das profissões do ambiente construído, tornou-se uma estratégia para otimizar o consumo, em vez de reduzi-lo. Enquanto a profissão não estiver disposta a questionar a escala e a estrutura da demanda, em vez de apenas a eficiência com que essa demanda é atendida, suas conquistas mais celebradas continuarão aquém do problema que pretendem solucionar.

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