Muito provavelmente, a maioria de nós já se imaginou vivendo em um castelo em algum momento da vida, seja na infância embalada pelos contos de fadas, seja na fase adulta estudando sobre a monarquia europeia. Levando em conta esse fascínio, o que você acharia se tivesse a possibilidade de comprar o seu próprio castelo? Por 370 mil dólares, isso era possível na Turquia em meados de 2014. Seriam 325 metros quadrados de puro luxo, com torres azuladas e escadas em caracol. A única questão é que ao lado do seu castelo haveria outros 731 idênticos. Mas quem se importa com exclusividade diante da possibilidade de viver um conto de fadas da Disney?
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"El Luchador", RA! Arquitectos e os cineastas René Baptista e Tito Sánchez. Imagem cortesia de Simon Architecture Prize
O Living Places - Simon Architecture Prize é uma iniciativa da Simon — com curadoria da Fundació Mies van der Rohe desde a sua criação — que busca destacar projetos de arquitetura (incluindo interiores, espaços públicos, domésticos e paisagísticos) cuja excelência proporciona conforto a seus habitantes e melhora a qualidade de vida das pessoas no dia a dia; seja trabalhando, aprendendo, compartilhando, desfrutando... em suma, uma arquitetura para ser vivida!
Nos últimos anos, o tema de descarbonização de edificações e cidades tem ganhado cada vez mais destaque no âmbito internacional e nacional. Entre os diferentes atores impulsionadores, destaca-se poder público, através de seus ministérios, como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que possuem diferentes políticas, programas e legislações. Instituições financeiras como bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) também têm sido atores-chave para alavancar parte dos recursos necessários para possibilitar a redução das emissões de carbono, que precisa ser cada vez mais urgente.
O setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) está no limiar de uma transformação tecnológica, impulsionada em grande parte pela Inteligência Artificial (IA). Olhando para o futuro, há duas maneiras significativas pelas quais a IA influenciará os resultados para os/as profissionais do setor: como um motor de criatividade e como um catalisador de produtividade.
Os/As profissionais que adotam a tecnologia de IA para alcançar qualquer um desses resultados podem obter uma vantagem competitiva sobre quem não a utiliza, o que lhes permite superar concorrentes com um pensamento mais inovador e uma entrega de projetos mais rápida. A seguir, exploramos como se manter na vanguarda desse cenário tecnológico em constante evolução.
“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filmeDias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.
A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.
É extremamente interessante aprofundar-se na prática de Iván Bravo. Em primeiro lugar, porque o percurso em direção à sua obra arquitetônica nos submerge em um vasto universo criativo através do interesse e da curiosidade do arquiteto por diversas disciplinas tangenciais, que depois se refletem diretamente em sua obra construída. Uma constante reflexão sobre a metodologia do fazer, os processos, as peças, o design e a materialidade converge em uma arquitetura nobre e honesta.
No entanto, embora seu caráter hermético possa parecer um obstáculo para a adaptação a novas funções, o que se tem observado nas últimas décadas são iniciativas as quais valorizam essas estruturas, integrando-as à dinâmica urbana e destacando sua importância como parte da memória coletiva local.
Atualmente, existem múltiplas vozes que abordam as diversas questões da arquitetura contemporânea. Os temas são numerosos e transitam desde a sustentabilidade e a inclusão até a justiça social e a crise na gestão do solo. À primeira vista, parece não haver um terreno comum onde todos esses conceitos possam coexistir de maneira transversal. No entanto, se olharmos em retrospectiva, podemos ver que, para além dos conceitos arquitetônicos formais, o verdadeiro propósito da arquitetura são, provavelmente, as pessoas e as vidas que nela se desenvolvem.
Assim, muitos poderiam argumentar que a vida é, possivelmente, mais importante do que a arquitetura, abrindo espaço para um amplo debate. O fato é que, hoje, surgem e se consolidam narrativas e vozes orientadas à renovação de ferramentas e linguagens arquitetônicas, transformando o ambiente construído em um meio para promover um futuro mais equitativo e otimista para todas as pessoas. Uma dessas vozes é a de Tatiana Bilbao, reconhecida por sua abordagem centrada no processo, onde a vida e as interações humanas desempenham um papel crucial na definição do hábitat.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140271/a-vida-muda-a-cada-segundo-e-a-arquitetura-nao-muda-nunca-uma-conversa-com-tatiana-bilbaoEnrique Tovar
Este artigo é o décimo de uma série com foco na Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily colaborou com John Marx, AIA, sócio-fundador de projeto e Diretor Artístico da Form4 Architecture, para trazer artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial deste novo reino, bem como compreender suas limitações. Neste artigo especial, o arquiteto John Marx questiona os limites e capacidades da IA na arquitetura e na criação de edifícios que ressoem profundamente com as pessoas e as comunidades.
Em 1853, na Feira Mundial de Nova York, um senhor de terno e cartola subiu a uma plataforma suspensa e ordenou que a corda a qual a sustentava fosse cortada. Ele caiu alguns centímetros, mas o sistema de segurança entrou em ação e a plataforma se manteve estável para delírio da multidão que estava assistindo. Nesse momento, talvez nem Elisha Graves Otis tivesse dimensão de como sua invenção iria mudar definitivamente o rumo da arquitetura.
Hoje está claro que aproximadamente 80% das emissões de projetos de arquitetura paisagística vêm dos materiais. Isso inclui a extração de recursos naturais, sua fabricação, transporte e construção em parques, praças, ruas, campi e bairros. Uma parcela significativa das emissões no ambiente construído decorre de dois materiais: o concreto e o metal, o que inclui o aço e o alumínio.
O desafio reside no fato de que utilizamos grandes volumes de ambos os materiais, que são difíceis de substituir devido à sua resistência e utilidade, além de que mitigar seu impacto ambiental é um processo complexo. No entanto, há avanços em curso.
Descubra a edição mais recente de "My Point of View" da Sky-Frame, com o arquiteto David Montalba.
David Montalba nasceu na Suíça, mas cresceu na Califórnia. Tornou-se um surfista apaixonado, flutuando nas ondas do Pacífico, contemplando a terra firme, mas sempre sentindo e ouvindo o oceano ao seu redor; profundamente conectado à natureza.
“Eu já surfava aos 12 ou 13 anos, e essa foi a minha grande motivação provavelmente até os 18 ou 19”, observa ele. “Trouxe uma espécie de espiritualidade para a minha vida. Foi quando me senti mais conectado com a natureza e verdadeiramente comigo mesmo... Ainda é algo muito especial para mim. É uma daquelas coisas que conseguem, ao mesmo tempo, nos ancorar e nos conectar com a natureza de uma forma única.”
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem o papel dos conceitos de arquitetura no dia a dia profissional. Os dois abordam a importância do pensamento conceitual, a ausência de conceitos nos escritórios de arquitetura, a diferença entre projetos no ambiente acadêmico versus na prática, os desafios de fundir o pensamento conceitual aos aspectos técnicos do cotidiano de trabalho, entre outros temas. Divirta-se!
https://www.archdaily.com.br/pt/1140858/podcast-the-second-studio-conceitos-em-escritorios-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Enquanto Barcelona se prepara para ser a Capital Mundial da Arquitetura em 2026, a cidade convoca jovens arquitetos/as com menos de 35 anos para reimaginar 10 empenas cegas permanentes — uma em cada distrito — e transformá-las em novas fachadas que deixarão um legado urbano. EsteConcurso Internacional de Ideias para Jovens Arquitetos/astem como objetivo melhorar a qualidade do espaço públicopor meio da transformação e da revitalização. Organizado pela Prefeitura de Barcelona e pela Fundació Mies van der Rohe, em parceria com a UNESCOe a União Internacional de Arquitetos (UIA), o certame busca propostas arquitetônicas que deem significado a paredes atualmente anônimas e sem nenhum destaque, expostas no espaço público em um estado provisório permanente.
Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.
Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.
Em resposta à disparada dos preços dos imóveis na República Tcheca, o escritório de arquitetura KOGAA transformou um antigo depósito em Brno no DADA Distrikt, um empreendimento residencial acessível e diverso. A abordagem econômica do projeto, viabilizada por meio de financiamento compartilhado e vendas diretas, evita os custos adicionais associados às incorporadoras, ao mesmo tempo em que recupera parte do patrimônio industrial da cidade, transformando-o em um distrito urbano ativo. O projeto também incorpora medidas de sustentabilidade voltadas para a redução dos custos de manutenção, exemplificando a intersecção entre moradia acessível, restauração do patrimônio e vida urbana sustentável.
O projeto agora faz parte do Open House Brno, um festival gratuito de fim de semana, realizado anualmente, que permite ao público entrar e explorar diversos locais da cidade, descobrindo suas histórias e narrativas arquitetônicas. Este ano, o festival adota o conceito curatorial de “Inclusão e Acessibilidade”, apresentando a integração sem barreiras de espaços urbanos e o impacto social das edificações. Ao todo, 58 locais estarão abertos aos visitantes, explorando uma variedade de programas e escalas demonstrando
Ladder Street Cultural Space. Image Courtesy of Francesco Rossini
À medida que nos aproximamos do seu centenário, o poliestireno expandido (EPS) tornou-se amplamente utilizado em várias indústrias e aplicações, especialmente na construção. Desde 1970, o EPS tem sido usado na construção de edifícios devido às suas propriedades de isolamento térmico, estrutura leve de células fechadas, resistência durável e integridade de longo prazo. No entanto, enquanto essas qualidades o tornam altamente útil e fácil de reciclar, também geraram debate devido a discussões recorrentes sobre seus processos de degradação e impacto ambiental de várias perspectivas.
Enquanto o debate continua, muitas melhorias e abordagens alternativas surgiram em torno deste material, destacando que alcançar uma construção sustentável envolve usar o material certo para o trabalho certo desde o início. Assim, ao longo do tempo, as inovações trouxeram novas opções para a reciclagem e uso do EPS além das aplicações tradicionais de construção, como blocos de preenchimento ou painéis de divisórias. Isso demonstra que, em vez de estigmatizá-lo como um material problemático ou "simples", é essencial considerar suas qualidades por meio de design, tecnologia e desenvolvimento de métodos para gerenciamento responsável e sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1018434/como-as-inovacoes-estao-mudando-o-poliestireno-expandido-epsEnrique Tovar
No início do século XX, os Jogos Olímpicos incluíam algumas competições de medalhas inusitadas, como projeto de arquitetura e planejamento urbano. Embora essas categorias não façam mais parte do programa olímpico, a arquitetura e o planejamento urbano continuam a exercer um impacto crucial no desenvolvimento desse evento esportivo global. As cidades candidatas a sediar os Jogos enfrentam o grande desafio de adaptar sua infraestrutura para acomodar não apenas as arenas e instalações, mas também todas as estruturas de apoio necessárias para uma edição segura e agradável. Com Paris não é diferente. Embora a cidade tenha sediado duas edições anteriores dos Jogos há mais de um século, os desafios das Olimpíadas modernas têm se mostrado significativos. No entanto, a ampla infraestrutura da cidade permitiu que as autoridades ajustassem as medidas na busca por um desenvolvimento sustentável durante e após os Jogos. A menos de um mês da cerimônia de abertura, explore as medidas adotadas pelas autoridades municipais e os impactos de longo prazo de sediar um evento olímpico.
Por volta de 1949, a cidade de Buenos Aires liderava a construção do Sexto Panteão no bairro da Chacarita. De caráter monumental e estilo brutalista, esta necrópole subterrânea revelou-se a primeira e maior experimentação de arquitetura moderna no âmbito funerário. Projetada por Ítala Fulvia Villa, uma das primeiras arquitetas e urbanistas argentinas, além de pioneira do modernismo sul-americano, juntamente com sua equipe formada por Leila Cornell, Raquel S. de Días, Gunter Ernest, Carlos A. Gabutti, Ludovico Koppman e Clorindo Testa, esta obra foi investigada por Léa Namer, que desenvolveu um profundo trabalho de estudo e análise, refletindo sobre o legado de uma utopia moderna e de uma releitura feminista da história.
As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.
O júri do International VELUX Award selecionou dez vencedores regionais entre os 468 projetos inscritos, provenientes de 220 escolas de arquitetura de todo o mundo. O prestigiado júri, composto por Song Yehao (CN), Jenni Reuter (FI), Ewa Kurylowicz (PL) e Kent Holm, da VELUX A/S (DK), reuniu-se em Copenhague.
Todo projeto começa com um programa de necessidades que esboça os espaços, áreas e requisitos essenciais para dar início ao processo de projeto. Este documento fundamental orienta profissionais de arquitetura a compreenderem as demandas do cliente, distribuírem o espaço de forma eficiente e garantirem que a proposta atenda aos requisitos funcionais do projeto.
No entanto, converter manualmente esses dados tabulares de uma planilha para dados espaciais em sua ferramenta de volumetria é uma tarefa incrivelmente tediosa e demorada. Ferramentas como o Snaptrude foram desenvolvidas para ajudar profissionais de arquitetura a realizarem iterações mais rápidas e a tomarem decisões de projeto mais fundamentadas.