A madeira como recurso construtivo é uma questão milenar, tendo sua origem antes mesmo do desenvolvimento das ferramentas necessárias para trabalhá-la e explorar seu potencial. Este material caracteriza-se principalmente por sua grande versatilidade, cujas ilimitadas formas de uso e grande capacidade de dotar os espaços de atmosferas acolhedoras o tornam uma matéria-prima frequentemente escolhida na arquitetura.
Hoje em dia, no que se refere ao planejamento urbano, costuma-se promover o desenho e a busca por cidades inclusivas. Ou seja, propiciar ambientes coletivos nos quais todos os setores da sociedade se desenvolvam de maneira ideal.
Quão mais fácil seria essa tarefa se fossem criados espaços onde os diferentes setores da sociedade pudessem expressar suas necessidades em relação ao habitar?
"Leo Leo! Que Ves? La ciudad contada por los niños y las niñas" é um projeto que surgiu na cidade de Córdoba em 2017, no âmbito do programa de gestão de atividades artísticas e culturais da Subsecretaria de Cultura da Universidad Nacional de Córdoba, onde continua desenvolvendo atividades como "Ciudad niñez-ca", sob a coordenação de Paola Antonietti e dos/as oficineiros/as Camila García Reyna, María Paz Pérez Roque, Rocío Maldonado, Gabriela Soto e Matias Zanetti, junto à cátedra de Urbanismo 1A da FAUD e ao Taller de Estudios de la Ciudad y el Territorio.
Conheceremos o projeto por meio das palavras de seus/suas idealizadores/as.
'Silogismos' é um projeto de arquitetura e ilustração que fundamenta sua pesquisa em arquivos, publicações e fotografias sobre a história da construção moderna no México. Trata-se de uma narrativa gráfica sobre as permanências e transformações de obras fundamentais do século XX através da síntese, interpretação e contraposição de seus ideais. Os binômios referidos confrontam pensamento e forma com inferências dedutivas. A soma das partes vislumbra significados e motivos críticos da arquitetura para sua futura reconstrução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1120075/silogismos-urbanos-conheca-a-historia-por-tras-de-ciudad-satelite-e-do-multifamiliar-no-mexicoJuan José Kochen + Ximena Rios-Zertuche
Se pararmos para pensar, o desenvolvimento urbano das maiores cidades do mundo assemelha-se a uma partida de Tetris: por mais denso ou congestionado que pareça, para profissionais de arquitetura sempre há espaço para mais. No entanto, esse ato de "empilhamento estrutural" frequentemente resulta em composições arquitetônicas únicas.
Como desdobramento de sua primeira série fotográfica, o fotógrafo e artista visual singapurenseKevin Siyuan concebeu “Corridors of Diversity”, uma breve montagem de corredores comunitários e fachadas de blocos da HDB (Housing and Development Board), destacando as formas e os desenhos dinâmicos do denso ambiente construído de Singapura.
Em 19 de setembro de 2017, o México foi atingido por um terremoto de magnitude 7,1, devastando o país e deixando mais de 300 vítimas fatais. No centro da Cidade do México, um edifício de escritórios de sete andares — considerado o local mais letal do desastre — foi completamente destruído, restando de pé apenas a caixa de escada nos fundos.
A região não é estranha a terremotos devastadores, tendo passado por diversos desastres semelhantes no passado. No entanto, apesar da constante atividade sísmica e do perigo iminente na área, o governo continua a permitir novas construções, gerando controvérsia entre ativistas e autoridades públicas.
Diante disso, o escritório de arquitetura Espacio Cero optou por não construir no terreno. Em vez disso, propôs um memorial que preservasse a natureza e o próprio local, resgatando a memória do que existia ali antes do terremoto, sem qualquer arquitetura impositiva.
A Bauhaus, assim como diversos outros movimentos e disciplinas de design, exerceu forte influência sobre a arquitetura contemporânea. Há quem afirme que a escola é, de fato, um pilar da arquitetura e do design modernos, com sua racionalidade, simplicidade e eficiência. No entanto, por trás das superfícies polidas da Bauhaus, desenrolava-se uma vida de violência, ocultismo, sexualidade e farmacologia.
Em um artigo recente para a Metropolis Magazine, Beatriz Colomina, historiadora da arquitetura e professora da Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, explica como a Bauhaus era um “caldeirão de perversões”, suprimindo ideias e pedagogias transgressoras.
No último ano, foram construídos 6,9 bilhões de m² de espaços de escritórios (um aumento de 12% em relação ao ano anterior), de acordo com um estudo da Avison Young que analisa o mercado imobiliário corporativo na América do Norte, Europa e Ásia.
Open More Doors é uma seção do ArchDaily em parceria com o MINI Clubman que leva você aos bastidores dos escritórios de arquitetura mais inovadores do mundo por meio de entrevistas em vídeo instigantes e uma galeria de fotos exclusiva dos espaços de trabalho de cada estúdio.
Este mês, conversamos com o escritório de arquitetura italiano Supervoid para discutir suas estratégias de projeto e como elas ajudaram a desenvolver o espaço interno de sua própria sede.
Kevin Roche, o arquiteto irlando-americano e laureado com o Pritzker, cuja sensibilidade modernista transformou as instituições culturais e corporativas do pós-guerra nos Estados Unidos, faleceu de causas naturais em sua casa em Guilford, Connecticut. A notícia do falecimento de Roche foi publicada primeiramente no site de seu escritório, Kevin Roche John Dinkeloo and Associates, no final do dia 2 de março. Ele tinha 96 anos.
I Am Interested in Seeing the Future é uma exposição de arquitetura que, ao contrário do que se poderia esperar, não inclui maquetes nem desenhos. Em vez disso, assim que os/as visitantes chegam, deparam-se com textos por toda parte. A parede em frente à entrada é ocupada por uma instalação de palavras isoladas em cartazes, transcrições de entrevistas em papéis coloridos e espelhos que refletem frases impressas em delicados rolos de papel que despencam do teto em forma de arco.
De onde vêm a originalidade e o pensamento independente? A resposta é prosaicamente direta: de um indivíduo questionador — e um ambiente experimental certamente ajuda a estimulá-la. Atribui-se a Rem Koolhaas o fomento de tal ambiente, tanto por meio da consolidação de seu escritório, o Office for Metropolitan Architecture (OMA) — uma rede de sete filiais globais que reúne cerca de 300 arquitetos/as —, quanto por sua atuação docente na GSD de Harvard e palestras pelo mundo. Koolhaas conta hoje com oito sócios/as. Um/a deles/as, desde 2008, é Shohei Shigematsu, que lidera o OMA New York desde 2006. O estúdio, que inicialmente contava com apenas um punhado de pessoas, cresceu ao longo dos anos para se tornar uma grande equipe de 75 arquitetos/as com foco em projetos na América do Norte.
A histórica cidade de origem romana vem passando por uma intensa transformação, com novos e instigantes edifícios, praças e parques públicos florescendo por toda parte. Desde minha primeira viagem a Zurique em 2014, muita coisa mudou na antiga Turicum.
Graças a uma viagem fascinante organizada pela Visit Zürich e por meu amigo Philipp Heer, pudemos visitar alguns dos pontos mais novos, interessantes e inspiradores da cidade. Deslocando-nos de um lado para o outro, Roc Isern, David Basulto e eu tivemos o privilégio de seguir um itinerário sob medida, com acesso a verdadeiras joias de Zurique e, o que foi talvez ainda mais inspirador de tudo, contato com os/as arquitetos/as por trás dessas estruturas admiráveis.
O projeto de arquitetura de um espaço e o mobiliário escolhido para preenchê-lo podem trabalhar em conjunto para definir a função de um ambiente, estabelecer uma atmosfera específica e expressar uma identidade. Embora um/a arquiteto/a ou designer possa desejar móveis específicos para criar uma determinada estética no momento da conclusão do projeto, a versatilidade também é fundamental ao longo da vida útil de uma edificação. Além de as necessidades dos programas arquitetônicos e dos/as habitantes mudarem com o tempo, a administração de espaços comerciais e públicos frequentemente busca a capacidade de reagir às tendências estéticas e sociais para se manter atualizada.
A aparência final de um edifício é determinada não apenas pelos materiais, texturas, cores e formas do espaço, mas também pelo projeto de iluminação. A arquitetura está diretamente ligada à visão, e a iluminação potencializa ainda mais a nossa percepção do espaço. No caso do projeto de iluminação externa, por exemplo, iluminar a fachada oferece uma nova oportunidade para o edifício revelar sua “personalidade” noturna, criando uma atmosfera completamente diferente em seu entorno.
Vejamos como o projeto de iluminação de fachadas pode ser implementado no Revit com o auxílio do plugin LIGHTS.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118817/projeto-de-iluminacao-de-fachada-no-revit-dando-vida-aos-edificiosSponsored Post
Na semana passada, a Chaos Group retornou à Bulgária para apresentar o que há de mais recente e inovador no mundo da tecnologia e da visualização durante a conferência Total Chaos 2019 . Contando com a presença de mais de 50 especialistas na área, o evento foi dividido em uma série de palestras e masterclasses que o ArchDaily teve a oportunidade de acompanhar de perto, cobrindo um momento incrivelmente enriquecedor para todas as pessoas envolvidas no mundo da arquitetura e da indústria criativa.
Em sua segunda edição, o Total Chaos proporcionou um espaço de troca para que artistas 3D e profissionais de desenvolvimento pudessem se conectar e crescer, investigando de que forma temas como inteligência artificial, ray tracing em tempo real, campos de luz (light fields) e realidade virtual colaborativa continuarão a transformar os fluxos de trabalho profissionais.
Todo mundo é culpado por pelo menos um hábito ou comportamento inadequado em seu local de trabalho: falar muito alto ao telefone, pegar a caneca de outra pessoa, caminhar pelo escritório com um almoço de cheiro muito forte...
Após um pequeno encontro com colegas que trabalham na área de arquitetura, a ilustradora Chanel Dehond não pôde deixar de notar alguns "crimes" cometidos por quase todos/as os/as arquitetos/as.
Dê uma olhada nas ilustrações de Dehond sobre os pequenos crimes cometidos por arquitetos/as e designers.
A conversa com o renomado arquiteto e artista Zvi Hecker (nascido em 1931) ocorreu após Crusaders Come and Go, sua exposição na Galerie Nordenhake, em Berlim (junho-julho de 2017). Na primeira parte, Hecker apresenta sua crítica histórica à virada modernista na arquitetura e seus efeitos no planejamento urbano. Ele aponta a tensão entre uma abordagem urbanística e outra focada no impacto do edifício individual. Na segunda parte, Hecker aborda a noção do estilo do/a arquiteto/a e posiciona seu trabalho em oposição ou distanciamento em relação ao esforço de cultivar uma assinatura estilística. Na última parte, Hecker discorre sobre um motivo recorrente em seu trabalho, o tema do livro aberto como símbolo, conceito e referência formal dinâmica.
Em 1964, a Law Tower na Universidade de Boston foi inaugurada, logo desagradando estudantes e professores. O edifício, projetado por Josep Lluís Sert, era pouco acolhedor e resistente a modificações. Em uma tentativa de corrigir esses problemas, o escritório de Boston Bruner/Cott reformou e ampliou a torre em 2015. Cortesia Richard Mandelkorn
Por meio de seus projetos para campi universitários, Sert deixou um impressionante legado construído na região de Boston. Contudo, seus edifícios exigiram um período de adaptação por parte do público.
Em retrospecto, parece um tanto peculiar que um arquiteto catalão com inclinação por edifícios de concreto e toques vibrantes de cor — ele gostava de dizer que “é bom ver um papagaio contra um elefante” — tenha exercido tamanha influência sobre a tradicional elite de Boston e a vizinha Cambridge. Era meados do século XX, e ele era Josep Lluís Sert, nascido em Barcelona, grande devoto de Le Corbusier e diretor da Harvard University Graduate School of Design (GSD) de 1953 a 1969.
A construção tipo pódio — também conhecida como construção em plataforma ou pedestal — é uma tipologia edilícia caracterizada por uma divisão horizontal entre um "pódio" inferior e uma torre superior. O pódio, geralmente construído em concreto ou aço, é coroado por múltiplos pavimentos estruturados em light wood frame. Frequentemente, a estrutura superior, mais leve, abriga de quatro a cinco pavimentos de unidades residenciais, enquanto o pódio comporta espaços comerciais, varejo ou escritórios, além de estacionamento acima ou abaixo do nível do solo. Uma configuração alternativa apresenta de seis a sete pavimentos residenciais (incluindo o pódio) e estacionamento subterrâneo. Alguns exemplos notáveis desse estilo de construção incluem as residências Stella, projetadas pelo escritório DesignArc e repletas de comodidades; um atraente e econômico projeto de habitação estudantil para a Universidade de Washington, desenvolvido pelo Mahlum Architects; e o acolhedor e moderno University House Arena District, também assinado pelo Mahlum Architects em Eugene, Oregon.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118676/colocando-a-madeira-em-um-pedestal-a-ascensao-do-design-de-embasamento-de-media-alturaLilly Cao
À medida que as profissões de arquitetura e design de interiores avançaram ao longo dos séculos, suas ferramentas também evoluíram, do desenho em pergaminho na Idade Média ao desenho técnico em papel vegetal com grafite no século XX. Hoje, ferramentas como o Revit e inúmeros programas de modelagem 3D permitem aos/às usuários/as criar a imagem de um projeto mais rapidamente do que nunca; em alguns casos, os programas chegam a gerar elevações e detalhes. Imagens digitais de materiais de acabamento e bibliotecas de blocos 3D de mobiliário e metais nos permitem criar um projeto inteiro sem qualquer interação tátil com as peças ou acabamentos especificados. No entanto, essas ferramentas — e a gratificação instantânea que oferecem — levantam questões críticas: será que arquitetos/as e designers de interiores estão perdendo o aspecto físico do projeto? Nossa relação com as qualidades físicas do design teria se diluído pelo fato de não precisarmos mais desenhar uma cadeira ou uma banheira, podendo simplesmente baixá-las, perdendo assim a intimidade de elaborar os próprios detalhes?
O que podemos aprender com escritórios dinâmicos que levam a tecnologia a novos limites? Chegou o momento de buscar inspiração para experimentar tecnologias inovadoras que apoiam o BIM. O software que abre caminhos para possibilidades ilimitadas em seus projetos é aquele que viabiliza o uso de técnicas revolucionárias. Para esses escritórios, utilizar o ARCHICAD, a modelagem 3D fotorrealista e as experiências em VR (realidade virtual) vai muito além de mero recurso visual. Essas tecnologias integram um conjunto de ferramentas robusto que expande horizontes de criação. Conheça a experiência de escritórios que alcançaram esse patamar em By Design: The Next Frontier.
O que acontece quando uma cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antecipando a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily está colaborando com a equipe de curadoria da seção "Eyes of the City" na Bienal para estimular um debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o texto curatorial de "Eyes of the City", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT. Caso tenha interesse em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a convocatória aberta "Eyes of the City" até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net
https://www.archdaily.com.br/pt/1118351/seoul-city-machine-liam-young-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Liam Young
A acessibilidade universal na arquitetura refere-se à capacidade de todas as pessoas acessarem e habitarem um espaço, independentemente de suas capacidades cognitivas e físicas, tratando-se de um tema que não pode ser negligenciado. Embora pequenas modificações possam fazer a diferença, o ideal é que os espaços sejam pensados desde o início de acordo com as diretrizes do desenho universal.
No caso das cozinhas, surgiram diversas novas tecnologias que aumentam o conforto e a eficiência dos nossos espaços cotidianos. Com isso, multiplicam-se suas funções e viabiliza-se um melhor aproveitamento da superfície disponível. A seguir, apresentamos as últimas inovações da Häfele.