Como a arquitetura e o projeto de edifícios se adaptaram a usos futuros imprevistos? À medida que as cidades evoluem, suas necessidades em relação às edificações inevitavelmente mudam. Os edifícios podem transitar entre funções culturais, comerciais, industriais e corporativas, dependendo da identidade e da atividade econômica de cada centro urbano. Em um mundo cada vez mais dinâmico e acelerado, torna-se essencial considerar os desafios que as estruturas estáticas enfrentam ao serem demandadas a atender novas necessidades. As cidades têm reaproveitado essas estruturas estáticas de maneiras não previstas em seus projetos originais, com muitos casos de sucesso na reconversão de edifícios industriais. Diferentemente de estruturas projetadas com foco na flexibilidade, a maioria das instalações fabris não foi inicialmente pensada para usos múltiplos. No entanto, de que forma as cidades, as comunidades e os/as ocupantes têm utilizado esses espaços, e quais são os desafios de transformar os usos existentes de um edifício?
Ao abordar a acessibilidade na arquitetura, os códigos estabelecem a base, enquanto o design define o teto. Embora existam inúmeras diretrizes, criar espaços para todos vai além da mera conformidade com padrões. Requer uma compreensão profunda do ambiente e uma perspectiva ampla, reconhecendo que o que projetamos será utilizado por pessoas com corpos diversos, habilidades e condições muito além daquelas tradicionalmente consideradas usuários típicos.
Além disso, projetar ambientes apresenta o desafio da inclusividade, garantindo que indivíduos que não se encaixam no perfil padrão - como pessoas com deficiências, mulheres grávidas, aqueles que usam dispositivos assistivos e indivíduos de diversas idades, tipos de corpo, etc. - não sejam excluídos. Os princípios do Design Universal, estabelecidos em 1997 pela Faculdade de Design da Universidade Estadual da Carolina do Norte e liderados por Ronald L. Mace, oferecem uma perspectiva transformadora nesse contexto. Esta abordagem influencia vários campos de design, incluindo o ambiente construído, produtos e comunicações. Quando aplicado à arquitetura, promove a criação de espaços que funcionam para todos, minimizando a necessidade de adaptações ou design especializado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1019701/como-os-7-principios-do-design-universal-nos-ajudam-a-criar-uma-arquitetura-melhorEnrique Tovar
Qual é a visão de uma biblioteca do século 21? Como os arquitetos podem despertar o interesse das novas e futuras gerações pela leitura? Com o rápido avanço das tecnologias de comunicação, o aumento da informação disponível e a necessidade constante de atualização, surgem novas abordagens educacionais, práticas culturais e atividades comunitárias que exigem espaços mais dinâmicos e versáteis. Esses espaços precisam se adaptar a várias funções simultaneamente. A integração do lúdico, a diversificação de usos e a incorporação de novas tecnologias são elementos essenciais nos interiores das bibliotecas contemporâneas projetadas para o público jovem.
A arquitetura da América Latina é rica e diversificada, e isso também se reflete nos tipos de pedra utilizados ao longo dos séculos em suas diferentes regiões. Esses materiais não apenas refletem a geologia variada da América Latina, mas também mostram como as culturas locais adaptaram seus métodos de construção às condições naturais, criando uma arquitetura única e significativa. Na arquitetura contemporânea, o uso da pedra está alinhado com os preceitos da sustentabilidade por ser um material durável, com baixa pegada de carbono e disponível localmente. Seu apelo também pode ser enaltecido do ponto de vista estético, criando espaços atemporais e que fortalecem a relação com a natureza e a paisagem ao redor.
As paredes há muito tempo deixaram de ser meros elementos estruturais; elas são telas que narram histórias, refletindo desejos de natureza, espiritualidade ou a busca por tranquilidade e estímulo. Com os avanços nos pixels de LED endereçáveis, as paredes evoluíram para superfícies digitais imersivas, capazes de exibir qualquer imagem em grande formato, adaptando-se às necessidades do momento.
No entanto, enquanto as universidades continuam a formar arquitetos/as e designers de interiores para criar edifícios estáticos, a arte de contar histórias significativas por meio de telas digitais — especialmente as dinâmicas — permanece em grande parte inexplorada nos currículos acadêmicos.
Selecionado pelo ArchDaily como uma das Melhores Novas Práticas de 2024, o IDK está trazendo uma abordagem nova e dinâmica na construção de comunidades com arquitetura de qualidade. Mike Lim, James Pockson e Roddy Bow se conheceram enquanto cursavam o mestrado em Arquitetura no Royal College of Art (RCA) e fundaram seu escritório de arquitetura, o IDK, em Londres, em 2019. O trio, movido por uma forte missão — *ajudar comunidades e instituições, organizações e culturas progressistas a prosperarem* —, vem pesquisando e entregando projetos voltados para a comunidade que incorporam a construção experimental com uma abordagem holística. Seu trabalho se concentra em fomentar o desenvolvimento social, com ênfase na consciência ecológica, uso de materiais locais, gestão inteligente de recursos e orçamentos, reformas respeitosas e no projeto apenas do que é necessário, sem construir em excesso.
Parque Público de Karantina 2020-2023. Imagem cortesia de CatalyticAction
Os espaços públicos nem sempre são moldados pelo planejamento urbano, mas pelas práticas que acolhem. Sua existência decorre de nossa necessidade inerente de conexão com o outro. Como espaços de encontro, essas áreas urbanas, abertas e acessíveis refletem a maneira como interagimos com nosso entorno e uns com os outros, ao mesmo tempo em que oferecem locais para a prática de exercícios, o brincar, a socialização e o lazer.
Reconhecendo que os espaços públicos são mais do que meros ambientes físicos, a CatalyticAction dedica-se a promover um senso de comunidade, segurança e pertencimento, especialmente para as crianças, que estão entre as pessoas mais vulneráveis da sociedade. Sua missão não consiste apenas em criar espaços onde as crianças possam brincar e crescer, mas também em empoderá-las, garantindo que tenham voz ativa na definição de seu entorno. Para saber mais sobre esse trabalho, Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, conversou com Joana Dabaj, cofundadora e diretora de programas da CatalyticAction.
NA Structures com AZD Architects e Hemphill Builders. Orchard Lake, Michigan. Imagem de Way Up Media
Na indústria da construção civil, a construção offsite em light wood-frame desponta como uma abordagem transformadora, que promete prazos de execução mais curtos, maior qualidade e menor impacto ambiental. Empresas associadas ao Quebec Wood Export Bureau (QWEB) lançaram uma ferramenta digital que potencializa os benefícios e a versatilidade dos componentes pré-fabricados de light wood-frame em projetos.
A primeira vila olímpica da história foi construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris. Antes disso, os atletas se hospedavam em hotéis, albergues, escolas, quartéis e até mesmo nos barcos em que viajavam para as cidades-sede. Pierre de Coubertin, co-fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi o idealizador da vila inaugural ao perceber que seria economicamente mais viável abrigar atletas em estruturas novas e temporárias do que em hotéis, enquanto as vilas poderiam incutir também um senso de comunidade entre os competidores internacionais.
Em novembro de 2022, a cidade costeira de Sharm El Sheikh, no Egito, sediou a 27ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas, conhecida como COP27. Desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015, a conferência, que ocorre quase anualmente, ganhou força como um fórum global de liderança no compartilhamento de conhecimento e no desenvolvimento de diretrizes para mitigar as mudanças climáticas em todo o mundo. Enquanto a mais recente COP28, realizada em Dubai em 2023, concentrou-se nos debates sobre produção de energia, esta edição anterior focou nos contextos urbanos e na necessidade urgente de incorporar perdas, danos e reparações climáticas aos planos de ação climática. Passados dois anos desde a COP27, torna-se fundamental revisitar essas discussões e cobrar dos órgãos governamentais a responsabilidade pelas promessas feitas e pelas metas estabelecidas para a mitigação das mudanças climáticas. Um dos planos mais ambiciosos da COP27 joga luz sobre um debate urgente em nossos ambientes urbanos: como definiremos perdas, danos e reparações climáticas no século XXI?
AI Generated Image (Gemini). Concept by Eduardo Souza (ArchDaily)
A cannabis tem sido amplamente utilizada ao longo da história da humanidade para uma variedade de fins: têxteis, papel, alimentos, medicamentos, biocombustíveis e mesmo as estigmatizadas drogas recreativas. Considerada uma das primeiras plantas cultivadas pela humanidade, sua história se estende por milênios e frequentemente se entrelaça com o universo da construção. O cânhamo, uma das variedades da cannabis, foi um material essencial na história da construção, reverenciado por sua excepcional resistência e versatilidade.
É evidente que a infraestrutura educacional é fundamental para qualquer comunidade. Quanto melhor for a qualidade desses espaços, melhor será o aprendizado de quem os utiliza. No entanto, esses estabelecimentos frequentemente desempenham uma função muito mais abrangente do que a meramente educativa. Em comunidades do Sul Global, em países como Peru ou Vietnã, onde grande parte da população vive em zonas rurais distantes dos centros urbanos, não apenas os espaços educativos são escassos, mas também faltam pontos onde toda a comunidade — e não apenas os/as estudantes — possa se reunir.
Centro de Serviços para Membros do Partido e Comunidade da Vila de Lujia, Zona Econômica Aeroportuária de Zhengzhou | Edifício Público | Em Construção | 2023-2024
Fundado em Paris em 2010, o Wild City Studio estabeleceu o escritório Wild City Factory em Pequim em 2015. Trata-se de um escritório de arquitetura interdisciplinar, inovador e experimental, cujas pesquisas e práticas abrangem arquitetura, urbanismo, paisagismo, design de interiores e expografia, curadoria de arte, planejamento de eventos, produção de conteúdo, fusão entre arte e tecnologia, desenvolvimento do metaverso, entre outras áreas.
O fundador e arquiteto titular, Ye Cheng, graduou-se em Ciências da Terra pela Universidade de Nanjing e posteriormente ingressou na École Spéciale d'Architecture (ESA) em Paris, onde seu projeto de graduação recebeu o prêmio anual da instituição. Ele foi o primeiro cidadão chinês a receber o "Prêmio Jovem Artista" do Institut de France. Com mais de uma década de vivência na França, aliando uma formação científica ao campo das artes e da arquitetura, Ye Cheng destaca-se na China como uma figura emblemática da integração transdisciplinar e transcultural. Como curador, realizou diversas exposições de grande porte na China e no exterior, incluindo as cinco edições da mostra de arte arquitetônica "Reconstructing Utopia", a série de exposições de arquitetura contemporânea sino-francesa "Interconexão Urbana" em celebração ao 60º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países, a exposição de instalações e ensaios visuais de arquitetura contemporânea chinesa "Unknown City", a exposição principal da Beijing Design Week 2015, o primeiro Festival de Lanternas Artísticas dos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanjing em 2019, a exposição de arte digital "Along the River During the Qingming Festival 3.0" em Hong Kong, e a exposição "Architecture of Emotion" no Pavilhão do Laboratório de Paris. Suas grandes instalações e obras de arte espacial, como Huntian City, Empty Shanshui, Net City, Hyper-Axis, Ecological Mandala e Wormhole City, fundem a filosofia e a estética orientais com a tecnologia moderna, propondo uma visão poética de "Shan-Shui Urbano Oriental" para os espaços urbanos e as formas sociais do futuro. Em paralelo, Ye Cheng produziu de forma independente o curta-metragem de ficção científica Interstellar Folding, utilizando a linguagem cinematográfica para elucidar seu conceito de cidade espacial da "Grande Baía Interestelar". Em 2022, como urbanista-chefe da cidade virtual "Meta City" (元邦), colaborou com a Meta Media e a Baidu no desenvolvimento deste aplicativo de metaverso pioneiro no cenário internacional, inaugurando a vertente do metaverso "Futurismo Oriental", que funde filosofias orientais e ocidentais com teorias urbanas.
Filosofia de Projeto O escritório Wild City Factory pauta-se continuamente pela filosofia de projeto da "ontologia do espaço". Do espírito à matéria, do ser humano ao mundo, do real ao virtual, todas as questões são, em última análise, indissociáveis do espaço. Tudo parte do espaço, ancora-se no presente e transita pela tríplice dimensão temporal do passado, presente e futuro. O espaço não é apenas um receptáculo, mas um elemento de conexão. O espaço conecta pessoas, conecta espaços e conecta pessoas ao próprio espaço. Ele reside tanto no instante efêmero quanto na eternidade do tempo. Nesse sentido, da arquitetura à arte, da expografia à escrita, da observação à crítica, toda a produção do Wild City Factory articula-se em torno da problemática espacial, compreendendo o espaço como a raiz de todas as questões.
Nossa atuação externa consiste em explorar, perceber, conceber, construir, desconstruir, destituir e regenerar o espaço a partir de sua própria finitude. Já nossa busca interna reside em atravessar continuamente o "entre" (间) na infinitude do espaço, aproximando-nos do "vazio" (空) essencial — ou seja, da ontologia do espaço.
O Wild City Factory defende a máxima de que "projetar é resolver problemas" e adota a estratégia espacial da trindade "Espaço-Conteúdo-Evento", realizando análises aprofundadas do contexto de cada projeto para integrar esta filosofia e metodologia espacial a soluções inovadoras. Essa abordagem reflete a natureza multifacetada, multidirecional e transfronteiriça da atuação interdisciplinar do escritório.
Videoclipe do 2 World Trade Center / BIG, Squint/Opera. Imagem cortesia de BIG
Apresentações de arquitetura para clientes costumam incluir renders, diagramas e desenhos. Interpretar esses elementos e vislumbrar o resultado final exige imaginação e repertório arquitetônico para preencher as lacunas e visualizar a obra concluída. O BIG e a Squint/Opera, em uma parceria que une uma potência da arquitetura a um estúdio digital criativo, exploram métodos inovadores para transmitir o projeto espacial e arquitetônico para além dos meios tradicionais. Ambos reimaginam a narrativa arquitetônica para além dos recursos visuais estáticos em 2D, utilizando produções de vídeo de última geração e tecnologias imersivas, o que permite a clientes e ao público em geral vivenciar plenamente suas visões futuristas de planejamento urbano e design de arquitetura. Entre suas colaborações mais notáveis estão a produção de vídeo para o projeto Toyota Woven City e a criação da ferramenta colaborativa de projeto em realidade virtual (VR) HyperForm.
Em entrevista ao ArchDaily, Daniel Sundlin, sócio do BIG, e Matt Quinn, diretor comercial da Squint/Opera, compartilham suas perspectivas sobre o futuro da narrativa digital na arquitetura.
Reconhecido por sua abordagem avançada no ensino de arquitetura, o programa Master of Architecture 2 (M.Arch 2) do SCI-Arc se destaca como uma experiência transformadora para futuros/as arquitetos/as. Voltado para estudantes com formação prévia em arquitetura, o currículo do M.Arch 2 é um programa intensivo de dois anos projetado para estimular a criatividade, a competência técnica e o pensamento crítico, preparando seus/suas diplomados/as para um cenário profissional dinâmico e em constante evolução. Estudantes do programa M.Arch 2 do SCI-Arc constroem uma rede profissional global de colegas, docentes e profissionais de mercado, abrindo portas para colaborações, mentorias, oportunidades de carreira e contribuições significativas em escala global. Ex-alunos/as do M.Arch 2 do SCI-Arc têm conquistado algumas das maiores honrarias e reconhecimentos possíveis no campo da arquitetura e do design.
CityMakers, a Comunidade Global de Arquitetos/as que Aprendem com Cidades Exemplares e seus/suas Criadores/as, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os/as autores/as são os/as arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas dos projetos que transformaram essas três cidades, visitadas nas "Schools of Cities" e estudadas nos "Cursos-Documentários" realizados pela CityMakers. Nesta ocasião, Alejandro Restrepo Montoya, Diretor de Planejamento Urbano e Arquitetura de Medellín, apresenta seu artigo "Urbanismo Ambiental e Geografias Urbanas, Medellín 2024-2027"
O plano urbano de Medellín busca responder como o planejamento urbano pode melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ao desenvolver sua proposta, a cidade promove os benefícios sociais que essas práticas de planejamento urbano podem gerar. Medellín enfatiza o aproveitamento das condições naturais e ambientais, como vales, córregos, rios, montanhas e morros, para desenvolver critérios de planejamento urbano que atendam às necessidades sociais.
Músicos, publicitários e chefs renomados são apenas alguns dos profissionais que, inicialmente, encontraram inspiração e formação na arquitetura. Muito além de projetar edificações, a arquitetura promove uma visão abrangente do espaço, da estética e da funcionalidade, habilidades valiosas em diversas áreas. Arquitetos são treinados para pensar de maneira criativa e resolver problemas complexos, aplicando essa expertise ao desenvolvimento de projetos de todos os tipos. Com a ajuda da tecnologia e ferramentas de Inteligência Artificial, esse campo pode se expandir ainda mais. O desenvolvimento urbano contemporâneo, em particular, enfrenta desafios complexos que exigem soluções inovadoras. Um exemplo de incursões de arquitetos em áreas distintas do cotidiano no desenho ou canteiro de obras é o Grupo OSPA, sediado em Porto Alegre, que apesar de ter começado como um escritório de arquitetura, ao longo dos anos, evoluiu para incluir três atividades verticais principais, cada uma desempenhando um papel crucial no desenvolvimento urbano: o Responsive Cities Institute, Urbe.me e Place.
Permanecer temporariamente em um local ao ar livre, instalar-se de maneira provisória, assentar-se em um campo. As definições do verbo acampar presentes nos dicionários indicam duas características fundamentais para a prática: natureza e temporalidade. Na arquitetura, as tendas materializam essas qualidades configurando uma tipologia que atravessa séculos e culturas sendo, sobretudo, associada a precariedade e fragilidade.
Diante dessa constatação comum, no início dos anos 2000 surgiu a palavra glamping como uma junção entre camping e glamour, sugerindo aliar a prática do acampamento com comodidades luxuosas. No entanto, apesar da popularização, a ideia está longe de ser original. Nem sempre o ato de acampar foi entendido como o oposto do luxo.
Localizada em Lauro de Freitas, cidade baiana próxima a Salvador, a Escola Acalento, projetada por Carl von Hauenschild, é um exemplo onde arquitetura e pedagogia se entrelaçam de forma harmoniosa, refletindo a influência da filosofia antroposófica tanto no projeto arquitetônico quanto na pedagogia Waldorf praticada pela escola.
A Antroposofia, criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) no início do século XX, é uma filosofia que entende o ser humano de maneira integral, abrangendo seus aspectos físicos, emocionais e espirituais. Essa abordagem holística encontrou terreno fértil em diversas áreas do conhecimento, como a medicina antroposófica, a agricultura biodinâmica, a pedagogia Waldorf e até mesmo a arquitetura, influenciando significativamente o desenvolvimento da arquitetura orgânica.
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um programa sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o podcast traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço a análises aprofundadas e discussões pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem James Corner, sócio-fundador da Field Operations, para discutir sua trajetória; interesses iniciais; formação em arquitetura de paisagem e desenho urbano; o valor do desenho urbano; a diferença entre arquitetura e arquitetura de paisagem; concursos de projeto; a estrutura de trabalho da Field Operations; o projeto do High Line; e muito mais.
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